Tutorial SketchUp e Photoshop: Gerando cortes para arquitetura

Uma das vantagens em usar ferramentas de modelagem para desenvolver projetos em arquitetura e engenharia, é a possibilidade de gerar algumas das pranchas mais difíceis de criar apenas com desenho 2D. As chamadas vistas em corte são um dos tipos mais difíceis de vistas para pessoas que estão estudando desenho técnico, seja ele de peças mecânicas ou de grandes e complexas edificações para arquitetura. O simples fato de precisar representar objetos que estão apenas em vista na ilustração e destacar os pontos de corte, deixa alunos e até mesmo alguns profissionais que conheço bem confusos. As ferramentas do tipo BIM ajudam muito nesse processo, mas não é preciso partir para opções sofisticadas como o Revit, ArchiCAD ou VectorWorks para gerar esse tipo de vista para arquitetura.

Com o uso do SketchUp gratuito é possível gerar vistas em corte de maneira muito simples, precisando apenas de alguns pequenos ajustes na imagem usando o Photoshop ou GIMP depois que a imagem é gerada.

Se você nunca tentou realizar esse procedimento no SketchUp, encontrei um tutorial que pode ajudar muito a realizar o processo completo com o SketchUp gratuito.

O próprio SketchUp apresenta um tipo de ferramenta chamada Section que já ajuda bastante nesse processo, gerando uma vista em corte de qualquer modelo 3d. O autor do vídeo aproveita a possibilidade de gerar esse tipo de vista no SketchUp para exportar um corte realizado no software em formato de imagem. No vídeo ele usa JPG como base para exportar a imagem, eu particularmente usaria PNG pela melhor qualidade na imagem final, já que o formato é Lossless e o JPG é Lossy. Isso significa dizer que o JPG excluí dados da imagem para reduzir seu tamanho e o PNG não faz esse tipo de exclusão.

Assim que a imagem do corte estiver pronta, o tutorial passa para o Photoshop em que o autor começa um trabalho de edição detalhado em que as paredes que são cortadas na vista recebem pintura preta, e outros elementos da vista são evidenciados ou até mesmo removidos.

O interessante do processo é que o Photoshop pode facilmente ser substituído por outras ferramentas como o Pixelmator ou GIMP. Essa e uma maneira simples de gerar vistas em corte.

Gimp 2.6 disponível para download

Na semana passada uma atualização para o Gimp foi lançada. A versão 2.6 do famoso editor de imagens em código aberto, que é um excelente software para se trabalhar com o Blender 3D, trouxe algumas novidades e melhorias na sua interface. Logo após o lançamento do software, as versões compiladas do Gimp 2.6 começaram a aparecer para os mais variados sistemas operacionais, portanto, se você quiser fazer download do Gimp 2.6, visite esse endereço. A lista de novidades do Gimp é extensa e envolvem a melhoria e adição de algumas ferramentas interessantes, como o Brush Dinamics, restrições de movimento ao mover um objeto e melhorias na ferramenta de seleção livre.

Agora a seleção livre pode intercalar linhas curvas com segmentos retos! Confira a lista completa de novidades do Gimp 2.6 aqui.

Esse vídeo mostra o Gimp 2.6 em ação:

Um dos projetos que estava sendo desenvolvido por um grupo de usuários do Gimp, envolvia a mudança na sua interface. Eles queriam uma interface semelhante ao que o GimpShop faz, mas pelo visto esse tipo de mudança ainda deve levar um tempo.

Essa mudança é positiva? Acho difícil, as pessoas mudarem de software apenas por alterações na interface, e hoje existem muitas opções de sistemas gratuitos na internet, como o próprio Photoshop Express, para realizar edições básicas em fotografia.

Quer ver um ponto de contradição na avaliação da interface do Gimp? Estou usando há algum tempo um software chamado Pixelmator, que só roda em Mac OS X, ele é um editor de imagens e ferramenta de pintura básica. Se você visitar o web site oficial da ferramenta, vai perceber que o conceito da sua interface é bem parecido com o do Gimp, tudo organizado em janelas separadas! Então, qual é o problema? Será que é o Gimp mesmo? Acho que muito disso está em preconceitos dos próprios artistas em usar sistemas Linux.

Então, a interface do Gimp é realmente boa?

A interface do Gimp pode gerar discussões acaloradas entre os defensores do software e os que preferem mais o Photoshop. Para tentar chegar a uma conclusão, fiz um teste com meus alunos em dois semestres diferentes. Em uma das disciplinas do curso, eu precisava falar sobre edição de imagens e fotografia nas aulas, e geralmente falava do Photoshop e do Gimp. Sempre mostrava o Photoshop primeiro e depois o Gimp. Mas, em um semestre, resolvi inverter a ordem e o resultado foi que os alunos acostumados com o Gimp, tiveram dificuldades em aprender Photoshop.

Conclusão? Tudo é questão de costume.