Allan Brito

Migrando dos tijolos para os pixels!

Archive for October, 2008


Quando uma pessoa começa a trabalhar com computação gráfica, especialmente com efeitos especiais para vídeo, dificilmente essa pessoa tem como objetivo se especializar em rotoscopia. Mas, afinal o que é rotoscopia? A atividade de rotoscopia em vídeo é de fundamental importância para qualquer produção, pois permite separar partes em movimento de vídeos. Quer um exemplo? Quando é necessário fazer uma composição em vídeo, com um ator ou personagem virtual, para que no processo de composição o plano de fundo do vídeo seja substituído por uma paisagem, o material é gravado com um fundo colorido. Mas, e quando acontece um imprevisto? O vídeo foi gravado com o plano de fundo normal, mas precisa ser substituído?

Nesse momento entra o trabalho de rotoscopia. Se você já usou em algum momento o Photoshop ou Gimp, para recortar partes de uma fotografia, o processo é o mesmo no After Effects, mas com uma imagem em movimento.

Quer aprender como fazer esse tipo de operação no After Effects? Um tutorial bem completo e simples de seguir foi publicado no GFX-Help.com sobre rotoscopia, com o After Effects, em que você pode acompanhar o texto e fazer o download dos vídeos usados.

No tutorial você vai realizar a separação de duas cenas com um cubo simples em movimento, o que é muito mais fácil e rápido de executar que um vídeo, em que é necessário recortar dedos e cabelos de atores. No tutorial, o foco principal será no desenho e animação de máscaras no After Effects, sendo essa a principal ferramenta para realizar rotoscopia. Fora isso, ainda existe muito trabalho de edição e ajuste de camadas para que seja possível mesclar de maneira satisfatória, ambos os vídeos.

Como pouca gente se especializa nesse tipo de tarefa, pelo fato dela ser trabalhosa e aparecer pouco na hora dos elogios de uma produção, pode ser uma oportunidade para estudar e aproveitar uma área, que ao mesmo tempo é necessária e desprezada pelos motion designers. Se você quiser conferir a importância da rotoscopia, procure nos créditos dos filmes e animações mais famosas o termo Rotoscopy. Quando mais complexos os efeitos, maior é a equipe listada nos créditos.

Oct
31

Para que um trabalho de criação em softwares de desenho ou ilustração seja original, você precisa desenvolver uma idéia ou conceito que transmita uma mensagem. Essa mensagem geralmente é relacionada com a venda de algum produto ou espaço. Alguns artistas ainda têm o “purismo” de querer usar apenas material original nos seus projetos, chegando ao nível de preciosismo de não usar blocos ou desenhos prontos para economizar tempo na produção. Sim, por incrível que pareça conheço muitos designer e artistas 2d e 3d que são assim, e os trabalhos deles são incríveis.

Agora, esses artistas têm uma característica em comum, eles produzem arte. Esse tipo de comportamento dificilmente teria lugar em ambientes de produção comercial, como estúdios de design que tem prazos apertados de produção. Nessa hora, o uso de blocos 2d e 3d são uma excelente opção para acelerar a produção de qualquer produção gráfica.

Imagine a seguinte situação, você precisa criar um cenário completo para uma animação, em que no cenário estão posicionados alguns edifícios e calçadas. A modelagem básica dos objetos você termina em pouco tempo, mas os detalhes podem triplicar a o tempo de produção com o uso de carros, pessoas, mobiliário urbano e outros itens.

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Por isso, sempre que localizo um bom local em que seja possível encontrar blocos gratuitos para download, seja para AutoCAD ou softwares 3d, guardo nos meus favoritos para usar posteriormente.

Hoje vou compartilhar mais dois web sites excelentes, com grande número de blocos e arquivos disponíveis para download gratuito. Um deles tem material “Premium” que requer inscrição paga, mas a quantidade de material disponível para download gratuito compensa a visita.

Esses são os sites:

  • Figuras humanas no formato DWG e DXF: O web site disponibiliza de maneira gratuita figuras humanas em várias situações, perfeitos para ilustrar elevações e desenhos técnicos.
  • Blocos 2d e 3d para AutoCAD e softwares 3D: Aqui temos uma biblioteca de modelos 2d e 3d variada, com opções para objetos prontos para renderização. Para encontrar os modelos ou blocos para o seu projeto, use o menu de navegação, localizado na esquerda do web site.
Oct
31

Na grande maioria das vezes os artistas 3d querem saber apenas os procedimentos necessários para criar àquela imagem matadora, hiper realista. Os processos e a mecânica interna dos softwares 3d pouco importam nesses casos, mas repito o que sempre digo aos meus alunos, sempre é importante conhecer a maneira como essas ferramentas funcionam, para que eventuais mudanças de tecnologia, possam ser assimiladas com mais facilidade. Uma dessas opções extremamente avançada, na área de materiais e shaders é o Subsurface Scattering. Com essa opção dos materiais, podemos simular a dispersão da luz que acontecem em superfícies semitransparentes, como a pele humana e objetos de cera.

Esses materiais apresentam níveis diferentes de transparência próximos da superfície dos objetos, gerando uma dispersão na luz que atravessa os objetos, criando um efeito de gradiente de cores suave nos objetos. Hoje, a maioria dos softwared 3d consegue reproduzir esse efeito.

Caso você queira aprender um pouco mais sobre o funcionamento do Subsurface Scattering, e ainda conferir algumas dicas de como realizar o efeito usando Mental Ray e Maya, o grupo de usuários do Mental Ray de Los Angeles, publicou no seu web site um ótimo guia, sobre como configurar o efeito.

O material está disponível na internet e também no formato PDF, como uma apostila gratuita para download. Esse tipo de material é excelente para embasar pesquisas científicas e trabalhos acadêmicos, envolvendo o funcionamento de softwares 3d. Além dos textos, todas as cenas abordadas nos tutoriais estão disponíveis para download também, assim os artistas que tenham o Maya instalado, podem realizar testes usando as cenas originais.

O guia começa com uma breve descrição da técnica e din6amica dos raios luminosos no efeito, para depois entrar nas configurações do Mental Ray.

No primeiro tutorial do guia, podemos conferir uma ótima técnica para elaborar materiais orgânicos, como os que encontramos nas superfícies de frutas como uvas. Você já tentou configurar um shader realista de uma fruta como essas? É muito trabalhoso conseguir o efeito exato de dispersão, mas o guia mostra exatamente os passos necessários para conseguir o efeito, e ainda explica os conceitos utilizados.

Recomendo a todos que queiram aprender um pouco mais sobre materiais e renderização avançada em softwares 3d.

Oct
30

Quando a Autodesk comprou a Softimage, eles conseguiram colocar as mãos em um de seus principais concorrentes, e na sua mais recente tecnologia, desenvolvida nos últimos dois anos para prover aos usuários e artistas 3d, uma maneira de criar animações, simulações físicas e muito mais usando nós. O Softimage ICE é um dos maiores avanços em termos de personalização de animação e efeitos da Softimage. Bem, agora ele faz parte do arsenal da Autodesk.

Uma das grandes vantagens do ICE é a possibilidade de elaborar novos nós e ferramentas, como já foi mostrado aqui no blog um nó para simular as leis de Newton. Dentre essas novas ferramentas em desenvolvimento para o Softimage ICE, um nó criado com base em scripts está prometendo novas e impressionantes opções de controle, para simulações físicas de fluidos e partículas. Ele se chama emFluid.

Na última semana, três vídeos de demonstração desse novo script foram lançados na internet, para demonstrar a versatilidade e qualidade das animações criadas com esse tipo de plugin.

O primeiro vídeo mostra as opções de simulação para partículas, com o objetivo de criar uma animação semelante a fumaça ou nevoeiro. Repare no vídeo, que o artista pode controlar de maneira dinâmica a velocidade e dispersão das partículas.


sneak preview on emFluid2 (english) from Oliver Weingarten on Vimeo.

No segundo vídeo o artista começa a adicionar mais elementos a cena, como um plano que funciona como uma peça de tecido. Ele tem uma deformação semelhante a um softbody e sofre a influência tanto das partículas, como de campos de força simulando vento.

O impressionante da animação é que em determinado momento, o plano funciona como obstáculo das partículas. Quando as partículas estão colidindo com o objeto, a animação faz com que o tecido seja empurrado para cima.


sneak preview on emFluid2 II (english) from Oliver Weingarten on Vimeo.

O último vídeo mostra o mesmo sistema de partículas, sendo configurado e posicionado como que sua origem fosse um objeto. Nesse caso uma esfera, passando a impressão que as partículas estão simulando fumaça ou até mesmo fogo.


sneak preview on emFluid2 III (low res, english) from Oliver Weingarten on Vimeo.

Depois de assistir aos vídeos, com a demonstração da versatilidade e poder criativo do Softimage ICE, será que a Autodesk fez uma boa compra? A relação custo benefício nesse caso foi fantástica!

Os usuários do Blender vão achar o sistema da Softimage muito simular ao que já existe no Blender 3D, até mesmo na parte visual dos nós. O melhor de tudo é que o código fonte do Blender é público, portanto é perfeitamente possível desenvolver soluções semelhantes a essa.

Oct
30

A compra da Softimage pela Autodesk ainda repercute pelo mercado de computação gráfica, com declarações de usuários e agora com o pronunciamento do presidente da SideFX que se chama Kim Davidson, empresa que desenvolve e comercializa o Houdini. O Houdini é uma das opções em software proprietário que resta, caso você não queira usar ferramentas ou softwares da Autodesk. O pronunciamento é ao mesmo tempo uma mensagem para os artistas que estão preocupados com a competição no mercado de softwares 3d, mas também uma mensagem de otimismo e de motivação para a equipe da SideFX, pelo momento ser apropriado para que o Houdini ganhe mais usuários.

Ele sabe que esse é o momento de surgir no mercado de computação gráfica, como opção para os usuários insatisfeitos com a compra.

Demo Reel do Houdini apresentado na Siggraph 2008

O texto pode ser lido nesse link, que leva ao web site da SideFX.

E para tentar animar ainda mais os usuários que queiram migrar para o Houdini, o presidente da SideFX anuncia uma “promoção” em que usuários podem ganhar uma licença profissional do Houdini Máster, no valor de 10.000 dólares.

Funciona assim; você faz o download do Houdini Apprentice, começa a usar a ferramenta para estudar e produzir seu material em 3d, depois é só enviar uma mensagem com o seu depoimento, descrevendo a experiência em usar o Houdini. O depoimento deve ser enviado para o e-mail do próprio presidente da SideFX, divulgado diretamente no texto do artigo. Você tem até o dia 30/11 para enviar sua análise.

Só isso? Sim, mas não é tudo. Uma das condições para que você seja candidato a ganhar a licença, é enviar uma screenshot de um dos seus trabalhos realizados com o Houdini. A imagem não será usada para decidir sobre a licença, mas para comprovar que você realmente usou e testou o Houdini.

A SideFX não é “boazinha”, essa é uma ação de marketing forte para atrair usuários para o Houdini. A licença do software é bem cara, dependendo do caso, mais cara até que as dos softwares da Autodesk. Mas, mesmo assim é uma ótima oprtunidade para conseguir esse brinde bem caro. Se você já usou alguma vez o Houdini, recomendo ao menos tentar.

Caso você não conheça, o Houdini tem grande destaque na área de simulações físicas, com ferramentas capazes de criar simulações com partículas, fluidos, soft bodies e outros com alto nível de realismo. A versão Apprentice é totalmente gratuita a pode ser usada para fins educacionais, ela conta com opções para Windows, Linux e Mac OS.

Oct
30

Uma das opções mais interessantes na parte de renderização interna do Blender 3D lançada recentemente, foi o Approximate Ambient Occlusion, que acelera em muito o processo de renderização usando o Ambient Occlusion. Quando estava lendo um artigo que fala sobre uma opção semelhante a do Blender, no renderizador da Splutterfish, o Brazil R/S fiz logo a analogia entre as duas opções. Mas, o que fazem essas opções? Antes de qualquer coisa, o Brazil R/S é um renderizador semelhante ao Mental Ray ou V-Ray, sendo que muitas pessoas o consideram muito melhor para cenas hiper realistas. Mas, ele é um consumidor ávido de recursos do computador.

Já tive oportunidade de usar a versão gratuita do Brazil, posso dizer que ele é realmente muito bom, mas para conseguir bons resultados é necessário um computador poderoso.

O artigo em questão fala sobre o uso do Brazil R/S no Rhino, um dos melhores modeladores especializados em NURBS. No artigo que apresenta uma opção do Brazil R/S chamada de Auto Occlusion, a técnica usada no renderizador é apresentada, sendo muito semelhante ao conceito usado no Approximate Occlusion do Blender.

Essa opção do Brazil, assim como a do Blender, tenta suprir o desejo de todo o artista 3d; renderização realista em pouquíssimo tempo, com consumo mínimo de recursos. Sei que isso é muito difícil, mas com as duas opções você pode tentar.

A técnica é bem simples, o renderizador abre mão do realismo total na cena para simular iluminação global com o uso de sombras. Essas sombras são calculadas com base na proximidade dos objetos, gerando as chamadas “sombras de contato” típicas de cenas que usam iluminação global. As sombras podem não estar corretas para o tipo de iluminação da cena, mas o resultado e velocidade do render valem à pena.

Quer um exemplo? Visite o artigo indicado no início do texto e verifique os tempos de render para as cenas indicadas. Além do tempo de render, confira também a resolução das imagens.

Ainda não tive chances de fazer testes detalhados com o Approximate Ambient Occlusion do Blender, mas depois de verificar esses tempos de render no Brazil, devo fazer mais testes com cenas mais complexas e animações, o mais rápido possível! Fiquei curioso para verificar os tempos de render.

Se você quiser testar esse recurso no Brazil, pode usar o Brazil Rio, a versão gratuita para testes do renderizador, para 3ds Max. Para os usuários do Rhino, ainda existe um outro atrativo no tutorial, pois todas as cenas e exemplos exibidos no texto, estão disponíveis para download, caso você queira testar a renderização no seu computador.

Oct
29

Mesmo com a crescente evolução do AutoCAD com melhorias e alterações na interface, algumas das ferramentas e dificuldades dos usuários permanecem as mesmas. Fora as dificuldades naturais relacionadas com o desenho técnico, o assunto que mais gerava dúvida entre meus alunos era a parte relacionada com impressão e plotagem de desenhos. Desde a configuração das penas, que deve corresponder a uma espessura própria no desenho técnico até mesmo a seleção da área que deve ser impressa, dentro dos layouts de impressão. Sem falar da escala, que era a parte mais confusa para os alunos, falar sobre escala relativa e real para comparar unidades de desenho e reais, simplesmente não fazia sentido para eles.

Posso entender que esse tipo de dificuldade é normal, principalmente para as pessoas que nunca tiveram contato com desenho técnico, e as várias nuances da área, como a manipulação de desenhos em escala e impressão técnica. Mas, para estudantes ou profissionais de engenharia, arquitetura, topografia e outras áreas que precisam do desenho técnico, esse conhecimento é fundamental e obrigatório.

Se você quiser aprender um pouco mais sobre o processo de plotagem e impressão com o AutoCAD 2008, desde a parte de seleção do que deve ser impresso até a configuração das penas, a um professor da Faculdade de Arquitetura Paisagística de Edimburgo, publicou um guia bem completo sobre impressão no AutoCAD no Google Docs. O material está em inglês, mas você pode conferir uma versão traduzida nesse link, com a ressalva da tradução não estar perfeita.

O documento começa explicando a seleção de conteúdos com o uso de filtros de Layers, para que apenas as linhas e objetos necessários sejam impressos.

Depois o tutorial faz uma breve descrição sobre as diversas áreas de desenho do AutoCAD como Model Space e Layout. Dependendo do que você está planejando para a sua impressão, pode ser mais apropriado usar uma área de desenho específica.

O próximo passo é falar sobre escalas reais e na área de desenho do AutoCAD, assunto sobre o qual o tutorial fala de maneira bem rápida, mas objetiva. No tutorial você é orientado a pressionar o botão PAPER, quando estiver no Layout. Assim que fizer isso, aparecerá uma opção chamada de VP Scale que será usada para selecionar a escala desejada.

Aqui é necessário tomar cuidado, pois esse tutorial foi provavelmente escrito para funcionar com desenhos criados usando polegadas. Quando a unidade usada para criar o desenho for metros ou centímetros, a relação de escala é diferente.

No final do tutorial, o autor ainda comenta a configuração das penas e espessuras das linhas, para depois falar sobre a impressão final.

Oct
29

Esse é o tipo de tutorial perfeito para quem acha a modelagem 3d e visualização criada com softwares como o 3ds Max, Maya e outros a última palavra em tecnologia. Algumas vezes a tradição do desenho 2d, com o auxilio de algumas ferramentas de desenho vetorial, como o Adobe Illustrator ou Corel Draw são suficientes. Um tutorial de um artista extremamente talentoso chamado Kevin Hulsey, mostra como ele criou a ilustração técnica de um navio transatlântico no Adobe Illustrator, com cortes e vistas mostrando o interior da embarcação. A quantidade de detalhes e perfeição da ilustração com sombras e tudo mais, impressiona muito.

Essa é ao mesmo tempo uma aula sobre ilustração vetorial e um exemplo, de como é importante conhecer técnicas de desenho mais tradicionais, para poder trabalhar com qualquer ferramenta de desenho, independente se ela é 2d ou 3d.

No tutorial, podemos perceber as técnicas e truques usados pelo artista para conseguir o efeito. A primeira coisa a fazer no projeto, foi selecionar os desenhos técnicos do projeto do navio, para poder usar como referência para os contornos. Com os desenhos em mão, ou no computador, ele partiu para a delimitação da perspectiva da ilustração. O uso de ferramentas 3d faz com que as pessoas esqueçam desse tipo de técnica, repare que ele usa os “velhos” pontos de fuga, para fazer a perspectiva.

Com os pontos de fuga posicionados, e as linhas de construção traçadas, o artista desenha os contornos principais da ilustração. A opção pelo uso de um software 2d, faz com que tudo seja um pouco mais trabalhoso, mas o beneficio do Illustrator é o produto final, no formato vetorial, que permite ao cliente do ilustrador usar o material em praticamente qualquer lugar, independente da resolução.

Agora o ponto negativo do projeto, segundo o autor, toda a ilustração levou 720 horas de trabalho para ser concluída. Se levarmos em consideração que ele usou 8 horas do seu dia para desenhar, o projeto todo levou 3 meses aproximadamente para ser concluído. Caso um software 3d fosse usado, esse tempo seria muito menor.

Mesmo assim, o resultado final compensou!

Oct
28

Muitos artistas ainda tem um pouco de preconceito com o SketchUp, por ele se tratar de uma ferramenta gratuita, voltada ao mercado de visualização e projetos arquitetônicos. Mas, como já pude presenciar em algumas visitas que realizei em estúdios de jogos e animação, quando os diretores de criação conhecem o software, e a facilidade com que alguns tipos de modelos podem ser elaborados nele, imediatamente o SketchUp é adotado como ferramenta de modelagem conceitual padrão! Tanto é que estúdios especializados em visualização e modelagem 3d, como o Massive Black, usa o Sketchup para desenvolver modelagem de veículos complexos, com o objetivo de participar em projetos de alto nível.

Sim, mesmo dispondo de ferramentas como o 3ds Max, Maya e outros, o estúdio resolveu investir parte da sua produção no uso do SketchUp. O pessoal do Google, resolveu fazer uma pequena entrevista com uma demonstração do trabalho que eles realizam, usando sua ferramenta.

O estúdio é especializado na terceirização de trabalhos e visualização de conceitos, para histórias em jogos e animações. Por exemplo, quando um estúdio os procura com uma idéia no texto, os artistas do Massive Black transformam esse conceito em modelos 3d.

A entrevista está disponível em vídeo:

O vídeo é bem instrutivo e mostra o tipo exato de modelagem 3d em que o SketchUp pode ser fantástico na modelagem, modelos com grande embasamento geométrico, como os veículos apresentados no vídeo demonstrativo. Até existem algumas ferramentas para trabalhar com modelagem orgânica no SketchUp, mas esse tipo de modelo 3d é melhor trabalhado em softwares com opções avançadas de modelagem, como NURBS ou curvas.

No SketchUp a melhor opção mesmo é investir na modelagem mecânica.

Caso você queira investir no estudo do SketchUp como ferramenta de modelagem, recomendo usar a ferramenta em conjunto com outro software, com opções avançadas de animação como o Blender 3D, Maya ou 3ds Max. Assim você pode aproveitar o melhor que essas ferramentas têm a oferecer.

Esse é um ótimo exemplo, de empresa que pode começar a oferecer trabalhos de visualização e arte conceitual, para cenários e jogos. Para quem está querendo começar um negócio, envolvendo computação gráfica, essa é uma ótima opção.

Oct
28

Na conferência Blender 2008, a palestra que foi apresentada logo depois da abertura foi a do William Reynish, sobre interface do Blender em comparação com outros softwares 3d e os principais conceitos de usabilidade de softwares. A interface do Blender é um assunto extremamente controverso, mais ou menos da mesma maneira que a interface do Gimp. Para algumas pessoas ela é perfeita, mas para outros é confusa e atrapalha o início dos trabalhos para usuários menos experientes.

A palestra começa fazendo uma análise sobre as vantagens e compara a interface do Blender com ferramentas comerciais como o Modo 302, Apple Motion e o Photoshop CS4. Sim, até o pessoal da Adobe se inspirou em alguns conceitos usados na interface do Blender para reformular a maneira com que o Photoshop trabalha. Não acredito que a inspiração da Adobe tenha sido o Blender, mas o conceito usado na interface foi o mesmo.

Ainda na primeira parte da palestra, um ponto importante é levantado sobre o Blender; ele foi criado para ser a ferramenta de animação da NaN, por isso os conceitos de usabilidade e facilidade de uso não se aplicam a ele. Seria mais ou menos, como se a Pixar disponibilizasse para o público o seu Marionette. A ferramenta é feita para servir aos propósitos da empresa e não aos usuários de maneira geral.

Depois disso aparecem as vantagens do Blender:

  • Interface modulada, livre de janelas
  • Alto nível de personalização

Esses conceitos foram “copiados” pelas ferramentas comerciais citadas no início do artigo.

Agora, a parte que deve interessar a maioria dos usuários é a sugestão feita para a interface do Blender 2.50. Sim, é apenas uma sugestão, mas já nos deixa animados em ver uma concepção artística do que pode vir a ser o Blender 2.50.

A proposta se baseia na correção de alguns dos problemas da interface atual do Blender, que é a falta de organização e posicionamento de alguns elementos na interface. Por exemplo, as propriedades e os controles para algumas ferramentas estão espalhados por vários menus e muitas vezes, isso pode atrapalhar usuários com menos experiência.

Uma das propostas é fazer desaparecer o painel de botões, sendo que ele será substituído por um painel de propriedades, semelhante ao que é exibido na imagem que ilustra esse artigo. Esse novo painel reuniria as principais propriedades dos objetos selecionados, para facilitar o processo de edição.

Caso você tenha interessem em estudar o design de interfaces de softwares 3d, recomendo o download essa palestras, principalmente para as pessoas que estão escrevendo trabalhos acadêmicos sobre usabilidade de software ou computação gráfica, a interface do Blender pode ser um ótimo tema para sua monografia ou artigo. Para fazer o download dos vídeos, visite esse endereço.

Esse artigo é parte da cobertura sobre a conferência, amanhã continuo falando sobre mais apresentações.

Oct
28

Leitura recomendada

Blender 3D - Guia do Usuário Modelando personagens com o Blender 3D Introdução ao AutoCAD 2008: Guia Autorizado Desenho Técnico sem Prancheta com AutoCAD 2008 Desenvolvendo Personagens em 3D com 3Ds Max  Design para Quem Não é Designer Neufert 3ds max 8 - Guia autorizado

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