Tutorial 3ds Max 2010: Animando e desintegrando tecido com partículas

A simples simulação de física usando computação gráfica é algo complexo e que geralmente exige tanto do hardware como do artista 3d, pois a quantidade de parâmetros e detalhes que precisam ser observados é muito grande, mesmo com o auxílio de plugins e ferramentas extras. Se a mesma animação ainda envolver o uso de partículas, então o nível de complexidade sobe significativamente. Para os usuários do 3ds Max que estejam interessados em aprender o funcionamento de plugins como o Thinking Particles, usado para fazer os efeitos do filme 2012 e promovido de maneira intensiva pela Cebas como uma revolução em termos de gerenciamento de partículas.

O tutorial abaixo mostra o funcionamento da ferramenta mesclado com uma animação usando simulações físicas do 3ds Max, para desintegrar em pequenas partes uma bandeira reagindo com a força do vento. Essa é uma das primeiras animações que os meus alunos produzem ao começar a trabalhar com o Reactor, ou qualquer outro sistema que apresente simulações físicas ou Cloth.

Essa é a animação produzida no tutorial:

Flag Disintegration from Nahuel on Vimeo.

O material está dividido em duas partes, sendo que apenas no segundo vídeo é que podemos acompanhar a criação da animação usando as partículas do Thinking Particles.

Com o primeiro vídeo é possível acompanhar de maneira bem rápida e simples a criação de um plano que será configurado para simular uma bandeira. Nada de especial nessa parte, apenas a configuração e seleção do Final Render stage 1, que é produzido pela mesma Cebas como o render padrão para esse projeto.

Para as pessoas que nunca tiveram a oportunidade de conhecer ou trabalhar com o Thinking Particles, esse tutorial é de extrema utilidade, pois mostra ao mesmo tempo como é possível criar animações complexas, e também permite visualizar o também complexo processo de configuração dessa ferramenta. Assim como acontece com outros sistemas de efeitos dinâmicos, o sistema de partículas é todo configurado e ajustado usando estruturas de nós, que permitem flexibilidade e ajustes diversos nos objetos.

Essa gama de opções nos sistemas baseados em nós sempre é acompanhada pela dificuldade em compor esses tipo de objetos, pois as opções são tantas que os artistas acabam ficando meio que travados no primeiro contato com as ferramentas.

Fragmentando objetos com o 3ds Max 2010 e Volume Breaker

A Siggraph 2009 foi palco para apresentação de diversas ferramentas e novidades em softwares e plugins. Entre as empresas que apostaram alto na apresentação de novas funcionalidades está a Cebas, com a demonstração dos softwares usados para produzir o filme 2012, que deve estrear apenas em novembro. Esse filme mostra diversos efeitos e animações complexas usando partículas e principalmente destruição de elementos em 3d. Para ajudar na criação desse tipo de animação a Cebas criou uma ferramenta chamada Volume Breaker que fragmenta objetos no 3ds Max 2010, deixando o trabalho de animação e destruição bem mais simples.

Para demonstrar o uso da ferramenta, foram feitas sessões de exibição do software no 3ds Max 2010 e alguns dos vídeos gravados nessas apresentações estão começando a aparecer na internet. Abaixo está o vídeo usado na apresentação da Siggraph 2009.

O plugin Volume Breaker funciona como um modificador no 3ds Max 2010 e pode realmente fazer maravilhas em termos de animação com destruição de objetos. O mais interessante em termos de manipulação é que o plugin consegue interagir muito bem com outros modificadores do Max, como o famoso e útil Edit Poly. No vídeo de demonstração é possível conferir inúmeras vezes o plugin sendo usado em conjunto com o modificador, para selecionar apenas algumas poucas faces de um modelo que está sendo fragmentado.

Em termos de fragmentação de objetos 3d, a ferramenta se mostra bem versátil e permite criar diversas opções e alinhamentos das linhas que quebram o modelo. No final do vídeo é possível acompanhar o deslocamento do Gizmo do modificador, e como a posição desse objeto influência na maneira com que os fragmentos são gerados.

No que se refere a novidades o Volume Breaker não apresenta nada revolucionário, apenas a possibilidade de trabalhar com a integração entre modificadores do 3ds Max 2010. Mesmo assim, para os usuários que querem saciar o seu espírito destruidor ou trabalhar com efeitos especiais, é uma excelente adição ao 3ds Max 2010. É só esperar pelo filme 2012 para conferir o potencial de animação dessa ferramenta.

Junto com esse vídeo foi divulgado o Demo Reel da Autodesk para a Siggraph 2009, que mostra os melhores trabalhos desenvolvidos com softwares da empresa nesse último ano. Como de costume, a lista mostra diversos filmes e comerciais que usaram de alguma maneira ferramentas da Autodesk para finalizar seus efeitos especiais.