Introdução ao MAXScript no 3dsmax

No aprendizado de qualquer software 3d é necessário passar pelas mais diversas áreas da produção em 3d que envolvem o uso de modelagem poligonal, animação, texturas, partículas e efeitos. Mas, existe uma dessas áreas relacionadas aos softwares 3d que todos os artistas evitam de maneira semelhante a como os vampiros fogem da cruz, se bem que os vampiros modernos não tem mais esse problema. Estou me referindo a parte relacionada a criação de scripts e rotinas nesses softwares 3d. Sempre que tenho a oportunidade de abordar esse tipo de ferramenta nas minhas aulas, encontro de imediato uma resistência ao uso das linguagens.

A resistência em si é perfeitamente compreensível nesse tipo de situação, pois o perfil das pessoas que procuram um software 3d para produzir imagens ou animações é mais voltado para as artes e não para programação.

O uso de linguagens de script para automatizar tarefas em softwares 3d é uma das qualidades mais desejadas em artistas 3d, pois o conhecimento desse tipo de linguagem e a sua aplicação em softwares 3d não é algo comum de se encontrar. As pessoas que conhecem esse tipo de ferramenta podem trabalhar em grandes projetos com a criação de rotinas ou ferramentas especializadas em adicionar características e determinados objetos. Por exemplo, ao selecionar um modelo 3d poligonal é possível criar um pequeno script que adiciona grama ou vegetação nessa superfície já considerando os ajustes necessários em partículas, materiais e outras propriedades dos objetos necessários para criar a grama.

Se você for usuário do 3dsmax, encontrei um tutorial que deve ser do seu interesse, principalmente se você quiser melhorar a sua gama de ferramentas com o uso de scripts. O tutorial a seguir é uma introdução básico ao MAXScript, que é a linguagem usada pelo 3dsmax para gerar esse tipo de rotina. É uma ótima oportunidade para aprender, principalmente se você nunca teve contato com esse tipo de rotina no 3dsmax.

Para as outras pessoas que não tem interesse no 3dsmax e no MAXScript, a minha recomendação é estudar a linguagem Python. Além de ser a linguagem usada pelo Blender, o Python é amplamente usado como ferramenta de script para softwares como o Softimage, Maya e até mesmo o 3dsmax pode usar Python com o uso de uma ferramenta que converte as declarações em Python para o ambiente do 3dsmax.

Apostila gratuita sobre programação em Python com Blender 2.5

O conhecimento de linguagens de programação é de fundamental importância para qualquer pessoa envolvida com a manipulação de grandes quantidades de informação, pois com o uso inteligente desse tipo de ferramenta, podemos economizar horas de trabalho repetitivo. Isso se aplica até mesmo em profissionais que trabalham com a parte mais artística da modelagem 3d e animação. Se você já trabalhou em projetos envolvendo esses tipos de conhecimento, já deve ter percebido que existe uma grande quantidade de tarefas repetitivas. Agora, o mais interessante é que em algumas situações as tarefas mudam de acordo com o projeto. Portanto, fica difícil criar ferramentas que ao mesmo tempo sejam universais e ajudem os artistas a trabalhar com praticamente tudo.

Devido a isso, podemos dispor de linguagens de script em todos os grande softwares de animação e modelagem 3d. Por exemplo, no Maya usamos MEL e no 3dsmax MAXScript. Mas, entre essas linguagens a que se mostra mais universal é o Python. Já podemos aproveitar scripts em Python no Blender, Softimage, Houdini e até mesmo no 3dsmax com o uso do módulo criado pelo Blur Studio para adaptar ferramentas criadas em Python para MAXScript.

Caso você seja usuário do Blender e queira começar a aprender a programar em Python, consultando diversos exemplos já no Blender 2.54. Existe uma apostila gratuita sobre Python com Blender que pode ser copiada nesse endereço.

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São 74 páginas recheadas de exemplos e dicas abrangendo os seguintes temas:

  • Edição de objetos do tipo Mesh
  • Materiais e texturas
  • Criação de objetos
  • Organizando texturas UV
  • Hierarquias para animação
  • Manipulação de câmeras
  • Renderização
  • Ajustes para curvas

Esses são apenas alguns dos assuntos disponíveis nesse material. A apostila não vai ensinar a trabalhar com Python desde o início, mas apresenta a vantagem de já mostrar exemplos de como realizar algumas tarefas simples usando o Blender 2.54, como a criação de primitivas geométricas. A exemplificação dos procedimentos é de grande ajuda, pois pode levar a adaptação dos scripts para tarefas mais complexas.

O material é recomendado a todos que usam o Blender e querem expandir um pouco mais os seus projetos, criando ferramentas personalizadas. Conhecer esse tipo de linguagem é um grande diferencial para qualquer artista.