Como usar o Magic Mouse em softwares 3d?

As opções para quem procura trabalhar com modelagem 3d e renderização em ambientes Mac está muito melhor servida hoje do que alguns anos atrás, pois vários softwares e até mesmo empresas como o a Autodesk estão dando maior atenção a plataforma que é adotada por centenas de artistas 3d a cada dia. Eu mesmo trabalho apenas em ambientes Mac usando o Blender já faz pelo menos 4 anos, e nunca tive dificuldades ou problemas no uso de softwares ou periféricos.

Mas, existe um problema que muitos artistas que começam a usar a plataforma Mac enfrentam quando fazem a migração pela primeira vez, e esse problema está relacionado a um periférico dos computadores da maçã, que é o Magic Mouse. O problema desse periférico é que ele não possui um botão do meio ou scroll físico, o que pode atrapalhar a vida de muita gente que pretende usar computadores da Apple para produção 3d. A grande maioria desses softwares depende do botão do meio ou scroll para operações de Zoom ou manipulação do espaço 3d. Existe solução? Claro que sim!

Como usar o Magic Mouse em softwares 3d?

Para quem não quiser abandonar o Magic Mouse, existe um pequeno utilitário gratuito chamado de MagicPrefs que pode ser copiado de maneira gratuita nesse endereço. Com esse utilitário podemos configurar o Magic Mouse de diversas maneira, inclusive adicionando a função do botão do meio com um toque no eixo central do corpo do mouse. O aplicativo precisa estar aberto para que as funções ajustadas com o MagicPrefs fiquem ativas no uso do software 3d.

Já usei diversas vezes o Blender e outras ferramentas 3d com o Magic Mouse no Mac sem grandes problemas.

No meu caso utilizo outro mouse ao invés do Magic Mouse em aplicações 3d no Mac, mas devido a problemas de ergonomia. O mouse é muito baixo para a minha mão, e acabo achando mais confortável usar outro modelo que seja um pouco mais “alto” e se encaixe perfeitamente na minha mão. Esse tipo de escolha pode ser determinante para evitar as dores provenientes de longos períodos modelando e ajustando cenas em 3d.

Espero que o MagicPrefs ajude outras pessoas que queiram usar o Magic Mouse no Mac para softwares 3d como Blender, AutoCAD, SketchUp, Cinema 4D ou outro qualquer.

AutoCAD para Mac Os X e iOS confirmados

Os profissionais da área de design e construção que acabam decidindo por migrar dos ambientes Windows para o Mac, sempre encontram na alteração das suas principais ferramentas de design e desenho uma dificuldade. O AutoCAD é uma das ferramentas mais usadas na área de desenho técnico assistido por computador, e mesmo já existindo opções mais avançadas e produtivas para acompanhar projetos, muitas pessoas procuram por AutoCAD no Mac assim que fazem a migração. Desde 1992 isso não é mais possível, pois foi o ano em que a Autodesk descontinuou as versões nativas do AutoCAD para o sistema da Apple.

Já faz algumas semanas que publiquei um artigo aqui no blog comentando sobre sinais encontrados em diversos locais, sobre um provável Beta do AutoCAD sendo testado no Mac. Desde aquela data nenhuma nova notícia sobre o desenvolvimento tinha sido divulgada, até que hoje a própria Autodesk acabou confirmando a notícia, inclusive com um site oficial do AutoCAD para Mac.

Junto com o site temos um pequeno comercial preparado para divulgar o AutoCAD para Mac, produzido pela Autodesk:

A versão para Mac deve suprir uma demanda crescente por profissionais que estão migrando para a plataforma da Apple. Mesmo existindo opções igualmente poderosas e até mais indicadas para trabalhar com projetos, principalmente em arquitetura. Estou falando do ArchiCAD e VectorWorks que trabalham com a tecnologia BIM, oferecendo opções avançadas de gestão do projeto já nativamente em ambientes Mac.

Além da versão dedicada ao Mac, a Autodesk planeja também lançar o AutoCAD para plataformas móveis. Isso mesmo, uma versão para o iOS rodando no iPhone e iPad. Essa versão deve permitir apenas visualizar arquivos DWG. A previsão de lançamento é o outono no hemisfério Norte, o que deve levar aproximadamente um mês.

Agora só falta a Autodesk converter o 3dsmax para o Mac, que é o desejo da grande maioria dos usuários do software que conheço. Esses artistas só não migram para o Mac devido a ausência do 3dsmax. Quem sabe com as últimas atualizações no núcleo do 3dsmax esse processo seja mais simples de realizar. O que se sabe é que o software usa tantos recursos do Windows que está praticamente ligado ao sistema, e qualquer tentativa de migrar o mesmo para outras plataformas exigiria reformular o software completamente.

Só nos resta esperar.

Pixologic prepara versão do ZBrush para o Mac OS X

Um movimento de apoio e negação está acontecendo na indústria da computação gráfica, sendo capitaneado pela Autodesk. Cada vez mais, a empresa está retirando o suporte das suas ferramentas para o Mac OS X. Sim, os proprietários de computadores da Apple, que sempre tiveram ótimo suporte de empresas como Adobe, estão começando a ver cada vez menos ferramentas da Autodesk no OS X. Quem acompanha esse mercado, sabe que a tendência da Autodesk é trabalhar em parceria com a Microsoft, por isso é que provavelmente nunca veremos um 3ds Max sendo executado em outro sistema operacional.

Como empresa, eles não estão errados, mas do lado dos artistas e consumidores isso é péssimo, com poucas opões e uma visão cada vez mais monopolista dos meios de produção. O ideal mesmo é se preocupar apenas com a ferramenta e não precisar migrar de sistema, para trabalhar com todas as ferramentas que você sabe e quer usar.

O Blender 3D é assim, um software multi plataforma, que não restringe o ambiente criativo a apenas um sistema.

Felizmente o pensamento da Autodesk não é unânime e algumas empresas como a Pixologic, que desenvolve o Zbrush, prepara uma versão desse excelente software de esculturas digitais para o sistema da Apple.

A data para o lançamento é o dia 29 desse mês. Caso você queira saber mais sobre o lançamento e das eventuais vantagens dessa versão, visite esse endereço para saber mais sobre o ZBrush para Mac.
Sei que ainda são poucas as pessoas que usam o Mac OS X para produzir material em 3d aqui no Brasil, mas isso não quer dizer que você não tenha opções para trabalhar. Se você usa esse sistema, veja os softwares 3d que podem ser usados nesse sistema, junto com o ZBrush:

  • Autodesk Maya
  • Cinema 4D
  • LightWave 3D
  • Modo
  • Silo 3D

Essas são apenas alguns dos softwares proprietários, mas se formos considerar também os gratuitos, o Blender 3D é forte presença nessa lista.

Do ponto de vista empresarial, os estúdios que usam Macs para produzir 3d ainda são poucos, mas a Pixologic quer atingir os artistas que usam o Mac como plataforma, para produzir 2D, 3D e diagramar material. Nesse caso o 3D é apenas uma fase do trabalho e não o objetivo final.

Compressão de vídeo digital usando Final Cut e Compressor

Por muito tempo, usei o Adobe Premiere para fazer os meus trabalhos de edição de vídeoe até mesmo ministrei aulas sobre motagem e edição com ele por um tempo também. Depois que tive a oportunidade de usar o Final Cut da Apple para fazer alguns trabalhos em um estúdio, durante um semestre, devo dizer que não queria mais saber do Premiere para fazer edição. Além do Final Cut ser “igual” ao Premiere, ou como costumo dizer para os meus alunos “a cara cuspida dele”, ficou fácil começar a usar a ferramenta mesmo sem nunca ter aberto o software aterioremente.

Uma das coisas que me impressionou no Final Cut Studio, que estava disponível no estúdio era uma ferramenta chamada compressor, que finciona como um módulo do Final Cut. O que ele faz? Como o próprio nome diz, a ferramenta é especializada em compressão de vídeo e para isso ele é muito bom! Tem configurações prontas para comprimir vídeo para DVD e H264, de maneira rápida e fácil.

Quer saber como ele funciona? Esse tutorial em vídeo que mostra o processo de edição básica de um vídeo no Final Cut e a posterior compressão do mesmo no Compressor, para o formato de DVD.


Using compressor for mpeg2 compression from ske on Vimeo.

Repare no vídeo que o autor faz duas marcações que uma ferramenta idêntica a uma existente no Premiere, até a tecla de atalho é a mesma.

Depois que o vídeo está devidamente marcado ele aciona o Compressor de um menu do próprio Final Cut. As opções do Compressor são muito simples, quem não quiser fazer configurações complexas conta com uma enorme lista de configurações prontas, para DVD e outros tipos de vídeo. Você precisa apenas escolher o formato, clicar e arrastar as configurações sobre a trilha de vídeo.

Após um curto tempo de processamento o vídeo está finalizado, com um arquivo para o vídeo em MPEG2 (M2V) e outro para o áudio (AC3), pronto para autoração do DVD.

Esse é apenas um exemplo do que é possível fazer com o Compressor. Já conversei com alguns editores de vídeo iniciantes, que não sabiam que o Final Cut Studio acompanhava esse tipo de ferramenta. Bem, agora você já sabe.

O Premiere CS3 está disponível para Mac OS hoje em dia, mas conheço poucos estúdios e profissionais que migraram do Final Cut para o software da Adobe. Se você está pensando em trabalhar exclusivamente com vídeo, recomendo um teste com as ferramentas da Apple, que são muito boas. Depois do teste você pode fazer melhor a sua escolha.

Fique longe do Quicktime 7.4!

Quem trabalha com vídeo digital é quase que obrigado a trabalhar com o famigerado Quicktime da Apple. Bem, não vou entrar em detalhes sobre a eficiência ou não do Quicktime como container de vídeo, mas ele é praticamente um padrão no mercado de vídeo. Muita gente distribui conteúdo com o container MOV e vários softwares como o Final Cut ou Adobe Premiere, trabalham de maneira eficiente com o Quicktime. Tanto na manipulação de material como na geração de conteúdo. Se você trabalha com 3D, também acaba gerando trechos de vídeo nesse formato para editar posteriormente no Premiere ou After, ou até mesmo entregar ao cliente para que ele providencie a edição.

Bem, a última atualização do Quicktime, hoje a versão 7.4, está gerando muitos transtornos a todos que trabalham com vídeo digital. Se você usa o software apenas para visualizar vídeos, como trailers de filmes, a atualização não deve gerar nenhum inconveniente para você. Mas os geradores de conteúdo estão enfrentando problemas.

Quicktime 7.4

Além dos vários artistas e vídeo designers que reportam problemas com a ferramenta, a própria Adobe recomenda aos usuários do After Effects, que não façam a atualização do Quicktime até que eles possam trabalhar em uma solução para a incompatibilidade, junto com a Apple.

Pesquisando um pouco mais, descobri uma explicação mais técnica para a incompatibilidade em um artigo direcionado a usuários do Softimage XSI. O problema todo está relacionado limitação do Quicktime ainda ser uma aplicação de 32 Bits, o que impossibilita a compatibilidade com softwares mais recentes que trabalham em 64 Bits. Claro que a data do artigo sobre o XSI é bem obsoleta, mas com ele é possível ter uma idéia sobre os problemas de compatibilidade que os desenvolvedores dessas ferramentas enfrentam.

Mesmo existindo uma atualização para o Quiktime, a versão 7.4.1 ainda deixa os profissionais de vídeo um pouco céticos. Não tive oportunidade de testar essa nova versão, mas segundo o pessoal do arstechnica, ainda é cedo para dizer se todos os problemas foram efetivamente corrigidos. As falhas de segurança foram corrigidas, mas ainda não foram publicadas notícias sobre a correção da incompatibilidade. Ao menos a Adobe não atualizou a sua recomendação para não fazer o upgrade para o Quicktime 7.4.

Qual a moral da história? Se você precisa usar o Quicktime, fique com o 7.3 ou então experimente o Quicktime alternative.

Update: Parece que a Adobe estava adivinhando. Hoje eles publicaram a recomendação para o upgrade. Pode usar a versão 7.4.1 sem medo.