Render e animação com o Blender Cycles

Com o lançamento eminente do Blender 2.61 os artistas e usuários começam a direcionar as suas atenções para as novidades que devem aparacer nessa atualização para o Blender, e um dos maiores destaques dessa versão é o Cycles. O novo renderizador avançado do Blender, que permite trabalhar com algoritmos sofisticados de renderização como o Path Tracing, que só estavam disponíveis para usuários do Blender por meio de softwares externos. Isso pode até representar um abandono em massa de softwares como o YafaRay e LuxRender, assunto que já foi inclusive tema de enquete aqui no blog. Se você ainda não responder, seria muito interessante participar.

Limite de samples para render com Blender Cycles

O Cycles ainda deve receber várias atualizações ao longo do processo de desenvolvimento do Blender na série 2.6. Mas, depois de algumas versões ele já está com algumas ferramentas bem interessantes e novas. Uma dessas modificações está confundindo um pouco os usuários mais antigos, que é a limitação na quantidade de samples do preview de renderização. Agora é possível limitar o número de samples da imagem de preview do render, e por padrão o valor é limitado em 10 samples. O número é pequeno, mas pode ser ampliado facilmente no painel de render como mostra a imagem abaixo retirada do Blender 2.61 Beta.

blender-cycles-samples.png

Como criar animação com o Blender Cycles?

Outra dúvida bastante comum em relação ao Cycles é sobre a sua capacidade de trabalhar com animação. O Cycles é perfeitamente capaz de produzir animações, mesmo que em alguns casos o processo seja um pouco lento. Esse é inclusive o tema da Aula 06 do curso de Renderização avançada com Cycles que estou promovendo no EAD – Allan Brito. O vídeo abaixo é um dos exemplos trabalhados no curso:

Essa animação foi renderizada com o Cycles e montada depois com o sequenciador de vídeo do Blender. O que você precisa ter em mente sobre o Cycles é que ele ainda é um renderizador jovem, e que deve receber ao longo dos próximos meses várias melhorias.

Participantes do curso de Renderização avançada com Blender Cycles

Aos participantes do curso de renderização avançada com o Blender Cycles, deixo o aviso de que as aulas que tenham sido gravadas com versões da interface diferentes da 2.61 serão atualizadas. Como o tempo de acesso aos cursos por 30 dias não está sendo contabilizado para nenhum dos cursos, os participantes podem ficar tranqüilos que o material será atualizado para que fique equiparado em termos de interface ao 2.61.

O tempo de acesso por 30 dias aos cursos no EAD – Allan Brito ainda não está sendo contabilizado, e as pessoas que se inscreveram em Agosto desse ano continuam acessando os vídeos sem problemas.

Enquete: Você vai migrar totalmente para o Blender Cycles?

Com o eminente lançamento do Cycles na versão 2.61 do Blender, muitos usuários já estão avidamente testando o novo renderizador e procurando se adaptar as novas ferramentas de iluminação, materiais e outros elementos que são parte do Cycles. O que era um codinome já está bem conhecido entre os usuários do Blender, e acredito que não deva sofrer alterações no seu lançamento em versão estável. Aproveitando que essa semana o Cycles foi incorporado ao “Trunk” oficial do Blender, e já está encaminhado para a versão 2.61, gostaria de fazer uma enquete.

Como usuário do Blender, você já deve ter usado algum render externo para o software, ou se não fez uso, deve ter tido curiosidade de fazer testes com essas ferramentas. Estou me referindo ao LuxRender, YafaRay, Mitsuba ou outros. A minha pergunta é: você vai abandonar os outros renderizadores externos para usar apenas o Cycles?


A pergunta tem fundamento no fato de que como o Cycles já vai acompanhar o Blender, sem a necessidade de fazer instalações extras para ter acesso ao render, o resultado será semelhante ao que aconteceu com o Internet Explorer associado ao Windows nos anos 90, decretando a “morte” do Netscape dos outros navegadores.

Será que os outros renderizadores de código aberto vão acabar perdendo boa parte do seu público? O YafaRay é um dos que corre maior risco, pois ainda não estava adaptado totalmente ao Blender 2.5x até pouco tempo atrás. Para usar o YafaRay no Blender 2.5x a solução mais fácil era fazer o download de uma versão “personalizada” do Blender no graphicall.org já com o renderizador incorpoado.

Outro que pode perder muitos usuários é o LuxRender que tem no Blender uma boa base de usuários, mas já está adaptado a nova interface do Blender.

Claro que essas ferramentas não foram projetadas especificamente para trabalhar com o Blender, mas pela sua própria natureza aberta, uma boa parcela da base de usuários era proveniente do Blender.

Um ponto a favor desses renderizadores é que o Cycles ainda está começando o seu desenvolvimento, e não deve ter todos os recursos necessários para “bater” de frente com os outros renders nesse primeiro momento. Mas, com o tempo a tendência é que a balança se inverta.

Se você quiser aproveitar o eminente lançamento do Cycles, estou com um curso de renderização avançada já usando Cycles, disponível no EAD – Allan Brito. O curso está quase completo e já mostra vários dos recursos do Cycles para gerar imagens com realismo.

Tutorial Blender: Criando um copo com líquido

A renderização de superfícies e materiais que simulam líquidos é um desafio interessante para qualquer artista 3d, pois esse tipo de material agrega vários efeitos óticos avançados, e muita coisa pode atrapalhar a visualização realista desse tipo de objeto. Se o líquido estiver dentro de um recipiente transparente a coisa pode ficar ainda mais complexa, pois a superfície do líquido acaba se mesclando com a do recipiente transparente, e pequenos defeitos aparecem na renderização.

Se você nunca tentou simular esse tipo de material e cena no Blender, encontrei um tutorial em vídeo que pode ser de grande ajuda. No vídeo o autor cria um copo de vidro com uma quantidade de líquido dentro, representando o que seria leite.

O vídeo é bem curto e pode ser acompanhando de maneira muito simples, mesmo por usuários com pouca experiência com Blender, mas com algum conhecimento básico sobre as ferramentas.

A modelagem do copo e do líquido é o segredo para conseguir um bom resultado nesse tipo de situação, e o autor consegue resolver esse problema de maneira engenhosa, por meio de um conjunto de ferramentas do Blender. Primeiro é criado o perfil do copo usando curvas para conseguir arcos mais arredondados para os cantos do copo, que em seguida são convertidos para polígonos. A conversão é necessária para que seja possível usar o Spin e gerar a superfície do copo.

Com a superfície criada o próximo passo é fazer a separação do volume que irá representar posteriormente o volume do líquido, e nesse tutorial esse líquido tem as propriedades de leite.

Uma opção muito útil do Blender e que poucas pessoas conhecem é o separate, acionado no modo de edição com a tecla P. Ao selecionar qualquer parte de um polígono e pressionando essa tecla, podemos criar novas partes de um polígono com base na seleção. Em várias situações de modelagem esse tipo de ferramenta ajuda de maneira significativa a compor novos polígonos!

No final do tutorial o autor aplica o material que irá representar o leite, e fazendo uso do preset de Subsurface Scattering para o leite, a coisa fica bem rápida de configurar! Com a cena pronta, é possível alterar o tipo de material do líquido para visualizar efeitos diferentes de transparência.

Render avançado: Guia de materiais para o Blender Cycles

O Blender está para receber uma grande adição ao seu sistema de renderização que é o chamado Cycles, que é um renderizador que deve apresentar diversas melhorias e métodos de render sofisticados para o software, como o uso de aceleração por GPU. Mas, assim como todas as novidades envolvendo softwares 3d, um novo renderizador acaba sendo acompanhado de dúvidas e ferramentas inéditas. Já comentei aqui no blog algumas dessas novas ferramentas, mas ainda não falei sobre o uso de materiais no Cycles. Todo o renderizador acaba incorporando um série de novos materiais ao software em que ele está sendo usado, e isso não é relacionado exclusivamente ao Cycles. Quem já usou ferramentas como o YafaRay, LuxRender ou Indigo sabe que todos eles possuem conjuntos de materiais próprios.

Caso você queira aprender mais sobre o funcionamento do Cycles no que diz respeito aos seus materiais, existe um tutorial muito interessante que descreve e mostra várias opções dos materiais existentes no Cycles. Quais materiais são esses?

Assim que acionamos o Cycles, fica habilitado uma seletor de materiais diferente no painel de materiais do Blender, que mostra as seguintes opções:

  • Diffuse
  • Glass
  • Glossy
  • Translucent
  • Transparent
  • Velvet
  • Emission
  • Mix Closure
  • Add Closure
  • Background, Volume, and Displacement

A escolha de cada um desses materiais é que vai determinar como o material aplicado ao seu objeto irá se comportar. A parte interessante do tutorial que indiquei no início desse artigo é que o autor do texto, teve o trabalho de gerar uma imagem representando o resultado final de cada um dos tipos de material, ajudando muito na escolha de cada um deles. Portanto, você pode economizar bastante tempo na escolha dos materiais se for usar o Cycles para renderização.

Ainda não sabe usar o Cycles? Confira no vídeo abaixo como fazer para usar essa nova ferramenta de renderízação:

Antes de partir com todas as suas energias para usar o Cycles, lembre que o projeto ainda é experimental e deve aparecer nas versões estáveis nos próximos meses. O melhor lugar para conseguir é no graphical.org e você deve usar o render apenas em projetos que tenham cópias de segurança, e nem preciso comentar sobre os riscos de usar esse tipo de software em ambientes de produção. Por enquanto, fique com os renders externos do Blender mesmo para produção como LuxRender, Indigo, Octane ou YafaRay.

Demonstração das opções no Blender Cycles

Uma das novidades mais comentadas para o Blender nos últimos dias é o novo sistema de renderização do software chamado de Cycles. O que difere o Cycles do modelo de render atual do Blender, é que o mesmo faz uso de GPU para acelerar o render, e o fato do software aproveitar diversos algoritmos avançados de render como é o caso do Path tracing. Isso deixa as imagens com uma qualidade semelhante a que conseguimos com softwares como o LuxRender e YafaRay. Nos últimos dias publiquei um tutorial rápido sobre como usar o Cycles dentro do Blender, usando como referência as versões experimentais disponíveis no graphicall.org, e que você pode usar também caso tenha interesse no Cycles.

Já existem outros vídeos que exploram ainda mais os recursos do Cycles, como o uso de opções ainda mais avançadas em termos de materiais e iluminação. Por exemplo, os renderizadores mais sofisticados fazem uso intenso de planos que emitem luz para gerar a iluminação, e no tutorial que recomendo nesse artigo, podemos visualizar exatamente a mesma situação aplicada no Cycles.

O tutorial pode ser conferido abaixo:

Fun with Cycles from Jikz on Vimeo.

Além da parte relacionada com iluminação, o autor do vídeo também mostra diversas opções de materiais já usando o módulo de shader existente no Cycles. Podemos conferir diversos exemplos com transparência, reflexões e outras características interessantes para materiais no Blender.

Para as pessoas que quiserem se aventurar usando o Cycles, esse tutorial em vídeo é uma excelente referência pela riqueza de informações sobre o sistema, e também pelos procedimentos que o artista mostra na configuração do ambiente com o cenário simulando um estúdio fotográfico e de materiais.

Só para lembrar, as pessoas que quiserem usar o Cycles devem ter em mente que as versões disponíveis são experimentais e principalmente, o uso do Cycles requer uma placa de vídeo pelo menos mediana, que tenha vários núcleos para ajudar na renderização. Fora isso, é só adicionar uma cena e começar a testar as modificações adicionadas na 3D View serem atualizadas praticamente em tempo-real na janela de render do Cycles. Depois de alguns dias usando o software, você vai querer comprar uma placa de vídeo melhor, para acelerar ainda mais o render.