Problemas na renderização com o V-Ray?

O processo conhecido como renderização em softwares 3d é um dos que mais consome memória e processamento na sua execução, e podemos dizer que para renderizar alguns tipos em particular de cenas é necessário ficar longos períodos renderizando as cenas para conseguir resultados satisfatórios. Isso quando não acontecem problemas no meio da renderização como erros no render causados pelos mais variados fatores, sendo que o mais comum é as falta de memória RAM. Sim, em cenas demasiadamente complexas a falta de memória RAM no computador pode resultar em erros repentinos na renderização e perda de horas de trabalho.

Já recebi vários e-mails e perguntas pelo Twitter de usuários querendo tirar dúvidas sobre problemas relacionados a erros de render no mental ray e V-Ray. Existe alguma coisa a fazer nesses tipos de situação?

The worst blue-screen-of-death ever.

Como solucionar erros de render no 3ds Max e V-Ray?

Para os usuários do 3ds Max que utilizam o V-Ray como software para gerar as suas imagens, encontrei um excelente guia publicado pelos pessoal do Renderstuff. Eles criaram um grande tutorial em texto explicando como resolver problemas de render relacionados a falta de memória RAM no V-Ray.

  • O tutorial é muito bom e ajuda a responder as seguintes perguntas:
  • Como evitar que o 3ds Max trave devido a falta de memória RAM?
  • O que fazer quando o V-Ray parar repentinamente na renderização?
  • Como lidar com a falta de memória RAM no V-Ray?
  • Como renderizar uma cena com milhões de polígonos?
  • Como melhorar o desempenho do computador durante o render?
  • O que é o raycasting e como a aceleração do V-Ray funciona?
  • O que é o BSP tree e como a sua estrutura é organizada no V-Ray?
  • Qual a diferença entre o Raycaster dinâmico e estático?
  • Quando o V-Ray usa a paginação de memória ou o Swap?
  • Como fazer o V-Ray usar o Raycaster dinâmico?
  • O que são os V-Ray buckets?
  • Para que serve o log do V-Ray?
  • Como alterar a prioridade do render no V-Ray?
  • O que fazer quando o V-Ray travar durante o cálculo do Light Cache?
  • Como calcular a melhor quantidade do Dynamic Memory Limit?

O texto do tutorial é longo, mas vale a pena a leitura, principalmente para quem gosta de conhecer os aspectos técnicos de como funcionam softwares como o V-Ray no 3ds Max.

Simulação de fluidos com o Phoenix FD

Na chamada animação procedural existem diversas vertentes, sendo que uma das mais interessantes de se trabalhar é a que tenta reproduzir fenômenos físicos. Por exemplo, as animações com simulações de Rigid Bodies ou mesmo fluidos. Esse é um tipo bem específico de animação e que envolve uma quantidade bem razoável de parâmetros e opções para que possa ser reproduzida da maneira como um roteiro exige. As animações que simulam fluidos estão entre as mais complexas, devido a sua quantidade de parâmetros e a grande demanda por poder computacional para gerar animações com a riqueza de detalhes necessária para simular de maneira realista. A área é tão complexa, que despontam softwares e ferramentas específicas para esse tipo de tarefa como costumo mencionar aqui no blog.

Um novo software se propõe a ajudar nesse tipo de simulação e ele foi criado pelos mesmos desenvolvedores do já bastante conhecido renderizador V-Ray. Essa ferramenta que simula fluidos é o Phoenix FD, que junto com outros softwares da mesma categoria como o Real Flow ou Fume FX. Para ajudar na divulgação dessa nova ferramenta o Chaosgroup divulgou vários vídeos mostrando como o Phoenix FD funciona, e para a nossa sorte, todos eles estão disponíveis de maneira gratuita no canal da empresa no Youtube.

Esse primeiro vídeo mostra o funcionamento básico do Phoenix FD integrado ao 3dsmax:

O funcionamento do Phoenix FD é muito semelhante ao que já encontramos em outros softwares, pois é necessário criar um domínio para limitar a área em que o fluido será simulado. No vídeo acima o autor tenta criar um efeito de fogo, pois em termos físicos o comportamento de líquidos e gases é exatamente o mesmo, fazendo com que o software que cria fluidos também gere efeitos de fogo ou fumaça.

Outros vídeos mostram algumas das simulações de fluidos criados com o software, e que mostram um pouco do que ele pode fazer em prol de artistas que trabalham com muitos projetos nessa área. O primeiro vídeo mostra uma série de ondas quebrando:

Depois temos tipos diferentes de fluidos como é o caso de leite:

Para quem não tem a disposição um sistema de fluidos como é o caso de ferramentas como o Blender ou o Maya, esse tipo de software acaba sendo a única solução para conseguir criar simulações realistas com fluidos. Um dos mercados que demanda aplicações e animações com esse tipo de qualidade é o de publicidade, em que precisamos elaborar demonstrações de produtos com fluidos de maneira bem freqüente. A maioria dos fluidos que vemos nesse tipo de produção já são totalmente virtuais.

Configurações para render mais rápido no V-Ray com 3ds Max

Um dos segredos para conseguir uma renderização com boa qualidade nas diversas opções de renderizadores externos é conseguir entender o funcionamento e lógica, por trás das inúmeras configurações existentes nessas ferramentas. Por exemplo, muitos artistas acabam deixando o Mental Ray um pouco de lado, mesmo o software acompanhando o 3ds Max de maneira totalmente gratuita, e escolhem opções como o V-Ray ou Maxwell Render para trabalhar com opções de iluminação global avançada. O V-Ray é muito famoso por ser um software com ótima relação entre o nível de complexidade dos menus e opções, com o resultado final do render. Então temos um software que requer pouca configuração, e gera imagens com excelente nível de realismo.

Mas, mesmo o V-Ray ainda requer dos artistas 3d um pouco de treinamento e prática para conseguir criar imagens com rapidez. Se você estiver pensando em usar o V-Ray, porém nunca havia tido oportunidade de praticar um pouco com a ferramenta, existe uma excelente lista de configurações prontas do V-Ray para uso no 3ds Max, compiladas por um artista chamado Hugo Fernandez que podem ajudar em muito os iniciantes.

As configurações abrangem diversas situações e cenários em que um artista 3d precisaria ajustar os parâmetros do V-Ray, para conseguir bons resultados no render.

v-ray-3ds-max-render.jpg

(As configurações estão disponíveis em formato de imagem, com excelente resolução)

Todos os exemplos apresentados no material acompanham uma série de imagens com os menus do 3ds Max e o resultado dessas configurações usando uma maquete eletrônica bem simples, representando uma pequena edificação com elementos como vidro e materiais mais complexos. Todo o material está disponível em espanhol, o que facilita muito a consulta para o pessoal que não se identifica muito com o inglês.

No total o artista mostra sete situações diferentes de configurações, que vão aos poucos avançando em complexidade e opções dos materiais. O primeiro render começa com o modelo 3d sem nenhum tipo de material associado, apresentando apenas a volumetria. No segundo render já podemos visualizar os materiais simples e com a terceira configuração o artista adiciona as opções de iluminação global. Isso se desenvolve até chegar em opções como o uso de mapas HDRI para as reflexões apenas dos vidros e materiais do tipo Glossy.

Tutorial sobre modelagem e renderização de estúdio com 3ds Max e V-Ray

A composição de cenários e ambientes para apresentar os seus modelos 3d pode fazer toda a diferença nos momentos em que é necessário demonstrar um determinado projeto. Uma boa parte dos artistas 3d especializados em modelagem só se preocupa com a organização da topologia dos modelos, deixando a parte de organização dos aspectos visuais do modelo em segundo plano. Uma das soluções mais elegantes para apresentar modelos 3d de maneira abstrata é com o uso do chamado ambiente de estúdio. Esse é uma cenário com iluminação artificial que simula de maneira bem verossímil um estúdio fotográfico.

Isso é ótimo para representar superfícies com especularidade acentuada e também reflexões, como vidros e plástico. O resultado é uma imagem com ótima qualidade e que se encaixa no portfólio de modelagem 3d de qualquer artista. Se você quiser aprender a criar esse tipo de ambiente no 3ds Max e renderizar com o V-Ray usando inclusive um mapa HDRI para iluminação, o vídeo abaixo é um excelente exemplo de como o ambiente pode ser configurado, desde a parte de modelagem 3d até a configuração da iluminação.

3D Studio Max Tutorial – Studio Lighting With Vray from Chris Tate on Vimeo.

A modelagem do cenário é a parte mais simples do processo, que corresponde apenas a um plano com a sua parte posterior dobrada para cobrir o fundo da renderização. Na parte de iluminação a coisa fica ainda mais simples, pois as luzes do V-Ray apresentam um padrão muito útil nesses casos que é a representação em forma de plano. Essas luzes são muito usadas em aberturas de janelas para simular a entrada de energia luminosa em ambientes, que é uma das receitas mais antigas para trabalhar iluminação de cenários com o V-Ray.

No caso da renderização de estúdio, basta posicionar cada uma das luzes nas laterais do cenário para que a configuração do ambiente seja simulada. Em termos de fotografia, esse tipo de configuração não é muito destoante do que acontece em estúdios mesmo, pois lá existem planos de luz que adicionam energia luminosa aos ambientes de maneira muito semelhante a essa.

Para usar um mapa HDRI o autor configura um VRayHDRI e aplica como sendo a textura do ambiente no painel de configuração do V-Ray.

Mais exemplos e demonstrações do V-Ray RT no 3ds Max 2010

Com o lançamento da versão comercial do V-Ray RT, que é o módulo do V-Ray especializado em realizar renderizações em tempo real usando para isso o poder da GPU, é cada vez maior o número de demonstrações e vídeos que demonstram o poder desse software para acelerar a produção de projetos em 3d. No último final de semana consegui localizar dois vídeos excelentes que mostram o renderizador acelerando a visualização de duas cenas no 3ds Max 2010, sendo uma das cenas com tema mais generalista a outra uma imagem voltada para visualização arquitetônica.

O funcionamento do V-Ray RT é um pouco diferente do FryRender RT que comentei aqui no blog também nas últimas semanas, pois ele funciona de maneira integrada ao 3ds Max 2010 e não é um software a parte como o FryRender RT. No primeiro vídeo de demonstração que está logo abaixo, é possível acompanhar a manipulação de uma cena bem simples, com modelos 3d sem grandes deformações ou detalhes. Uma das coisas que me chamou a atenção em relação ao V-Ray RT é que ele fica constantemente atualizando a cena de acordo com as alterações nos modelos 3d.

Assim que luzes ou objetos são alterados o renderizador atualiza a Viewport para exibir as atualizações dos objetos. No vídeo o autor adiciona V-Ray Lights na cena para iluminar a cena e em tempo real o material é atualizado. O que realmente impressiona em termos de performance é a visualização dos materiais aplicados aos modelos 3d. Por exemplo, quando o autor aplica um material espelhado no objeto para simular um metal cromado no modelo 3d, a renderização é exibida usando o mesmo tipo de material.

Esse tipo de recurso ajuda muito na visualização e planejamento de uma cena e evita os famigerados renders de teste. Antigamente as alterações realizadas em cenas 3d só podiam ser avaliadas com o uso de renders de teste, que podiam demorar vários minutos.

O segundo vídeo demonstra a mesma aplicação em uma cena voltada para renderização arquitetônica, com a imagem de uma cozinha. Os recursos usados são basicamente os mesmos, com a demonstração da atualização e manipulação de materiais e bibliotecas externas de materiais no V-Ray.

Só me pergunto até que ponto a CPU tem influência na performance, e se apenas a GPU ajuda nesse ponto. Uma coisa podemos concluir, o computador precisa ser muito bom para conseguir performances melhores.