Tutorial 137: Usando camadas de ajustes no Photoshop

A manipulação de imagens e fotografias em softwares como o Photoshop são muitas vezes simples de realizar e executar para usuários que conhecem bem a ferramenta, e até mesmo para os menos experientes. Mas, existem alguns procedimentos que alteram a composição das imagens de maneira irreversível, prejudicando uma possível reversão das edições no futuro e potencialmente complicando a vida de qualquer artista digital. É por isso que sempre é interessante realizar procedimentos para manter cópias de segurança dos arquivos fonte ou então encontrar maneiras de preservar a base de pixels usada para a edição.

Uma das melhores práticas nesse sentido para o uso cotidiano do Photoshop é a aplicação dos chamados Adjustment Layers ou camadas de ajustes em tradução direta. Você já usou esse recurso do Photoshop? Caso nunca tenha usado, preparei um tutorial em vídeo mostrando como o recurso funciona e as vantagens em investir nesse tipo de ferramenta do Photoshop.

Como você pode perceber pelo tutorial, o recurso das camadas de ajustes preserva muitas características dos pixels originais da imagem, permitindo que você aplique ferramentas e alterações nas imagens, e possa no futuro reverter essas edições para ter acesso aos pixels sem alterações. Isso é uma tremenda ajuda para as pessoas que não costumam fazer cópias de segurança dos arquivos quando retira os mesmos dos cartões das máquinas fotográficas, ou os designers que montam layouts complexos em PSD e depois se arrependem de alguma edição aplicada no início do processo criativo.

Quando usamos esse tipo de camada para fazer ajustes em imagens, você estará realizando o que é chamado por muitos de edição não-destrutiva. Esse é um tipo de edição muito desejada por ambientes corporativos, pois é possível reverter o produto final para as imagens originais a qualquer momento.
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Criando vidro jateado no Photoshop para arquitetura

A edição de imagens oriundas de softwares 3d em processadores de imagens é algo muito comum em qualquer ambiente de produção. Algumas vezes é até mais fácil criar um efeito em particular no Photoshop ou GIMP do que no software 3d, para economizar no tempo de render ou simplesmente pelo fato da aplicação 3d não suportar o efeito visual desejado. É por esse motivo que sempre recomendo para meus alunos o estudo de algum software de processamento voltado para imagens, e nesse caso o Photoshop é sem sombra de dúvida o mais famoso do mercado. Mas, o que podemos fazer com um processador de imagens como o Photoshop?

Para que você tenha uma idéia do que é possível fazer com o Photoshop na pós-produção de imagens renderizadas, encontrei um tutorial muito simples de reproduzir que demonstra o processo necessário para simular vidro jateado na fachada de uma edificação. O tutorial é simples e demonstra apenas uma das várias maneiras de conseguir o mesmo efeito no Photoshop usando uma mescla de ajustes na mistura das camadas, ferramentas de pintura e outros efeitos.

Essa não é evidentemente a única maneira de conseguir realizar esse mesmo efeito, e podemos trabalhar com outras ferramentas para gerar o efeito. A grande vantagem de criar esse tipo de vidro no Photoshop é o fato de não ser necessário renderizar o painel de vidro gigante! Como é comum em qualquer efeito ótico no render, o uso de ajustes para simular o vidro no render iria aumentar o tempo necessário para gerar a imagem. Apesar do projeto apresentado no vídeo ter aparência voltada para uma pintura, podemos aplicar a mesma técnica em imagens renderizadas.

O uso do Photoshop nesse tipo de situação pode também resultar em melhorias na parte de cores e iluminação de um projeto. Por exemplo, a seguir você confere um vídeo curto que apresenta as alterações de cor e luminosidade em uma imagem renderizada.

Repare como o processo de edição e ajustes nas imagens conseguiu alterar a percepção que temos da iluminação.

Aprendendo a usar um editor de imagens

Quer aprender a usar um editor de imagens? No EAD – Allan Brito você encontra vários cursos relacionados com edição e tratamento de imagens. Os cursos disponíveis são os seguintes:

Ainda não existe um curso próprio para edição e tratamento de imagens no Photoshop, mas isso vai mudar em alguns dias! Fique ligado aqui no blog para novidades.

Demonstração do Adobe Photoshop CS5

Os softwares de edição voltados para imagem como o Photoshop ou GIMP são fundamentais para qualquer profissional envolvido com computação gráfica, principalmente a parte de 3D. Esse tipo de software pode literalmente salvar um projeto que ficou várias horas renderizando, mas no último momento você descobriu um problema com as texturas ou posicionamento de algum objeto. Usando o Photoshop é possível abrir e editar a imagem em poucos minutos, evitando a necessidade de renderizar a imagem novamente. Mesmo sendo útil, o Photoshop ainda apresenta alguns desafios na composição de imagens que demandam muito trabalho de edição. Precisamos selecionar partes da imagem para conseguir criar cópias ou mesmo proteger pixels que não precisem ser alterados.

O trabalho de edição e alteração em imagens está para ser facilitado com as ferramentas trabalhadas na próxima versão do Photoshop, que por enquanto está sendo chamado de Photoshop CS5 mesmo. Existe um vídeo que está circulando pela internet nos últimos dias que mostra alguns desses novos recursos, sem ainda exibir a interface ou mesmo as ferramentas extras do Photoshop.

O grande destaque desse lançamento é o algoritmo chamado PatchMatch, que consegue procurar padrões nas imagens.

O vídeo é esse:

Como você deve ter percebido pela demonstração feita no vídeo, o algoritmo é simplesmente fantástico! A base de funcionamento dele é a identificação de padrões que delimitam as imagens selecionadas e presentes nas imagens. Depois que esses padrões são localizados, podemos mover esses objetos pela moldura da imagem e o próprio Photoshop CS5 faz o trabalho de adaptar a parte selecionada na moldura, inclusive adicionando os pixels necessários para que a composição fique perfeita.

A moldura da imagem também pode ter suas dimensões alteradas sem que nenhuma imagem, ou parte dela, acabe sendo deformada. Isso é possível graças a algumas ferramentas que protegem e limitam o efeito esticar a comprimir na imagem.

Por último, o que mais me impressionou mesmo é a possibilidade de reconstruir partes da imagem de maneira automática. Repare na parte final do vídeo, em que a parte superior de uma construção histórica tem algumas partes construídas novamente, com base nos padrões identificados da imagem. Isso aplicado em imagens renderizadas poderia corrigir problemas até mesmo de modelagem 3d! Partes que não foram modeladas, podem ser construídas com base na estrutura geral da imagem.

A previsão de lançamento do Photoshop CS5 é abril de 2010.