Aprenda a criar o rastro de um cometa no 3ds Max com partículas

O trabalho com partículas em 3d é sempre desafiador devido a quantidade enorme de parâmetros que precisamos conhecer para conseguir ajustar o movimento, interação e dinâmica geral das partículas. Esse é um tipo de elemento que compartilha algumas informações básicas como emissor, tipo de partícula e outras características, mas no geral é preciso estudar bem cada software para usar as suas partículas. É bem diferente do processo de modelagem 3d que é bem genérico e permite migrar para outros softwares de modelagem 3d sem grandes problemas.

Se você é usuário do 3ds Max 2012 e gostaria de aprender a configurar um sistema de partículas que consiga simular a cauda de um cometa ou meteoro, o tutorial abaixo será de grande ajuda! No vídeo, o autor mostra como criar esse tipo de animação e ainda utiliza um software especializado em renderizar partículas chamado Krakatoa. Esse software consegue produzir vídeos e animações usando partículas que estão entre os mais impressionantes em beleza plástica (sempre quis usar essa palavra aqui no blog).

O vídeo não tem narração, apenas alguns comentários e procedimentos descritos em texto ao longo do procedimento. Portanto, abra o seu 3ds Max e comece a seguir as recomendações do autor.

O objetivo do tutorial é fazer com que uma esfera que é a emissora das partículas, descreva uma trajetória que segue a curva criada pelo artista. Essa curva é deformada para que o movimento da esfera seja o mais irregular possível. Depois de adicionar a curva e a esfera, o artista também coloca no centro da esfera, e alinhado com a esfera uma luz do tipo Omni, para criar o efeito de iluminação necessário ao emissor das partículas.

Os objetos são configurados usando controladores do tipo Path para que todos sigam a curva. O emissor das partículas é ajustado para que o tempo de vida das partículas e a sua direção sejam compatíveis com o movimento do objeto, e consequentemente passar a impressão de que estamos visualizando um cometa ou algo parecido.

No final a cena é renderizada com o Krakatoa que nesse exemplo não está conseguindo bons resultados, mas isso foi devido ao tempo do tutorial que acabou de maneira abrupta.

Se desconsiderarmos o evento em que o computador do autor desse tutorial travou no meio do processo, o vídeo é um ótimo exemplo de como podemos gerar movimentos semelhantes a cometas ou meteoros usando as partículas do 3ds Max.

Blender 3D 2.50: Sistema de cache para partículas e simulação de fumaça

A simulação de efeitos atmosféricos sempre foi uma coisa relativamente complexa e trabalhosa de realizar com as ferramentas existentes hoje no Blender 3D, pois elas precisam ser adaptadas para diferentes usos. Por exemplo, para fazer uma simulação de fumaça realista hoje, a solução seria aplicar uma mistura de partículas e talvez alguma simulação usando fluidos para caracterizar o movimento da fumaça. Tudo vai depender da maneira e contexto em que essa fumaça será criada. No Blender 3D 2.50 esse tipo de simulação poderá ser bem mais simples, pois um desenvolvedor está trabalhando em um modificador chamado Smoke, que vai atribuir propriedades de fumaça aos objetos na renderização.

O projeto está em andamento e já existem até mesmo algumas imagens de teste, mostrando como será o resultado final dessa fumaça no Blender 3D.

blender3d-250-simulacao-fumaca.jpg

Assim como já aconteceu com outros recursos adicionados ao Blender 3D nos últimos meses, o desenvolvimento do módulo para criar fumaça é baseado em um artigo científico. Como o projeto ainda está em desenvolvimento, apenas quando a versão final do Blender 2.50 for lançada é que teremos oportunidade de usar esse tipo de ferramenta com versões mais estáveis.

Outro módulo do Blender atual que está ganhando cada vez mais forma na nova versão é o sistema de partículas, que está sendo atualizado e adaptado pelo próprio Jahka. Na semana passada foi divulgado um vídeo no blog dele, em que o novo sistema de Cache para as partículas no Blender 2.50 foi demonstrado.

Agora existem quatro tipos diferentes de Cache funcionando nas simulações do Blender que são:

  • None
  • Free
  • Exact
  • Auto

Esses sistemas de Cache determinam a maneira com que as animações das partículas são armazenadas no Blender. Qual a vantagem de usar um sistema de Cache? Ao criar uma animação com partículas no Blender e avançarmos a animação na timeline, podemos visualizar sem maiores problemas o movimento das partículas. Mas, ao retroceder a animação não visualizamos mais nada, apenas se o processo de animação for gravado usando o Baking. Com o Cache é possível armazenar na memória o movimento das partículas, sem a necessidade de usar o Baking.

A opção None é equivalente ao que temos hoje no Blender 3D 2.49, sendo o Free o modo mais simples de Cache. Com as opções Exact e Auto é possível aplicar o sistema de Cache para criar situações e criar com as partículas sem a necessidade de passar pelo processo de animação.

Por exemplo, para criar uma imagem estática usando as partículas é necessário configurar o sistema e pressionar o Play da animação até quem encontramos uma quadro em que as partículas estão de acordo com as necessidades da animação. Com o modo Auto ou Exact, é possível fazer alterações nos parâmetros das partículas e visualizar as mudanças sem a necessidade de executar a animação novamente!