Tutorial básico sobre o Realflow para gerar fluidos em 3d

As animações que fazem uso de simulações baseadas em física precisam de muito poder de processamento para gerar animações simples, devido a quantidade de polígonos necessários para gerar simulações com elementos como fluidos. Nesse tipo de situação é interessante possuir algumas vezes softwares especializados para determinadas tarefas como é o caso de fluidos. E para trabalhos como esse, o Realflow é um tipo de software que atende muito bem as necessidades de projetos por ser especializado nesse tipo de simulação.

Para quem não sabe ainda trabalhar com o Realflow, encontrei um tutorial básico que mostra como funciona a ferramenta de maneira rápida e direta. No vídeo abaixo você aprende a adicionar primitivas geométricas do próprio Realflow, e elementos que permitem gerar a simulação como gravidade e o particle Mesh. Por incrível que pareça esses são os únicos requisitos para conseguir criar uma simulação básica com o Realflow.

Depois que está tudo configurado, basta pressionar o botão “Simulate” para visualizar a animação com fluidos sendo gerada pelo software. A qualidade da simulação produdiza no tutorial é simples, mas pode ser incrementada de maneira significativa usando os controles do Realflow.

O ponto negativo desse tipo de ferramenta é que você precisa investir em outra licença de software para conseguir completar seus projetos. Para quem já está com o orçamento apertado, ter que investir em softwares especializados para tarefas como física pode ser um grande complicador. Por isso, sempre sou favorável a utilizar os recursos da sua suíte 3d, pois a grande maioria dos softwares como o Maya ou Blender, possuem ferramentas para simular fluidos de maneira nativa. Mas, o consumo de recursos computacionais para gerar a animação ainda continuam altos.

Aprendendo a trabalhar com fluidos em 3d

Se você quiser aprender a trabalhar com fluidos usando um software gratuito, recomendo uma visita a página do curso sobre animação baseada com física com Blender. No curso você aprende a usar os recursos que o Blender oferece para gerar animação com física, e inclusive fluidos. Essas animações podem ser salvas como seqüências de imagem em PNG para fácil composição posterior em softwares como o After Effects ou mesmo Premiere.

A melhor parte, é que o Blender é um software gratuito e pode substituir o Realflow em várias situações.

Tutorial 3ds max: Como usar física com PhysX

Uma das novidades que foi apresentada junto com o 3ds max 2012 foi a integração com o sistema de física com aceleração baseada em GPU da NVidea chamado de PhysX. Esse tipo de recurso permite trabalhar com simulações extremamente complexas e com dezenas de objetos, aproveitando a aceleração que a sua placa de vídeo oferece. Os usuários do 3ds max 2011 já tinham esse recurso disponível como parte dos pacotes de atualização da Autodesk, mas todos que atualizarem para o 3ds max 2012 devem receber as opções do PhysX como parte integrante software.

Para quem nunca usou esse tipo de recurso, ou simplesmente gostaria de aprender o funcionamento do PhysX, o tutorial abaixo é um excelente ponto de partida. O autor do tutorial explica como trabalhar com as opções do PhysX ainda no 3ds max 2011, mas os conceitos e ferramentas podem ser aproveitados na versão 2012.

O objetivo do tutorial é fazer com que uma esfera que está sendo animada usando apenas keyframes tradicionais de animação, possa colidir com um cilindro. Esse tipo de animação poderia ser realizada tranqüilamente apenas com o Rigid Body tradicional do Reactor existente no 3ds max, mas o processo foi adaptado para usar o PhysX.

No vídeo o autor começa explicando que existem três tipos diferentes de Rigid Bodies na barra de configurações do PhysX:

  • Dynamic: Objeto que reage as colisões sofridas por outros objetos.
  • Kinematic: Objeto que é um Rigid Body e reage as colisões, mas seu movimento é gerado usando keyframes.
  • Static: Objeto que reage com outros Rigid Bodies, mas não se desloca com base em colisões.

Nesse vídeo a esfera é do tipo Kinematic, o cilindro é Dynamic e a plataforma em que a ação acontece é Static.

Com toda a cena configurada, basta agora fazer algumas cópias do cilindro para que tenhamos uma simulação e uma pista de boliche! Os ajustes relacionados a fricção e outras propriedades físicas podem ser alterados no painel de materiais, em que fica disponível uma série de controles para o PhysX.

Esse é o tipo de recurso que deve agradar aos usuários acostumados a trabalhar com muitas animações baseadas apenas em física. Os artistas que já possuem o 3ds max 2012 e uma placa co suporte a essa tecnologia, podem começar a aproveitar esses recursos de imediato!

Tutoriais sobre a física e dinâmica do movimento na animação 3D

A parte técnica dos softwares 3d é relativamente simples de aprender, pois basta conhecer a localização dos botões que adicionam os keyframes e a janela em que editamos as curvas. Com isso você já pode dizer que conhece sobre a parte técnica. Mas, para que consiga realmente produzir uma animação é necessário um mínimo de embasamento artístico, e isso envolve o conhecimento da física e dinâmica relacionada à animação 3d. Um conjunto de tutoriais muito bons, sobre a dinâmica de funcionamento desse tipo de animação envolvendo movimento, pode ser encontrada nesse link. O material está disponível para download no formato PDF, sendo muito bem ilustrado.

tutorial-animacao-fisica-dinamica

Ao chegar à página indicada podemos encontrar dois arquivos para download, que falam sobre os seguintes assuntos:

  • Física do tempo e espaço para animação (timing): O primeiro texto fala sobre o planejamento de keyframes e a relação que o deslocamento dos objetos tem com o tempo na animação. Por exemplo, qual a melhor distância entre dois keyframes diferentes em uma animação? Como isso pode influenciar na mensuração da velocidade? O texto faz uma ótima mistura entre as leis da física que regem o movimento, e como isso pode ser transpassado para a animação 3d.
  • Física do movimento não-linear em animação: Aqui temos outro texto que faz uma abordagem mais direcionada a maneira com que os objetos se movem no espaço. Por exemplo, quando um objeto qualquer despenca de uma mesa, qual é o tipo de trajetória que ele faz? É uma curva? Uma linha reta? Para quem só consegue imaginar as trajetórias de animação em linha reta, esse texto vai trabalhar algumas idéias e conceitos interessantes para melhorar essa animação.

Entre os dois textos, o mais importante para quem está começando a trabalhar com animação é o primeiro, pois a percepção do timing para esse tipo de projeto é muito importante. Como o timing só é dominado com muita prática, o texto corta o caminho da prática oferecendo dicas e opções para planejar o tempo da animação, e a posição dos keyframes antes mesmo de começar o projeto.

Como o material é direcionado para animação de maneira geral, ele é indicado para todos os artistas 3d, independente do software que você use.