Seminário gratuito sobre animação de fluidos com RealFlow

A criação de animações com base em fluidos é um grande desafio tanto para o artista 3d como para o equipamento usado por ele, pois essa é uma das animações que mais consome recursos computacionais, e estou me referindo apenas ao cálculo da dinâmica do fluido e não da renderização. Já mencionei isso aqui no blog essa semana, mas é importante ressaltar esse ponto de vista, pois você pode muito em breve precisar trabalhar com animações de fluidos. Esse tipo de simulação acaba sendo foco de ferramentas especializadas como é o caso do RealFlow. O software é uma das melhores opções no mercado, para artistas ou estúdios que precisem simular de maneira ultra realista o comportamento de fluidos no computador.

Quer ter uma idéia do nível de realismo que eles conseguem? O vídeo abaixo é um exemplo bem rápido do que podemos fazer com o RealFlow, e com os equipamentos apropriados:

A escolha desse vídeo para ilustrar as capacidades do RealFlow não foi ao acaso, e fiz isso por conhecer as características técnicas da produção como as configurações e tempos de render.

Aqui vão algumas características da cena:

  • 10 milhões de partículas
  • 8 Horas de processamento para criar a malha poligonal
  • Render no Maxwell Render
  • Tempo de render 42 horas
  • Computador com um Dual Xeon Quad Core 2.40 GHz e 12GB de RAM

Isso mostra como custa caro produzir cenas realistas usando fluidos, mas o resultado é espetacular.

Treinamento gratuito sobre o funcionamento do RealFlow para animação

Quer aprender a trabalhar com o RealFlow para criar animações? O vídeo abaixo é um seminário gratuito publicado pela equipe do RealFlowLabs e conta com quase uma hora de vídeo, explicando vários aspectos do software. Em alguns momentos podemos visualizar dados sobre animações em formato de slides, e depois demonstrações práticas usando o RealFlow.

O material é excelente para qualquer pessoa que precise aprender a trabalhar com o software em pouco tempo, pois mostra muitos dos conceitos básicos necessários para criar animações com o RealFlow.

Tutorial Maya: Simulação de fluidos com o Pond e Wake

Já mencionei aqui no blog várias vezes que um dos pontos mais interessantes para mim em relação ao Maya é a sua parte de dinâmica que é bem completa. As opções existentes para criar animações baseadas em física são muito boas e estáveis, e oferecem uma gama de opções que outros softwares só pode ser igualada com o uso de plugins externos. Uma dessas áreas que oferece uma grande gama de possibilidades para edição é a criação de fluidos, usando o que é chamado de Pond e Wake. Esses dois elementos funcionam como complementos para um animador que esteja interessado em trabalhar com a simulação de superfícies de líquidos, e precisa gerar perturbações nesse líquido.

Para mostrar como funciona essa ferramenta aos usuários interessados em se aventurar pelo Maya, gravei um tutorial em vídeo que mostra a interação entre esses dois elementos. Os nomes não são muito intuitivos, e na primeira vez que fui utilizar a ferramenta para simular fluidos, acabei ficando um pouco confuso para descobrir a relação que ambos os objetos tinham. Espero que o vídeo ajude os artistas interessados nesse tipo de animação.

O processo é bem simples e consiste na escolha do shelf Dynamics do Maya para que as opções relacionadas ao uso de fluidos fiquem disponíveis, e no menu Fluid Effects, devemos escolher as opções de criação do Pond e do Wake. O Pond é a superfície que representa o líquido e sua forma é quadrada e limitada apenas a região em que o objeto foi criado, funcionando como se fosse o domínio da simulação.

Essa superfície do Pond pode ser perturbada pelo objeto Wake que é um tipo de campo de força que está por padrão habilitado para realizar colisões com o Pond. O segredo para gerar animações usando o Wake para gerar ondulações no líquido, é adicionar os Keyframes de maneira a deslocar o Wake sobre a superfície do Pond.

O resultado é que são geradas ondulações que correspondem a velocidade e deslocamentos do Wake sobre a superfície.

Ainda é possível fazer diversos ajustes nas características do Pond para conseguir efeitos diferentes para animação, resultando em outros tipos de ondulação. Sem mencionar as diversas opções disponíveis para fazer objetos boiando sobre o Pond e muito mais! Mas, isso é assunto para outro tutorial.

Tutorial 3ds max e Realflow: Criando chocolate derretido

Antes de continuar a ler esse artigo, recomendo que você o faça de barriga cheia, pois apesar de se tratar de uma simulação, as imagens podem gerar um desejo incontrolável de comer chocolate. A representação de elementos orgânicos sempre foi bem mais complicada de reproduzir em 3d, mesmo com softwares e shaders avançados os detalhes e pequenas variações no comportamento da iluminação fazem desse tipo de superfície um verdadeiro desafio para artistas. Na época em que estavam produzindo o Ratatouille, a Pixar colocou toda a sua equipe de animadores para fazer cursos de culinária, para que pudessem perceber as texturas e dinâmica dos alimentos antes de partir para a produção usando computação gráfica.

O artigo que vou recomendar para quem tiver interesse nesse tipo de produção é um tutorial detalhado, sobre os procedimentos para gerar uma simulação que envolve uma barra de chocolate coberta com chocolate derretido! Sim, a imagem abaixo mostra o resultado final do tutorial:

3ds-max-realflow-chocolate.jpg

No tutorial podemos acompanhar o processo completo de desenvolvimento da imagem que usa o 3ds max e o Realflow para realizar a simulação.

Para quem nunca usou as ferramentas, ambas funcionam de maneira integrada por meio de scripts que exportam cenas no 3ds max para o Realflow, mas boa parte do trabalho de criação dinâmica é feita dentro do Realflow. O tutorial mostra exatamente esses procedimentos, orientando o leitor a gerar um objeto básico no 3ds max e depois exportar o mesmo para o Realflow.

Dentro do Realflow é que teremos o posicionamento do objeto representando a barra de chocolate, e os ajustes de gravidade e keyframes para gerar o movimento do fluido que será o chocolate derretido. Na verdade, a configuração do fluido é genérica em termos de material, e no Realflow são aplicados apenas filtros e modificadores para grudar o fluido na superfície da barra.

O próximo passo é exportar o objeto para o 3ds max e finalizar a cena. Nesse caso foi usado o V-Ray para a renderiazação, em que o artista configura a iluminação da cena e também o material que representa o chocolate. No final temos um render que é formado pelo conjunto da iluminação, modelos 3d e materiais. Hoje em dia esse tipo de composição é muito usada na publicidade, pois é infinitamente mais barato de realizar do que montar esse tipo de imagem usando fotografia tradicional.

E você, ficou com fome?

Tutorial Autodesk Maya: Criando explosões com uso de fluidos

O uso de sistemas baseados em simulações de fluidos não servem apenas para representar líquidos, podendo ter aplicações em diversas áreas, principalmente nos efeitos atmosféricos. Isso se explica pela dinâmica com que diversos dos fenômenos atmosféricos acontecem, fazendo com que as ferramentas que simulam fluidos possam ser usadas para criar fumaça, neve, neblina e explosões. No Maya 2009 existe um poderoso simulador de fluidos que pode gerar exatamente esse mesmo tipo de efeito, com a ajuda de diversos padrões prontos adicionados pela Autodesk para facilitar a criação de animações e efeitos avançados de maneira bem rápida. Por exemplo, essa semana você deve ter visto nos meios de comunicação uma avalanche de documentários e matérias sobre a chegada do homem a Lua.

No material em animação que é exibido sobre temas como a exploração espacial, é necessário usar uma boa combinação de efeitos para conseguir criar as animações dos foguetes e principalmente dos propulsores. Se você quiser aprender a fazer esse tipo de animação usando o sistema de fluidos do Maya, encontrei um tutorial muito bem ilustrado mostrando os procedimentos necessários para criar um efeito semelhante ao mostrado abaixo:

tutorial-explosoes-autodesk-maya-2009-fluidos.jpg

Esse efeito foi criado com o uso dos fluidos dinâmicos do Maya, que é um dos três tipos de fluidos suportados pelo sistema. A vantagem desse tipo de fluido é que ele segue as regras de interação e comportamento físico dos fluidos, reagindo com colisões e gravidade. Ainda existem outros dois tipos de fluidos disponíveis no Maya que são os fluidos não dinâmicos e os destinados a grandes superfícies de água, ideais para representação de lagos e do mar.

O tutorial com a descrição do procedimento necessário para criar o efeito de explosão com o Maya pode ser visualizado aqui, com uma pequena ajuda da tradução automática do Google, pois o tutorial original está em Chinês! Sim, mas como o autor escreveu muito pouco no tutorial e se concentrou nas figuras, podemos acompanhar sem maiores problemas a configuração efeito.

A parte mais importante sobre esse tipo de simulação no Maya é a criação de um fluid container, que funciona da mesma maneira que o Gizmo no 3ds Max, delimitando a área em que efeitos atmosféricos acontecem no software. Existem dois tipos de containers no Maya, que são os containers 2d e 3d. Para esse tutorial o autor usou o container 3d.

Mais informações sobre o uso de fluidos no Maya 2009, podem ser consultados de maneira gratuita no help online do Maya que é muito completo.