Configurando o Ambient Occlusion no Maya 2009 Unlimited

O Ambient Occlusion é muitas vezes esquecido pela maioria dos artistas 3d, pois a sua utilidade fica um pouco ofuscada com tantas opções de renderização dedicadas à iluminação global como Mental Ray, V-Ray e outros. Caso você nunca tenha usado essa opção de render, a técnica por trás do Ambient Occlusion é bem simples e se baseia no seguinte; quando dois objetos se aproximam um do outro, as áreas em que eles estão próximas geram interferência na iluminação diminuindo a sua intensidade. O resultado disso é o que chamamos de sombras de contato. Esse efeito pode ser observado na maioria dos renderizadores que usam iluminação global, basta olhar para os locais em que os objetos fazem contato com superfícies, e as sombras de contato estão lá.

Se você quiser aprender o funcionamento e configuração, ao menos uma das opções de configuração, do Ambient Occlusion para o Maya 2009 Unlimited, um tutorial em vídeo que dá seqüência a um exercício de modelagem que criou uma arma, ensina a usar o Ambient Occlusion.

Essa é apenas uma das técnicas disponíveis para gerar o Ambient Occlusion com o Maya.

O tutorial pode ser assistido em HD usando o link disponível no início do artigo.

O autor do vídeo mostra como é possível usar o Ambient Occlusion para atribuir mais realismo para o modelo 3d da arma. Ele cria o material especial para usar no modelo 3d com a ajuda dos nós de materiais no Maya.

Mesmo sendo simples, o tutorial pode ajudar os artistas interessados em aprender Maya.

Uma coisa que o autor do vídeo não comenta, mas que pode literalmente salvar um projeto grande é que o Ambient Occlusion é melhor usado junto com layer de renderização. A técnica é simples, mas muito eficiente para gerenciar alterações na iluminação da cena. O artista deve gerar um render com a iluminação básica, que funciona como se fosse um render simples sem sombras. Depois em outra camada, deve ser configurado apenas o Ambient Occlusion com os materiais básicos.

Isso resulta em duas imagens:

  1. Render sem sombras e materiais com cores (semelhante a um render scanline padrão)
  2. Render com sombras e sem materiais (apenas cores sólidas, geralmente cinza)

Com essas duas imagens, basta usar um software de composição como o After Effects ou Photoshop, para unir as duas imagens e conseguir o resultado final, com qualidade semelhante aos melhores renders usando iluminação global.

O melhor é que se forem feitas modificações na iluminação, os render separados são gerados de maneira muito mais rápida. Assim é possível economizar muito tempo com o computador ocioso renderizando.

Renderização por camadas no Softimage XSI

Para as pessoas que não estão muito acostumadas com ambientes de produção, e seus problemas e desafios corriqueiros, o termo render por camadas ou render passes, pode parecer estranho, mas com ele é possível salvar horas e mais horas de trabalho na pós-produção. Na grande maioria das vezes uma imagem precisa ser retocada ou ajustada na fase de pós-produção, seja para retirar alguma coisa errada ou para melhorar as cores dos objetos. Se a imagem sair do software 3d, como se fosse apenas uma única camada, sem nenhum tipo de separação, o ajuste aplicado pelo software de pós-produção afetaria tudo de uma só vez.

Qual o problema com isso? Imagine uma imagem produzida para um projeto de visualização arquitetônica, em que a grama não foi renderizada com a vivacidade do verde, apropriada para o que o cliente gostaria, mas o resto da imagem está perfeita. As mudanças na grama seriam refletidas em paredes e outros elementos da imagem, o que de certo iria estragar o trabalho realizado no software 3d.

Por isso é tão importante se acostumar e sempre separar as suas imagens em camadas, os chamados layers de renderização, presentes na maioria dos softwares 3d. Para as pessoas interessadas em saber um pouco mais sobre a técnica, e de quebra conhecer o seu funcionamento no Softimage XSI, um ótimo tutorial em espanhol, com explicações da parte teórica e prática do processo pode ser visitada nesse link.

O tutorial é perfeito para as pessoas que têm dificuldade com o inglês, pois a grafia do espanhol no tutorial é perfeitamente compreensível para quem fala português apenas.

No texto, o autor comenta exatamente a importância de trabalhar com camadas de renderização, e a sua grande ajuda nas horas em que é necessário fazer correções em detalhes da imagem. Para exemplificar ainda mais a técnica, ele demonstra como é possível separar em camadas uma cena no Softimage XSI, para depois importar esse mesmo material em outro software de composição, no seu caso foi o Shake da Apple.

Esse tipo de conhecimento e prática é fundamental para artistas que pretendem trabalhar em estúdios, principalmente os que se envolvem com projetos grandiosos, que precisam otimizar o tempo de resposta para correções em imagens e cenas.