Como usar a VRay Sun no 3ds max?

Os artistas que trabalham com visualização de projetos ou design de cenários sempre precisam representar ambientes externos, pois a maioria desses projetos é ambientado a céu aberto. Isso acaba gerando uma grande demanda por informações sobre a simulação de iluminação baseada apenas na luz solar, que é bem fácil de identificar, principalmente quando ministro alguma aula sobre visualização de projetos. Para criar esse tipo de iluminação existem várias técnicas que vão desde o uso de estruturas semelhantes a anéis que circundam uma edificação, e uma luz mais intensa que simula o sol. Esse tipo de configuração pode ser conferida nesse tutorial que utiliza o 3ds max como referência.

Ainda podemos aproveitar as ferramentas de iluminação de renderizadores como o V-Ray que dispõe de uma luz própria para simular o sol, que nesse caso é a VRay Sun. Esse tipo de luz já apresenta os parâmetros e opções necessárias para gerar de maneira extremamente simplificada a iluminação e efeitos necessários para criar o sol virtual.

Apesar de ter citado a demanda por render externo, é nas vistas internas que as pessoas realmente ficam perdidas e confusas na configuração dos seus projetos. É nesse ponto que o V-Ray pode ajudar e facilitar a configuração usando a VRay Sun.

Se você nunca teve a oportunidade de usar o V-Ray com o 3ds max e gerar uma cena iluminada com a VRay Sun para cenas internas, o tutorial abaixo pode ser de grande ajuda. No vídeo, o autor aproveita os recursos do V-Ray para iluminar uma cena que apresenta um modelo simples, composto apenas por elementos geométricos com deformações básicas, apenas para compor o cenário. O cubo inicial acaba se transformando em um pequeno quarto com uma janela.

Com o modelo 3d criado e a cena preparada, basta adicionar a fonte de luz e preparar tanto os materiais como os parâmetros do V-Ray. Nesse caso, a parte mais trabalhosa de todo o processo é o painel de configuração do V-Ray, que pode ser bem desafiador para usuários iniciantes. Por isso, se você nunca usou o V-Ray, pode seguir os mesmos passos realizados pelo autor do vídeo, para conseguir um resultado semelhante em ambientes internos. Os únicos ajustes que podem ser necessários nos parâmetros do render, são relacionados com alterações na escala do cenário.

A iluminação de cenários dificilmente é algo que segue um padrão que possa ser repetido nas mais variadas cenas e ambientes, mas é sempre bom ter alguma referência para começar.

Tutorial 3dsmax e VRayPattern: Criando uma floresta

O VRayPattern é uma ferramenta muito nova e que foi lançada para o público em geral faz apenas alguns dias, mas que despertou grande interesse por parte dos usuários do 3dsmax. A possibilidade de aproveitar cópias de objetos e gerar modelos 3d sem a preocupação com o carregamento do aplicativo é muito tentadora. Os artistas que já precisaram trabalhar com a representação de paisagens como florestas ou simplesmente áreas com grande densidade de povoação, devem ter percebido que a abordagem simples, baseada na representação das árvores como polígonos não dá muito resultado prático.

O problema é que esse tipo de modelo demanda muito processamento, apenas para manipular os objetos, e acaba prejudicando o resultado final. Com um pouco de experiência encontramos soluções criativas, como representar as árvores apenas com um plano, e recorrer para o uso de texturas.

A proposta do VRayPattern é exatamente eliminar esse tipo de problema, adicionando as cópias dos objetos penas quando necessário, e sem prejudicar o carregamento da cena. Se você quiser acompanhar um exemplo do VRayPattern em ação, criando a cena de uma floresta, encontrei um tutorial em vídeo de quase uma hora em que um artista aproveita o software dentro do 3dsmax 2009 para gerar esse tipo de cenário.

VRayPattern – Populating from VrayART on Vimeo.

O próprio autor do tutorial afirma no início no seu texto de apresentação, que ainda está se habituando ao funcionamento do VRayPattern, mas que já conseguiu alguns resultados interessantes.

No vídeo, podemos acompanhar a configuração da cena que faz uso de uma árvore inserida no projeto como um XREF. O autor adiciona diversos planos ao cenário que funcionam como referências para o posicionamento das árvores do VRayPattern. Durante o vídeo, as árvores são associadas aos planos para que durante o render as mesmas fiquem nos locais dos planos.

Mas, as árvores não são os únicos elementos adicionados ao projeto para simular a floresta, e para complementar o cenário o autor ainda faz uso de rochas em variados tamanhos, que também usam o VRayPattern e também grama. O resultado final não é perfeito, mas ainda assim apresenta uma leveza na manipulação e edição que impressiona.

Se você tiver interesse em aprender o funcionamento dessa nova ferramenta baseada no V-Ray, recomendo muito assistir ao vídeo. O material não tem áudio, apenas textos intermediários que explicam os procedimentos.

Tutorial de iluminação para exteriores com 3dsmax e VRay 1.5

A criação de projetos de visualização para arquitetura faz uso intenso de ferramentas como o 3dsmax e VRay para gerar imagens, o que demanda dos artistas que pretendem trabalhar nesses escritórios ou estúdios que tenham algum tipo de conhecimento sobre essas ferramentas. Já tive vários alunos que tiveram que estudar especificamente o 3dsmax e VRay, apenas para conseguir colocações em estúdios que produziam imagens para arquitetura com essas ferramentas. Para os que nunca trabalharam com render no VRay, encontrei um tutorial simples e objetivo que mostra a configuração de uma cena externa para arquitetura.

O objetivo do tutorial é apenas mostrar configurar uma cena com iluminação realista proveniente do sol.

No tutorial que é basicamente um pequeno guia sobre como montar uma cena para gerar iluminação realista para maquetes eletrônicas, podemos perceber como o VRay apresenta uma quantidade razoável de parâmetros e opções, mas com os ajustes certos é possível gerar imagens realistas em pouquíssimo tempo.

No caso desse exemplo, a primeira coisa que o artista executa é a configuração de um domo que funciona como plano de fundo para todo o render. A criação desse tipo de elemento é perfeitamente válida como plano de fundo, inclusive permitindo pequenos movimentos de câmera que se adaptam perfeitamente a natureza curva do domo. Em algumas situações já vi projetos usarem muito bem grandes planos com texturas de céu aplicadas, simulando muito bem esse tipo de efeito.

Com o plano de fundo devidamente posicionado, podemos partir para o ajuste da iluminação. O processo é bem simples e consiste basicamente na criação de uma luz do VRay, seguida por alguns parâmetros básicos.

Mas, logo depois do primeiro render de teste a cena se mostra demasiadamente escura. Nesse ponto entra o ajuste dos parâmetros de render do próprio VRay. É importante entender que o ajuste desses parâmetros pode funcionar muito bem em projetos com pequenas variações, mas será necessário adequar muita coisa, principalmente se existirem diferenças na escala. O resultado final pode ser conferido no final do vídeo, com a criação de uma imagem bem iluminada e gerando um efeito que pode ser aproveitado na maioria dos projetos de renderização para arquitetura.

Tutorial 3dsmax e VRay para exteriores

O uso de renderizadores externos e softwares que ajudam a acelerar o processo de representação de projetos é bem comum em arquitetura, principalmente quando o software usado para esse tipo de trabalho é o 3dsmax. Entre os profissionais dessa área é quase uma unanimidade a adoção do VRay como ferramenta de render, devido a facilidade, qualidade e principalmente a qualidade do render obtido no 3dsmax. Mesmo para usuários iniciantes o VRay se mostra bem amigável, com o uso de alguns procedimentos básicos é possível conseguitos resultados satisfatórios, sem o conhecimento profundo das configurações do software.

Ainda acredito que para o trabalho mais profissional, o ideal é entender o funcionamento e parâmetros da ferramenta para conseguir bons resultados, mas isso não se aplica a usuários iniciantes que precisam de resultados de qualidade em pouco tempo. Se você está nessa situação, encontrei um tutorial que pode ser de grande ajuda.

O CG Digest publicou em setembro um pequeno guia sobre como configurar uma cena com iluminação para exteriores no VRay com a descrição sobre como criar uma cena parecida com a da imagem abaixo:

vray-exterior.jpg

Nesse tutorial você vai aprender a:

  • Utilizar o chamado “Linear Workflow” para corrigir as cores e texturas na imagem;
  • Criar uma câmera física do VRay para visualização;
  • Utilizar um VRay Sun para gerar a iluminação que simula a luz do sol;

Depois de adicionar a câmera e o ponto de luz, e tomar cuidado para fazer o ajuste na importação dos elementos para o seu projeto, basta seguir a descrição dos parâmetros existentes no tutorial. O resultado final é bem satisfatório e deve se encaixar na maioria dos projetos. É sempre interessante lembrar que nessa área não existe método que se encaixe totalmente em todos os projetos, pois sempre existem particularidades na escala e também posição da câmera.

Ainda lembre de um esquema de iluminação em anéis que usada muito no 3dsmax, quando não existiam opções de plugins para render como o mental ray. Inclusive tem uma descrição desse tutorial nesse endereço, usando apenas Omnis para iluminação em arquitetura.

O importante é entender o procedimento e conseguir fazer ajustes que se enquadrem no seu projeto. Assim você não fica dependente de nenhum render ou método.

Comparando o Render com VRay RT na GPU e CPU para arquitetura

O uso de sistemas baseados em GPU está crescendo a cada dia e em pouco tempo deve se tornar o padrão na indústria de computação gráfica, pois o conceito de multicores é levado ao extremo com esse tipo de hardware. Basta consultar a documentação das últimas placas de vídeo lançadas pela NVidia e ATI para descobrir que esses equipamentos contam com mais de 400 núcleos. Até mesmo placas mais antigas como a GeForce 9800 apresentam mais de 100 núcleos que podem ser usados para renderização de cenas. Devido a esse tipo de fenômeno, as empresas que mantém esses softwares investem pesado na criação de versões baseadas em GPU dos seus renderizadores.

Temos casos como o VRay RT, FryRender, mental ray e outros softwares que ganharam versões baseadas em GPU. Mas, será que esse tipo de software é realmente rápido? Como seria uma comparação entre um render realizado com CPUs e GPUs? Caso você tenha curiosidade em conhecer as diferenças de performance, nesse link é possível comparar o VRay RT usando GPU e o VRay RT usando CPU. As comparações foram realizadas com cenas de nível médio e também as mais complexas.

vray-rt-comparando-cpu-gpu.jpg

O tempo de render para cada uma das cenas foi bem parecido de maneira a testar o desempenho e nível de qualidade que cada render consegue atingir. O hardware usado nos projetos também é bem parecido, com a ênfase na GPU usada nas cenas que aproveitam essa tecnologia, com uma GeForce GTX 480.

O veredicto?

Em todas as imagens a qualidade atingida com o uso do render baseado apenas em GPU é evidentemente mais limpo, e sem o efeito de granulação característico de imagens que ainda estão sendo renderizadas. Isso é uma amostra de como essa tecnologia pode ajudar e melhorar e reduzir o tempo de render em cenas complexas. O único problema da tecnologia é que as placas que realmente podem fazer a diferença, ainda tem alto custo em relação as CPUs e podem encarecer a criação de workstations.

Os softwares livres e o Blender devem receber em breve uma versão usando GPU do LuxRender, o que pode trazer esse tipo de tecnologia e velocidade de render para uma quantidade maior de usuários e projetos, inclusive em plataformas diferentes do Windows.