Tutorial de iluminação usando o render interno do Blender 3D

Uma das coisas que mostra o conhecimento de uma pessoa sobre iluminação de ambientes em 3D é a possibilidade de trabalhar com distribuição de pontos de luz, para conseguir iluminar uma cena sem o uso de técnicas de iluminação global. Essas técnicas de distribuição da iluminação geralmente envolvem a cópia e posicionamento de diversas luzes no cenário em pontos estratégicos, para conseguir bons efeitos e regularidade na iluminação. Hoje em dia esse tipo de técnica é sumariamente ignorada pela maioria das pessoas, devido ao poder e velocidade de alguns renderizadores com capacidade de usar iluminação global. Basta posicionar alguns poucos pontos de luz e configurar de maneira correta os parâmetros do render e uma imagem realista é gerada em pouco tempo.

Os usuários mais antigos de softwares 3d devem se recordar da época em que os renderizadores necessitavam de algumas horas, independente da tecnologia ou plataforma para gerar uma única imagem em boa resolução.

Ainda credito que essa é a melhor opção para gerar imagens para animação é com esse tipo de técnica, pois a velocidade do render para cada imagem é extremamente curto. Se você for usuário do Blender 3D e quiser aprender uma maneira bem simples de usar esse tipo de iluminação, um tutorial foi publicado no Blenderartists.org e pode ajudar você a usar essa técnica.

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O procedimento é bem simples e envolve apenas a duplicação de uma luz do tipo Spot usando um modelo 3d bem subdividido e com o DupliVerts. É exatamente a mesma técnica já conhecida dos antigos manuais do Blender 3d, que mostram como se cria um domo de luz. A iluminação gerada com esse tipo de técnica não é tão realista como a que se pode conseguir com renderizadores como o YafaRay ou LuxRender, mas o objetivo aqui é velocidade de render e não qualidade máxima. Mesmo com imagens mais simples, uma animação que exige o render de 2000 frames ou mais, pode ser gerada de maneira bem rápida.

A técnica é conhecida como Fakeosity por alguns artistas e exige mais conhecimento artístico do que técnico para conseguir bons resultados. Como forma de estudar iluminação, é um excelente exercício.

Iluminação Global no Cinema 4D para visualização arquitetônica

As técnicas e ferramentas de iluminação global já foram usadas como diferencial competitivo em vários softwares 3d no passado, mas hoje é quase que uma ferramenta padrão de todos os softwares. A grande maioria das ferramentas apresenta algum tipo de opção nativa para usar iluminação global. O uso desse tipo de recurso está tão disseminado entre artistas 3d que a grande maioria, sequer estuda ou tenta desenvolver habilidades ou técnicas de iluminação tradicionais. Essa técnica é chamada de Fakeosity, uma alusão a radiosidade, em que o artista tenta por meio de luzes tradicionais, simular o efeito de um ambiente de iluminação global.

Nas minhas aulas sobre iluminação até tento passar alguns desses conceitos, mas depois que as ferramentas de iluminação global são abordadas na aula, dificilmente os alunos querem voltar a ter o trabalho de planejar o posicionamento e cor das luzes. A vantagem em não usar iluminação global é o tempo de render das cenas que é extremamente curto, mas por outro lado é necessário ter habilidade artística para conseguir bons resultados, pois cada cena exige uma solução única.

Se você é usuário do Cinema 4D, existe um tutorial muito interessante sobre iluminação global para ambientes internos nesse link.

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Com o tutorial é possível aprender um pouco do funcionamento desse recurso no Cinema 4D, e também perceber como esse tipo de ferramenta é extremamente simples de usar. Na verdade, todo o processo e configuração é feito no painel de renderização, em que o artista deve selecionar a opção para considerar a iluminação global quando a imagem estiver sendo gerada.

Apenas com o ajuste do posicionamento da iluminação e algumas opções no painel de renderização, podemos conseguir ótimos resultados na renderização. Esse tipo de técnica é uma das mais simples em termos de qualidade e fidelidade da iluminação no que se refere ao Cinema 4D, mas é um excelente ponto de partida para quem está aprendendo a usar a ferramenta.

A parte de modelagem do tutorial é bem simples também, consistindo apenas de algumas primitivas geométricas com deformadores aplicados aos objetos de maneira a criar o ambiente para o tutorial. Esse tipo de modelo é muito bom para testes, em termos de semelhança ele remete ao formato do famoso Cornell Box.