Como ficou o Indigo Render depois das alterações de licença?

Logo depois que o Indigo Render mudou a maneira com que as suas licenças de uso eram gerenciadas, muitos artistas se dividiram e tomaram rumos bem distintos. Uma parte das pessoas acabou migrando para soluções como o LuxRender e outras acabaram aderindo a alteração, e compraram uma licença do Indigo. A vantagem em comprar uma licença é o direito a suporte e a promessa de atualizações mais freqüentes da ferramenta, assim como do pessoal que trabalha, nos diversos plugins responsáveis pela integração do Indigo com o Blender 3D, SketchUp e outras ferramentas.

O que mudou?

A ferramenta já está na sua versão 2.0 que foi lançada poucos dias atrás e teve a sua interface remodelada. Para testar e mostrar como é que esse novo Indigo 2.0 está se comportando, fiz o download da nova versão e instalei o Blendigo apropriado para o Indigo 2.0. Um ponto positivo nesse novo Indigo é que os scripts de integração são atualizados de maneira bem mais rápida que antigamente, mas agora os desenvolvedores são pagos para fazer esse trabalho. Em termos visuais a interface da ferramenta mudou muito pouco no Blender 3D.

As funcionalidades do Indigo e recursos existentes na versão gratuita, anterior ao aviso da mudança são bem parecidas e se você quiser usar a ferramenta hoje, não deve ter dificuldades em configurar uma renderização.

Quem sofreu mais alterações em termos de interface foi o renderizador em si, que ganhou uma série de pequenos ícones e opções na parte superior da interface, como mostra a imagem abaixo.

indigo-blender-3d-render-20.jpg

Esse foi um render teste que realizei usando o Blender 3D como modelador. No que se refere ao desempenho, sempre tive a impressão que o Indigo era um pouco mais eficiente que o LuxRender no refinamento do render, mas é uma diferença bem pequena. Não tenho dados ou comparações em tempo que possam comprovar isso. Ainda existe uma versão gratuita do Indigo para uso pessoal, que apresenta algumas limitações:

  • Marca d’água presente no render
  • Resolução da imagem limitada a 1024×768

Uma ferramenta que pode se beneficiar do uso de opções avançadas de render com o Indigo é o SketchUp, que não apresentam nenhuma ferramenta robusta de renderização com preço tão atraente como o Indigo. Quem sabe alguém não se anima e desenvolve um script em Ruby para gerar cenas para o LuxRender?

Renderização em rede com o Blender 3D e Indigo Renderer: Tutorial de configuração

O processo chamado de renderização é muito parecido na maioria dos softwares 3d. Assim que pressionamos o botão render, vemos a imagem começar a ser gerada aos poucos, seja com pequenos “quadradinhos” equivalentes aos núcleos do processador ou processadores disponíveis no computador, ou então uma linha que vai progressivamente gerando a imagem. Esse processo se repete na maioria dos casos, menos nos renderizadores chamdos de Unbiased. Nesses renderizadores a imagem já aparece com a configuração final, mas em baixíssima resolução, em que, aos poucos a imagem é progressivamente refinada, até que o ponto correto do render seja atingido.

O processo gera imagens próximas da realidade, mas geralmente com um tempo de render alto. Entre os diversos renderizadores que estão nessa categoria de Unbiased encontramos o Maxwell Render, FryRender, Indigo Renderer, LuxRender e Kerkythea. Cada um deles com as suas próprias características e nuances de configuração, mas funcionando do mesmo modo em termos de geração de imagens.

Como fazer para acelerar o render nesse tipo de renderizador? Uma das alternativas é usar computadores em rende, configurados como uma Render Farm. Isso faz com que o trabalho de renderização seja distribuído entre mais processadores, reduzindo consideravelmente o tempo de render. Se você for usuário do Blender 3D e do Indigo, um tutorial muito interessante mostra como é possível configurar a renderização em rede com o Blender 3D, Indigo renderer e o Blendigo.

RENDER_ROCA ELEMENT 2

Na verdade, o processo de configuração envolve mais o ajuste dos computadores em si que o próprio Blender e Blendigo.

O funcionamento do processo de configuração é bem simples e envolve a determinação de um computador determinado Master e dos Slaves. O Master é o computador que inicia a renderização, e aciona os slaves para que os mesmos renderizem. Como isso é feito?

O Indigo é nativamente um renderizador acionado por linha de comando, assim como o YafRay. Portanto, podemos renderizar cenas e acionar opções, usando comandos no prompt do windows. No tutorial, o autor recomenda que usemos um arquivo bat, que nada mais é que uma sequencia de comandos do prompt, para facilitar a configuração dos computadores slave na renderização. Basta acionar o indigo com o parâmetro “-s” para que o mesmo seja acionado no modo Slave.

Nesse modo, o próprio Indigo fica procurando na rede o envio dos dados pelo computador denominado Master. No Blender 3D preciamos acionar uma opção no Blendigo chamada Working Master. Depois é só começar o render! Um computador chamado Working Master, aciona a renderização nos Slaves e ainda disponibiliza seus recursos para renderizar também.

Se a rede não tiver nenhum de restrição, como firewall ou bloqueios nas portas de comunicação, o próprio slave do Indigo escaneia a rede e detecta o master. O tutorial foi todo escrito usando o Windows XP e o Indigo 1.1.18.