Tutorial Blender: Organizando projetos com o Link e o Append

A organização de projetos realizados com qualquer software 3d é de extrema importância para qualquer pessoa interessada em realmente desenvolver um ambiente otimizado de trabalho, em que é possível aproveitar objetos previamente modelados, ou mesmo materiais e texturas já configuradas em outros projetos. Isso economiza tempo no desenvolvimento do projeto e acaba até mesmo servindo como diferencial competitivo, pois você será capaz de entregar projetos complexos em menos prazo. No Blender existem duas opções no menu File que são o Link e o Append que ajudam nesse tipo de organização. Como esse tipo de opção gera muitas dúvidas em relação ao seu uso e aplicação, resolvi escrever um pequeno tutorial em vídeo mostrando como usar as duas opções para que você possa montar a sua própria biblioteca de objetos e materiais.

Agora que você assistiu ao vídeo, pode começar a usar as duas opções em seus projetos. Mas, como já havia mencionado no tutorial, muito provavelmente você já usa isso! Não é?

Deixando a brincadeira de lado, o uso do Link e do Append são de extrema importância para qualquer artista usando o Blender pois com eles podemos:

  • Trazer objetos de outros arquivos do Blender
  • Usar arquivos externos apenas como referências
  • Replicar as modificações realizadas em apenas um arquivo para vários
  • Trabalhar com repositórios de objetos 3d

Entre todos esses recursos os que mais interessam a artistas são a replicação das alterações em um arquivo, caso um objeto nesse arquivo esteja sendo usado como referência externa (Link). E também a possibilidade de criar um repositório de objetos. Basta salvar o arquivo do modelo 3d desejado, e aproveitar esse modelo fazendo um Append ou Link para o objeto dentro desse arquivo.

Se você não sabia usar a ferramenta, agora sabe!

Últimos dias para participar do sorteio dos DVDs

Hoje é o penúltimo dia para participar do sorteio de quatro DVDs do Instituto Blender que farei no começo de novembro. Para participar do sorteio, basta realizar a inscrição em qualquer um dos cursos abaixo:

Depois de realizar a inscrição, é só seguir as orientações descritas nesse endereço! Amanhã é o último dia, pois as inscrições para participar do sorteio só são consideradas até o dia 31/10/12!

Tutorial Blender: Criando lightmaps para jogos 3d

A simulação de iluminação em ambientes de jogos no Blender é algo bem desafiador para usuários sem muita experiência com a manipulação e criação de texturas. Como é complicado simular luzes em tempo real, principalmente usando as chamadas soft shadows, é muito comum gerar mapas de texturas em que essas sombras já estão pré-renderizadas. Esse tipo de “truque” em texturas apresenta inúmeras vantagens do ponto de vista visual e de performance para a produção de jogos e animações interativas com o Blender, pois assim é possível aplicar efeitos avançados de iluminação como o Ambient Occlusion nesse tipo de textura.

Sem o uso de nenhuma ferramenta auxiliar, é possível renderizar as sombras nas texturas manualmente, mas o processo é um pouco demorado, pois envolve o uso de mapas UV e iluminação. Já pensou se fosse possível fazer isso de maneira automática? Isso é possível sim com o uso do script Texture Atlas que foi apresentado aqui no blog na semana passada, e atendendo a pedidos, acabei gravando um tutorial em vídeo mostrando como é possível usar a ferramenta.

O vídeo com o tutorial é esse:

Se você gostar do tutorial, avalie!

Para usar o Texture Atlas você primeiro deve fazer o download do Add-on nesse endereço, e depois que o mesmo estiver instalado e ativado, as opções do mesmo aparecem no painel de renderização. É necessário deslocar os objetos e posicionar os mesmos na cena de acordo com a maneira que as sombras devem ser projetadas. O ponto negativo dessa técnica é que o lightmap só funciona para objetos que não se movem na cena, o que exige o posicionamento de todos modelos 3d na sua posição definitiva na cena.

Com os objetos posicionados, devemos criar um grupo enquanto todos estão selecionados, para depois conseguir gerar o Lightmap. O grupo determina quais objetos devem estar presentes no mapa, e depois podemos configurar pontos como a resolução do mapa, e também o método que será usado para gravar a iluminação na textura no campo Bake.

Esse tipo de recurso é fundamental para qualquer pessoa interessada em desenvolver jogos com o Blender, tanto é que ele já estará incluso na aula sobre materiais e texturas do curso sobre produção de jogos com o Blender.

Tutorial sobre composição e edição de vídeo com Blender

Uma das vantagens em adotar o Blender como ferramenta para produção de material 3d é a sua enorme flexibilidade, e quando me refiro a flexibilidade, estou falando sobre o fato do software ser uma suite 3d completa e agregar outras ferramentas. Por exemplo, com o Blender é possível fazer edição de vídeo não-linear usando o sequenciador de vídeo e até mesmo composição e efeitos especiais no editor de nós. Sem falar na criação de jogos usando os blocos de lógica e a game engine! Bem, o objetivo aqui é mostrar o quanto podemos criar apenas usando um único software.

Mas, como funcionam essas partes do Blender mais voltadas para a composição e edição de vídeo? Esse é um tipo de conhecimento que não está no foco da maioria dos tutoriais que se dedicam principalmente a parte de modelagem 3d, animação e render do software.

Caso você queira aprender um pouco mais sobre o uso do Blender como opção para fazer composição em vídeo, montagem e efeitos especiais, acabei de encontrar um tutorial com quase uma hora de vídeo que mostra até mesmo o uso de Chroma Key no Blender!

O material foi gravado por um cineasta chamado de David Matthew Weese e tem apenas um ponto negativo, que é o fato do autor ainda utilizar o Blender 2.4 na descrição dos procedimentos no vídeo. A grande maioria dos procedimentos e técnicas pode ser reproduzida no Blender 2.5, apenas fazendo adaptações nas janelas que sofreram alterações. Será muito mais fácil se você já trabalhar com o Blender 2.5.

No tutorial podemos acompanhar uma série de tarefas básicas na edição e finalização de vídeo, como a integração de atores reais com cenários usando Chroma Key e o já aguardado motion tracking. Apesar do Blender estar para receber uma solução integrada de tracking com o SoC 2011, já era possível realizar uma operação muito parecida no 2.4, mas o artista precisava de um pouco de trabalho. Nesse tutorial podemos acompanhar o procedimento!

O material é longo, mas vale cada minuto devido a riqueza de detalhes e o assunto que é tratado com muita propriedade pelo autor, que trabalha na área e sabe melhor do que ninguém as necessidades de edição e composição de vídeo.