Seminário gratuito sobre V-Ray RT e 3dsmax

Os softwares especializados em renderizar imagens oriundos de ferramentas 3d com o uso de GPUs são a tendência mais forte no segmento de computação gráfica, e muito em breve teremos em praticamente todos os softwares a opção de usar ao menos uma opção híbrida com a CPU e a GPU trabalhando juntos para gerar as imagens. As vantagens desse tipo de tecnologia são as mais diversas, mas podemos destacar a velocidade com quer as imagens são geradas, devido a grande quantidade de núcleos disponíves em algumas placas de vídeo modernas. Por exemplo, alguns modelos de GeForce contam com mais de 500 núcleos!

Entre as ferramentas que já trabalham com renderização por GPU, podemos destacar nesse meio o V-Ray RT que trabalha muito bem em conjunto com o 3dsmax. Apesar do 3dsmax dispor nativamente do iray, que é um renderizador semelhante em termos de propósito ao V-Ray RT, mas que utiliza opções “semelhantes” ao mental ray.

Se você é usuário do 3dsmax e gostaria de conhecer um pouco mais sobre o V-Ray RT, recomendo assistir ao vídeo indicado nesse artigo que é um seminário gratuito sobre o funcionamento do software. Como o vídeo foi gravado com base em uma palestra, a qualidade do áudio não é das melhores, mas acredito que pode ser de grande ajuda para quem não conhece a tecnologia.

Com o uso do V-Ray RT é possível trabalhar praticamente em tempo real na manipulação de objetos 3d criados com o 3dsmax. Esse é até o motivo pelo qual o software recebe o sufixo de RT que significa real time.

Esses softwares estão evoluindo muito nos últimos meses, e já podemos dizer que é possível aproveitar os recursos do render por GPU de maneira semelhante ao que existe nos renderizadores “tradicionais”. É importante ressaltar a evolução dos software, pois logo no começo era complicado usar essas ferramentas pois estavam faltando recursos e shaders importantes para gerar imagens realistas. Hoje a oferta de recursos está muito mair, inclusive com outros softwares concorrendo com o V-Ray RT nessa área como é o caso do Octane Render, Indigo e outros softwares comerciais que são compatíveis com o 3dsmax e também renderizam imagens usando a GPU.

Comparação entre diferentes GPUs para computação gráfica

A oferta de placas de vídeo para uso em softwares de computação gráfica está cada vez mais diversificada, o que pode deixar qualquer artista 3d confuso na hora de montar a sua workstation turbinada para render. Isso tende a piorar com o advento dos renderizadores totalmente baseados em GPU como é o caso do SmallLuxGPU, VRay RT, iRay e outros. É cada vez maior o número de pessoas que migra para esse tipo de software devido a inegável vantagem em velocidade no render. Ao analisar os números das placas fica fácil entender o motivo. A recém lançada GeForce GTX 580 dispõe de nada menos que 512 núcleos que podem ser totalmente aproveitados no seu jogo 3d preferido, mas também para renderizar imagens. Esse é o tipo de aceleração que deixa para trás a espera e longas renderizações. Quando comparamos com os quatro, oito ou doze núcleos da sua CPU, a batalha está mais que decidida.

Mas, qual placa escolher? A Nvidia disponibiliza uma série de soluções, inclusive com linhas profissionais chamadas de Quadro e as caríssimas Tesla. Outra dúvida comum: uma placa destinada para jogos, serve para 3d pesado?

nVidia_TESLA GPU

Um texto que pode ajudar a elucidar problema foi publicado pelo artista 3d Jeff Patton, em que ele coloca as suas considerações depois de fazer testes de render no 3dsmax e iRay com três placas diferentes:

  • GeForce GTX 470 (448 núcleos)
  • Quadro 5000 (352 núcleos)
  • Tesla 2050 (448 núcleos)

Segundo a sua análise, é perfeitamente possível trabalhar com placas dedicadas para ambientes de jogos, mas é preciso fazer algumas ressalvas. No caso dele, a maior dificuldade foi a memória disponível na placa para jogos que não passava de 1GB. Isso deixa o processo de render mais comprometido em cenas complexas que demandam muito armazenamento. Com a Tesla 2050 ele tem disponível 3GB de memória, permitindo trabalhar com mais folga.

Outro ponto crítico é o aquecimento e performance da placa, que no caso da dedicada para jogos gera uma quantidade de calor excessiva. Segundo o próprio artista, o custo dessas placas para jogos é infinitamente menor que uma Tesla, fazendo com que fique mais fácil de repor. A placa seria substituida de maneira mais fácil.

Quer saber o preço? Enquanto uma GTX 470 está na faixa dos 250 dólares, a Tesla não sai por menos de 2000! Esses preços são para os EUA. No Brasil você pode fazer uma conversão simples, multiplicando o valor por 5, que já inclui os custos tradicionais em impostos, impostos, impostos, frete e lucro do vendedor.

Qual a conclusão? É possível sim usar placas para jogos, mas você precisa tomar cuidado na escolha e caprichar na refrigeração do seu gabinete.

Comparando o Render com VRay RT na GPU e CPU para arquitetura

O uso de sistemas baseados em GPU está crescendo a cada dia e em pouco tempo deve se tornar o padrão na indústria de computação gráfica, pois o conceito de multicores é levado ao extremo com esse tipo de hardware. Basta consultar a documentação das últimas placas de vídeo lançadas pela NVidia e ATI para descobrir que esses equipamentos contam com mais de 400 núcleos. Até mesmo placas mais antigas como a GeForce 9800 apresentam mais de 100 núcleos que podem ser usados para renderização de cenas. Devido a esse tipo de fenômeno, as empresas que mantém esses softwares investem pesado na criação de versões baseadas em GPU dos seus renderizadores.

Temos casos como o VRay RT, FryRender, mental ray e outros softwares que ganharam versões baseadas em GPU. Mas, será que esse tipo de software é realmente rápido? Como seria uma comparação entre um render realizado com CPUs e GPUs? Caso você tenha curiosidade em conhecer as diferenças de performance, nesse link é possível comparar o VRay RT usando GPU e o VRay RT usando CPU. As comparações foram realizadas com cenas de nível médio e também as mais complexas.

vray-rt-comparando-cpu-gpu.jpg

O tempo de render para cada uma das cenas foi bem parecido de maneira a testar o desempenho e nível de qualidade que cada render consegue atingir. O hardware usado nos projetos também é bem parecido, com a ênfase na GPU usada nas cenas que aproveitam essa tecnologia, com uma GeForce GTX 480.

O veredicto?

Em todas as imagens a qualidade atingida com o uso do render baseado apenas em GPU é evidentemente mais limpo, e sem o efeito de granulação característico de imagens que ainda estão sendo renderizadas. Isso é uma amostra de como essa tecnologia pode ajudar e melhorar e reduzir o tempo de render em cenas complexas. O único problema da tecnologia é que as placas que realmente podem fazer a diferença, ainda tem alto custo em relação as CPUs e podem encarecer a criação de workstations.

Os softwares livres e o Blender devem receber em breve uma versão usando GPU do LuxRender, o que pode trazer esse tipo de tecnologia e velocidade de render para uma quantidade maior de usuários e projetos, inclusive em plataformas diferentes do Windows.