Sintel disponível para download

Hoje foi um dia histórico para a comunidade de usuários do Blender, pois a aguardado projeto Durian que resultou na animação Sintel foi disponibilizada para download. Sim, depois da estréia para uma pequena platéia na segunda, agora podemos fazer o download da animação resultante de aproximadamente 17 meses de trabalho. Para quem não está lembrado, o projeto Durian foi anunciado pelo Instituto Blender em maio de 2009, e apenas nesse mês de setembro tivemos as projeções com o produto final do projeto.

Como acredito que todos devem estar curiosos para assistir a animação, nada melhor que conferir o projeto no Youtube, evitando a lentidão dos servidores em que os arquivos de vídeo estão hospedados.

Se você quiser fazer o download do vídeo em alta resolução, pode visitar o web site oficial e escolher entre diversas opções de servidores e resoluções. Só devo avisar, que o download está muito lento, resultado da divulgação e ansiedade dos usuários em conhecer o projeto.

O DVD com extras ainda não está pronto, mas assim que o mesmo for finalizado, o pessoal do Instituto deve começar a despachar o box com quatro discos, para os que fizeram a pré-compra do material. Essas pessoas estão listadas como contribuidores do projeto nos créditos. O meu nome está lá!

Quais as minhas impressões sobre Sintel? Tecnicamente o trabalho do Instituto Blender foi fantástico, ainda mais se considerarmos que o Blender usado no projeto foi desenvolvido ao longo do processo de criação. Tudo isso foi feito com uma versão ainda em Beta/Alpha. A primeira impressão é de orgulho e euforia, pois sabemos que todo o potencial do Blender, para produzir esse tipo de material envolvente, está acessível para todas as pessoas. Assim que você vai assistindo mais vezes, percebemos alguns pequenos, eu disse pequenos, problemas na animação, mas nada que comprometa a riqueza da produção. Essa é a sina de quem trabalha vendo animação todo dia, você acaba encontrando problemas até nos comerciais na TV.

Uma coisa que pode ser percebida pelo produto final quando comparamos com os planos originais, é que alguns dos objetivos do projeto Durian não foram alcançados, ou foram alterados, como a criação de um sistema que permitisse trabalhar com animações de multidões. Como o projeto pretendia trabalhar com temas épicos, esse item estava na sua lista de objetivos iniciais.

Se você é um daqueles espectadores que presta atenção em detalhes, deve ter percebido que o pessoal do instituto adicionou várias referências ao Elephants Dream e Big Buck Bunny. Você achou essas referências? Liste nos comentários as suas impressões, e referências.

Curso e apostila avançada de SketchUp Pro

O SketchUp é uma ferramenta destinada a criar elementos gráficos para o Google Earth, mas devido a facilidade com que podemos elaborar objetos puramente geométricos, o software acaba sendo usado para representar projetos e modelos 3d para arquitetura. Nos projetos mais simples, ou que demandam apenas auxílio no desenvolvimento da parte plástica do projeto, o SketchUp acaba sendo mais que suficiente. Mas, quando a coisa acaba ficando mais séria, precisamos fazer uma abordagem com foco em opções avançadas do SketchUp. Apesar de não parecer, podemos aproveitar diversas “jóias” para produtividade no SketchUp.

Já faz aproximadamente uma semana que estou lendo a apostila de SketchUp Pro avançado, que o pessoal da Rede VectorPro gentilmente me enviou para análise. Hoje pela manhã consegui terminar a leitura do material, que seguem o mesmo padrão de qualidade do livro SketchUp passo a passo do João Gaspar. Se você gostou o livro, existe uma grande chance de gostar desse material também.

SketchUp Pro apostila

Quais as diferenças entre esse material e o livro?

Para quem não conhece a diferença entre o SketchUp e o SketchUp Pro, podemos resumir essa diferença na ausência de recursos e opções na versão gratuita do software. No caso do SketchUp, podemos listar o software auxiliar chamado de LayOut que gera pranchas preparadas para impressão, e facilidades como a possibilidade de importar nativamente arquivos no formato DWG.

Essa apostila tem o foco direcionado exatamente para esse tipo de ferramenta. Outro ponto importante, é que ela complementa um assunto que não é abordado no livro SketchUp passo a passo que é a parte sobre plugins e scripts para o SketchUp. Um dos primeiros capítulos do material é totalmente dedicado a esse tipo de recurso.

Aqui está uma lista com os títulos dos capítulos do material:

  1. Visualização, modelagem e texturização avançadas
  2. Técnicas avançadas de organização e produtividade
  3. Como usar os plugins mais famosos para SketchUp
  4. Ferramentas bádicas do SketchUp LayOut
  5. Como criar viewports e apresentar com o SketchUp LayOut
  6. Interface, menus, paletas e janelas do SketchUp LayOut

Para as pessoas interessadas em aprender mais sobre o SketchUp Pro, usando recursos avançados para apresentar e desenvolver de maneira mais rápida seus projetos, o material é mais que recomendado. Para os residentes em São Paulo, o curso de SketchUp Pro avançado na sede da rede VectorPro talvez seja o complemento ideal para esse material.

Análise forense de fotografias

A facilidade com que podemos editar e alterar imagens e fotografias acaba produzindo uma infinidade de montagens e material retocado, que acaba gerando dúvidas em muita gente. Sempre que tenho oportunidade de ministrar aulas sobre Photoshop, Gimp ou edição digital acabo mostrando vários exemplos de imagens alteradas digitalmente. Para quem conhece e trabalha com isso, acaba ficando mais fácil de identificar pequenos sinais nas imagens, que mostram que ela foi editada digitalmente. Mas, esse é um tipo de análise baseado em intuição. Existe uma maneira de fazer esse tipo de análise com base em dados técnicos? A resposta é sim!

Um web site permite usar uma técnica simples, mas eficiente para identificar se uma determinada fotografia foi editada digitalmente. A única limitação nesse tipo de ferramenta é que o sistema só consegue analisar arquivos jpg. Essas imagens também devem estar hospedadas em algum servidor na web, pois o sistema não permite enviar os arquivos.

O web site é baseado em um algoritmo chamado de Image Error Level, que analisa o nível de erro com que uma imagem foi salva.

analise-imagem-forense.jpg

Como funciona?

O processo usado nesse web site é relativamente simples de compreender. Todas as vezes que uma imagem é salva no formato JPG, os dados sofrem uma compressão do tipo Lossy. Isso significa dizer que todas as vezes em que salvamos uma imagem, dados são perdidos. Esses dados são representados pelas cores geradas no processo de analise. Quando indicamos uma imagem já hospedada na web, o sistema salva novamente o arquivo usando um índice de qualidade conhecido. Por exemplo, o sistema salva uma imagem com 70% da qualidade original e compara os pixels resultantes com o que deveria ser uma compactação em 70%. Caso exista alguma diferença, ela geralmente aparece na forma de pixels com brilho maior que o normal.

Com essas informações podemos afirmar com mais propriedade que imagem determinada fotografia foi digitalmente alterada ou manipulada. Uma característica interessante dessas imagens editadas, é que partes das imagens geralmente foram salvas várias vezes, ocasionando níveis de erro muito maiores que o normal.

Assim o processo de identificação das montagens e retoques acaba tendo base técnica e não na experiência do artista, o que se encaixa perfeitamente em processos de análise forense de imagens.

Blender com ferramenta semelhante ao Trim e Extend do AutoCAD

As ferramentas de modelagem 3d do Blender direcionadas para a criação de superfícies orgânicas já eram bem desenvolvidas, e ofereciam a maioria dos artistas 3d o que era necessário para elaborar figuras e personagens orgânicos. Mas, outra categoria de artistas 3d direcionado para o desenvolvimento de cenários e outros tipos de modelagem, como a voltada para arquitetura, ainda sentia a necessidade de opções mais específicas. Ainda no tempo do Blender 2.49 existiam projetos que tinham como objetivo adicionar opções semelhantes ao que temos em softwares de CAD, como o AutoCAD a interface do Blender. Opções simples como o Offset, Trim e Extend.

Com o advento da versão 2.50 isso acabou ficando mais fácil, com a possibilidade de criar Add-ons e integrar os mesmos a interface da ferramenta. Um usuário dos fóruns Blenderartists publicou essa semana uma ferramenta criar usando Python chamada de Slice at Intersection. Essa ferramenta funciona de maneira muito semelhante ao que o Trim e Extend do AutoCAD fazem, que é cortar arestas nos pontos em que existe uma interseção com outras arestas.

Repare na imagem abaixo, que mostra diversas arestas posicionadas sobre o mesmo plano. Essa é uma das condicionantes para que o script funcione, as arestas precisam estar no mesmo plano:

slice1.png

Na primeira opção, teremos as duas arestas inferiores selecionadas e com o Add-on funcionando, basta pressionar a tecla W e no menu specials escolher a opção Slice to Edge Intersection. Isso prolonga as arestas e une as mesmas. Exatamente como o Extend do AutoCAD.

slice2.png

O segundo exemplo mostra o efeito do script aplicado quando temos exatamente duas arestas que fazem uma interseção direta selecionadas. Como resultado a divisão dos objetos exatamente no mesmo ponto em que as duas arestas estão se tocando. Efeito muito parecido com o que temos no Trim do AutoCAD.

slice3.png

Essa ferramenta será de grande auxílio para qualquer artista que precise desenvolver e criar elementos geométricos no Blender, usando como base para criação dos seus próprios polígonos.

O mais interessante, é que a ferramenta já foi revisada duas vezes desde que foi disponibilizada, apenas com sugestões dos usuários do fórum. Para usar a mesma, basta copiar o arquivo para a pasta de Add-ons do Blender e habilitar a ferramenta no painel de preferências do usuário (User Preferences) e na aba dos Add-ons.

Tutorial Maya 2011: Animação com partículas e Goals

A animação usando partículas é sempre assunto para projetos que envolvem grandes quantidades de objetos em movimento, ou então para situações em que precisamos trabalhar com simulações físicas. A escolha do software para trabalhar com esse tipo de animação é de fundamental importância para o sucesso de qualquer iniciativa, pois nesse tipo de animação a quantidade de parâmetros e opções é que determina a facilidade com que o movimento é ajustado. Como estou preparando muito material para minhas aulas com o Maya, resolvi gravar um pequeno tutorial em vídeo mostrando como trabalhar com uma ferramenta extremamente interessante das partículas no Maya.

O vídeo abaixo mostra como trabalhar com uma opção chamada de Goal, que nada mais é que determinar que as partículas precisam perseguir um determinado objeto. Esse é o vídeo:

O primeiro passo para trabalhar com esse tipo de ferramenta é, evidentemente, adicionar um sistema de partículas na viewport do Maya. Isso é feito com a seleção do Shelf Dynamics e no menu Particles escolhemos a opção Create Emitter. Isso adiciona um emissor de partículas na viewport que podemos usar para interagir com outros objetos.

Um aspecto importante da gestão de partículas no Maya, é que as partículas e os emissores são objetos completamente diferentes. No vídeo isso é bem ressaltado, mostrando que para trabalhar com interações relacionadas com partículas é necessário selecionar as partículas e não o emissor. O truque para fazer isso é avançar um pouco a timeline para conseguir clicar sobre os pontos que representam as partículas. Nesse caso não foi feita nenhuma alteração no emissor, resultando em emissão do tipo omni. As partículas são emitidas para todos os lados.

Para criar um Goal é preciso adicionar um objeto qualquer a cena a depois selecionar primeiro as partículas, e depois o objeto. No mesmo menu Particles encontramos a opção Goal, que ao ser acionada com os objetos selecionados na ordem indicada, faz com que as partículas sigam o objeto 3d. A força com que as partículas perseguem esse objeto é controlada usando o Goal Weight.

Essa é uma opção extremamente interessante para adicionar dinamismo as animações com partículas, pois os alvos das partículas podem ser animados e criar movimentos caóticos na cena.