Allan Brito

Migrando dos tijolos para os pixels!

Archive for September, 2010


Hoje foi um dia histórico para a comunidade de usuários do Blender, pois a aguardado projeto Durian que resultou na animação Sintel foi disponibilizada para download. Sim, depois da estréia para uma pequena platéia na segunda, agora podemos fazer o download da animação resultante de aproximadamente 17 meses de trabalho. Para quem não está lembrado, o projeto Durian foi anunciado pelo Instituto Blender em maio de 2009, e apenas nesse mês de setembro tivemos as projeções com o produto final do projeto.

Como acredito que todos devem estar curiosos para assistir a animação, nada melhor que conferir o projeto no Youtube, evitando a lentidão dos servidores em que os arquivos de vídeo estão hospedados.

Se você quiser fazer o download do vídeo em alta resolução, pode visitar o web site oficial e escolher entre diversas opções de servidores e resoluções. Só devo avisar, que o download está muito lento, resultado da divulgação e ansiedade dos usuários em conhecer o projeto.

O DVD com extras ainda não está pronto, mas assim que o mesmo for finalizado, o pessoal do Instituto deve começar a despachar o box com quatro discos, para os que fizeram a pré-compra do material. Essas pessoas estão listadas como contribuidores do projeto nos créditos. O meu nome está lá!

Quais as minhas impressões sobre Sintel? Tecnicamente o trabalho do Instituto Blender foi fantástico, ainda mais se considerarmos que o Blender usado no projeto foi desenvolvido ao longo do processo de criação. Tudo isso foi feito com uma versão ainda em Beta/Alpha. A primeira impressão é de orgulho e euforia, pois sabemos que todo o potencial do Blender, para produzir esse tipo de material envolvente, está acessível para todas as pessoas. Assim que você vai assistindo mais vezes, percebemos alguns pequenos, eu disse pequenos, problemas na animação, mas nada que comprometa a riqueza da produção. Essa é a sina de quem trabalha vendo animação todo dia, você acaba encontrando problemas até nos comerciais na TV.

Uma coisa que pode ser percebida pelo produto final quando comparamos com os planos originais, é que alguns dos objetivos do projeto Durian não foram alcançados, ou foram alterados, como a criação de um sistema que permitisse trabalhar com animações de multidões. Como o projeto pretendia trabalhar com temas épicos, esse item estava na sua lista de objetivos iniciais.

Se você é um daqueles espectadores que presta atenção em detalhes, deve ter percebido que o pessoal do instituto adicionou várias referências ao Elephants Dream e Big Buck Bunny. Você achou essas referências? Liste nos comentários as suas impressões, e referências.

Sep
30

O SketchUp é uma ferramenta destinada a criar elementos gráficos para o Google Earth, mas devido a facilidade com que podemos elaborar objetos puramente geométricos, o software acaba sendo usado para representar projetos e modelos 3d para arquitetura. Nos projetos mais simples, ou que demandam apenas auxílio no desenvolvimento da parte plástica do projeto, o SketchUp acaba sendo mais que suficiente. Mas, quando a coisa acaba ficando mais séria, precisamos fazer uma abordagem com foco em opções avançadas do SketchUp. Apesar de não parecer, podemos aproveitar diversas “jóias” para produtividade no SketchUp.

Já faz aproximadamente uma semana que estou lendo a apostila de SketchUp Pro avançado, que o pessoal da Rede VectorPro gentilmente me enviou para análise. Hoje pela manhã consegui terminar a leitura do material, que seguem o mesmo padrão de qualidade do livro SketchUp passo a passo do João Gaspar. Se você gostou o livro, existe uma grande chance de gostar desse material também.

SketchUp Pro apostila

Quais as diferenças entre esse material e o livro?

Para quem não conhece a diferença entre o SketchUp e o SketchUp Pro, podemos resumir essa diferença na ausência de recursos e opções na versão gratuita do software. No caso do SketchUp, podemos listar o software auxiliar chamado de LayOut que gera pranchas preparadas para impressão, e facilidades como a possibilidade de importar nativamente arquivos no formato DWG.

Essa apostila tem o foco direcionado exatamente para esse tipo de ferramenta. Outro ponto importante, é que ela complementa um assunto que não é abordado no livro SketchUp passo a passo que é a parte sobre plugins e scripts para o SketchUp. Um dos primeiros capítulos do material é totalmente dedicado a esse tipo de recurso.

Aqui está uma lista com os títulos dos capítulos do material:

  1. Visualização, modelagem e texturização avançadas
  2. Técnicas avançadas de organização e produtividade
  3. Como usar os plugins mais famosos para SketchUp
  4. Ferramentas bádicas do SketchUp LayOut
  5. Como criar viewports e apresentar com o SketchUp LayOut
  6. Interface, menus, paletas e janelas do SketchUp LayOut

Para as pessoas interessadas em aprender mais sobre o SketchUp Pro, usando recursos avançados para apresentar e desenvolver de maneira mais rápida seus projetos, o material é mais que recomendado. Para os residentes em São Paulo, o curso de SketchUp Pro avançado na sede da rede VectorPro talvez seja o complemento ideal para esse material.

Sep
30

A facilidade com que podemos editar e alterar imagens e fotografias acaba produzindo uma infinidade de montagens e material retocado, que acaba gerando dúvidas em muita gente. Sempre que tenho oportunidade de ministrar aulas sobre Photoshop, Gimp ou edição digital acabo mostrando vários exemplos de imagens alteradas digitalmente. Para quem conhece e trabalha com isso, acaba ficando mais fácil de identificar pequenos sinais nas imagens, que mostram que ela foi editada digitalmente. Mas, esse é um tipo de análise baseado em intuição. Existe uma maneira de fazer esse tipo de análise com base em dados técnicos? A resposta é sim!

Um web site permite usar uma técnica simples, mas eficiente para identificar se uma determinada fotografia foi editada digitalmente. A única limitação nesse tipo de ferramenta é que o sistema só consegue analisar arquivos jpg. Essas imagens também devem estar hospedadas em algum servidor na web, pois o sistema não permite enviar os arquivos.

O web site é baseado em um algoritmo chamado de Image Error Level, que analisa o nível de erro com que uma imagem foi salva.

analise-imagem-forense.jpg

Como funciona?

O processo usado nesse web site é relativamente simples de compreender. Todas as vezes que uma imagem é salva no formato JPG, os dados sofrem uma compressão do tipo Lossy. Isso significa dizer que todas as vezes em que salvamos uma imagem, dados são perdidos. Esses dados são representados pelas cores geradas no processo de analise. Quando indicamos uma imagem já hospedada na web, o sistema salva novamente o arquivo usando um índice de qualidade conhecido. Por exemplo, o sistema salva uma imagem com 70% da qualidade original e compara os pixels resultantes com o que deveria ser uma compactação em 70%. Caso exista alguma diferença, ela geralmente aparece na forma de pixels com brilho maior que o normal.

Com essas informações podemos afirmar com mais propriedade que imagem determinada fotografia foi digitalmente alterada ou manipulada. Uma característica interessante dessas imagens editadas, é que partes das imagens geralmente foram salvas várias vezes, ocasionando níveis de erro muito maiores que o normal.

Assim o processo de identificação das montagens e retoques acaba tendo base técnica e não na experiência do artista, o que se encaixa perfeitamente em processos de análise forense de imagens.

Sep
29

As ferramentas de modelagem 3d do Blender direcionadas para a criação de superfícies orgânicas já eram bem desenvolvidas, e ofereciam a maioria dos artistas 3d o que era necessário para elaborar figuras e personagens orgânicos. Mas, outra categoria de artistas 3d direcionado para o desenvolvimento de cenários e outros tipos de modelagem, como a voltada para arquitetura, ainda sentia a necessidade de opções mais específicas. Ainda no tempo do Blender 2.49 existiam projetos que tinham como objetivo adicionar opções semelhantes ao que temos em softwares de CAD, como o AutoCAD a interface do Blender. Opções simples como o Offset, Trim e Extend.

Com o advento da versão 2.50 isso acabou ficando mais fácil, com a possibilidade de criar Add-ons e integrar os mesmos a interface da ferramenta. Um usuário dos fóruns Blenderartists publicou essa semana uma ferramenta criar usando Python chamada de Slice at Intersection. Essa ferramenta funciona de maneira muito semelhante ao que o Trim e Extend do AutoCAD fazem, que é cortar arestas nos pontos em que existe uma interseção com outras arestas.

Repare na imagem abaixo, que mostra diversas arestas posicionadas sobre o mesmo plano. Essa é uma das condicionantes para que o script funcione, as arestas precisam estar no mesmo plano:

slice1.png

Na primeira opção, teremos as duas arestas inferiores selecionadas e com o Add-on funcionando, basta pressionar a tecla W e no menu specials escolher a opção Slice to Edge Intersection. Isso prolonga as arestas e une as mesmas. Exatamente como o Extend do AutoCAD.

slice2.png

O segundo exemplo mostra o efeito do script aplicado quando temos exatamente duas arestas que fazem uma interseção direta selecionadas. Como resultado a divisão dos objetos exatamente no mesmo ponto em que as duas arestas estão se tocando. Efeito muito parecido com o que temos no Trim do AutoCAD.

slice3.png

Essa ferramenta será de grande auxílio para qualquer artista que precise desenvolver e criar elementos geométricos no Blender, usando como base para criação dos seus próprios polígonos.

O mais interessante, é que a ferramenta já foi revisada duas vezes desde que foi disponibilizada, apenas com sugestões dos usuários do fórum. Para usar a mesma, basta copiar o arquivo para a pasta de Add-ons do Blender e habilitar a ferramenta no painel de preferências do usuário (User Preferences) e na aba dos Add-ons.

Sep
28

Esse é uma semana muito especial para todos os usuários e artistas que gostam do Blender, e que acompanham ansiosos a produção do novo projeto de animação aberta do instituto Blender, chamado de Sintel. Hoje foi a estréia oficial da animação no festival de cinema em Amsterdã, e como sempre costumo dizer nessas ocasiões, o único motivo que faz com que a maioria de nós não compareça ao evento é o oceano atlântico. Brincadeiras a parte, a estréia da animação era restrita a apenas 450 pessoas, espaço disponível na sala de projeção em que Sintel seria apresentada ao mundo.

Mas, para os que não tiveram a oportunidade de comparecer ao evento, assim como eu, a semana reserva o lançamento online da animação para a próxima quinta! Sim, no dia 30 de setembro teremos a opção de assistir a animação pela internet em sites como o Youtube ou Vimeo, e também fazer o download do arquivo de vídeo. Para a melhor experiência, recomendo fazer o download e tentar assistir na maior tela possível, seja ela uma tv lcd ou projetor.

sintel.jpg

O DVD com a animação completa ainda não foi finalizado, e deve ficar pronto nas próximas semanas. Nesse caso, o diferencial do DVD não será a visualização da animação em si, mas os diversos discos de extras que devem apresentar aspectos técnicos da produção. Os usuários que compraram o DVD ainda na pré-produção aparecem nos créditos da animação já no lançamento como parte da equipe de apoio. Essa foi uma das maneiras que o instituto Blender encontrou de financiar o projeto e oferecer aos usuários interessados em ajudar, um material diferenciado e recheado de dicas e tutoriais exclusivos.

Mas, seguindo o espírito do Creative Commons, todos os usuários devem ter acesso ao DVD, mesmo que não tenha feito a compra. Isso pode demorar um pouco a acontecer, mas é o mesmo caminho trilhado pelos projetos anteriores Elephants Dream e Big Buck Bunny.

A qualidade da animação Sintel está chamando muita atenção da comunidade de usuários e produtores de material relacionado com animação gráfica. Isso levou o projeto a ser capa da revista 3D World, destacando as novas capacidades do melhorado Blender 2.50.

3dworld.jpg

Esse é um período muito interessante para ser usuário do Blender, pois as melhorias para a versão 2.5 estão apenas começando a aparecer.

Sep
27

Livros recomendados

Blender 3D - Guia do Usuário Blender 3D - Jogos e Animações Interativas Modelando personagens com o Blender 3D Google Sketchup Pro 8 - Passo a Passo Google SketchUp Pro: Aplicado ao Projeto Arquitetônico ESTUDO DIRIGIDO DE AUTOCAD 2011 Autocad 2011 - Utilizando Totalmente Desenvolvendo Personagens em 3D com 3Ds Max ZBrush para iniciantes Estudo Dirigido de 3ds Max 2011

Atualizações por e-mail


Categorias


Arquivos


Pesquisa

    Google

Links

  • Blender 3D
  • Blender 3D Architect
  • BlenderNation.com
  • CCGD – Centro de Computação Gráfica e Design
  • Colaborativo.org

Meta

Tags