Texturas UV no Blender 2.5: Como funciona?

O processo de configuração de texturas em qualquer projeto que envolve a modelagem ou animação é de fundamental importância para conseguir atribuir realismo aos objetos. A escolha das imagens que devem fazer parte da composição geral das texturas é apenas o primeiro passo nesse processo de configuração de texturas. Em todas as ferramentas 3d o processo mais usado e conhecido de ajuste das texturas é o chamado mapeamento UV, que é a técnica que consiste na planificação do modelo 3d para gerar um mapa com a localização de cada uma das faces do objeto. Esse mesmo mapa é exportado como uma imagem em formato bitmap ou vetor, para receber a parte de pintura das texturas.

A grande vantagem dessa técnica é que podemos ter controle absoluto sobre a posição e escala da textura em todas as partes do modelo 3d. Entre os pontos negativos do processo está a parte da planificação, que pode demandar uma boa quantidade de trabalho dependendo da topologia do modelo 3d e também da ferramenta usada para realizar esse tipo de trabalho.

Caso você esteja começando a usar o Blender 2.5 e queira saber como realizar esse procedimento na nova versão do software, encontrei um tutorial que pode ajudar muito nesse tipo de conhecimento. Esse material pode dar o pontapé inicial no seu aprendizado com o Blender 2.5, que está cada vez mais estável na versão 2.56.

O tutorial é bem básico mesmo, e mostra apenas o processo de planificação de um cubo simples com a marcação das arestas que devem ser separadas na planificação com a ferramenta “Mark Seam“. Essa é a base para todos os tipos de topologias no processo de mapeamento UV. Depois que isso é realizado, podemos partir para a configuração das texturas usando a opção Unwrap na janela chamada de UV/Image Editor que tem como objetivo controlar esse tipo de informação no Blender.

No vídeo o autor usa uma textura pronta que é apenas ajustada para abranger a área total das faces que foram planificadas no cubo. Mas, a grande vantagem dessa técnica é a possibilidade de exportar uma imagem com a organização das faces e pintar a textura sobre as mesmas.

Caso você queira saber mais sobre texturas no Blender 2.5, recomendo a leitura do Blender 3D – Guia do Usuário quarta edição que foi reformulado para abranger a nova versão do Blender. Existem dois capítulos no livro que abordam apenas o uso de texturas.

Aproveite e faça a atualização para o Blender 2.56a que corrige alguns bugs sérios da versão 2.56.

Blender 2.56 Beta disponível para download

O ano está quase chegando ao final, mas o pessoal da fundação Blender acabou de disponibilizar mais uma versão beta do Blender 2.5 para que possamos usar e continuar com o processo de melhoria dessa nova versão. Hoje foi lançado de maneira oficial para o público o Blender 2.56 como parte do processo de desenvolvimento que deve resultar na versão estável do software pronta para fazer parte de qualquer projeto. Existem novidades nessa versão? Na verdade, essas versões beta do Blender 2.5 ainda estão focadas na correção de problemas e estabilidade, o que faz com que apenas correções de bugs sejam realizadas.

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Segundo o anúncio oficial da fundação Blender, foram aproximadamente 440 problemas corrigidos nessa versão. Se você estava usando algum script em Python que não foi atualizado recentemente, procure por novidades, pois uma das áreas que mais sofreu modificações foi a API do Python. Isso pode levar a problemas na execução de addons, que devem ser sanados quando for lançado o Blender 2.57.

O ano está se encerrando com um pouco de atraso em relação ao desenvolvimento do Blender 2.5, pois pela previsão oficial já deveríamos estar bem próximo de uma versão estável no final do ano. Ao que tudo indica, essa versão só deve ficar pronta com mais três meses de trabalho, pelo menos essa é a previsão da equipe.

Para fazer o download do Blender 2.56, visite a página oficial da fundação Blender.

Se você não está acompanhando o desenvolvimento e evolução dessa nova versão do Blender, podemos dizer que até agora as versões 2.5x foram lançadas para proporcionar aos usuários a possibilidade de testar o procurar problemas que possam ser corrigidos antes que uma versão estável fique pronta. E como não existe equipe definida para fazer esse tipo de teste, nada melhor que deixar o próprio público implementar o software em seus projetos pessoais para que possam encontrar e reportar os problemas.

Já estamos na fase final de testes, que deve culminar com o Blender 2.57 e quem sabe até na mudança para a versão 2.6.

Se você não tinha o que fazer, enquanto aguardava a virada do ano, pode começar a procurar problemas no uso do Blender 2.56.