Blender 3D 2.50: Novo modificador Solidify

O desenvolvimento e adição de recursos ao Blender 3D 2.50 não para, sendo que a cada semana mais opções e ferramentas são adicionadas ao SVN. Esse é um dos motivos que me fazem não querer atualizar nenhum tipo de material relacionado a versão 2.50 ainda, como o Blender 3D – Guia do Usuário. Qualquer material produzido com a versão Alpha do Blender nesse momento, está fadado a ficar desatualizado em poucas semanas. Agora, temos um novo modificador adicionado ao Blender, oriundo de um script muito útil chamado de Solidify Selection. Com o Solidify selection era possível selecionar uma série de faces e aplicar algo semelhante a um extrude, que já ficava ajustado de maneira a fazer as ligações e conexões com todas as faces criadas.

O script funcionava muito bem, mas tinha diversas limitações e problemas caso precisássemos fazer algum tipo de alteração nos parâmetros. Por exemplo, logo depois de aplicar o script em qualquer plano ou modelo 3d, era necessário acionar um CTRL+Z para voltar e editar os valores usados no script. Se o arquivo fosse fechado, esse histórico de edições se perdia e as alterações implicariam na modelagem 3d completa do objeto.

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A vantagem em usar modificadores para esse tipo de edição é que podemos ter controle absoluto sobre o histórico e alterações dos objetos, pois é possível ajustar os valores do modificador em qualquer momento. caso você queira testar essa ferramenta, basta visitar o graphicall.org e fazer o download de qualquer versão do Blender 3D 2.50 com número de build superior a 25487.

Vejamos um exemplo de como o modificador Solidify funciona. Essa é a tela de acesso ao modificador:

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As opções presentes no modificador são parecidas com as que existiam no script Solidify. O que controla a espessura do Solidify é a opção Thickness.

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Agora um exemplo da aplicação o modificador em um conjunto de planos que poderiam muito bem formar parte de outro modelo maior, como a composição de paredes.

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Uma coisa que precisa ser observada na aplicação desse modificador é a direção das normais das faces desses objetos, que precisam estar alinhadas na mesma direção para evitar problemas e deformações nos modelos 3d. Esse mesmo teste foi realizado com as normais desalinhadas e o resultado foi bem estranho, com faces fazendo interseção.

Tutorial Blender 3D 2.50: Aplicando texturas UV

O Blender 3D 2.50 que ainda está em desenvolvimento e já pode ser usado na sua versão Alpha 0, apresenta diversas mudanças na sua interface, que refletem as alterações estéticas do software e também dos códigos e algoritmos que controlam o funcionamento do software. Nessa fase de desenvolvimento, o ideal é usar o software apenas para fins educacionais, deixando os ambientes de produção e projetos mais sérios para o Blender 3D 2.49. Isso evita que você tenha problemas com perda de dados ou o surgimento de um bug, que impeça um projeto de ser concluído, podendo significar em prejuízos financeiros.

Mas, o que mudou? Como começar a trabalhar com o 2.50? Aos poucos, estou organizado os meus antigos tutoriais em vídeo que publico periodicamente aqui no Blog, e devo adaptar a maioria deles para a versão 2.50. Enquanto os meus tutoriais não ficam prontos, podemos acompanhar alguns vídeos interessantes que já mostram o funcionamento de procedimentos comuns ao 2.49 que mudaram no 2.50.

O vídeo abaixo é um bom exemplo disso, sendo produzido por Pablo Lizardo, mostrando os procedimentos para criar mapeamento UV e aplicar texturas na versão 2.50.

Apesar de ser bem curto e mostrar o procedimento para configurar o mapeamento apenas em um sólido geométrico simples como um cubo, podemos encontrar diversas dicas valiosas no vídeo, como os locais em que adicionamos texturas, e alteramos o tipo de mapeamento para que as UV sejam consideradas. Um dos pontos fortes do Blender 3D, que não foi modificado nem um pouco na versão 2.50 é a qualidade do algoritmo que faz o mapeamento UV, sendo um dos melhores que conheço. No vídeo é possível acompanhar como a ferramenta lida de maneira rápida com formas simples, mas o resultado com formas complexas e modelos 3d apresentando milhares de faces não é diferente.

Para fazer o download do Blender 3D 2.50 Alpha 0, visite o endereço indicado no link. Na época em que a versão 2.50 alpha foi lançada, o artigo que mencionou o lançamento aqui no blog propôs uma pesquisa rápida, para saber o que você pretende fazer com essa versão 2.50. Caso ainda não tenha participado, você pode ler o artigo e dar a sua opinião nesse endereço.

Blender 3D 2.50 Alpha 0 disponível para download

Um dos lançamentos mais aguardados pela comunidade de usuários e artistas que usam o Blender 3D foi disponibilizado hoje pela fundação Blender, que é a versão 2.50 da nossa suíte de modelagem e animação 3D. Antes que você se anime e migre todos os seus projetos em andamento para essa versão do Blender, que apresenta interface e algumas ferramentas totalmente reformuladas, é importante tomar alguns cuidados com essa nova versão que ainda está em desenvolvimento. Digo isso devido ao fato de receber muitas mensagens e questionamentos, seja por mensagens enviadas pelo formulário de contato aqui do blog ou pelo meu Twitter. É impressionante o número de usuários e artistas que está planejando migrar todos os seus projetos já para o Blender 3D 2.50.

Repare que junto do nome dessa versão existe o termo “Alpha 0”, significando que esse é o primeiro estágio de um longo caminho de desenvolvimento que deve culminar com diversos lançamentos intermediários, até a versão estável que pode tanto se chamar Blender 3D 2.50 como Blender 3D 2.60, pois isso já foi mencionado em conversas entre os desenvolvedores do software. Sendo um software em estágio Alpha, ele é ideal para fazer testes e estudar, mas muito perigoso de usar em ambientes de produção. Imagine que você precisa produzir uma imagem e entregar para um cliente, ou mesmo uma animação em 3d e devido a um bug ainda inexplorado e sem solução dessa versão Alpha, o projeto acaba tendo que ser adiado ou atrasado. Quando o assunto envolve projetos comerciais, atrasos são sinônimo de prejuízo para o artista e a possível perda de um cliente.

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A mesma coisa se aplica em trabalhos acadêmicos, pois dificilmente o professor deve aceitar que a justificativa para o atraso do seu projeto é que o software ainda está em Alpha. Isso não é uma particularidade do Blender 3D, pois todos os softwares apresentam bugs, seja ele o 3ds Max da Autodesk ou o Houdini da SideFX. Mas, sendo um software em estágio Alpha esses problemas podem aparecer com uma freqüência bem maior.

Quando será a hora de usar essa versão em ambientes de produção? Apenas quando o projeto Durian estiver concluído, o que deve culminar com a resolução da maioria dos problemas e lançamento de uma versão estável do software. Isso só deve ocorrer na metade do próximo ano, ou mais precisamente em Agosto como já foi colocado em alguns calendários de desenvolvimento do Blender 3D e do projeto Durian.

Para fazer o download do Blender 3D 2.50 Alpha 0, visite o endereço indicado no link.

Mas, como começar a trabalhar com essa versão? Caso você queira uma introdução rápida, o vídeo abaixo foi gravado usando uma versão de testes, mas a interface é a mesma:

Se não é para usar essa versão em ambientes de produção, qual a melhor abordagem?

A mina recomendação é que você use tanto o Blender 3D 2.49 quanto o 2.50. Em projetos mais sérios e que envolvem prazos ou valores financeiros, fique com a estabilidade do 2.49 e vá estudando a versão 2.50 para aprender mais sobre a sua interface e ferramentas, para estar bem ambientado quando a versão estável for lançada. Sei que é complicado fazer isso, mas é a melhor maneira de evitar problemas mais sérios e garantir a entrega dos seus projetos.

Uma excelente notícia para os usuários do Blender 3D no Mac Os X é que essa versão parece ter resolvido o problema de desempenho do OpenGL nas placas onboard da Intel, presente nos MacBooks brancos. Ao menos eu estou conseguindo um desempenho muito melhor aqui no meu Mac com essa placa.

Importando modelos da 3D Warehouse e SketchUp para o Blender 3D

Os usuários que trabalham com desenvolvimento e criação de cenários virtuais ou maquetes eletrônicas para arquitetura, sabe da importância de possuir sempre à disposição uma boa biblioteca de objetos 3d para usar nos projetos. O desenvolvimento de cenários e maquetes exige com freqüência o uso de objetos e mobiliário em 3d que aceleram significativamente a criação do modelo. Por exemplo, ao criar as estruturas de um projeto com paredes e outros elementos arquitetônicos a parte de inserção de objetos no cenário fica a cargo da biblioteca, permitindo que o artista 3d dedique tempo em detalhes da modelagem 3d estrutural.

Quem usa o SketchUp para criar seus modelos 3d, pode usar uma das maiores bibliotecas gratuitas de modelos 3d do mundo, que é a 3D Warehouse. Basta acessar o sistema da warehouse e localizar diversos objetos que variam desde elementos simples até móveis de design, como cadeiras de escritórios Herman Miller. Muito em breve os usuários do Blender 3d devem conseguir essa mesma facilidade em termos de compatibilidade com os arquivos e modelos 3d do SketchUp.

Um dos projetos do SoC 2009 é a implementação do formato COLLADA no Blender 3D de maneira a fazer com que o software consiga importar sem nenhum problema, qualquer tipo de modelo 3d criado no SketchUp. Isso deixará o Blender 3D no mesmo nível de igualdade ao SketchUp no que se refere a compatibilidade e acesso a arquivos. Esse projeto ainda estava sendo trabalhado usando a versão 2.49 como base, mas até alguns dias atrás o responsável pelo projeto migrou o que já está pronto para a versão 2.50 que está em desenvolvimento. Algumas versões de teste já estão disponíveis para download no graphicall.org, e para mostrar o seu funcionamento, resolvi testar a compatibilidade com modelos da Warehouse.

Os escolhidos foram cinco modelos 3d, entre estantes e cadeiras. Em apenas dois dos modelos consegui efetivamente visualizar algum tipo de geometria. Em nenhum deles foi exibida mensagem de erro, apenas o objeto 3d não apareceu.

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Isso é perfeitamente normal em se tratando de uma versão experimental. Ainda existem alguns pequenos problemas, como o modelo 3d só ficar visível no modo Shade. Ao trocar para wireframe tudo desaparece. Outro problema é que não podemos selecionar o objeto para manipulação, seja transformação de escala ou rotação. O modelo precisa ficar parado no lugar em que foi importado.

Esses problemas devem ser resolvidos até o lançamento da versão final, mas é muito bom perceber que existem chances reais do projeto se concluído, o que deve trazer benefícios para todos os artistas que usam o Blender 3D.

Demonstração de animação com Blender 3D 2.50: Projeto Durian

O terceiro open movie que por enquanto é identificado apenas como projeto Durian, já tem alguns testes de animação publicados pela equipe responsável. O projeto Durian é uma iniciativa do Instituto Blender para promover o desenvolvimento do Blender 3d e produzir material de alta qualidade e mostrar o potencial do Blender, nas mãos de profissionais e artistas de alto nível. Esses projetos potencializam muito o desenvolvimento do Blender 3d, adicionando novas ferramentas e funções específicas para cada um dos projetos. Nesse caso, o Durian está sendo usado para impulsionar o desenvolvimento do Blender 2.50, sendo que o mesmo só deve estar finalizado quando a animação produzida pela equipe estiver concluída, aproximadamente na metade de 2010.

Os primeiros testes de animação estão sendo exibidos durante a conferência Blender 2009, que está acontecendo essa semana em Amsterdã. Os vídeos ainda não mostram os personagens da animação, mas podemos acompanhar a dinâmica da animação que será usada no projeto. Caso você não lembre, o Durian tem como objetivo produzir uma animação épica, envolvendo lutas entre personagens e animação de multidões.

Sintel fighting animation test from Project Durian on Vimeo.

Progress: Sintel fighting animation test from Project Durian on Vimeo.

No artigo em que o artista responsável pelos testes de animação, podemos acompanhar o seu depoimento em relação às dificuldades na produção desses testes, inclusive com uma dica valiosa que ele aprendeu com ninguém menos que Keith Lango, animador da ILM. Um dos testes apresenta o personagem sem as pernas, o que a princípio é encarado como um defeito na animação é na verdade uma técnica para direcionar o foco para a dinâmica do personagem.

O texto em que o artista comenta a experiência de produzir uma animação usando versões experimentais do Blender 3d 2.50, mostra bem as razões para ter cuidado com esse tipo de versão. Em várias ocasiões o artista teve que lidar com perda de dados e erros, que atrapalharam muito o desenvolvimento do projeto.

Além dos depoiomentos e comentários sobre a produção desses poucos segundos de animação, que mostram a luta entre dois personagens, podemos fazer o download dos arquivos .blend usados. Mas, é necessária uma versão de testes do Blender 2.50 para abrir e visualizar o material.

Se você quiser ajudar o projeto Durian, e conseqüentemente o desenvolvimento do Blender 2.50, ainda é possível fazer a pré-compra do DVD da animação, que virá repleto de material educacional e os arquivos fonte usados no projeto, para que você possa estudar a maneira com que tudo foi criado. Quem comprou antes de setembro, assim como eu, terá o nome adicionado aos créditos do projeto.