Chaos Group anuncia a compra da ASGVIS

O V-Ray é uma das ferramentas mais usadas no mercado global de visualização para arquitetura e design, devido ao seu equilíbrio entre qualidade de imagens renderizadas, facilidade de configuração e principalmente velocidade. Esses fatores fazem com que muitos usuários do 3dsmax deixem de lado o mental ray que acompanha o software de maneira gratuita, para utilizar outra ferramenta paga como é o caso do V-Ray. A demanda pelo V-Ray no 3ds max fez surgirem versões do renderizador para softwares como SketchUp e Rhino que eram desenvolvidos por empresas que licenciavam o código da Chaos Group e portavam para essas plataformas. A americana ASGVIS é uma dessas empresas que desenvolvia o V-Ray para SketchUp e Rhino.

As versões do V-Ray para o SketchUp geravam muitas críticas dos usuários provenientes do 3dsmax, devido a simplicidade de recursos da interface e opções. Mas, agora parece que o suporte a essas ferramentas deve melhorar consideravelmente com o anuncio da aquisição da ASGVIS pela Chaos Group que deve fortalecer a presença da empresa em solo americano.

Sim, agora a ASGVIS se chamará Chaos Group USA.

Test illumination VRay

O resultado disso para os usuários finais?

Para quem aposta no V-Ray para o SketchUp ou Rhino isso deve significar uma melhoria significativa no software para os próximos anos, pois agora é o pessoal do Chaos Group que irá direcionar o desenvolvimento da ferramenta junto com a equipe da ASGVIS. Mas, isso não deve ter reflexos imediatos e provavelmente exigirá uma atualização em termos de licenças para todos os usuários.

Você conhece o V-Ray para SketchUp? Já escrevi diversos artigos sobre o V-Ray para SketchUp que mostram algumas das suas principais características, como processo de renderização e ajustes para produção de arquitetura. Dos diversos usuários de SketchUp que conheço, a maioria preferie soluções mais simples e rápidas para render como é o caso do SU Podium, mas o V-Ray agrega a fama que ele ganhou no 3ds max para o SketchUp, sendo o software de renderização mais procurado por usuários iniciantes do SketchUp. O mito de que o renderizador pode fazer a diferença acaba aumentando a demanda.

Para quem está começando com o V-Ray, vale conferir outras opções como o SU Podium ou Indigo, e até mesmo opções de código aberto, e gratuitas, que estão para ganhar scripts que exportam cenas do SketchUp para muito breve, como é o caso do LuxRender e o YafaRay.

Efeitos com partículas no Phoenix FD e 3dsmax

O mercado de computação gráfica destinado aos efeitos especiais com fogo e fluidos é dominado por várias empresas especializadas nesse segmento, podemos listar vários softwares que trabalham em conjunto com o 3dsmax para gerar esses tipos de efeitos. Entre os nomes estão o FumeFX, Thinking Particles, Krakatoa e vários outros. Agora o Chaos Group acaba de estrear nesse segmento com o seu Phoenix FD que tenta ganhar mercado frente a concorrência já estabelecida. Para que não conhece o Chaos Group, eles são os desenvolvedores do V-Ray e por muito tempo não tiveram outro produto com tanto destaque como o conhecido renderizador.

Na última Siggraph eles apresentaram ao mercado a sua solução para gerar efeitos com fluidos e partículas que tem como objetivo gerar simulações como essa:

Esse tipo de vídeo é típico dos softwares especializados em criar efeitos com partículas, gerando fogo e outros fenômenos atmosféricos que seriam muito trabalhosos de gerar sem ferramentas especializadas nesse tipo de efeito.

Mas, como isso funciona?

Para ajudar na divulgação do software o Chaos Group preparou vários tutoriais e guia sobre o software e os publicou no seu canal do Youtube. Um desses vídeos apresenta de maneira rápida o modo com que a ferramenta trabalha, que não é muito diferente do que já estamos acostumados em outras opções do gênero. O vídeo mostra como criar de maneira rápida efeitos relacionados a combustão.

O processo é simples e começa com a definição da área em que o efeito será gerado, processo muito semelhante ao que acontece em outras ferramentas como o FumeFX. Depois que a área do efeito está bem delimitada com um volume próprio, podemos selecionar um objeto que será o emissor das partículas. De maneira geral a animação parece ser bem fluida e rápida, mas isso se deve também pelo fato do hardware usado para gravar o tutorial ser de excelente qualidade.

Se você é usuário do 3dsmax e procura por opções integradas a interface do software para trabalhar com efeitos usando partículas e fluidos, deve considerar o Phoenix FD. Mesmo sendo novo nessa área o software apresenta vários efeitos avançados e deve ajudar muito a gerar simulações avançadas com fogo, líquidos e muito mais.

Análise do V-Ray RT para visualização de projetos arquitetônicos na 3D World

A empresa responsável pela criação do V-Ray está trabalhando duro para divulgar o seu V-Ray RT e convencer artistas e usuários do V-Ray que a versão destinada ao render em tempo real, vale o esforço feito na compra de mais uma licença do V-Ray. Para isso, eles estão divulgando uma pequena análise feita pelo diretor de arte e gerente de um grande estúdio de visulalização arquitetônica no Reino Unido chamado Neoscape. O artista se chama Gustavo Capote e o artigo com a análise do V-Ray RT está disponível no web site do Chaos Group com uma imagem que parece ter sido tirada diretamente da revista impressa com um scanner.

damn, vray rt doesn't seem to work over rdc

A versão analisada no artigo é a baseada no uso de CPU e não aquela que foi exibida na última Siggraph e usa a GPU do computador.

Segundo a análise a ferramenta se mostra uma importante opção para profissionais interessados em acelerar o desenvolvimento de projetos, pois permite adicionar recursos e ajustes semelhantes aos usados no V-Ray tradicional com visualização em tempo real. Um aspecto importante dessa versão é que o seu objetivo não é substituir o V-Ray tradicional, mas sim trabalhar em conjunto com a ferramenta para proporcionar maior rapidez no desenvolvimento de projetos. Para que o V-Ray RT funcione é necessário possuir uma versão tradicional do V-Ray, caso contrário não é possível aproveitar a ferramenta.

Em termos de integração com o 3ds Max a opção do RT é bem satisfatória segundo o artigo e permite usar os recursos do software substituindo o ActiveShade.

Existe um ponto negativo muito importante a considerar na compra dessa versão do V-Ray, que é o aproveitamento dessa ferramenta como opção de apresentação dos projetos. Como é possível usar o V-Ray RT apenas junto com o 3ds Max, essa é uma opção destinada ao ambiente dos estúdios e não algo que possa ajudar na apresentação de projetos.

Alguns colegas arquitetos me perguntaram se essa versão do V-Ray faria o mesmo que o Blender 3D já consegue, que é exportar um aplicativo que pode ser entregue aos clientes como uma animação interativa, em que as pessoas podem caminhar por dentro dos projetos. Talvez a versão otimizada para uso da GPU faça isso, mas por enquanto essa só pode auxiliar no design da maquete eletrônica.