Tutorial sobre criação de grama com Blender

A criação de grandes superfícies de grama é interessante para a composição de cenários em computação gráfica, seja com o propósito de montar paisagens para animações ou mesmo com o objetivo de ajudar na visualização para arquitetura. A maneira mais simples de representar grama é com o uso de texturas, que dependendo de uma série de fatores como o ângulo da câmera e a distância do observador para a vegetação, pode ser mais do que suficiente para gerar o efeito da grama. Mas, quando o projeto exige resultados mais realistas é preciso investir em outras técnicas para reproduzir a vegetação.

Como criar grama no Blender para render com Cycles?

Entre as opções para gerar grama realista encontramos o uso de partículas que distribuem sobre uma determinada superfície pequenos polígonos, representando muito bem as folhas da grama. Quer aprender o procedimento necessário para gerar grama com partículas no Blender e renderizar o resultado no Cycles? O tutorial abaixo foi produzido por um artista chamado Igor Djordjevic e mostra muito bem como utilizar o sistema de partículas do Blender para gerar partículas.

O tutorial é interessante por mostrar o funcionamento das partículas, e como podemos utilizar texturas para ajudar na representação da grama, e faz com que o processo resulte em grama de excelente qualidade. Como a grama é baseada em polígonos, podemos até mesmo posicionar objetos na superfície de grama para que os pequenos filamentos representando as folhas se integrem com a base do objeto.

Esse vídeo deve ajudar a todos os usuários e artistas usando o Blender que ainda não tentaram reproduzir nada parecido. Apesar do nível de realismo da superfície de grama, é importante avaliar a carga da cena no seu computador, que mesmo usando partículas pode inviabilizar a solução.

Para quem quiser um treinamento mais focado no Blender Cycles, recomendo uma visita a página do curso produzi para ensinar a usar o novo renderizador do Blender. O curso se chama Blender Cycles: Renderização Avançada e mostra em 07 aulas como funciona o novo renderizador do Blender. E você também pode aproveitar o uso de grama no Blender para aplicar na visualização para arquitetura com o próprio Blender.

Comparação entre renderizadores para o SketchUp

Essa semana publiquei aqui no blog um artigo comentando sobre o lançamento do Maxwell for Google SketchUp como sendo uma opção a mais de renderização para o SketchUp. O artigo mencionava como era difícil encontrar uma boa opção de render para o SketchUp que aliasse o fato de ser gratuito com qualidade no render, como existe no Blender. O assunto é bem interessante para o público do blog, pois frequentemente recebo mensagens pelo formulário de contato, ou mesmo no Twitter, questionando sobre renderizadores para o SketchUp.

Comparação entre renderizadores para o SketchUp

Hoje pela manhã estava navegando por alguns sites de notícias e encontrei um artigo que pode ajudar muitos usuários interessados em renderizadores para o SketchUp. Um artista chamado Patrick Lambert fez um estudo comparativo entre vários renderizadores para o SketchUp. O que ele fez foi instalar os renderizadores e com a mesma cena, tentou gerar uma imagem com as opções padrão de cada software.

sketchup-Render-Indigo.jpg

O resultado você pode conferir no artigo que ele publicou com a comparação.

A comparação em si é válida, mas não tem caráter avaliativo que permita ajudar na escolha de alguma dessas ferramentas como base para uso em projetos. O motivo é bem simples, com pequenos ajustes nas configurações ele poderia muito bem mudar de maneira significativa o resultado do teste, inclusive com tempos de render menores do que os apresentados no estudo.

Entre os renderizadores escolhidos o de menor desempenho quando o assunto é realismo foi o SU Podium, e pela experiência que já tive com ele posso dizer que as opções do software não são realmente as mais indicadas para usuários que procuram realismo máximo! O SU Podium é a escolha ideal para quem não quer ter trabalho de ficar escolhendo valores para inúmeros parâmetros até conseguir um bom resultado no render.

A qualidade do render obtida no Indigo não me surpreendeu, pois conheço o renderizador e sei que usando os ajustes certos de material e luzes ele consegue gerar imagens extremamente realistas. O resultado do teste com o V-Ray no artigo foi muito ruim, pois esse é um dos que exige a maior quantidade de ajustes.

Se você queria uma comparação rápida entre os renderizadores, recomendo ler o artigo e avaliar as imagens com os resultados do render no SketchUp.

Render por GPU no Blender para arquitetura com Cycles

A utilização de renderizadores externos era até pouco tempo a melhor solução para criar imagens usando técnicas de visualização avançada no Blender. O futuro renderizador do Blender que é chamado hoje pelo codinome de Cycles, promete adicionar muitos recursos antes exclusivos aos softwares esternos como Octane Render, LuxRender, YafaRay e muitos outros. Claro que o maior destaque é o uso de aceleração por GPU dentro do Blender, possibilitando a qualquer usuário trabalhar com render em tempo real direto na 3D View do Blender.

Esse tipo de vantagem que já existia em outras ferramentas 3d agora deve modificar a maneira com que trabalhamos no Blender. Por exemplo, uma coisa que estou me acostumando a fazer no Blender quando resolvo utilizar o Cycles, é modelar em 3d e renderizar ao mesmo tempo, para ter uma idéia da volumetria dos objetos. Como funciona? Basta fazer uma divisão na tela do Blender e deixar uma dessas janelas no modo de renderização. O resultado pode ser conferido no vídeo abaixo:

O interessante desse tipo de trabalho é que podemos fazer correções ao longo da modelagem, usando como base a volumetria apresentada no Cycles. Caso você queira trabalhar dessa forma, recomendo escolher uma boa placa de vídeo e ficar alternando entre o modo objeto e de edição, para que as modificações na geometria sejam refletidas na janela do Cycles. O que é feito no modo de edição não passa de maneira automática.

Outro ponto que gera dúvidas sobre o Cycles é na sua iluminação. Se você assistiu o vídeo até o seu final, deve ter percebido que para gerar sombras e melhorar a iluminação precisamos utilizar luzes do tipo Mesh.

O efeito desse tipo de iluminação fica ainda mais evidente quando utilizamos uma cena interna. Nesse outro vídeo que produzi utilizando o Cycles também, as luzes foram alinhadas de maneira a adicionar energia luminosa dentro do ambiente. O segredo para conseguir boa iluminação com o Cycles, por enquanto, é com esse tipo de luz.

É importante lembrar que o Cycles ainda está em desenvolvimento e que muita coisa deve mudar até que o mesmo seja incorporado ao Blender de maneira oficial. Mas, até lá você pode ir testando seus projetos e cenas, para entender e aprender o seu funcionamento. Eu já estou gostando bastante do resultado!

Tutorial SketchUp e Photoshop: Gerando cortes para arquitetura

Uma das vantagens em usar ferramentas de modelagem para desenvolver projetos em arquitetura e engenharia, é a possibilidade de gerar algumas das pranchas mais difíceis de criar apenas com desenho 2D. As chamadas vistas em corte são um dos tipos mais difíceis de vistas para pessoas que estão estudando desenho técnico, seja ele de peças mecânicas ou de grandes e complexas edificações para arquitetura. O simples fato de precisar representar objetos que estão apenas em vista na ilustração e destacar os pontos de corte, deixa alunos e até mesmo alguns profissionais que conheço bem confusos. As ferramentas do tipo BIM ajudam muito nesse processo, mas não é preciso partir para opções sofisticadas como o Revit, ArchiCAD ou VectorWorks para gerar esse tipo de vista para arquitetura.

Com o uso do SketchUp gratuito é possível gerar vistas em corte de maneira muito simples, precisando apenas de alguns pequenos ajustes na imagem usando o Photoshop ou GIMP depois que a imagem é gerada.

Se você nunca tentou realizar esse procedimento no SketchUp, encontrei um tutorial que pode ajudar muito a realizar o processo completo com o SketchUp gratuito.

O próprio SketchUp apresenta um tipo de ferramenta chamada Section que já ajuda bastante nesse processo, gerando uma vista em corte de qualquer modelo 3d. O autor do vídeo aproveita a possibilidade de gerar esse tipo de vista no SketchUp para exportar um corte realizado no software em formato de imagem. No vídeo ele usa JPG como base para exportar a imagem, eu particularmente usaria PNG pela melhor qualidade na imagem final, já que o formato é Lossless e o JPG é Lossy. Isso significa dizer que o JPG excluí dados da imagem para reduzir seu tamanho e o PNG não faz esse tipo de exclusão.

Assim que a imagem do corte estiver pronta, o tutorial passa para o Photoshop em que o autor começa um trabalho de edição detalhado em que as paredes que são cortadas na vista recebem pintura preta, e outros elementos da vista são evidenciados ou até mesmo removidos.

O interessante do processo é que o Photoshop pode facilmente ser substituído por outras ferramentas como o Pixelmator ou GIMP. Essa e uma maneira simples de gerar vistas em corte.

Análise do livro SketchUp Pro aplicado ao projeto arquitetônico

O SketchUp está se tornando a ferramenta padrão para desenvolver projetos de arquitetura, devido a diversos fatores. Entre esses fatores estão a facilidade de operação do software, que realmente é um grande diferencial, e o fato de existir uma versão gratuita muito robusta e completa. Só por isso, podemos aformar que a ferramenta é muit atrativa para a maioria dos usuários. Mesmo com toda essa facilidade, ainda existem operações e ferramentas que demandam um pouco de trabalho e estudo para que possamos criar elementos mais complexos.

Por isso, algumas vezes é interessante recorrer a livros. Já escrevi resenhas sobre livros de SketchUp aqui no Blog, E hoje o artigo tem como objetivo analisar mais um desses livros. A editora Novatec lançou um titulo chamado SketchUp Pro aplicado ao projeto arquitetônico. Nos últimos dias estive lendo o livro para fazer essa analise, e anotando os pontos principais da obra.

O livro é bom? Posso afirmar que é um excelente livro. Mas, ele apresenta uma particularidade em relação as outras obras já comentadas aqui no blog. O seu foco não é em usuários iniciantes. O próprio autor já deixa esse aspecto claro no inicio do livro, recomendando para os leitores iniciantes a consulta aos videos basicos de SketchUp que o próprio autor produziu e colocou no seu web site pessoal.

SketchUp

Um ponto positivo para o livro é que ele tem uma abordagem focada em projeto, tanto que o autor utiliza o mesmo projeto desde o início do livro até o final, permitindo acompanhar o processo de desenvolvimento do projeto arquitetônico como um todo até a sua apresentação ao cliente. Além disso, a apresentação tem como foco a explicação do projeto e não a produção de material que servirá de apoio as vendas, especialidade de outras ferramentas e renderizadores que não são abordados nessa obra. Portanto, a parte de apresentação do livro é destinada a demonstrar o projeto arquitetônico para avaliação final.

O livro tem aproximadamente 210 páginas distribuídas por oito capítulos que são diretamente relacionados com o projeto para arquitetura. Essa é a lista com os títulos dos capítulos:

  1. Introdução
  2. O que esperar desse livro
  3. Desenho auxíliado por computador ou projeto auxiliado por computador?
  4. Criação e concepção
  5. Modelagem de terrenos
  6. Modelando elemtentos estruturais e arquitetônicos
  7. Apresentação do projeto
  8. Google Layout

Pode parecer pouco, mas alguns desses capítulos tem mais de 50 páginas cada um principalmente quando chegamos no final do livro, em que os assuntos são mais complexos.

Avaliação final?

O livro é um excelente companheiro para quem quiser conferir todos os passos da aplicação do SketchUp em projetos para arquitetura, tanto para quem já conhece e quem não tem experiência com o SketchUp. Ele será de grande ajuda para estudantes de arquitetura e design para interiores, pois mostra na pratica o que fazer no SketchUp para representar partes importantes do projeto no software.