Guias para composição na câmera do Blender

Na semana passada publiquei aqui no blog um artigo em que comentava sobre o uso de técnicas próprias para composição baseadas em fotografia, e aplicadas em softwares 3d. Naquele artigo em particular o texto era direcionado para uso no 3ds Max, pois com ele é possível editar os valores dos campos Camera Safe e Action Safe da câmera para conseguir montar a composição. A técnica é conhecida como regra dos terços, e funciona de maneira simples, delimitando a imagem que a câmera foca em três partes iguais na horizontal e vertical, resultando em um tipo de grade. O uso dos cantos do quadrado central ajudam a posicionar elementos importantes na sua renderização em pontos de interesse, melhorando a composição de maneira geral no seu projeto.

O uso dessa técnica no Blender era possível, mas exigia o uso de artifícios ou truques para adicionar essas linhas de composição posteriormente na câmera. No artigo da semana passada o leitor Adeyvison, chamou a minha atenção para um novo recurso do Blender 2.58 que já adiciona esse tipo de linha guia para composição diretamente na câmera.

Para mostrar o funcionamento desse recurso, tomei a liberdade de gravar um pequeno tutorial em vídeo que mostra a configuração das guias em uma câmera. O processo como um todo é extremamente simples!

Só para deixar bem claro, o recurso é novo no Blender 2.58 e os artistas usando versões anteriores do Blender não devem encontrar essa opção nas câmeras.

Assim que você seleciona uma câmera no Blender, é possível acionar o painel de opções da câmera chamado de Object Data. Quando temos uma câmera selecionada o Object Data exibe apenas opções para essa câmera, e na parte inferior do painel encontramos o Composition Guides. Nesse campo encontramos todas as opções de guias para composição na câmera do Blender, e assim que escolhemos uma dessas opções as linhas correspondentes a técnica de composição escolhida aparecem na visão da câmera.

O processo fica muito mais simples dessa forma e você como artista 3d deve usar esse procedimento para o máximo de imagens e projetos que puder. Esse tipo de guia ajuda a posicionar os elementos do seu projeto em lugares que destacam mais a cena. Agora você não tem mais desculpas para não caprichar nas composições das suas cenas no Blender!

Regra dos terços para composição em 3d

A composição de imagens geradas por softwares 3d é sempre um aspecto que deixa os artistas iniciantes um pouco confusos, pois pode ajudar significativamente a melhorar uma renderização. Para conseguir melhorar esse tipo de composição a melhor saída é estudar mais sobre fotografia, e nesse aspecto existe uma regra muito simples que pode ajudar de maneira significativa a criar melhores imagens. A técnica é conhecida como “regra do terço” e pode ser usada tanto por fotógrafos mesmo, e por profissionais de computação gráfica. O procedimento consiste na localização de pontos específicos na imagem, que devem ser usados para posicionar os objetos principais da sua composição.

Como podemos usar esse tipo de técnica em softwares 3d? Esse artigo de um artista chamado Ciro mostra como configurar o 3ds Max e os campos chamados de Action Safe e Title Safe para conseguir montar uma grade, especialmente preparada para posicionar esses elementos na tela. Mas, como é a proporção dessa grade? A regra é chamada regra dos terços, pois é necessário fazer a marcação em três partes na horizontal e vertical, sendo que apenas um terço do espaço é aproveitado. É exatamente o terço central que tem os chamados pontos de interesse nos seus vértices.

primcomposer-export_3dMax

Segundo diz a técnica, os objetos colocados em um desses pontos de interesse formam uma composição mais equilibrada e interessante.

Se você não quiser trabalhar com esse tipo de modificação nos ajustes da câmera, podemos utilizar objetos auxiliares como alvo da câmera, para conseguir montar a grade. O processo é simples, e envolve adicionar objetos como alvo da câmera que funcionam como se fosse a grade dos elementos title safe e action safe, que poderiam ser ligados e desligados sempre que necessário no software 3d.

No Blender, você pode seguir as orientações desse tutorial que mostra como ajustar a composição da tela usando essa regra dos terços, aproveitando um pequeno patch. Mas, já adianto que o patch está bem desatualizado.

Mas, assim como todas as técnicas que envolvem um pouco de subjetividade, é perfeitamente possível fazer modificações na composição. Portanto, modifique a posição das imagens e composição no resultado final, se você como autor do material avaliar que o resultado será melhor para o seu projeto.

Tutorial Blender 3D: Configurando uma paisagem com o Node Editor

Entre os diversos recursos do Blender 3D que chamam a atenção de artistas e usuários de outros softwares 3d está o Node Editor, que muitas vezes é relegado por artistas menos experientes, pela sua inerente complexidade de uso. O problema do Node Editor é que a ferramenta apresenta tantas opções de configuração e uso, que muitas vezes acaba se tornando complexo, apenas pela dificuldade em visualizar uma edição simples. Se você só usou o Node Editor para criar materiais e texturas, sem ter aplicado nenhum tipo de efeito em composição, o tutorial abaixo é uma excelente fonte de informações sobre a ferramenta para aplicação em pós-produção de imagens.

No tutorial, um artista 3d usa o Node Editor do Blender para alterar as configurações de uma cena 3d aparentemente simples e que precisa de ajustes, para que a imagem de referencia apresentada no início do tutorial seja reproduzida. O objetivo do tutorial é esse: reproduzir uma paisagem já existente!

Antes de continuarmos, assista ao vídeo:

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A primeira coisa que podemos perceber quando o artista começa editar os nós de composição, é que podemos ajustar os aspectos visuais da cena usando apenas parâmetros simples. Por exemplo, repare no início do vídeo que o artista adiciona uma espécie de névoa a cena, realizando ajustes rápidos e sem a necessidade de fazer nenhum tipo de render. Depois são adicionados mais nós de composição para fazer alterações nas cores e elementos visuais da cena.

Essa é a essência dos nós! Você vai adicionando novos elementos e fazendo ajustes finos nos parâmetros de cada um deles, até que o resultado final seja atingido. O problema de trabalhar com nós de composição ou materiais, é que na maioria dos casos encontramos apenas receitas prontas, descrevendo a combinação e seqüência de ajustes necessários para reproduzir um determinado efeito. O certo mesmo é parar um pouco e analisar a influência que cada nó exerce sobre o conjunto, para compreender o seu funcionamento.

Hoje o Node Editor do Blender 3D já está se expandindo, com a adição de um novo módulo ao editor que permite elaborar texturas também. Isso fará com que as texturas procedurais do Blender voltem a ser usadas em projetos! Mas, apenas quando um sistema semelhante ao Houdini 3D aparecer, com o Node Editor influenciando a geometria dos objetos é que veremos e real poder desse tipo de ferramenta, para organizar e trabalhar com elementos ainda mais complexos.

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Tutorial de introdução ao Terragen 2: Criando nuvens em 3D

Desde que publiquei na última semana um artigo falando sobre o lançamento do Terragen 2, algumas pessoas me solicitaram um pequeno tutorial em português, com algumas dicas de como começar a trabalhar com o software. Nesse final de semana acabei gravando um vídeo mostrando o básico sobre a interface do Terragen 2, assim como uma introdução a configuração de paisagens e efeitos atmosféricos do software. Para produzir esse tutorial, foi usada a versão gratuita do Terragen, que apresenta algumas limitações em termos de renderização, como limites para o anti-aliasing e detalhamento dos objetos no cenário, mas nada que dificulte a criação de ambientes e paisagens.

Antes de continuar, assista ao vídeo com a introdução ao Terragen:

Na parte superior da interface do Terragen, encontramos vários botões com opções para configurar a cena e adicionar efeitos e propriedades a atmosfera, iluminação, terreno, elevações e outros. Todas as vezes que você quiser editar ou adicionar elementos, use um desses botões. No menu localizado a esquerda da interface, aparecem as opções de ajuste e configuração dos elementos geométricos.

Um dos pontos interessantes para quem está conhecendo o Terragen pela primeira vez, é a quantidade de parâmetros e opções que simulam ambientes e características reais de paisagens. Por exemplo, repare no nome que cada um dos tipos de nuvens recebe. Como forma de estudar a composição climática da nossa atmosférica, os itens de configuração do software ajudam muito. Principalmente pela possibilidade de adicionar e visualizar em tempo real as alterações.

Por isso, o uso do Terragen é muito interessante para estudantes e pessoas na criação de paisagens realistas.

No tutorial é apresentada a técnica necessária para acionar nuvens volumétricas ao cenário virtual, que são uma representação em 3D das nuvens. Existem outros objetos que representam simulações das nuvens em 2D. O consumo de recursos nesse caso é bem menor, mas por outro lado à qualidade visual das nuvens é inferior ao efeito de nuvens volumétricas.

Se você quiser continuar com a criação dessa interface, recomendo que adicione algum tipo de elemento ao terreno, como elevações ou mesmo superfícies com água. O resultado do render com esse tipo de paisagem é excelente. O processo de criação para esse tipo de objeto é bem semelhante ao que fizemos para os itens da atmosfera, quando foram adicionadas as nuvens.