Criando florestas virtuais com o finalRender e 3ds Max

Parece que a criação de instâncias para manipular milhares de faces em modelos 3d, de maneira simultânea é uma das ferramentas mais divulgadas por alguns dos mais conhecidos renderizadores. O pessoal da Chaosgroup com o V-Ray divulga e disponibiliza o V-Ray Proxy, que inclusive foi tema de um artigo aqui do Blog essa semana. Para não ficar atrás, a Cebas que desenvolve o também excelente finalRender oferece a mesma possibilidade com o renderizador. Para divulgar a possibilidade de trabalhar com instâncias de objetos, eu mesmo não conhecia, eles divulgaram um ótimo vídeo tutorial no web site oficial da Cebas.

O vídeo mostra como trabalhar com instâncias, para criar uma floresta virtual. Eles não estão brincando quando dizem que a ferramenta é poderosa, e para mostrar isso eles utilizam vegetação baseada em geometria! Se você é usuário do 3ds Max, deve saber que ele dispõe de alguns modelos de vegetação para que você use nas suas cenas. Esses modelos são demasiadamente pesados e consomem muitos recursos, mas no vídeo a Cebas mostra como criar uma cena com 500 dessas árvores e renderizar em apenas alguns minutos.

finalRender Florestas virtuais

Para assistir ao vídeo, você precisa visitar esse endereço no web site da Cebas.

O vídeo é enfático em afirmar que não é necessário alterar e converter a geometria utilizada nos modelos para outro formato. O autor inclusive repete isso mais de uma vez, seria uma alfinetada no V-Ray Proxy? Caso você não lembre, para trabalhar com instâncias no V-Ray Proxy é necessário converter o modelo 3d em V-Ray Mesh.

Apesar de ter apenas 10 minutos aproximadamente, o vídeo demonstra bem o poder do finalRender na renderização e manipulação de cenas complexas.

A primeira parte mostra a configuração da cena, com a adição dos modelos 3d e distribuição dos mesmos sobre um plano com o Scatter. No final, ele mostra como ajustar o render para conseguir o efeito da imagem que ilustra esse artigo.

Mesmo que você não seja usuário do finalRender é interessante conhecer a técnica, pois quem sabe a sua ferramenta 3d possa começar a utilizar instâncias como essas para gerenciar modelos 3d complexos.

Iluminando e configurando personagens com o finalRender

Já fazia certo tempo que a Cebas não lançava nenhum vídeo promocional do finalRender. Essa semana eles disponibilizaram um vídeo interessante, relacionado à configuração de materiais e luzes para personagens humanóides. Esse é um dos tipos de trabalho mais complexos em termos de materiais em 3d, reproduzir os detalhes da pele humana em 3d com todas as imperfeições e o famoso subsurface scattering não é fácil! O autor de vídeo se chama Steve Weber, ele usa um dos seus trabalhos, que por sinal é muito bom, para ilustrar o processo de configuração dos materiais e iluminação de personagens com o finalRender.

finalRender Personagens

Ele usa o 3ds Max para fazer a animação do modelo apresentado, assim como toda a configuração de materiais. Mesmo que você não use o 3ds Max ou o finalRender, o vídeo é interessante por mostrar um processo complexo de simulação de animação. Nele o autor cria o modelo base no 3ds Max, depois passa para o Zbrush para fazer as imperfeições e detalhes para depois animar no 3ds Max. Além da qualidade da animação, o que chama a atenção é o sistema de músculos que ele criou para simular as deformações da pele.

Apesar de não mostrar em detalhes essa parte (o foco é no finalRender), o vídeo demonstra o quão complexo pode ser esse tipo de animação, principalmente quando o animador quer chegar ao nível de representar as contrações musculares de maneira fiel a um corpo real.

Voltando ao finalRender, o autor começa o vídeo com uma demonstração das configurações que ele usou para conseguir reproduzir a pele humana. Ele comenta os diferentes tipos de shaders e opções disponíveis e as vantagens de cada uma. Depois, ele começa a abordar a criação do subsurface scattering.

Durante a configuração dos materiais, ele faz um setup rápido da iluminação do finalRender, para que o material possa ser visualizado com a iluminação global habilitada. O resultado é muito bom!

Recomendo o vídeo a todos que tem interesse nesse tipo de criação, mesmo que seja por curiosidade. Afinal, o material é gratuito e sempre é possível aprender alguma nova. Se você ficou interessado, o vídeo pode ser acessado aqui. É necessário o Windows Media Player para assistir.

Tutorial Maya e finalRender

Mais uma demonstração em vídeo, sobre o FinalRender foi liberada pela Cebas. Dessa vez o vídeo mostra como usar o renderizador em conjunto com o Maya. Esse tutorial segue a mesma linha de outros já lançados pela Cebas, gravados durante a última Siggraph 2007, eles mostram o público que estava na conferência, como é possível integrar o produto deles as diversas suítes 3D. Já mostrei aqui os tutoriais que mostram a integração com o Cinema 4D e 3ds Max, agora chegou a vez do Maya!

Maya e FinalRender

O tutorial está dividido em dez partes, sendo que cada parte é destinada ao respectivo assunto:

  1. Nessa primeira parte o autor do vídeo, descreve o tutorial e comenta que a versão do FinalRender disponível, adiciona várias funcionalidades e ferramentas ao Maya, que não estão disponíveis na versão “de fábrica” do software.
  2. Aqui ele começa a descrever um exemplo dessas novas funcionalidades. A primeira é a câmera, com a opção de criar efeitos no formato de olho de peixe, aquela famosa distorção conseguida em editores de imagem. Essa é uma ótima opção para imagens panorâmicas.
  3. Depois de mostrar as câmeras, o vídeo aborda o uso da iluminação global com o Maya. O tutorial mostra as opções de iluminação com HDRI e as configurações do ambiente.
  4. Além da iluminação, o tutorial mostra nessa parte, como o FinalRender pode manipular e agüentar uma grande quantidade de polígonos.
  5. Uma ótima opção para qualquer renderizador, um céu com base em parâmetros reais. Esse é o assunto dessa parte, com as opções do Physical Sky.
  6. Aqui temos uma ótima opção, objetos funcionando como fontes de luz. O vídeo mostra uma opção que permite determinar um objeto como emissor.
  7. O próximo novo recurso é chamado de fr-Procedural que é um objeto especial do FinalRender, que exibe apenas um cubo na viewport, mas é renderizado como um objeto mais complexo. Isso permite manipular e renderizar cenas com um grande número de polígonos.
  8. No penúltimo vídeo, o autor mostra algumas opções especiais de materiais, como metais e opções de reflexões borradas.
  9. Para finalizar, temos um recurso interessante chamado de Light Portal que permite ao renderizador, identificar pequenas aberturas ou áreas que são a fonte de luz de uma cena. Por exemplo, uma sala com uma pequena janela.

O material é muito interessante e é recomendado para qualquer artista 3D, mesmo quem não trabalhe com o Maya ou FinalRender. Para assistir ao tutorial, visite esse endereço. Os vídeos estão no formato Windows Media.

Cinema 4D e FinalRender: Demonstrando a integração

Você sabe como integrar o FinalRender com o Cinema 4D? Pois agora é possível ter uma boa idéia de como os dois funcionam em conjunto, a Cebas disponibilizou um vídeo com um trecho da apresentação feita durante a Siggraph, em que um dos seus técnicos mostra ao público como é que as duas ferramentas funcionam. O vídeo é curto, mas é possível perceber nele as nuances, e como é feito o acesso do FinalRender pela interface do Cinema 4d.

Mesmo que você não seja usuário do Cinema 4D ou FinalRender, vale assistir ao tutorial, para conhecer mais essa possibilidade de integração.

Cinema 4D e FinalRender

Na primeira parte do tutorial, o artista mostra como acionar a iluminação global do renderizador, assim como o uso e configuração de uma opção chamada “detail enhancement”, que destaca detalhes dos objetos na renderização.

A cena usada como exemplo é o de um interior, típico de uma maquete eletrônica. Se você é usuário do V-Ray, recomendo assistir ao vídeo também, para ficar “babando” com a velocidade com que a cena é renderizada. Fico imaginando a configuração do computador que ele está utilizando, por melhor que seja o FinalRender, esse tipo de cena é complexa e demora pelo menos alguns minutos para renderizar.

Depois de mostrar essa cena, o apresentador mostra as possibilidade de displacement do FinalRender, usando outra cena mais simples. Dessa vez com um cubo simples, que logo em seguida é substituído por outro exemplo com primitivas geométricas, mostrando mais iluminação global e caustics.

Se você acha que o Blender é o único que apresenta nós, para compor diferentes materiais, o autor do tutorial mostra um exemplo, de um sistema idêntico para o Cinema 4D. Claro que a ferramenta só está disponível, quando o artista usa do FinalRender, mas mesmo assim já podemos ter uma boa idéia de como o Blender é avançado, nesse aspecto.

Para assistir a essa apresentação, visite o web site oficial da Cebas, nesse endereço. O tutorial está no formato Windows media, então será necessário o media player para visualizar o vídeo.

Tutorial de renderização para maquetes eletrônicas com 3ds Max e FinalRender

Para você que trabalha com maquetes eletrônicas, usando o 3ds Max e o V-Ray, saiba que existe vida além do renderizador da chaosgroup! Tanto é que o moderador do fórum específico sobre o FinalRender da Cebas, no CG Architect, resolveu compilar algumas dicas preciosas, para quem trabalha com maquetes eletrônicas. Claro que as dicas são todas sobre o FinalRender, que também pode gerar imagens estupidamente realistas. Se você quiser assistir ao vídeo, visite esse link. Infelizmente não é possível fazer o download do mesmo. Dessa vez o material está em Windows Media, então se você tem problemas com plugins do Windows media player, se prepare para problemas.

3ds max e FinalRender - maquetes eletrônicas

O tutorial está dividido em oito partes, abordando vários aspectos da renderização e preparação dos ambientes. Veja uma lista dos tópicos abordados:

  • FinalRender para arquitetos: Aqui temos uma breve introdução sobre como o FinalRender pode ajudar, no trabalho de visualização arquitetônica.
  • Configurações do Céu: Como qualquer ferramenta de renderização, baseada em física real, esse vídeo uma amostra de como é possível configurar o céu para simular um cenário de iluminação real.
  • Configurando a iluminação global: Para que os raios de luz possam ser refletidos nas superfícies do ambiente, precisamos configurar a iluminação global.
  • Materiais: O próprio nome já diz tudo, aqui temos uma explicação de como funcionam os materiais no FinalRender e como eles podem ajudar em maquetes eletrônicas.
  • Luzes: Esse também é uma parte auto-explicativa, falando sobre as luzes no FinalRender.
  • Elementos de renderização: Aqui temos algumas opções extras para a renderização.
  • Animação: Fazer animações para visualização arquitetônica exige muito dos computadores. Na maioria dos casos as cenas precisam ser renderizadas com as configurações da iluminação global, várias vezes seguidas, para gerar um vídeo. Aqui temos algumas dicas para otimizar o processo.
  • Instancias: Esse é um recurso que pode ajudar muito a montar cenas com centenas de objetos. O FinalRender possui um recurso que permite criar instâncias de objetos, sem nenhum peso na memória. O vídeo fala sobre esse recurso. Já pesou adicionar vegetação em maquetes com esse recurso?

Você pode estar se perguntando, mas e se eu não tiver o FinalRender? Bem, ai é outra história. Se você quiser começar a fazer maquetes eletrônicas, mas a única solução conhecida são essas ferramentas proprietárias, recomendo que você faça uma visita ao web site do Blender e do Indigo ou YafRay. Tirando o Indigo que é gratuito, mas não é Open Source, as duas outras ferramentas são gratuitas e pode ser usadas livremente na visualização arquitetônica.

Lembre que toda essa facilidade oferecida por ferramentas como o FinalRender e V-Ray têm um preço, ás vezes muito alto. Principalmente para estudantes que não tem como bancar essas ferramentas. Mas o preço não é a única razão para usar essas ferramentas livres ou gratuitas. Elas não perdem em nada na qualidade do material produzido, uma rápida visita a galeria de imagens nos seus respectivos web sites pode comprovar isso.