Qual o melhor notebook para artistas digitais?

Entre os temas que mais geram interesse aqui no allanbrito.com são as recomendações de hardware para trabalhar com computação gráfica. É sempre possível melhorar a performance dos nossos computadores, fazendo upgrades ou trocando os equipamentos de maneira geral.

Mas, sempre fica a dúvida sobre quais títulos você deve comprar. Qual é a melhor opção no momento?

Por esse motivo, sempre vamos publicar algumas recomendações relacionadas com equipamentos nos finais de semana. Essas recomendações são sempre feitas com base em uma mistura de ofertas, pesquisamos pelos melhores preços e opções no mercado.

As ofertas aparecem primeiro para nossos assinantes da newsletter todas às quintas, e depois de alguns dias para todos os leitores do blog.

O tema de hoje são notebooks para computação gráfica. Qual é o melhor equipamento móvel para trabalhar com animação, arquitetura, jogos e outras tarefas que demandam bastante do equipamento.

Nossa seleção de equipamentos tomou como base o conjunto processamento e preço. Todos os links e recomendações são para notebooks vendidos no Brasil.

A lista deu preferência para equipamentos com duas placas de vídeo que são a GTX 1050 (4GB) e GTX 1060 (6GB). Com placas de vídeo dedicadas, você consegue performance excelente em aplicações gráficas pesadas.

Aqui estão as nossas recomendações:

  • Acer Aspire VX5 – 591G – (41% de desconto no Submarino) – Notebook voltado para o mercado de jogos, mas que pode ser usado para trabalhar com gráficos digitais. Como possui uma GTX 1050 (4GB) e excelentes processador e memória pode renderizar projetos no Cycles, V-Ray e outros. Além de acelerar a renderização de vídeo.
  • Dell Gaming i15 – 7567 – (38% de desconto no Submarino) – Assim como o notebook da Acer o modelo da Dell oferece processador i5 com placa GTX 1050 (4GB). São as opções indicadas para artistas digitais procurando performance com preços mais acessíveis.
  • Samsung Odyssey – (32% de desconto no Submarino) – Melhor combinação entre processador e placa de vídeo na lista! O equipamento conta com um i7 junto da GTX 1050. Se a placa de vídeo não estiver sendo suficiente para renderização, você pode jogar parte do processamento no i7.
  • Acer Predator Helios 300 – (11% de desconto na FastShop) – Para quem precisa de performance com preço razoável, essa é a melhor alternativa. Além de contar com uma GTX 1060 (6GB) você conta com uma imensa memória RAM 32GB e processador i7. É mais do que suficiente para renderização de projetos 3D, CAD e desenvolvimento de jogos.
  • Lenovo Legion Y720 – (Americanas.com) – Melhor equipamento da lista – Quer a melhor opção da lista? Com esse notebook da Lenovo, você consegue uma GTX 1060 (6GB) para renderizar seus projetos de arquitetura, animação e vídeo. Assim como também um processador i7. É um equipamento extremamente poderoso, que vai atender a praticamente todos os seus projetos.

Descontos verificados em 17/01/2018.

Todos os equipamentos contam com garantia no Brasil já que são vendidos por lojas locais. Dessa lista, a nossa recomendação fica com o Lenovo Legion Y720. É a opção que oferece mais poder de processamento móvel.

Aviso: O artigo pode conter links para páginas de afiliados que eventualmente geram comissão sobre vendas dos produtos recomendados. Isso não interfere de forma alguma a sua compra ou adiciona custos. Se você realizar compras em qualquer uma das lojas citadas, uma pequena comissão é gerada para o site.

Render no 3ds Max e V-Ray RT com 8 placas de vídeo GeForce GTX 580

A escolha de um computador para fins de renderização deve ser bem pensada, e sempre levar em consideração a tecnologia que será usada para gerar as imagens. Hoje, ter uma boa GPU é muito mais importante em algumas situações do que investir pesado em memória RAM ou processador. Claro que o conjunto todo ajuda, mas as GPUs estão assumindo muito do processo de cálculo que antes ficava inteiramente sob responsabilidade do processador. Algumas empresas conseguem inclusive montar computadores que são verdadeiras renderfarms, baseadas apenas em placas de vídeo poderosas.

Esse é o caso de uma empresa chamada de RenderStream que demonstrou no vídeo abaixo a performance do seu sistema VDACTr8 que usa nada menos do que 8 placas GeForce GTX 580 para gerar imagens com o V-Ray RT. Se fizermos uma conta simples que é pegar os 512 núcleos de uma placa isolada e multiplicar por 8, teremos a incrível marca de 4096 núcleos para renderização! Será que isso é rápido?

Renderizando com o V-Ray RT no 3ds Max usando GPU

O vídeo abaixo mostra não apenas o desempenho superior desse sistema, mas ajuda também a mostrar as vantagens do render por GPU sobre o sistema tradicional. Em vários momentos durante a apresentação, são feitas comparações de performance com a tela dividida, em que o V-Ray RT mostra o potencial do render por GPU.

A parte mais impressionante do vídeo é na criação de animações, em que o movimento da câmera é reproduzido quase que em tempo real mesmo, enquanto o processador apanha para conseguir avançar com boa velocidade.

Esse tipo de configuração acaba sendo uma opção interessante e de custo reduzido, pois as placas destinadas para o mercado de jogos, são mais baratas do que as Quadro ou Tesla, mais indicadas para o mercado profissional. Como colocar 8 placas Tesla no sistema, iria resultar em um aumento significativo do preço desse sistema.

Se você ainda não migrou o seu sistema de trabalho para o render por GPU, espero que esse vídeo seja mais um incentivo para que você comece a planejar a próxima atualização do seu hardware, considerando uma boa placa de vídeo.

Entrevista com Paulo Seabra da First Place sobre hardware para Computação Gráfica

A escolha de hardware para computação gráfica é sempre um dos assuntos que gera a maioria quantidade de dúvidas para artistas, pois envolve conhecimentos que não são comuns do nosso cotidiano. Na verdade, o que as pessoas querem é um computador que ofereça um equilíbrio entre desempenho e custo. Nessa hora é que entram as dúvidas sobre a escolha de componentes como placas de vídeo, processadores e a adoção de tecnologias novas como a CUDA da NVidia. Já publiquei diversos artigos sobre o assunto, e hoje vou complementar as dicas sobre hardware para computação gráfica com uma entrevista que fiz com o Paulo Seabra que é diretor de tecnologia da First Place, empresa especializada em hardware para computação gráfica profissional e gamers.

O Paulo gentilmente respondeu algumas perguntas sobre o tema, que podem ajudar muitas pessoas a escolher um computador para aplicações 3d.

Antes de começar com as perguntas, um mini-currículo sobre o nosso entrevistado:

Paulo Seabra é diretor de tecnologia da First Place, empresa que oferece soluções de alto desempenho para o público profissional e gamer. Nessa entrevista abordamos os principais aspectos que fazem a diferença na hora de comprar um computador otimizado para computação gráfica.

Nos fale um pouco da experiência da First Place na área de hardware para computação gráfica.

A First Place está no mercado a 6 anos vendendo computadores de alta performance e uma parcela expressiva dos nossos clientes adquire esses desktops profissionais para uso em modelagem e render e posteriormente nos trazem o feedback dos resultados reais nas aplicações, isso permitiu entender melhor as necessidades desse público e em qual plataforma o desempenho é superior, com isso as configurações foram ficando cada vez mais afinadas para produzir um equipamento que pudesse entregar o trabalho de render no menor tempo possível.

Como um computador destinado a trabalhos com computação gráfica de diferencia de PCs comuns? Existem requisitos especiais?

Não dá para pensar em computação gráfica pesada rodando em um hardware que não atenda alguns preceitos básicos. O equilíbrio entre todos os componentes é fundamental e começa por um gabinete robusto e bem arejado, passa por placas de vídeo que tenham suporte à tecnologias importantes de computação paralela como o CUDA™ e suporte ao OpenGL™ nas versões mais recentes, barramentos de memória velozes e dimensionados em quantidade correta e por fim termina em um excelente suporte e garantia ao usuário. Não dá pra imaginar que um PC vendido magazine que num eventual problema tenha que ficar 30 dias parado na assistência técnica seja uma opção de Workstation.

Na escolha de um computador, qual o componente deve ter atenção especial na configuração para computação gráfica? É melhor investir em processamento ou memória?

Com a forte implementação da tecnologia CUDA™ da NVidia™ a placa de vídeo assumiu um papel de destaque no correto dimensionamento de uma configuração para CG, com o CUDA™ consegue-se dividir grande parte da carga que era exclusiva do processador com a placa de vídeo então em escala de importância temos igualmente disposta a tríade: placa de vídeo, processador e memória e imediatamente abaixo temos os HD´s que geralmente formam o “gargalo” do PC no acesso de dados, isso não costuma ser problema durante a renderização mas na hora de carregar um projeto grande ter dois HD´s em RAID 0 ou um SSD (Disco sólido) faz toda diferença, inclusive os SSD estão cada vez mais rápidos e acessíveis sendo mais que nunca um item a se considerar em uma máquina nova.

A tecnologia CUDA™ existe também em placas voltadas ao público “gamer”, as famosas GeForce. É possível usar placas para jogos em aplicações profissionais?

Não é nada recomendável utilizar uma placa de vídeo para jogos em CG, a linha Quadro™ tem o hardware, software e drivers extensamente otimizado junto aos desenvolvedores dos principais aplicativos de render, essas otimizações fazem o canal direto entre os stream-processors da placa de vídeo e o pacote de instruções a ser trabalhado proporcionando uma velocidade de trabalho geralmente duas vezes maior com uso da placa correta, é uma diferença estrondosa, até para a linha Adobe e tratamento simples de imagem o resultado é muito interessante nas Quadro™. Curiosamente o inverso também é verdadeiro, rodar games com placas de vídeo profissionais costuma ser decepcionante.

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Na sua experiência com hardware para computação gráfica, é melhor que os usuários adquiram equipamentos completos, ou adquiram as peças de maneira independente? Quais as vantagens e desvantagens em ambos os métodos?

Uma máquina nova tem sempre a vantagem de ser equilibrada, de pouco adianta comprar uma excelente Nvidia Quadro 4000™ para instalar em um PC que ainda usa barramento DDR2 e processador de dois núcleos, a placa de vídeo de forma alguma dará 100% de rendimento; assim como a simples troca do processador durante um upgrade não garante mais que 20% de performance geral pois todo os outros sub-sistemas estarão defasados. A troca de todo o PC a cada dois anos geralmente garante um resultado de performance 60% superior em todas aplicações e isso sim é realmente expressivo na produtividade. Na ponta do lápis é o melhor método. Acredito que o upgrade pode ser vantajoso apenas para ganhar armazenamento adicionar HD´s por exemplo para aumentar o espaço disponível é válido, agora capacidade de processamento exige um investimento que dure ao menos 2 anos e depois aquele equipamento deve ser alocado pra outra função que não a computação gráfica.

Os componentes de um computador de alta performance demandam muito das fontes. Quais cuidados um usuário precisa ter ao selecionar uma fonte para um computador novo ou depois de upgrades?

A fonte é o mais simples e mais crítico de todos itens do computador, todos os componentes de um equipamento para CG tem um consumo nominal muito mais elevado que um PC simples principalmente durante uma renderização, isso demanda energia de qualidade, estável e sem transientes que deve ser provida pela fonte em diversas linhas de voltagens, se esse componente não for bem dimensionado qualquer outro investimento dentro do PC poderá ser perdido, é assustadora a quantidade de fabricantes de baixa qualidade que populam o mercado brasileiro então começamos por escolher um fabricante reconhecido como Corsair, OCZ ou Zalman e depois é indispensável fazer o calculo correto da demanda em Watts para os componentes do PC, em muitos casos para CG uma fonte de 700 Watts é necessária para manter uma boa margem de segurança.

Qual a diferença entre as chamadas fontes reais e as “comuns“? Elas são melhores para computadores de alta performance.

Uma boa fonte é melhor apenas no sentido de assegurar o correto funcionamento da máquina, elas não mudam o desempenho do computador para melhor. As fontes de “watts reais” não são nada além do que toda fonte deveria ser: um produto homologado para prover aquela quantidade de energia especificada no rótulo, as “fontes comuns” ou “fontes nominais” estampam um número fantasioso e entregam 10 vezes menos, não são indicadas nem para o mais básicos dos PC´s em virtude da completa falta de segurança do projeto elétrico.

Para finalizar a entrevista, você tem alguma recomendação de computador mais generalista para a área de computação gráfica 3d? Se o usuário quiser o topo de linha em performance, existem opções no Brasil para adquirir esses equipamentos?

A First Place tem trabalhado para oferecer esse tipo de solução que sempre foi escassa no Brasil, equipamentos de ponta com preço realista não costumam ser encontrados com facilidade e que ofereçam bons serviços de suporte fica ainda mais difícil, atualmente o Core i7 Render é nossa opção para quem quer trabalhar com CG e se surpreender com o resultado, porém temos opções mais avançadas como o Core i7 Harvest que integra o que há de melhor em hardware para CG, lembro ainda que essas configurações servem como base e podem ser 100% customizadas pelo nosso site e isso também pode ser feito juntamente aos nossos consultores que vão ajudar a encontrar o melhor custo benefício para sua necessidade.

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Preview do Mudbox 2009 com uso intensivo da GPU

Uma dúvida comum aos usuários que estão começando a trabalhar com computação gráfica é sobre o hardware para esse tipo de atividade. Para ser sincero, até pouco tempo atrás um item que considerava dispensável nessa prática era uma placa de vídeo poderosa, que na grande maioria dos casos ajudava apenas no render em tempo real, usado para jogos. Mas, com o advento de tecnologias de visualização em tempo real e o incrível avanço das GPUs nos últimos anos, esse item começa a ser fundamental para quem precisar pré-visualizar modelos 3d cm texturas direto na Viewport do seu software 3d preferido.

Veja o exemplo do Blender 3D com o seu recém criado sistema de visualização baseado em GLSL, que exige da placa de vídeo o suporte a esse tipo de tecnologia. Se a sua placa for um pouco mais antiga, esqueça, não será possível usar esse recurso.

Quer um exemplo do poder que uma boa placa de vídeo, com uma GPU mais atualizada pode fazer? O pessoal da Autodesk preparou um pequeno vídeo de demonstração, do que está sendo desenvolvido para a próxima versão do Mudbox. Para acessar o artigo completo, com a descrição dos recursos, visite esse endereço e assista ao vídeo que está na parte inferior da página.

Aqui vai uma pequena lista resumida das melhorias citadas no artigo:

  • Eles estão chamando essa nova versão apresentada no artigo como Mudbox 2009
  • O foco dessa versão é no desempenho, com várias ferramentas, como o pincel para escultura, foram reformulados do zero
  • A ferramenta estará otimizada para usar ao máximo os processadores de múltiplos núcleos, tanto da CPU como da GPU
  • Pelas configurações e exemplos mostrados no vídeo e na página, a ferramenta deve suportar bem modelos extremamente complexos, que exigem muito do hardware

Quando você assistir ao vídeo, se prepare para encontrar um exemplo fantástico do que pode ser feito com uma GPU poderosa, que é a sensação de estar esculpindo um modelo renderizado! No vídeo um artista usa o Mudbox, com várias opções de pré-visualização acionadas, como a simulação de sombras, materiais e texturas com especularidade e outros atributos que geralmente só vemos no Render final.

No final do vídeo, eles ainda mostram a manipulação da fonte de luz, e até mesmo adicionam uma imagem HDRI para iluminar a cena, que dá um resultado ainda mais realista ao modelo.

Agora vem a parte divertida, para a demonstração do vídeo, o pessoal da Autodesk usou um computador com Windows de 64 bits, 8 GB de RAM e uma Nvidia Quadro FX 4600 no vídeo.

Bem, está decidido então, da próxima vez que trocar de computador devo procurar uma placa de vídeo mais poderosa. Qual? Não sei ainda, mas com certeza será da NVidea. O último computador que comprei tem uma placa da ATI que simplesmente não funciona com o Blender, seja no Windows ou Linux. No Ubuntu até que fica melhor, mas mesmo assim não é perfeito, linhas tracejadas na seleção de objetos e péssima visualização.