Renderização em rede com o Blender 3D e Indigo Renderer: Tutorial de configuração

O processo chamado de renderização é muito parecido na maioria dos softwares 3d. Assim que pressionamos o botão render, vemos a imagem começar a ser gerada aos poucos, seja com pequenos “quadradinhos” equivalentes aos núcleos do processador ou processadores disponíveis no computador, ou então uma linha que vai progressivamente gerando a imagem. Esse processo se repete na maioria dos casos, menos nos renderizadores chamdos de Unbiased. Nesses renderizadores a imagem já aparece com a configuração final, mas em baixíssima resolução, em que, aos poucos a imagem é progressivamente refinada, até que o ponto correto do render seja atingido.

O processo gera imagens próximas da realidade, mas geralmente com um tempo de render alto. Entre os diversos renderizadores que estão nessa categoria de Unbiased encontramos o Maxwell Render, FryRender, Indigo Renderer, LuxRender e Kerkythea. Cada um deles com as suas próprias características e nuances de configuração, mas funcionando do mesmo modo em termos de geração de imagens.

Como fazer para acelerar o render nesse tipo de renderizador? Uma das alternativas é usar computadores em rende, configurados como uma Render Farm. Isso faz com que o trabalho de renderização seja distribuído entre mais processadores, reduzindo consideravelmente o tempo de render. Se você for usuário do Blender 3D e do Indigo, um tutorial muito interessante mostra como é possível configurar a renderização em rede com o Blender 3D, Indigo renderer e o Blendigo.

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Na verdade, o processo de configuração envolve mais o ajuste dos computadores em si que o próprio Blender e Blendigo.

O funcionamento do processo de configuração é bem simples e envolve a determinação de um computador determinado Master e dos Slaves. O Master é o computador que inicia a renderização, e aciona os slaves para que os mesmos renderizem. Como isso é feito?

O Indigo é nativamente um renderizador acionado por linha de comando, assim como o YafRay. Portanto, podemos renderizar cenas e acionar opções, usando comandos no prompt do windows. No tutorial, o autor recomenda que usemos um arquivo bat, que nada mais é que uma sequencia de comandos do prompt, para facilitar a configuração dos computadores slave na renderização. Basta acionar o indigo com o parâmetro “-s” para que o mesmo seja acionado no modo Slave.

Nesse modo, o próprio Indigo fica procurando na rede o envio dos dados pelo computador denominado Master. No Blender 3D preciamos acionar uma opção no Blendigo chamada Working Master. Depois é só começar o render! Um computador chamado Working Master, aciona a renderização nos Slaves e ainda disponibiliza seus recursos para renderizar também.

Se a rede não tiver nenhum de restrição, como firewall ou bloqueios nas portas de comunicação, o próprio slave do Indigo escaneia a rede e detecta o master. O tutorial foi todo escrito usando o Windows XP e o Indigo 1.1.18.

Tutorial de modelagem 3D com Blender: Modelando um inseto

Sempre é interessante conhecer diferentes métodos de modelagem 3d, principalmente quando os modelos abordados são diferentes. Na internet é até fácil de encontrar tutoriais de modelagem, que abordam basicamente modelos 3d humanóides. Mas, quando você precisa trabalhar com personagens diferentes, como insetos e monstros em geral a quantidade de bons tutoriais caí drasticamente. Por isso, o tutorial que estou indicando nesse artigo é tão importante para o processo de estudo e aprendizagem da modelagem 3d. Um artista gravou toda a modelagem de um personagem a um inseto, e disponibilizou o vídeo para qualquer pessoa acompanhar.

Todo o processo levou ao todo dois dias, e foi modelado inteiramente no Blender 3D.


Blender Modeling Exercise: “Wasp” from Sebastian König on Vimeo.

Demora tudo isso para modelar um objeto como esse? Na verdade, ainda acho que o artista deve ter realizado essa modelagem em outra ocasião, e o que o fez demorar apenas dois dias foi o ensaio para a gravação do tutorial. Sempre que abordamos uma topologia desconhecida para a modelagem, mesmo com imagens de referência, como é o caso do tutorial, o artista precisa ao longo do processo tomar decisões importantes sobre o posicionamento de arestas.

Por exemplo, sempre que passo um exercício de modelagem para meus alunos, a maior parte do tempo que eles levam no exercício é na escolha dos melhores pontos e posições para as arestas. Por isso é que digo, que o conhecimento da topologia de um modelo 3d, é fundamental para acelerar o processo de modelagem.

A técnica de modelagem usada pelo artista para a maioria do modelo 3d é a subdivisão. Podemos conferir todo o processo, assim como é recomendado pela maioria dos artistas mais experientes. Primeiro ele seleciona uma imagem de referência, que é usada como base para a deformação de primitivas geométricas simples. Essa é a base da subdivisão, e a partir desse ponto inicial o trabalho se resume apenas em ajustar os vértices e arestas a imagem.

Descrevendo assim, pode parecer até simples, mas o processo todo exige paciência e dedicação do artista, caso contrário o resultado não será nada bom.

Fica a dica para quem quiser colocar em prática os principais conceitos e técnicas de modelagem por subdivisão, e como as ferramentas usadas existem em todos os softwares 3d, qualquer pessoa pode usar o tutorial para estudar.