Tutorial 3ds max e Realflow: Criando chocolate derretido

Antes de continuar a ler esse artigo, recomendo que você o faça de barriga cheia, pois apesar de se tratar de uma simulação, as imagens podem gerar um desejo incontrolável de comer chocolate. A representação de elementos orgânicos sempre foi bem mais complicada de reproduzir em 3d, mesmo com softwares e shaders avançados os detalhes e pequenas variações no comportamento da iluminação fazem desse tipo de superfície um verdadeiro desafio para artistas. Na época em que estavam produzindo o Ratatouille, a Pixar colocou toda a sua equipe de animadores para fazer cursos de culinária, para que pudessem perceber as texturas e dinâmica dos alimentos antes de partir para a produção usando computação gráfica.

O artigo que vou recomendar para quem tiver interesse nesse tipo de produção é um tutorial detalhado, sobre os procedimentos para gerar uma simulação que envolve uma barra de chocolate coberta com chocolate derretido! Sim, a imagem abaixo mostra o resultado final do tutorial:

3ds-max-realflow-chocolate.jpg

No tutorial podemos acompanhar o processo completo de desenvolvimento da imagem que usa o 3ds max e o Realflow para realizar a simulação.

Para quem nunca usou as ferramentas, ambas funcionam de maneira integrada por meio de scripts que exportam cenas no 3ds max para o Realflow, mas boa parte do trabalho de criação dinâmica é feita dentro do Realflow. O tutorial mostra exatamente esses procedimentos, orientando o leitor a gerar um objeto básico no 3ds max e depois exportar o mesmo para o Realflow.

Dentro do Realflow é que teremos o posicionamento do objeto representando a barra de chocolate, e os ajustes de gravidade e keyframes para gerar o movimento do fluido que será o chocolate derretido. Na verdade, a configuração do fluido é genérica em termos de material, e no Realflow são aplicados apenas filtros e modificadores para grudar o fluido na superfície da barra.

O próximo passo é exportar o objeto para o 3ds max e finalizar a cena. Nesse caso foi usado o V-Ray para a renderiazação, em que o artista configura a iluminação da cena e também o material que representa o chocolate. No final temos um render que é formado pelo conjunto da iluminação, modelos 3d e materiais. Hoje em dia esse tipo de composição é muito usada na publicidade, pois é infinitamente mais barato de realizar do que montar esse tipo de imagem usando fotografia tradicional.

E você, ficou com fome?

Efeitos com partículas no Phoenix FD e 3dsmax

O mercado de computação gráfica destinado aos efeitos especiais com fogo e fluidos é dominado por várias empresas especializadas nesse segmento, podemos listar vários softwares que trabalham em conjunto com o 3dsmax para gerar esses tipos de efeitos. Entre os nomes estão o FumeFX, Thinking Particles, Krakatoa e vários outros. Agora o Chaos Group acaba de estrear nesse segmento com o seu Phoenix FD que tenta ganhar mercado frente a concorrência já estabelecida. Para que não conhece o Chaos Group, eles são os desenvolvedores do V-Ray e por muito tempo não tiveram outro produto com tanto destaque como o conhecido renderizador.

Na última Siggraph eles apresentaram ao mercado a sua solução para gerar efeitos com fluidos e partículas que tem como objetivo gerar simulações como essa:

Esse tipo de vídeo é típico dos softwares especializados em criar efeitos com partículas, gerando fogo e outros fenômenos atmosféricos que seriam muito trabalhosos de gerar sem ferramentas especializadas nesse tipo de efeito.

Mas, como isso funciona?

Para ajudar na divulgação do software o Chaos Group preparou vários tutoriais e guia sobre o software e os publicou no seu canal do Youtube. Um desses vídeos apresenta de maneira rápida o modo com que a ferramenta trabalha, que não é muito diferente do que já estamos acostumados em outras opções do gênero. O vídeo mostra como criar de maneira rápida efeitos relacionados a combustão.

O processo é simples e começa com a definição da área em que o efeito será gerado, processo muito semelhante ao que acontece em outras ferramentas como o FumeFX. Depois que a área do efeito está bem delimitada com um volume próprio, podemos selecionar um objeto que será o emissor das partículas. De maneira geral a animação parece ser bem fluida e rápida, mas isso se deve também pelo fato do hardware usado para gravar o tutorial ser de excelente qualidade.

Se você é usuário do 3dsmax e procura por opções integradas a interface do software para trabalhar com efeitos usando partículas e fluidos, deve considerar o Phoenix FD. Mesmo sendo novo nessa área o software apresenta vários efeitos avançados e deve ajudar muito a gerar simulações avançadas com fogo, líquidos e muito mais.