Visualização para arquitetura usando Blender Cycles

O Blender está frequentemente recebendo novas atualizações e ferramentas que abrem oportunidades criativas para artistas nas mais variadas áreas, seja com a adição de opções para fazer tracking de câmera e composição ou então com renderização avançada com o Cycles. No caso dos artistas que trabalhavam com visualização para arquitetura, o desafio era conseguir um bom renderizador que fosse rápido o suficiente para gerar imagens realistas e compatível com o Blender. O Cycles surgiu como uma luva para esses artistas que gradativamente acabam abandonando soluções externas para se dedicar apenas ao novo renderizador do Blender.

Por enquanto, o Cycles ainda requer mais maturidade do ponto de vista dos recursos em comparação com renderizadores mais antigos e que possuem um bom tempo de desenvolvimento. Por exemplo, apenas alguns dias atrás o Cycles recebeu suporte para trabalhar com luzes IES usando Addons.

Mas, ainda assim é possível encontrar artistas criando material de excelente qualidade como o projeto apresentado nesse link nos fóruns Blenderartists, relacionado com visualização para arquitetura. O autor do projeto se chama att.

Render arquitetura com Blender Cycles

Essa é apenas uma imagem do projeto, e ao visitar o link do projeto você pode conferir outras imagens do mesmo ambiente. O projeto foi totalmente renderizado usando o Blender Cycles e segundo a descrição do próprio artista, podemos apontar algumas características interessantes do projeto como:

  • Imagens com 2000 samples
  • Tempo médio de render 2 horas
  • Render usando GPU – Placa GeForce GTX 590
  • Pós-produção das imagens no Photoshop

O Cycles se mostra cada vez mais capaz de gerar imagens realistas como as exibidas nesse projeto, e de acordo com a descrição da técnica de iluminação usada, a composição contou apenas com luzes posicionadas nas aberturas das janelas e uma luz do tipo Sun levemente alaranjada. Isso significa que com um pouco de paciência e testes, podemos facilmente atingir esse tipo de resultado. Claro que bons modelos 3d e texturas ajudam bastante também na obtenção desse tipo de imagem.

Aprendendo a usar o Blender Cycles

Quer aprender a usar o Blender Cycles para renderizar imagens desse tipo? O EAD – Allan Brito possui um curso de renderização avançada usando Blender Cycles que pode ajudar você a entender os recursos disponíveis no Cycles, e configurar materiais e texturas para atingir resultados semelhantes aos do projeto apresentado nesse artigo. Além dos materiais e texturas, você aprende também a trabalhar com as opções de iluminação do Cycles.

Tutorial sobre render com iray no 3ds Max

A escolha de um renderizador para o 3ds Max que não seja o tradicional Scanline render que já acompanha o software desde as suas primeiras versões pode ser uma tarefa complicada para qualquer artista, pois o ecossistema de renders externos compatíveis com o 3ds Max é muito grande e variado. Entre os principais destaques desse ecossistema podemos apontar o V-Ray como um dos mais usados para o mercado de visualização e design, que está ganhando cada vez mais espaço no segmento de animações para cinema e jogos, devido a sua qualidade e velocidade.

Mas, será que é realmente necessário procurar um render externo para o 3ds Max? A Autodesk incorporou a sua suíte de produção 3d o mental ray alguns anos atrás, e agora está com o iRay, que seria algo como um mental ray que pode usar tanto GPUs como CPUs para render, e trabalham com algoritmos do tipo unbiased. Isso permite utilizar vários aspectos físicos da luz e gerar imagens de excelente nível de realismo, e de maneira rápida com o aproveitamento de GPUs.

Tutorial sobre render com o iray

Mas, como funciona o iray? Ele é realmente bom para trabalhar com renderização no 3ds Max? Se você é usuário das versões mais recentes do 3ds Max e gostaria de conhecer um pouco mais sobre o iray, encontrei uma apresentação que deve interessar principalmente aos artistas envolvidos com visualização par arquitetura.

No vídeo abaixo o artista Shane Griffith e George Matos passam mais de uma hora, sim uma hora inteira, apresentando recursos e material sobre o iray, inclusive mostrando a aplicação e configuração da iluminação no iray para ambientes internos em arquitetura.

Portanto, para quem está interessado em aprender o funcionamento desse renderizador que já está incorporado de maneira gratuita do 3ds Max, o material é mais que indicado!

Isso faz pensar o motivo pelo qual muita gente acaba evitando os renderizadores que já acompanham o 3ds Max e partam para soluções de terceiros. Todos esses renders possuem pontos positivos e negativos, podendo gerar excelentes resultados nas mãos de um artista habilidoso. O que você precisa fazer, é escolher um desses softwares e se dedicar ao estudo e prática de um deles, para depois expandir sua gama de conhecimentos para outros renderizadores.

Render por GPU no Blender para arquitetura com Cycles

A utilização de renderizadores externos era até pouco tempo a melhor solução para criar imagens usando técnicas de visualização avançada no Blender. O futuro renderizador do Blender que é chamado hoje pelo codinome de Cycles, promete adicionar muitos recursos antes exclusivos aos softwares esternos como Octane Render, LuxRender, YafaRay e muitos outros. Claro que o maior destaque é o uso de aceleração por GPU dentro do Blender, possibilitando a qualquer usuário trabalhar com render em tempo real direto na 3D View do Blender.

Esse tipo de vantagem que já existia em outras ferramentas 3d agora deve modificar a maneira com que trabalhamos no Blender. Por exemplo, uma coisa que estou me acostumando a fazer no Blender quando resolvo utilizar o Cycles, é modelar em 3d e renderizar ao mesmo tempo, para ter uma idéia da volumetria dos objetos. Como funciona? Basta fazer uma divisão na tela do Blender e deixar uma dessas janelas no modo de renderização. O resultado pode ser conferido no vídeo abaixo:

O interessante desse tipo de trabalho é que podemos fazer correções ao longo da modelagem, usando como base a volumetria apresentada no Cycles. Caso você queira trabalhar dessa forma, recomendo escolher uma boa placa de vídeo e ficar alternando entre o modo objeto e de edição, para que as modificações na geometria sejam refletidas na janela do Cycles. O que é feito no modo de edição não passa de maneira automática.

Outro ponto que gera dúvidas sobre o Cycles é na sua iluminação. Se você assistiu o vídeo até o seu final, deve ter percebido que para gerar sombras e melhorar a iluminação precisamos utilizar luzes do tipo Mesh.

O efeito desse tipo de iluminação fica ainda mais evidente quando utilizamos uma cena interna. Nesse outro vídeo que produzi utilizando o Cycles também, as luzes foram alinhadas de maneira a adicionar energia luminosa dentro do ambiente. O segredo para conseguir boa iluminação com o Cycles, por enquanto, é com esse tipo de luz.

É importante lembrar que o Cycles ainda está em desenvolvimento e que muita coisa deve mudar até que o mesmo seja incorporado ao Blender de maneira oficial. Mas, até lá você pode ir testando seus projetos e cenas, para entender e aprender o seu funcionamento. Eu já estou gostando bastante do resultado!

Script ajuda a editar luzes do V-Ray no 3ds max

Os chamados renderizadores externos quando instalados junto de softwares 3d adicionam diversos recursos extras para ajudar os artistas a gerar imagens realistas, usando o mínimo possível de configuração e ajustes. Claro que isso acaba jogando muita da responsabilidade de gerar a imagem no hardware, pois será preciso recorrer a algoritmos que usam muito da CPU e GPU para simular o comportamento da luz no mundo real. Mas, alguns desses renderizadores adicionam elementos próprios como luzes e materiais, que muitas vezes acabam dando um pouco de trabalho devido a falta de algum manipulador ou recurso. Esse é o caso do V-Ray que instalado no 3ds max, acaba adicionando as chamadas V-Ray Lights que são tipos de planos que emitem luz.

Qual o problema das V-Ray Lights? Sempre que usamos esse tipo de luz no 3ds max, precisamos ficar rotacionando o plano para conseguir a orientação desejada das luzes. Se você é usuário do 3ds max e ilumina as suas cenas usando as V-Ray Lights, então o script chamado de TargetVRayLight deve chamar a sua atenção. A sua função é extremamente simples, mas pode acelerar a produtividade em projetos usando o V-Ray. Ele consegue adicionar um alvo para as V-Ray Lights, permitindo que a sua orientação seja ajustada de maneira muito semelhante ao que fazemos com luzes como a Spot.

O vídeo abaixo mostra o plugin em ação, sendo usado para ajustar a orientação das V-Ray Lights:

A instalação do script é bem simples, sendo necessário apenas copiar o arquivo do plugin dentro do diretório “””.

O uso desse tipo de luz é bem difundido entre usuários do V-Ray devido a técnica que várias pessoas conhecem, que consiste no posicionamento desse tipo de iluminação nas aberturas das cenas, principalmente quando trabalhamos em renders de interiores. Esse tipo de luz acaba jogando muita energia para dentro dos ambientes e sem complementadas com uma V-Ray Sun, permite gerar um tipo de iluminação bem realista para esse tipo de projeto. Esse esquema de iluminação é quase uma receita de bolo, que precisa de ajustes nos parâmetros do V-Ray no momento do render, mas acaba gerando bons resultados.

Com o uso do TargetVRayLight a manipulação das luzes no V-Ray deve ficar bem mais fácil e rápida no 3ds max.

Novos recursos do LuxRender 0.8

O renderizador de código aberto LuxRender que usa métodos de renderização do tipo Unbiased, está para receber uma atualização para breve, e a sua versão 0.8 já está em Release Candidate 1. Isso significa que já podemos começar a aproveitar os benefícios da versão 0.8 apenas com alguns bugs que podem vir a aparecer, mas o que existe já está muito próximo da versão final. Para quem não conhece, o LuxRender é um renderizador externo de código aberto que funciona muito bem com o Blender. Um dos pontos fortes do LuxRender é o uso de métodos de renderização como o sofisticado algoritmo Metropolois que é capaz de fazer cálculos de iluminação com base em física real. O resultado é uma imagem com grande fidelidade e qualidade fotográfica, mas que demandam grandes tempos de render para ficarem prontas.

O processo de render no LuxRender é baseado em refinamento progressivo, o que significa dizer que a imagem final do render é gerada de imediato, mas em baixa qualidade. Ao longo do tempo o renderizador refina a imagem e remove o seu aspecto granulado.

Oulierrejection_comparison-LuxRender-08.jpg

Na esquerda temos a aplicação do novo filtro para remover artefatos no LuxRender 0.8.

Quais são as novidades do LuxRender 0.8? Esse link agrega todos os novos recursos do LuxRender 0.8 em formato de lista e com várias imagens de exemplo. Para ajudar no entendimento do conteúdo, compilei a lista com uma descrição traduzida sobre cada uma das suas novas ferramentas:

  • Volumetric Scattering: Esse recurso adiciona a possibilidade de simular materiais como pele humana, cera e outros. O resultado é conhecido também como Subsurface Scattering (SSS).
  • External Photon Mapping: Aqui temos um novo método de renderização que já era utilizado em outros renders como o YafaRay. No caso do Photon Mapping é possível gerar a iluminação aproveitando um mapa de fótons nas superfícies dos objetos 3d. Para cenas internas e que façam uso de renderização do tipo Biased, esse é o novo método recomendado de render no LuxRender.
  • Outlier Rejection: Um dos problemas desse tipo de renderizador é a existência de pequenos artefatos na imagem conhecidos como Fireflys. São pequenos borrões que podem demorar uma edternidade para sair, ou mesmo não sair do render final. Até a versão 0.7 tínhamos que recorrer a edição das imagens para remover esses borrões. Agora cm um filtro chamado de Outlier Rejection esse processo fica bem mais simples, pois o próprio LuxRender remove os borrões usando um filtro.
  • Glossy Translucent: Materiais translúcidos que fazem uso de reflexões são mais fácies de criar agora com o uso desse novo material.
  • Film Response: Opções melhoradas para simular a sensibilidade de filmes fotográficos deixam as imagens mais realistas com o novo Film Response.
  • Microdisplacement: O LuxRender suporta o uso de Microdisplacement que são pequenas deformações na superfície do modelo 3d, geradas durante a renderização.
  • Suporte a arquivos PLY: Agora o LuxRender permite importar arquivos para seus projetos usando o formato PLY, sem a necessidade de exportar modelos em ASCII.
  • Aceleração por GPU: Esse é um dos destaques dessa nova versão. Usando as experiências do SmallLuxGPU, a nova versão do LuxRender implementou aceleração por GPU usando OpenCL. Isso significa dizer que o tempo de render poderá ser reduzido drasticamente se você possuir uma boa placa de vídeo. Na descrição do recurso esse novo módulo foi até chamado de BigLuxGPU!
  • Melhorias na interface: Novas opções para exportar imagens e pequenos ajustes na interface do LuxRender foram implementadas.

A lista não é pequena e temos diversas novidades interessantes, sendo para mim a aceleração por GPU um dos maiores destaques. Se ela realmente aproveitar os núcleos disponíveis em placas de vídeo modernas, teremos tempos de render bem reduzidos.

Como estou recebendo muitos pedidos para tutoriais sobre o LuxRender com o Blender 2.5, vou prepara uma seqüência de vídeos mostrando os novos recursos para breve. Assim aproveito para voltar a produzir tutoriais em vídeo. Para quem já quiser aproveitar o LuxRender usando GPU, recomendo fazer o download no Graphicall.org de builds já integradas do Blender 2.5.