Tutorial After Effects CS4: Criando uma animação submarina

Os artistas 3d que gostariam de expandir os seus conhecimentos para trabalhar com softwares de composição digital, voltado para produção de material para TV e Cinema, deveriam considerar o estudo de ferramentas como o After Effects. Em termos de edição e composição de animações para produções em DVD, o After Effects é o mais usado aqui no Brasil, pelo menos nas produtoras e estúdios que conheço, a grande maioria usa o software. A facilidade em integrar material produzido no Photoshop e Illustrator é um grande atrativo para a adoção dessa ferramenta.

Se você quiser aprender a criar um efeito bem interessante no After Effects, que resulta na representação de um ambiente submarino próprio para uso em comerciais e material publicitário, o tutorial abaixo mostra de maneira detalhada os procedimentos para criar a cena. O autor do vídeo indicado nesse artigo está seguindo um tutorial publicado no excelente AETuts, em que o procedimento realizado no vídeo é descrito em texto.

O tutorial está disponível em HD e tem aproximadamente 30 minutos de duração.

Create an Underwater Scene — After Effects Tutorial from Richard Williams on Vimeo.

Para quem nunca usou o After Effects, vale assistir o tutorial para conhecer as semelhanças e diferenças do software em relação as ferramentas 3d. Por exemplo, repare que mesmo sendo uma ferramenta destinada a produção de material em vídeo, o After Effects tem opções para simular partículas. Essas mesmas partículas são usadas no tutorial para representar as bolhas do ambiente submarino.

No geral o funcionamento do After Effects será bem familiar para os artistas acostumados com softwares de pintura, como o Photoshop e GIMP. O sistema de organização em camadas dos diversos elementos de uma composição e até mesmo os filtros. Repare que os raios de luz que simulam o cenário aquático é elaborado com uma combinação de partículas com um Radial Blur. Esse último filtro está presente em diversos softwares de edição.

Na seqüência do vídeo é possível acompanhar os ajustes em elementos de texto, para que efeitos de distorção e névoa, possam fazer com que o material esteja mais contextualizado no ambiente do projeto. A animação com texto é um dos tipos de projeto mais simples de realizar no After Effects, e no tutorial o autor faz muitos ajustes no texto para conseguir o efeito de distorção causada pela água.

Para quem não conhece o After Effects, o vídeo é uma excelente introdução ao software e para os artistas que já conhecem a ferramenta, podem acompanhar todos os passos apresentados para reproduzir esse mesmo efeito de maneira simples e rápida.

Tutorial Photoshop CS4: Correção de perspectivas 3D

O processo de pós-produção de imagens renderizadas na maioria das vezes tem como objetivo realizar pequenas melhorias nas imagens seja na parte de cores ou até mesmo problemas relacionados com as texturas dos objetos. Como os testes de renderização acabam sendo feitos em baixas resoluções, apenas quando as imagens são geradas com resoluções próprias para impressão é que podemos visualizar problemas e falhas. Nas últimas versões do Photoshop, principalmente na CS3 e CS4, foi introduzido um recurso fantástico para fazer esse tipo de ajuste em imagens que é o controle de planos em perspectiva chamado de Vanishing Point.

Com esse filtro do Photoshop é possível marcar um plano alinhado com qualquer objeto na imagem, para que o artista realize ajustes nas texturas sem a necessidade de adaptar uma imagem ortogonal aos planos inclinados das perspectivas.

Quer ver um exemplo desse recurso em ação? No vídeo abaixo podemos acompanhar uma tarefa que seria demasiadamente complexa executar em softwares sem o recurso do Vanishing Point, que é a multiplicação dos pavimentos de uma edificação e até mesmo a substituição dos planos por texturas.

Esse tipo de operação só é possível graças ao desenho da perspectiva que usa apenas dois pontos de fuga na sua composição. O mesmo tipo de operação com os planos seria muito complicado com perspectivas usando três pontos de fuga. Na verdade, o que importa aqui é que as linhas verticais da ilustração sejam ortogonais.

No tutorial é possível acompanhar o processo de alinhamento dos planos na perspectiva, que nada mais é que um filtro. Para usar o recurso no Photoshop, primeiro acionamos o filtro específico do Vanishing Point e marcamos os planos que formam a perspectiva. Basicamente é isso que precisamos fazer para ajustar a ferramenta. Depois é só aplicar as técnicas e opções comuns do Photoshop aplicadas ao plano alinhado com a perspectiva para que seja possível trabalhar na perspectiva.

O autor do vídeo usa opções simples para clonar as áreas da imagem e duplicar os andares do edifício e também aplicar texturas nesses novos andares. Esse tipo de ferramenta é de extrema utilidade para qualquer pessoa que trabalhe com a criação de imagens em 3d, pois com ela o trabalho de pós-produção em imagens 3d fica bem mais simplificado.

Tutorial de motion tracking com o Adobe After Effects CS4

Aqui no blog o assunto Motion Tracking já foi abordado várias vezes em artigos diferentes, mas nunca é demais falar sobre essa técnica tão importante para todos que trabalham com edição e composição de vídeo. A técnica é simples e consiste na identificação de pixels no vídeo, para que o software possa seguir o movimento do objeto pelo vídeo com o objetivo de fazer composição ou substituir esse objeto no vídeo. O After Effects é apenas um dos softwares que faz esse tipo de tarefa, existem outras opções como o Shake da Apple e o Combustion da Autodesk. No Brasil a maioria das produtoras e empresas trabalha com o After Effects.

O tutorial que indico hoje foi produzido pelo pessoal da creativecow, um dos web sites mais famosos em termos de tutoriais e dicas para edição de vídeo. Nesse vídeo o autor aborda o uso do famoso plugin Mohca, que é um pequeno sistema anexo ao After Effects que ajuda nesse tipo de tarefa. O objetivo do tutorial é remover um item indesejado de um vídeo, que nada mais é que um pedaço do tripé que sustenta as hastes de iluminação do estúdio. Quando esse tipo de coisa é percebida, a equipe e atores já foram dispensados e seria muito caro filmar novamente.

A solução é usar um software para remover esse material do vídeo.

No vídeo o autor usa três softwares diferentes para realizar a tarefa, que são o After Effects, Mocha e o Photoshop. O Photoshop é usado para gerar uma imagem sem o tripé, que será usado para substituir a parte do vídeo em que o objeto aparece. Caso você não conheça, essa é uma ótima oportunidade de conhecer a ferramenta Vanishing Point do Photoshop que consegue editar e aplicar um tipo de clone em perspectiva. Um artista 3d poderia economizar várias horas de render em pequenas correções em imagens 3d.

Depois que a imagem está editada e o tripé foi removido, o próximo passo e delimitar a área que será editada no Mocha para que o Motion Tracking possa marcar a área do vídeo. Com o vídeo marcado e o tracking feito, basta abrir o After Effects e aplicar uma máscara no vídeo com a imagem gerada no Photoshop, para que o vídeo seja substituído e o tripé desapareça.

Explicando apenas com palavras pode parecer simples, mas esse tipo de tarefa exige muito planejamento e em alguns casos, em que objetos parados no vídeo se mesclam com fundos em movimento, o artista de composição pode ter muitos problemas. O importante é treinar e aprender o máximo de técnicas e soluções, para que quando esse tipo de projeto apareça, o melhor caminho possa ser encontrado de maneira mais rápida.

Tutorial Adobe InDesign: Visão geral do design de documentos

A criação de portfólios e documentos impressos é tão importante quanto o conhecimento sobre animação e vídeo digital. Ainda é fácil encontrar pessoas que preferem manipular um documento bem diagramado, impresso em papel de qualidade e que pode ser consultado sem o auxílio de computadores. Nesse caso, a opção em software mais usada aqui no nosso mercado é o Adobe InDesign que por muito tempo usei para diagramar material didático. Por um bom tempo também ministrei aulas de InDesign, o que me fez perceber que profissionais de computação gráfica acabam dando menos importância a esse tipo de software, muito pelo desconhecimento do que ele realmente pode fazer.

Nas minhas aulas, geralmente as aulas de InDesign começavam com a pergunta; qual a diferença entre o InDesign e o Illustrator? A maioria dos alunos não sabia, e achava que os dois softwares realizavam a mesma tarefa. Caso você também não conheça o InDesign, pode ter uma ótima idéia das suas funções com o vídeo abaixo.

O vídeo faz parte da introdução ao InDesign, no web site de treinamentos e cursos online Lynda.com. Os cursos deles são pagos, mas nesse caso o canal que é mantido por eles no Youtube, publica alguns dos vídeos disponíveis apenas para seus alunos registrados. No tutorial não é abordado nenhuma ferramenta em profundidade, mas mesmo assim o autor do vídeo faz uma ótima introdução ao InDesign com a diagramação de um documento simples.

No final do vídeo é criado um documento relativamente simples, mas que faz uso das principais ferramentas do InDesign para preenchimento de cores, posicionamento de imagens, alinhamento e distribuição de objetos.

Apesar de não apresentar esse tipo de detalhamento, o vídeo mostra de maneira rápida o processo de design de um documento no InDesign de maneira clara e simplificada. Algumas ferramentas mais avançadas ficam de fora, como o gerenciamento de páginas e criação de documentos longos como livros, mas ainda assim o vídeo é bem interessante.

Mas, afinal qual a função do InDesign? Como você pode perceber no vídeo, o InDesign é uma ferramenta destinada à diagramação de documentos baseados em texto. Ele consegue elaborar layouts para impressão e Web, como revistas e até mesmo livros. Muito do que você lê hoje em termos de revistas e periódicos é produzido no InDesign ou no QuarkXpress.

A melhor opção de código aberto e gratuita ao InDesign se chama Scribus, e pode na maioria das situações substituir o software da Adobe muito bem.

Tutorial de composição para vídeo com o Apple Motion

Sempre que falo sobre composição em vídeo aqui no Blog, uso o After Effects da Adobe como referência, por ele ser a ferramenta mais usada no nosso mercado para esse propósito. Mas, esse tipo de referência estaria errada em mercados como o americano, em que o After Effects não é nem de longe a ferramenta de composição em vídeo mais usada. O que acontece aqui é o predomínio de PC's em que o After Effects é o mais conhecido, até pelo fato da Adobe ter representantes para vendas aqui no Brasil, facilitando o acesso ao After.

Quais as outras opções para fazer efeitos e composição em vídeo? Existem várias, sendo quem uma das opções que melhor trabalham em plataformas diferentes do PC é o Motion da Apple, que funciona muito bem com o Final Cut. Na verdade o Motion faz parte de um pacote da Apple chamado Final Cut Studio, que disponibiliza várias ferramentas para autorar DVDs, editar áudio e criar efeitos especiais em 3d.

O Motion é a solução para criar animações 2d e 3d para usar no Final Cut e ilustrar produções em vídeo de todas as escalas.

Quer aprender um pouco como ele funciona? O tutorial abaixo mostra um truque bem comum no Motion, usando máscaras e efeitos em perspectiva, para trabalhar com vídeos.

O autor do tutorial nos apresenta algumas ferramentas de edição do Motion encontradas no After Effects, como o controle de camadas, timeline e opções de desenho para elaborar formas e máscaras no vídeo.

O efeito que ele mostra consiste na criação de duas camadas com o mesmo vídeo, em que na camada superior, um efeito de repetição do vídeo semelhante a um Array e a distorção do plano em forma de perspectiva, permite simular uma parede de imagens. Nessa parede, uma máscara desenhada sobre a posição do vídeo na parte inferior, faz com que um buraco apareça na parte central do vídeo.

Esse é apenas um exemplo do que é possível fazer com o Motion. A Apple praticamente tirou a Adobe do mercado de edição de vídeos para Mac, com essas e outras ferramentas muito poderosas e incrivelmente fáceis de usar.

Para quem quiser conhecer, a ferramenta mais poderosa de composição da Apple é o Shake. A maioria das grandes produções que assistimos nos cinemas é finalizada com essa ferramenta.