Allan Brito

Migrando dos tijolos para os pixels!

Archive for May, 2009


Depois de um longo período de testes e avaliação por parte dos usuários, para descobrir possíveis problemas e bugs nas novas ferramentas, o Blender 3D 2.49 está finalmente disponível para download na sua versão estável. Essa versão apresenta uma lista bem mais tímida, em termos quantitativos, de novidades e ferramentas adicionais, mas ainda assim é um grande avanço para os usuários e artistas que usam o software para as suas produções em 3D. A splash screen do Blender 3d 2.49 é de um artista chamado Clemens Grajon, e representa muito bem alguns dos recursos adicionados ao Blender nos últimos tempos, principalmente na criação de efeitos especiais.

blender249-splash.jpg

Caso você não lembre da lista de novidades para essa versão do Blender 3D, essas são algumas das novas ferramentas e opções:

  • Desenho de ossos
  • Usando o editor de nós para texturas
  • Texturas em vídeo para a Game Engine
  • Novos atuadores para a Game Engine
  • Renderização usando Domos na Game Engine
  • Pintura interativa de texturas direto na 3D View

A lista completa de recursos do 2.49 você encontra aqui.

Alguns desses recursos já foram comentados aqui no Blog, inclusive com a criação de tutoriais em vídeo. Por exemplo, no vídeo abaixo é possível aprender a utilizar a ferramenta de desenho de ossos e as texturas baseadas em nós. Essas são duas das novas opções que podem ajudar os artistas especializados em animação e visualização no Blender 3D.

Blender 3D 2.49 – Bone Sketching e Texture Nodes from Allan Brito on Vimeo.

As outras novidades dessa versão do Blender 3D acabam tendo mais utilidade em projetos que usam a Game Engine para gerar animações interativas.

Como é costume com os lançamentos recentes do Blender 3D, em aproximadamente 2 ou 3 semanas deve ser lançada uma pequena atualização com correções de mais problemas reportados pelos usuários. Mas, já é possível começar a trabalhar com o software em suas produções e projetos. Só tenho uma ressalva a fazer que é a compatibilidade com o YafaRay. Os usuários que usam o YafaRay para renderizar suas cenas, devem esperar um pouco para atualizar o Blender 3D.

Estou vendo várias mensagens em fóruns de usuários do Blender, reportando o mesmo problema com a instalação do YafaRay.

Agora é só esperar pelas novidades que devem aparecer apenas na versão 2.50, quando o projeto Durian for lançado. Outra versão estável do Blender 3D deve demorar um tempo para aparecer.

May
31

O projeto Guerrilla CG lançou mais um vídeo para continuar com o seu projeto de apresentar as diversas técnicas e aspectos da computação gráfica para iniciantes. Para as pessoas que ainda não conhecem o projeto, o Guerrilla CG é uma iniciativa para prover treinamento e material educacional para artistas iniciantes, sempre com vídeos produzidos por pessoas e profissionais de renome na área da computação gráfica. O tema do vídeo lançado essa semana foi o mapeamento de texturas UV. Já comentei várias vezes aqui no Blog que essa é uma técnica de conhecimento obrigatório para qualquer artista 3d, pois todos os softwares e soluções de visualização usam esse tipo de informação para associar texturas em modelos 3d.

Caso você queira assistir ao vídeo que mostra uma introdução ao mapeamento de texturas UV, visite esse link.

tutorial-mapeamento-uv.jpg

A técnica é um pouco complicada de assimilar, pois é necessário ter a visão espacial bem desenvolvida e treinada para conseguir planejar o procedimento. Essa é uma das maiores causas de problemas com o mapeamento de texturas nas minhas aulas de introdução a modelagem 3d, pois os artistas que estão começando a trabalhar com modelagem 3d ainda não conseguem visualizar de maneira precisa o próprio modelo, ainda mais a malha aberta.

O procedimento para realizar o mapeamento de texturas UV é bem parecido em todos os softwares 3d, e consiste na seqüência de passos descritas abaixo:

  1. O modelo 3d deve ter algumas arestas marcadas como seams, que servem de referência para o procedimento.
  2. Com base na marcação dos seams, o modelo 3d deve ser planificado. Todas as faces do objeto 3d devem ser posicionadas apenas em um plano. Essa é a parte mais delicada do processo, pois um objeto 3d deve ser transformado em 2d.
  3. Quando o modelo 3d estiver planificado, a malha resultante desse processo deve ser exportada para um formato de imagem como TGA ou PNG.
  4. A textura deve ser pintada em algum editor de imagens como o Photoshop ou GIMP.
  5. O mapa resultante é aplicado novamente ao objeto como uma textura.

Simples, não é? A parte inicial do processo é a mais complicada e pode gerar um pouco de dificuldade na organização do modelo planificado, mas depois as coisas ficam mais fáceis. Se você não conhecia a técnica ou está começando a trabalhar com computação gráfica 3d agora,

May
30

Ao que parece o LuxRender está chamando a atenção de muitos artistas e usuários do Blender 3D, devido a grande quantidade de tutoriais e material educacional que está sendo lançado abordando o software. Será que isso é uma conseqüência indireta da conversão do Indigo em software comercial? Dessa vez o tutorial mostra a integração entre o Blender 3D e o LuxRender, mas de maneira um pouco diferente. O autor do tutorial usa como modelador o um software chamado MOI3D, que é um software baseado em NURBS. Esse software não é gratuito, mas já teve versões beta gratuitas distribuídas por muito tempo. Eu mesmo já usei bastante o MOI3D na época em que versões beta públicas estavam disponíveis. No tutorial, você vai perceber que o autor também usa uma versão beta do software.

O objeto usado para o tutorial é uma lâmpada com tubo em espiral, que pode ser um bom desafio de modelagem para quem quiser tentar reproduzir o objeto. Depois de modelado no MOI3D, o objeto passa pelo Blender 3D e é renderizado no LuxRender usando os materiais e propriedades especiais do LuxBlend para deixar a parte do tubo dessa lâmpada como objeto emissor de luz. O tutorial é bem detalhado e tem aproximadamente 25 minutos.

Rendering MOI3D Models in Blender and Luxrender from Phil Beauchamp on Vimeo.

No início do vídeo é possível acompanhar um pouco da interação com o MOI3D, em que o artista prepara o modelo 3d para exportar para o Blender. O formato de arquivo escolhido para essa tarefa é o LWO do LightWave 3D. Para evitar qualquer tipo de problema com o arquivo no Blender, o modelo é configurado para que seja exportado com todas as arestas sendo conectadas.

Em termos de manipulação de objetos no Blender 3D e LuxRender, os procedimentos realizados no tutorial são bem parecidos com o material que já havia sido publicado aqui no blog. Mas, existe um novo item bem interessante que é abordado pelo autor. Ele usa os grupos de luzes no LuxRender, para ajustar a intensidade das luzes durante a renderização. O recurso é muito parecido com o Multilight do Maxwell Render e ajuda bastante no ajuste da iluminação.

Por exemplo, você pode configurar uma cena para que a iluminação seja feita por objetos emissores de luz e acaba descobrindo depois de um render com mais de 4 horas que a luz está muito fraca. Com esse recurso é possível aumentar a intensidade da luz ainda na renderização!

May
29

A animação 3d exige dos artistas e profissionais envolvidos na produção uma série de conhecimentos e recursos que não são fáceis de assimilar. Um desses conhecimentos é a necessidade de conhecer técnicas de atuação e interpretação, para que seja possível atribuir de maneira verossímil aos seus personagens as emoções que o roteiro da animação descreve. Sem esse tipo de conhecimento, o resultado das animações acaba sendo um conjunto de personagens sem expressão e consequentemente a natureza artificial dos mesmos é potencializada. Em resumo, o resultado não é nada bom.

Uma das soluções para esse tipo de problema é o uso de algum tipo de laboratório, em que os animadores podem testar as expressões antes de começar a trabalhar com seus personagens. É bem fácil detectar esse tipo de solução em estúdios de animação, em que logo ao lado de cada computador usado pela equipe de animação existe um pequeno espelho, Esses espelhos servem para que os animadores possam testar neles mesmos as expressões e conseguir boas referências para a animação.

Pode parecer constrangedor, ficar fazendo caretas na frente de um espelho, mas é uma excelente maneira de fazer laboratório. Se você não quiser fazer esse tipo de teste, usando o seu rosto como referência, o instituto de Pesquisas em animação e produção digital da Alemanha, organizou uma série de vídeos e fotografias com as mais diversas expressões faciais para servir como base para animadores.

The Emotion Wheel: reference tool for drawing emotions on faces

A imagem não faz parte dessa biblioteca, mas é um exemplo do que você encontra lá.

A biblioteca é extremamente útil para as pessoas que não tem muita aptidão para as artes cênicas, mas ainda assim gostariam de trabalhar com animação de personagens. O único requisito para poder acessar os vídeos e banco de fotografias desse acervo é o cadastro no sistema do instituto, que é feito mediante o preenchimento de um formulário.

Além das imagens disponíveis no sistema, podemos visualizar diversos vídeos de pessoas comuns fazendo as expressões. Lembre que conhecer a parte técnica dos softwares de animação 3d é apenas uma parte do processo, pois o software fará apenas aquilo que você determinar como animador.

Depois de acessar o web site do instituto e conferir o banco de expressões faciais, você vai perceber que eles também disponibilizam alguns scripts e ferramentas para animação facial com o Maya.

May
28

Já faz um bom tempo que não escrevo sobre o After Effects aqui no blog, mas isso é devido ao fato de não estar ministrando nenhum tipo de aula sobre ele nesse semestre. Mesmo assim, sempre que posso estou fazendo pesquisa por materiais e vídeos sobre a sua aplicação para efeitos especiais, ou como apoio em projetos que usam animação 3d. Essa é a importância do After Effects para artistas que usam softwares de animação 3d, ele pode muito bem ser usado para a fase de pós-produção e evitar renderizações ou a necessidade de complicar ainda mais o seu projeto 3d.

Essa semana encontrei um tutorial que já é um pouco antigo, aproximadamente com quase um ano de publicação, mas ainda assim o tema e resultado final são bem interessantes. O vídeo mostra como é possível simular um campo de energia em vídeo, usando como referência a foto de uma rua existente. O resultado final do tutorial você pode conferir no vídeo abaixo:

O tutorial completo em vídeo sobre campos de energia com After Effects está disponível nesse link.

Todo o tutorial gira em torno das configurações de um plugin extremamente útil que acompanha o After Effects, chamado de CC Particle World. Nos primeiros minutos do tutorial, o autor já explica como será necessário organizar a cena em várias camadas, usando o plugin para criar os diferentes sistemas necessários para criar o efeito do campo de energia.

O segredo para conseguir reproduzir esse mesmo efeito no After Effects é o posicionamento da câmera e ajustar os parâmetros das partículas. Assim como acontece com os softwares 3d, os sistemas de partículas no After Effects também apresentam diversas opções de configuração e podem muito bem complicar o processo de criação, devido a existência desse grande número de opções.

Se você nunca usou o After Effects, o tutoria é uma ótima apresentação sobre o software é fundamental para qualquer pessoa interessada em trabalhar cm vídeo e efeitos. Apesar de não ser a única e nem a melhor opção para esse tipo de efeito, o After Effects é um dos softwares mais usados para esse tipo de efeito aqui no Brasil. Por isso, ele é um excelente complemento para o portfólio de qualquer animador ou artistas 3D. Isso fará com que as suas chances de integrar uma equipe de produção para TV ou cinema aumentem bastante.

May
28

Livros recomendados

Blender 3D - Guia do Usuário Modelando personagens com o Blender 3D AutoCAD 2009 : um Novo Conceito de Modelagem 3D e Renderização Desenho Técnico sem Prancheta com AutoCAD 2008 Desenvolvendo Personagens em 3D com 3Ds Max SketchUp 7 - Passo a Passo 3ds Max 2009 : Modelagem, Render, Efeitos e Animação Aprendendo Autodesk® Maya 2008: Modelagem e Animação

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