AutoCAD para Mac Os X e iOS confirmados

Os profissionais da área de design e construção que acabam decidindo por migrar dos ambientes Windows para o Mac, sempre encontram na alteração das suas principais ferramentas de design e desenho uma dificuldade. O AutoCAD é uma das ferramentas mais usadas na área de desenho técnico assistido por computador, e mesmo já existindo opções mais avançadas e produtivas para acompanhar projetos, muitas pessoas procuram por AutoCAD no Mac assim que fazem a migração. Desde 1992 isso não é mais possível, pois foi o ano em que a Autodesk descontinuou as versões nativas do AutoCAD para o sistema da Apple.

Já faz algumas semanas que publiquei um artigo aqui no blog comentando sobre sinais encontrados em diversos locais, sobre um provável Beta do AutoCAD sendo testado no Mac. Desde aquela data nenhuma nova notícia sobre o desenvolvimento tinha sido divulgada, até que hoje a própria Autodesk acabou confirmando a notícia, inclusive com um site oficial do AutoCAD para Mac.

Junto com o site temos um pequeno comercial preparado para divulgar o AutoCAD para Mac, produzido pela Autodesk:

A versão para Mac deve suprir uma demanda crescente por profissionais que estão migrando para a plataforma da Apple. Mesmo existindo opções igualmente poderosas e até mais indicadas para trabalhar com projetos, principalmente em arquitetura. Estou falando do ArchiCAD e VectorWorks que trabalham com a tecnologia BIM, oferecendo opções avançadas de gestão do projeto já nativamente em ambientes Mac.

Além da versão dedicada ao Mac, a Autodesk planeja também lançar o AutoCAD para plataformas móveis. Isso mesmo, uma versão para o iOS rodando no iPhone e iPad. Essa versão deve permitir apenas visualizar arquivos DWG. A previsão de lançamento é o outono no hemisfério Norte, o que deve levar aproximadamente um mês.

Agora só falta a Autodesk converter o 3dsmax para o Mac, que é o desejo da grande maioria dos usuários do software que conheço. Esses artistas só não migram para o Mac devido a ausência do 3dsmax. Quem sabe com as últimas atualizações no núcleo do 3dsmax esse processo seja mais simples de realizar. O que se sabe é que o software usa tantos recursos do Windows que está praticamente ligado ao sistema, e qualquer tentativa de migrar o mesmo para outras plataformas exigiria reformular o software completamente.

Só nos resta esperar.

Efeitos com partículas no Phoenix FD e 3dsmax

O mercado de computação gráfica destinado aos efeitos especiais com fogo e fluidos é dominado por várias empresas especializadas nesse segmento, podemos listar vários softwares que trabalham em conjunto com o 3dsmax para gerar esses tipos de efeitos. Entre os nomes estão o FumeFX, Thinking Particles, Krakatoa e vários outros. Agora o Chaos Group acaba de estrear nesse segmento com o seu Phoenix FD que tenta ganhar mercado frente a concorrência já estabelecida. Para que não conhece o Chaos Group, eles são os desenvolvedores do V-Ray e por muito tempo não tiveram outro produto com tanto destaque como o conhecido renderizador.

Na última Siggraph eles apresentaram ao mercado a sua solução para gerar efeitos com fluidos e partículas que tem como objetivo gerar simulações como essa:

Esse tipo de vídeo é típico dos softwares especializados em criar efeitos com partículas, gerando fogo e outros fenômenos atmosféricos que seriam muito trabalhosos de gerar sem ferramentas especializadas nesse tipo de efeito.

Mas, como isso funciona?

Para ajudar na divulgação do software o Chaos Group preparou vários tutoriais e guia sobre o software e os publicou no seu canal do Youtube. Um desses vídeos apresenta de maneira rápida o modo com que a ferramenta trabalha, que não é muito diferente do que já estamos acostumados em outras opções do gênero. O vídeo mostra como criar de maneira rápida efeitos relacionados a combustão.

O processo é simples e começa com a definição da área em que o efeito será gerado, processo muito semelhante ao que acontece em outras ferramentas como o FumeFX. Depois que a área do efeito está bem delimitada com um volume próprio, podemos selecionar um objeto que será o emissor das partículas. De maneira geral a animação parece ser bem fluida e rápida, mas isso se deve também pelo fato do hardware usado para gravar o tutorial ser de excelente qualidade.

Se você é usuário do 3dsmax e procura por opções integradas a interface do software para trabalhar com efeitos usando partículas e fluidos, deve considerar o Phoenix FD. Mesmo sendo novo nessa área o software apresenta vários efeitos avançados e deve ajudar muito a gerar simulações avançadas com fogo, líquidos e muito mais.

Tutorial de animação com Maya usando nCloth

Como parte da reciclagem que sempre promovo no meu material de aula, sempre que começo uma nova turma, estou reformulando o que já tinha pronto sobre o Maya. Esse semestre tive a oportunidade de começar a ensinar a parte de dinâmica do Maya, e preciso atualizar o material do Maya 8.5 para o 2010 ou 2011. Como o foco do curso é a parte do dinâmica, estou reunindo muita coisa legal sobre partículas, fluidos e outras animações geradas com o módulo de dinâmica. Para mostrar como algumas dessas operações são relativamente simples, resolvi publicar um artigo mostrando o procedimento necessário para fazer uma simulação usando nCloth.

O processo é bem simples e semelhante ao que fazemos em outras ferramentas que dispõe de opções para simulação de tecidos. Primeiro é necessário criar um objeto que servirá como obstáculo da simulação e depois precisamos gerar a malha que sofrerá a deformação. A malha deve possuir uma boa quantidade de subdivisões para que seja possível gerar deformações suaves.

O vídeo abaixo mostra muito bem esse procedimento, e mesmo estando em inglês, permite acompanhar de maneira muito simples todo o processo.

A criação desses elementos não é o problema, mas o ajuste fino da simulação é que aparece como grande desafio desse tipo de simulação. Depois que adicionamos as opções selecionadas nos seus respectivos Shelfs, podemos ajustar o tempo da animação e acionar o play para visualizar o tecido em ação. O processo é bem rápido e gera resultados satisfatórios para gerar toalhas de mesa ou outros tecidos sobre superfícies. O real desafio para conseguir trabalhar com simulações baseadas em física como essa são os inúmeros parâmetros disponíveis que permitem deformar e ajustar o tecido de várias maneiras.

Repare no vídeo como o painel de atributos do Maya lista várias opções de ajuste diferentes para o objeto que simula o tecido, logo depois que o autor do vídeo aplica a ferramenta no plano.

Para quem nunca se aventurou na área de dinâmica do Maya, as opções disponíveis para gerar esses tipos de simulação são simples de acionar e usar. Mas, caso seja preciso fazer ajustes mais específicos, prepare-se para passar alguns minutos tentando descobrir o que fazer com cada um dos parâmetros.

Mas, isso faz parte da diversão em trabalhar com animações físicas.

Tutoriais sobre animação e efeitos com Softimage ICE

Uma ferramenta que aparentemente seria esquecida no meio do vasto leque de softwares mantidos pela Autodesk é o Softimage, que depois de ser adquirido pela empresa levou vários usuários ao desespero. Ainda lembro-me de encontrar mensagens em fóruns especializados em que pessoas colocavam em cheque os esforços para se especializar na ferramenta, pois temiam que o foco da Autodesk ficasse direcionado para a dupla 3dsmax e Maya.

Para a alegria de muitos desses usuários esse esquecimento não se concretizou, e o Softimage aparece como uma das opções mais avançadas em termos de efeitos e dinâmica. O módulo ICE traz uma gama incrível de ferramentas e opções baseadas em sistemas de nós. Esse é um sistema semelhante ao que temos em vários softwares hoje em dia, e que permite criar elementos de grande complexidade.

Um desses exemplos é o sistema de física Lagoa Multiphysics que mostrei aqui no blog, usando o Softimage para gerar os efeitos e animações baseadas em física.

Se você tem curiosidade em aprender o funcionamento dessa ferramenta, encontrei vários tutoriais em vídeo gratuitos que podem ajudar a ter uma idéia melhor sobre o funcionamento do Softimage. Os vídeos estão hospedados no próprio web site da Autodesk e foram produzidos pelo pessoal da Digital Tutors com o Softimage 2011.

tutoriais-softimage-ice-2011.jpg

No total são dezesseis vídeos com os seguintes títulos:

  • Introdução ao Softimage 2011
  • Criando projetos e simulações simples com o Softimage ICE
  • Adicionando forças aleatórias na simulação com ICE
  • Usando partículas volumétricas e nós de densidade
  • Usando texturas para controlar a densidade de partículas
  • Entendendo a importância do tamanho das partículas e sua densidade
  • Criando uma chaminé (2 partes)
  • Usando o ICE para criar nuvens
  • Renderizando nuvens realistas (3 partes)
  • Controlando o render no Softimage
  • Renderizando chamas e fogo no Softimage (3 partes)

O material é de excelente qualidade e pode ajudar muitos artistas que tem interesse em aprender o funcionamento dessa ferramenta. Aproveite que as licenças educacionais para softwares da linha 2011 foram estendidas para 13 meses. Portanto, estudantes inscritos e aprovados no programa educacional da Autodesk podem fazer o download do Softimage 2011 para fins educacionais de maneira gratuita.

60 dicas para acelerar a renderização

A velocidade com que determinado software pode gerar imagens renderizadas é fator fundamental para a finalização de qualquer projeto, principalmente quando o objetivo do mesmo é a criação de uma animação. Mas, uma coisa que poucos artistas acabam percebendo é que a velocidade do render é determinada pelo conjunto de ferramentas disponíveis e diversos comportamentos e características da cena. Portanto, uma mesma cena configurada por dois artistas diferentes em softwares como o V-Ray podem acabar tendo tempos de render distintos, devido a diferenças nas configurações dos parâmetros do renderizador.

Além desses parâmetros, ainda existem características dos modelos 3d e texturas que podem influenciar negativamente no tempo de render. Se você nunca atentou para essas características das suas cenas, um usuário dos fóruns da CG Society publicou uma lista com diversas dicas para acelerar a renderização.

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As dicas são genéricas e podem ser aplicadas em praticamente qualquer renderizador ou software. Por exemplo, entre essas dicas encontramos algo semelhante ao que é usado em design de jogos que é o level of detail, também conhecido como LOD. Nessa técnica usamos modelos 3d com grandes quantidades de polígonos apenas em regiões próximas da câmera. A medida que os objetos são posicionados de maneira mais afastada da câmera, a quantidade de polígonos e detalhes é reduzida progressivamente. Isso ajuda a acelerar o processamento da cena e não prejudica a qualidade da visualização.

Outra dica interessante está na resolução das texturas usadas para o projeto, que devem ter tamanho proporcional a resolução desejada para a imagem final. Por exemplo, em projetos que pretendem gerar imagens com resolução mediada na casa dos 1200 pixels, o ideal é usar texturas que tenham aproximadamente essa mesma resolução. Se for o caso, as texturas podem ser substituídas por outras em maior resolução para gerar imagens maiores.

Essas são apenas duas das dicas existentes na lista publicada no fórum. Caso você já tenha se preocupado com a velocidade do render nos seus projetos, a resposta para acelerar a geração das imagens pode estar nessa lista. Claro que o conhecimento dos parâmetros do software usado ajudam, mas pequenos truques como esse da qualidade dos modelos 3d e resolução dos polígonos também ajuda.