Comercial de TV feito com Blender 3D

Uma das maiores dúvidas de artistas que não conhecem o Blender é relacionada à qualidade dos trabalhos, que pode ser gerado com ele. Muita gente ainda acha que por ele ser Open Source, os trabalhos produzidos nele tem qualidade inferior aos produzidos por artistas e empresas que usam 3ds Max ou Maya. Bem, felizmente nós temos vários artistas e empresas que acreditam no potencial do Blender, adotando ele como ferramenta de produção. E adivinhe? Os trabalhos produzidos por eles não deixam nada a desejar!

Um ótimo exemplo disso são os trabalhos desenvolvidos pelo estúdio de animação Pernambucano ZQuatro, que tem como animador e artista 3d o Lucio Cavalcanti. Ele entrou em contato comigo para falar sobre o último trabalho deles, que foi um comercial para a TV, que passou apenas aqui em Pernambuco.

Claro, tudo foi animado no Blender! O comercial foi desenvolvido para uma rede de lanchonetes, chamada Bugaloo. Eles têm uma mascote representada por um rinoceronte, que se transformou no personagem principal da animação. Além de mascote, o rinoceronte faz parte do logo da empresa.

Comercial Bugaloo - Estúdio ZQuatro

Screenshot do comercial

Se você quiser assistir a essa animação, visite esse link no web site da ZQuatro. Segundo relato do próprio Lúcio, o personagem e os coqueiros foram modelados no Blender. A parte da praia foi uma composição, feita no After Effects. Eles usaram câmera track para ajustar os movimentos da câmera e fazer a composição.

Mas como eles fizeram a animação? O Lucio também me passou o segredo deles para executar a animação. Um dos sócios da ZQuatro, fez a performance do hipopótamo do Bugaloo, para que eles pudessem usar os movimentos dele como referência. A animação foi feita com base em rotoscopia.

Veja a animação:

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E você achou que eles não estavam se divertindo? Vida de animador é assim mesmo. Às vezes tem que encarnar o personagem para que a animação fique da maneira como você imaginou.

Não deixe de prestigiar o trabalho do pessoal da ZQuatro, eles ainda tem vários trabalhos no portfólio que foram desenvolvidos com o Blender. Parabéns ao Lucio e a equipe da ZQuatro pelo ótimo trabalho.[/fusion_builder_column][/fusion_builder_row][/fusion_builder_container]

Revista CGArena 8: Download gratuito

Parece que essa semana é destinada ao lançamento da maioria das publicações gratuitas, sobre computação gráfica e artes digitais. Além da BlenderArt, a equipe de produção do CGArena lançou a edição de número 8 da sua revista sobre artes digitais. A abordagem aqui é diferente da BlenderArt, que é direcionada exclusivamente ao Blender, a publicação do CGArena é generalista, o que por um lado é bom já que temos artigos e tutoriais sobre todas as suítes 3D e edição para vídeo do mercado.

Revista CG Arena 7: Download gratuito

Como de costume, farei um breve sumário sobre os artigos e tutoriais publicados na revista. Todos estão em língua inglesa, mas com o sumário você pode decidir se vale à pena fazer o download.

  • Entrevista com Matthieu Roussel: Aqui temos uma conversa com esse artista Frances, que tem um estilo de modelagem e composição um tanto quanto estilizado. As suas ilustrações lembram muito o estilo do tipo cartoon abordado na BlenderArt.
  • Desafio “Ancient Times”: A revista fala sobre o lançamento de um concurso, para a criação de imagens que representem o tema “Tempos Antigos”. Todos os artistas 3D estão habilitados a participar do concurso. A premiação até que é interessante, para o primeiro colocado são mais de 7000 dólares em prêmios. O prazo para participação vai até 28 de Abril de 2008.
  • Produzindo Black Bashi-Bazouk: O nome é estranho, mas a ilustração abordada nesse artigo é muito interessante e complexa tecnicamente, com vários detalhes e um personagem com várias camadas de tecido. Como o artigo aborda pintura digital com o Photoshop, você pode ter uma idéia de como é difícil pintar e representar tecidos em pinturas com certo nível de realismo.
  • Tutorial After Effects – Tela de Radar: Aqui temos um ótimo tutorial sobre After Effects, que aborda a criação de uma tela de radar, daqueles que geralmente aparecem nos filmes de guerra, em particular nos submarinos.
  • Produzindo Hell Yeah!: Nesse artigo, que mostra como foi feita a imagem da capa, o autor nos mostra como ele usou o 3ds Max para produzir a imagem. Desde a modelagem até a composição final. O destaque fica para a configuração do plugin Fume FX, que gera as partículas entre os chifres do personagem. Existe uma tela com as configurações usadas pelo autor, para quem quiser conhecer o plugin é uma ótima referência.
  • Produzindo Quiet Room: Mais um artigo sobre a produção de uma cena, dessa vez com o Maya. O destaque dessa imagem, que não envolve nenhum tipo de personagem, mas uma cena de um quarto envelhecido está nas texturas. Como a imagem requer um trabalho de edição específico nas texturas e mapeamento UV, para deixar o ambiente com aspecto envelhecido, esse pode ser um ótimo recurso para aprender como fazer o mapeamento no Maya.

Pronto! Agora você já conhece os assuntos abordados pela revista. Para fazer o download é só visitar esse endereço no CGArena e copiar o arquivo. No total ele tem aproximadamente 25MB, em que estão distribuídas as 66 páginas da revista.

Fique longe do Quicktime 7.4!

Quem trabalha com vídeo digital é quase que obrigado a trabalhar com o famigerado Quicktime da Apple. Bem, não vou entrar em detalhes sobre a eficiência ou não do Quicktime como container de vídeo, mas ele é praticamente um padrão no mercado de vídeo. Muita gente distribui conteúdo com o container MOV e vários softwares como o Final Cut ou Adobe Premiere, trabalham de maneira eficiente com o Quicktime. Tanto na manipulação de material como na geração de conteúdo. Se você trabalha com 3D, também acaba gerando trechos de vídeo nesse formato para editar posteriormente no Premiere ou After, ou até mesmo entregar ao cliente para que ele providencie a edição.

Bem, a última atualização do Quicktime, hoje a versão 7.4, está gerando muitos transtornos a todos que trabalham com vídeo digital. Se você usa o software apenas para visualizar vídeos, como trailers de filmes, a atualização não deve gerar nenhum inconveniente para você. Mas os geradores de conteúdo estão enfrentando problemas.

Quicktime 7.4

Além dos vários artistas e vídeo designers que reportam problemas com a ferramenta, a própria Adobe recomenda aos usuários do After Effects, que não façam a atualização do Quicktime até que eles possam trabalhar em uma solução para a incompatibilidade, junto com a Apple.

Pesquisando um pouco mais, descobri uma explicação mais técnica para a incompatibilidade em um artigo direcionado a usuários do Softimage XSI. O problema todo está relacionado limitação do Quicktime ainda ser uma aplicação de 32 Bits, o que impossibilita a compatibilidade com softwares mais recentes que trabalham em 64 Bits. Claro que a data do artigo sobre o XSI é bem obsoleta, mas com ele é possível ter uma idéia sobre os problemas de compatibilidade que os desenvolvedores dessas ferramentas enfrentam.

Mesmo existindo uma atualização para o Quiktime, a versão 7.4.1 ainda deixa os profissionais de vídeo um pouco céticos. Não tive oportunidade de testar essa nova versão, mas segundo o pessoal do arstechnica, ainda é cedo para dizer se todos os problemas foram efetivamente corrigidos. As falhas de segurança foram corrigidas, mas ainda não foram publicadas notícias sobre a correção da incompatibilidade. Ao menos a Adobe não atualizou a sua recomendação para não fazer o upgrade para o Quicktime 7.4.

Qual a moral da história? Se você precisa usar o Quicktime, fique com o 7.3 ou então experimente o Quicktime alternative.

Update: Parece que a Adobe estava adivinhando. Hoje eles publicaram a recomendação para o upgrade. Pode usar a versão 7.4.1 sem medo. 

Bloody Omaha: Ótimo exemplo de produção independente em efeitos especiais

O que é necessário para produzir efeitos especiais? Algumas pessoas podem dizer que uma boa quantia de dinheiro, pode fazer os “milagres” que vemos nos filmes contemporâneos. Com o avanço das tecnologias e ferramentas de efeitos especiais, hoje em dia o dinheiro ainda é necessário, mas em uma escala muito menor. O mais importante hoje é ter criatividade e saber como aproveitar, os incríveis recursos oferecidos pelas ferramentas de modelagem 3d e composição em vídeo, oferecidas para os computadores que temos nas nossas casas.

Um ótimo exemplo disso foi um vídeo, produzido por três designers, retratando a invasão aliada nas praias da França, durante a segunda guerra mundial. Espere o um pouco! Se você assistiu ao filme, o Resgate do Soldado Ryan, deve ter visto uma reprodução extremamente fiel desse episódio que ainda é uma das cenas de guerra mais verossímeis produzidas até hoje.

A produção se chama Bloody Omaha. Bem, veja o vídeo para entender o que eles fizeram:

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Impressionante não é? Vamos entender bem, o que eles fizeram. A cena que comentei no início do artigo, do Resgate do Soldado Ryan, usou aproximadamente 1000 extras nas filmagens para representar a cena do desembarque dos aliados. Os designers, atuando eles mesmos como atores, conseguiram tudo filmagens repetidas deles mesmos. Claro que isso acaba fazendo a produção do vídeo, se transformar em um trabalho de paciência e domínio da técnica de filmagem. Mas mesmo assim, isso mostra que qualquer pessoa ou equipe com criatividade e um pouco de vontade, pode criar cenas complexas e cheias de detalhes e multidões com poucos recursos e material humano.

Mas o que eles fizeram não elimina o fator financeiro. Alguns dos itens usados por eles não são encontrados com facilidade, como as simulações das explosões e os planos em fundo verde, que precisam de material especial. Claro que o investimento é infinitamente menor, que o usado pelo Spielberg, mas pode atrapalhar as pessoas interessadas em repetir a experiência e que não saibam aonde encontrar esses recursos.

De uma maneira ou de outra, o vídeo é fantástico e muito bem executado, desde a parte da produção do vídeo e multiplicação dos atores até a eficiente composição do material filmado com modelos 3d!

Fonte: Esse vídeo foi dica do Alexandre Canario no Motion Brasil.

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