50 texturas gratuitas com pisos tipo Parquet no Cinema 4D

Entre os softwares para os quais eventualmente compartilho recursos aqui no site, um deles estava ausente já faz um bom tempo. O software que me refiro é o Cinema 4D. Sempre recendo e-mails de leitores interessados em mais material sobre o software.

Hoje compartilho uma coleção de arquivos direcionada especificamente para os artistas usando o software. Caso fosse compartilhado de forma diferente, seria um recurso incrível para outros artistas, mas a natureza do arquivo faz dele um material próprio apenas para artistas usando o Cinema 4D.

É uma coleção de 50 texturas seamless para pisos do tipo parquet. O arquivo base das texturas soma um total de quase 180 MB.

Mas, por qual motivo apenas usuários do Cinema 4D podem usar o recurso? O download é sim gratuito, mas o conteúdo está todo organizado em um formato de arquivo do tipo lib4d.

Esse é o formato usado pelo Cinema 4D para armazenar e organizar bibliotecas de materiais e recursos. Isso ajuda muito os artistas usando o software, mas torna o acesso ao material difícil para quem não possui o software.

Então, você pode fazer o download do arquivo e usar o material sem nenhuma restrição. Mas, para ter acesso aos arquivos com a coleção de texturas para pisos do tipo parquet será necessário o Cinema 4D para extrair os arquivos.

Se você inda quiser fazer o download, mesmo não tendo o Cinema 4D, fique avisado que poderá ser difícil extrair o material sem o software. Uma solução seria fazer o download da versão Demo, para conseguir extrair as imagens.

Aprendendo a usar texturas

Quer aprender a usar texturas como essas nos seus projetos relacionados com arquitetura, jogos e animação? No EAD – Allan Brito você encontra diversos cursos relacionados com a produção, uso e configuração de texturas como essas.

Os cursos abrangem diversos softwares indo do Photoshop até a Unreal Engine:

Making of das interfaces para o filme Oblivion

A quantidade de filmes e produções relacionadas com ficção-científica nos últimos tempos tem crescido de maneira vertiginosa, e muito disso se deve ao fato de hoje ser muito mais fácil criar efeitos especiais para essas produções. Sempre que um desses filmes está na fase de produção, é necessário mobilizar um pequeno exército de artistas e animadores para criar todos os elementos gráficos para as cenas, e também as interfaces para os dispositivos eletrônicos existentes nos seus respectivos universos. Essa é uma parte curiosa e que gera diversos vídeos e discussões interessantes sobre as decisões de design para cada um desses projetos. Encontrei essa semana mais um vídeo com making of das interfaces presentes no filme Oblivion.

O vídeo apresenta diversas interfaces e elementos existentes no painel de controle usado pela personagem Victoria, interpretada pela atriz Andrea Riseborough. Sem passar nenhum tipo de spoiler sobre a história para as pessoas que ainda não assistiram ao filme, a personagem opera ao longo do filme uma mesa sensível ao toque que controla vários aspectos da interação da sua personagem com o técnico de drones interpretado por Tom Cruise.

No making of podemos conferir vários aspectos desse painel e também da filmagem.

O material é uma grande montagem de pequenos trechos e animações produzidas de maneira independente e depois reunidas de forma a criar o painel de controle. O software 3d que é apresentado no vídeo é o Cinema 4D, que é muito famoso na área de produção de efeitos para comerciais e se integra de maneira esplendida com o After Effects. No After Effects CC existe até uma versão Lite do Cinema 4D acompanhando a instalação do software.

Isso não significa que apenas o Cinema 4D foi usado na produção do filme, mas que no painel de controle o software teve presença forte.

Já comentei aqui no blog em outro artigo alguns dos gráficos produzidos para o Oblivion, mas essa é a primeira vez que encontro um vídeo com making of apresentando até mesmo a interface do Cinema 4D com o material sem renderização, o que pode ser interessante para os interessados em motion graphics.

Paisagem urbana com SketchUp, Cinema 4D, Rhino e Photoshop

A visualização de projetos para arquitetura é uma área com grande demanda de profissionais e artistas trabalhando com computação gráfica 3d, e assim como existem muitas oportunidades nesse segmento, as técnicas e procedimentos necessários para gerar essas imagens também são as mais diversas. O mais tradicional é começar com um software 3d ou CAD, e usando os modelos poligonais gerados nessas ferramentas é possível adicionar texturas, iluminação e posteriormente tratar as imagens geradas em softwares de edição voltados para fotografia. Mas, apesar de ser bem conhecido e usado pelos mais diversos artistas o método admite variações dependendo da sua criatividade.

É exatamente essa pequena variação no método que pode ser conferida em um making of muito interessante publicado no evermotion, sobre a visualização de uma paisagem urbana em Moscou. O estúdio responsável pela imagem é o francês Shift Visuals.

paisagem-urbana-cinema4d-sketchup-photoshop.jpg

O que faz do processo e criação da imagem interessantes? O simples fato de três pessoas diferentes trabalharem na imagem já torna a mesma atraente para pessoas que queiram conhecer o método usado para sincronizar os trabalhos e atividades dos artistas. Essa é uma área em que não se encontram muitas pessoas que tenham habilidade para compartilhar conhecimentos e se encaixar dentro de uma “linha de montagem” como foi nesse caso.

A variedade de softwares e ferramentas também foi um dos destaques da produção que envolveu:

Os softwares foram usados pelos diferentes artistas para trabalhar na construção da cena como um todo e também no desenvolvimento de testes e estudos, que levassem ao resultado final de maneira mais fácil. Por exemplo, o SketchUp foi usado para criar a base para os modelos 3d e o posicionamento inicial da câmera. Depois o Rhino é usado para gerar os modelos 3d com grande quantidade de polígonos. E o Cinema 4D é o software escolhido para gerar a iluminação e o render final. O recurso object buffers do Cinema 4D é aproveitado para gerar arquivos PSD do Photoshop já com camadas isoladas para os objetos! Isso facilitou muito a finalização do projeto como um todo.

Apesar do artigo estar em inglês, a leitura do material é muito interessante para mostrar uma maneira diferente de gerar a imagem, pois boa parte da finalização da imagem como um todo foi feita no Photoshop e não no Cinema 4D.

Motion graphics e interfaces para o filme Oblivion

No início dessa semana publiquei aqui no blog um artigo sobre o making of dos gráficos e interfaces para o filme Tron Legacy, que foram produzidos pelo estúdio MN8. O assunto é muito interessante e nos últimos meses tenho encontrado cada vez mais material sobre o tema, e hoje compartilho novamente outro exemplo de motion graphics e interfaces para filmes, e agora para uma produção um pouco mais recente. Estou me referindo ao filme Oblivion, que ainda está sendo exibido em alguns cinemas e sendo o mesmo uma ficção-científica foi necessário criar toda uma interface e layouts de dados para ilustrar a interação dos personagens com os computadores da época.

motion-graphics-interfaces-oblivion

Um fato curioso em relação a esses gráficos é que o designer principal responsável por Oblivion é o mesmo que trabalhou em Tron Legacy, chamado Bradley Munkowitz. Qual o software usado para criar esses gráficos? A equipe de produção trabalhou basicamente com o Cinema 4D para a criação das interfaces e animações para o projeto. Aqui está um pequeno vídeo que agrega a maioria das interfaces apresentadas ao longo do filme:

O material é muito interessante para estudantes e profissionais interessados em trabalhar com esse tipo de produção, pois funciona como uma excelente referência e fonte de inspiração para criações semelhantes. O trabalho de seleção e exibição das interfaces já está feito funciona bem como fonte de informação.

Apesar do projeto ter sido desenvolvido no Cinema 4D, que por sinal é excelente para esse tipo de produção, é perfeitamente possível criar elementos semelhantes em outros softwares 3d, pois os gráficos para motion graphics como os apresentados nas interfaces do filme possuem grande enfoque na animação, e não em aspectos técnicos exclusivos de um determinado software. O que quero dizer com isso é que você pode criar elementos semelhantes usando praticamente qualquer software 3d.

Para saber mais sobre esse projeto em particular, e inclusive ler algumas descrições do que faz cada tela apresentada no vídeo, recomendo uma visita até o website do designer do filme para conferir mais explicações sobre o projeto. E se você se interessar em assistir o filme, ainda é possível encontrar o Oblivion em cartaz em alguns cinemas.

Tutorial Cinema 4D: Ajustando o ISO de câmeras para render

A iluminação de cenários e ambientes ainda é um dos temas que mais geram dúvidas em artistas 3d iniciantes, principalmente se o ambiente envolver a mistura de elementos com luz natural e artificial. Os renderizadores modernos com algoritmos sofisticados de iluminação global acabam ajudando bastante o processo, mas ainda é comum encontrar pessoas que não sabem bem o que fazer para iluminar ambientes de maneira correta ou mesmo fazer pequenos ajustes em cenários já prontos. Isso é reflexo da falta de experiência e conhecimento sobre assuntos que ajudam muito no trabalho com computação gráfica 3d.

Entre esses assuntos está o conhecimento sobre fotografia que é primordial para usar renderizadores modernos, principalmente os que são baseados em física. Sempre que me perguntam sobre cursos ou conhecimentos importantes para artistas 3d, o primeiro que recomendo é relacionado a fotografia. Como os renderizadores baseados em física utilizam parâmetros e valores reais nos ajustes das suas câmeras, os artistas acabam tendo que lidar com propriedades como:

  • ISO
  • Shutter
  • Exposure
  • Film Type

Essas são apenas algumas dessas propriedades presentes na maioria das câmeras. Com o conhecimento sobre o funcionamento desse parâmetros, um artista poderia realizar modificações na iluminação de uma cena, sem modificar nenhum parâmetro relacionado diretamente com luzes da cena.

Modificando o ISO das câmeras no Cinema 4D

O vídeo abaixo mostra o resultado dos ajustes e modificações realizados no parâmetro ISO das câmeras físicas do Cinema 4D. Com esse parâmetro ISO podemos deixar o filme a câmera mais sensível a luz. Valores altos de ISO permitem trabalhar com baixa luminosidade, pois registram variações pequenas e fracas de iluminação. Já para ambientes em que existe luz em abundância, o ideal é usar valores baixos de ISO como 100, 200 ou 400.

Esse é um exemplo bem interessante e prático de como podemos fazer ajustes e modificações em uma determinada cena, sem precisar necessariamente modificar a intensidade das luzes ou mesmo adicionar novas fontes de luz na cena. Para quem não conhecia o procedimento, a mudança de comportamento é muito interessante, pois a maioria dos artistas que não conhece essa possibilidade só trabalha pensando em adicionar ou remover pontos de luz, ou no máximo mudar a intensidade das luzes existentes.

A fotografia pode ajudar muito na configuração da iluminação de cenas em 3d!