Revista BlenderArt 17 disponível para download

Mais um número da revista gratuita sobre Blender 3D, modelagem e animação chamada BlenderArt está disponível para download. O tema dessa edição é “Lights, camera, action!!!” algo parecido com luzes, câmera e ação! Isso quer dizer que todos s artigos e tutoriais dessa edição são direcionados para iluminação e efeitos para animação. Agora, essa edição da reviste é especial para mim, isso porque a Sandra Gilbert, editora da revista entrou em contato comigo para fazer uma entrevista. Sim, dessa vez eu fui entrevistado pela revista, sobre o último livro que lancei sobre Blender 3D, direcionado para visualização arquitetônica.

Além disso, a Sandra fez uma análise sobre o livro, que ela adquiriu e leu em tempo recorde.

A revista é gratuita e pode ser copiada nesse link.

Como de costume, aqui vai um breve resumo dos assuntos abordados nesse número da revista:

  • Criando um efeito de sabre de luz no Blender 3D: Como o próprio nome diz, o tutorial mostra como elaborar um efeito semelhante ao famoso sabre de luz. Quem achava que só com softwares como o After Effects poderia fazer esse tipo de efeito, agora pode usar o Blender para isso.
  • Vídeos com efeito Technicolor: Esse tutorial mostra o procedimento necessário para converter as cores de um vídeo, para um padrão semelhante ao Technicolor, com aquelas cores mais saturadas.
  • Gravando sombras e luzes como texturas (Baking): Uma opção extremamente poderosa para aperfeiçoar iluminação para animação é gravar a informação da luz e sombra na textura dos objetos.
  • Introdução ao seqüenciador de vídeo: Você não sabe usar o seqüenciador? Esse artigo apresenta os conceitos básicos dessa incrível ferramenta do Blender.
  • Como planejar a iluminação: Aqui temos um tutorial que fala sobre o planejamento da iluminação para cenas 3d.
  • Entrevista com Tony Mullen: O pessoal da revista fez uma entrevista com Tony Mullen, sobre o se último livro que fala de simulações físicas com o Blender. Esse eu ainda não tenho, mas pretendo comprar o meu exemplar no próximo mês.
  • Entrevista com Allan Brito (eu): Sim, como havia comentado no início de artigo, o pessoal da revista conversou comigo sobre o meu trabalho com Blender e a experiência relacionada com os livros sobre Blender.
  • Análise do livro Blender 3D Architecture, Buildings, and Scenery: No final a Sandra faz uma ”otima análise do meu último livro. Não vou falar nada, é melhor que você leia!

Bem, como de costume o download é mais que recomendado, para artistas interessados no Blender 3D ou nos seus extras. Só para lembrar, o que o Blender consegue fazer hoje em relação a edição e montagem de vídeo, assim como composição pode ser útil para qualquer artista 3d.

Making of de cena futurista usando Blender 3D, Indigo e Photoshop

A quantidade de cenas e cenários virtuais sendo criados com o Blender 3d é cada vez maior, isso está tendo reflexos diretos nas revistas e meios de divulgação especializados em computação gráfica, como a CG Society e outros. Essa semana, um making of de uma cena que até pouco tempo atrás, muitos artistas diriam ser impossível ou difícil de realizar com o Blender foi publicado na revista eletrônica Itsartmag. A cena se chama Scifi City e foi produzida por um artista chamado Bertrand Bernoit.

Essa é a cena:

Para conferir o making of da cena, visite esse endereço.

Como o texto está em inglês, resolvi fazer um pequeno resumo do que o artista comentou no making of, que não aborda o processo completo, mas dá várias dicas de como ele conseguiu chegar ao resultado.

Primeiro a modelagem, que é extremamente simples e composta na maioria do modelo por primitivas geométricas simples. Os prédios, assim como a geometria do modelo é na sua grande maioria cubos, com algumas deformações. O detalhamento da cena é proveniente do uso inteligente e estratégico de texturas aplicadas aos objetos.

A parte da iluminação foi um pouco mais complicada, sendo necessário o uso de várias fontes de luz para gerar o efeito desejado para a cena. Segundo o texto do making of, usou várias luzes como Spots e uma Sun.

Ainda segundo o texto, o autor determinou no Indigo, que apenas a luz do tipo Sun e alguns objetos com texturas configuradas para emitir energia luminosa geram luz na cena. A outra fonte de luz tem função apenas de contextualização, como as luzes existentes nas naves da cena.

Como essa cena deu origem a uma imagem estática e uma animação, ele acabou produzindo duas configurações de iluminação. Uma com o Indigo e outra com o uso do Ambient Occlusion do Blender, que é a melhor opção nesse caso para animação. Usar o Indigo para animação ainda é um pouco complicado, a não ser que ele tenha uma render farm disponível.

Como geralmente a imagem final não representa a concepção do artista, ele ainda teve que fazer muita edição na pós-produção com os nós do Blender e Photoshop. Para facilitar o processo de pós-produção a cena foi renderizada em várias camadas.

Essa parte é interessante, ele até faz uma comparação da imagem sem nenhum tipo de efeito e depois o resultado final com a edição e ajustes. O resultado é muito bom!

Composição e efeitos do Homem de ferro e Speed Racer

Você deve estar lembrado do artigo que escrevi sobre os animatics para o Homem de ferro. No artigo um vídeo muito interessante, fazia uma comparação do Animatic com a produção final, com os elementos de computação gráfica e reais. Bem, agora o mesmo web site chamado Pixel Liberation Front, divulgou um vídeo que mostra as diferenças do que foi filmado, sem pós-produção, com o material resultante da pós-produção e composição final, para o Homem de ferro e o Speed Racer.

O vídeo não pode ser copiado, apenas assistido, para assistir visite esse link.

Na parte do Homem de ferro, o vídeo mostra basicamente a composição com aquelas interfaces dos computadores, que não existem e a correção de cor. Praticamente todos os monitores que aparecem no filme, são resultado de pós-produção. Qual o motivo? Primeiro os vídeos e interfaces que aparecem no filme são fictícias, e a luminosidade das telas não é forte o suficiente para ganharem destaque na tela.

Mas e o Speed Racer? Bem, esse sim usa e abusa de composição e efeitos. Sob o aspecto da computação gráfica, não podemos dizer que é um filme que faz uso intensivo ou realista de ambientes 3d, mas devo dizer que mesmo sendo estranho nos primeiros momentos, os gráficos estilizados impressionam!

Calma, não vou contar detalhes do filme, mas pode esperar dele uma mistura de anime com aquelas animações que passam nos programas infantis pela manhã. Mesmo assim o resultado, somado com uma história cativante é muito bom.

Acho que todo o filme foi feito em cenários usando Chroma Key, apenas as tomadas externas em que não há enquadramento de janelas ou portas, ficou livre de algum tipo de composição. Mesmo assim as cores do filme são saturadas, para fazer os tons de todos os elementos parecerem com células de animação.

O que podemos aprender com esses vídeos? Que nem sempre a melhor solução é gerar todos os elementos de uma cena de uma única vez. Por exemplo, ao gerar uma cena 3d, use camadas e várias imagens para fazer a composição. Faça uso do Photoshop ou Gimp nas suas imagens, e para vídeos use o Premiere, After Effects, Final Cut ou outra ferramenta qualquer que permita unir vários trechos de filme.

O segredo para fazer isso é ter paciência, antes de sentar na frente do computador faça um breve planejamento da sua cena ou animação. Coloque no papel mesmo, o que você precisa e use os animatics para realizar testes.