Tutoriais gratuitos sobre renderização com Brazil R/S no 3ds Max 2009

Sempre que posso estou comentando aqui no blog sobre um renderizador muito bom para o 3ds Max, chamado de Brazil R/S. Ele apresenta alguns recursos avançados de renderização e foi por muito tempo a escolha de empresas como o Blur Studio, para renderizar seus projetos de animação. Mesmo sendo um software destinado apenas ao uso no 3ds Max, apenas rencentemente eles lançaram uma versão para o Rhino 3D, o Brazil é famoso entre artistas 3d pela sua qualidade e facilidade de uso, mas também pelo alto consumo de recursos do computador, muito que outros renderizadores famosos como o V-Ray.

Apesar de ter um alto valor, a versão comercial do renderizador custa praticamente 1000 dólares, valor semelhante ao cobrado pelo Maxwell Render e V-Ray. Qual a vantagem do Brazil então? Para quem está estudando, a vantagem é que é oferecida uma versão chamada Brazil R/S Rio, destinada apenas a estudantes ou entusiastas, com o foco do trabalho voltado à fins não comerciais. Seria algo como uma versão PLE (Personal Learning Edition) do Brazil R/S.

Mas, e os tutoriais? Como fazer as pessoas aprenderem a trabalhar com o Brazil R/S no 3ds Max?

Para ajudar nessa tarefa, a empresa responsável pelo Brazil, chamada de Splutterfish, fez uma parceria com a Mentalboutmax, para produzir dois excelentes tutoriais em vídeo mostrando o funcionamento da parte básica do Brazil.

Os vídeos podem ser copiados de maneira totalmente gratuita e abordam a interface do Brazil R/S no 3ds Max 2009 e o funcionamento e propriedades das luzes especiais do Brazil, adicionadas ao 3ds Max.

Cada vídeo tem aproximadamente 130 MB com quase uma hora de duração cada um. Dos dois, o mais importante é o primeiro vídeo, por abordar os primeiros passos na configuração do renderizador, como a escolha do mesmo no menu de renderização do 3ds Max, assim como a escolha de parâmetros básicos na configuração da cena e dos materiais.

Para fazer o download dos vídeos, você precisa se registrar no web site da Splutterfish, o que pode ser feito de maneira gratuita.

Mesmo que você não seja usuário do Brazil, mas tenha interesse no 3ds Max, recomendo assistir ao mens o primeiro vídeo pela qualidade do render e por ser um tutorial muito bem elaborado, e gratuito sobre uma ótima opção para os usuários interessados em aprender um pouco mais sobre o Brazil R/S.

Quem sabe um dia você precisa usar esse render profissionalmente? Aqui no Brasil existem algumas produtoras que usam o Brazil há um bom tempo, até mesmo áreas de produção de TV`s fazem uso dele em algumas ocasiões.

Tutorial de mapeamento UV com Blender 3D para uso no Indigo Render

Os avanços e novidades constantes no Indigo Render fazem com que seja um tanto quanto complicado, principalmente para artistas 3d acompanhar a evolução das suas ferramentas. Todos que conheço mostram grande interesse em aprender o seu funcionamento, mas quando comento que para usar de maneira eficiente seus recursos é necessário conhecer o código usado para exportar as cenas, e fazer uso dos recursos ainda ausentes nos scripts que exportam as cenas de softwares como o Blender 3D e 3ds Max, os artistas declinam do uso imediatamente. Com a ressurreição do YafRay, agora achamado oficialmente YafaRay, o interesse pelo Indigo começa a diminuir. Mas, ainda acredito que as tecnologias e métodos de renderização fazem ambos os softwares ótimas opções para artistas baseados no Blender 3D.

O uso de materiais texturas sempre foi um tema um tanto quanto complicado no Indigo, principalmente pela exigência em usar texturas com mapeamento UV para que os objetos sejam renderizados de maneira correta. A técnica do mapeamento UV para texturas é muito importante, mas alguns artistas iniciantes ainda não tem total domínio da técnica e ficam limitados à criar apenas cenas com cores sólidas.

Existem dois excelentes tutoriais nos fóruns do Indigo que mostram ao mesmo tempo, a integração do Blender com o Indigo no uso de texturas, assim como a técnica e ferramentas necessárias para criar esse tipo de mapeamento. Os tutoriais são os seguintes:

  • Tutorial sobre configuração do Blendigo para texturas UV (Render com Indigo)
  • Tutorial para criar mapeamento UV no Blender 3D

O primeiro tutorial é mais antigo e ainda aborda do Indigo 1.0.9 e o Blender 2.46. Apesar de ser muito bom, o tutorial apresenta apenas a integração entre o Blender 3d e Indigo. Já com o segundo tutorial, mais recente e direcionado apenas para o Blender 3d, sem menção ao Blendigo ou Indigo, você pode aprender de maneira bem simples o processo de configuração das texturas com a versão 2.48a.

Para esse tutorial o autor usa como exemplo um modelo 3d de um pneu. Todo o processo é descrito e exemplificado com imagens, desde a seleção e edição dos seams até o alinhamento da textura UV. Os seams são arestas especiais que devem ser marcadas para que a malha do modelo 3d seja aberta. A maneira com que essas arestas são selecionadas e marcadas é determinante para o sucesso e facilidade do mapeamento. Caso o artista escolha arestas que não formem um corte limpo e claro na malha, o resultado será um mapa de textura dividido e difícil de trabalhar.

Os tutorial são indicados para quem trabalha, ou quer trabalhar com o Indigo, mas também aos artistas interessados em aprender mais sobre texturas no Blender 3D.

Como comprovar a qualidade de um renderizador? Experimento com fotografia

Como comprovar a qualidade de um software que se propõe a criar imagens realistas? Claro que a melhor maneira para comprovar esse tipo de coisa é comparar o material com uma fotografia real. Mas, caso você tenha pensando em tirar uma fotografia de uma edificação, para depois tentar reproduzir a iluminação e condições ambientais, você vai perceber que existem alguns desafios logísticos e técnicos com a comparação. Primeiro, conseguir as mesmas condições atmosféricas é muito complicado e a iluminação em ambientes abertos é influenciada por muito fatores, algumas vezes difíceis de identificar.

Mesmo assim, o teste ainda é possível, usando ambientes internos de estúdio com controles e pontos de iluminação bem definidos.

Um artista da Espanha, fez um teste muito interessante de renderização usando o Maxwell Render, para reproduzir um Cornell Box real. Sim, ele construiu um modelo real de Cornell Box e tirou uma fotografia para registrar a iluminação e as interações da luz no interior do objeto.

Para quem não sabe, o Cornell Box é aquele ambiente cubico com as paredes pintadas com cores primárias, para simular e estudar iluminação e render.

O estudo do artista pode ser conferido nessa mensagem publicada nos fóruns do Maxwell Render. Apesar de ser um pouco antiga, data de 2006 a mensagem pode ser usada como referência para testes semelhantes em outros renderizadores.

A imagem da esquerda representa a fotografia e a da direita tem a renderização feita no Maxwell Render. Como fica bem fácil de perceber, o nível de realismo da imagem do Maxwell é impressionante! O segredo para conseguir esse tipo de resultado no Mawell é o uso inteligente dos parâmetros semelhantes aos usados pela máquina fotográfica como ISO, abertura do obturador e outros. Uma visita ao endereço indicado vai mostrar, que o artista realmente copiou os mesmos parâmetros da foto.

O que é mais impressionante dessa imagem é o fato do software conseguir reproduzir, até mesmo os mais pequenos detalhes de Caustics e outras interações da luz no ambiente.

O que podemos concluir com esse teste? Bem, acho que é seguro dizer que essa é uma prova da eficácia dos renderizadores do tipo Unbiased na simulação de ambientes e da luz real.

Será que o Indigo conseguiria reproduzir esse mesmo tipo de ambiente, com o mesmo nível de realismo?

Apesar de ser antigo, o estudo ainda é muito interessante.

Render Farm gratuita baseada em Blender 3D

Esse é o tipo de notícia que pode ajudar muita gente que está com projetos complexos envolvendo 3d, mas não tem acesso a computadores velozes para trabalhar na renderização. Qualquer estúdio ou empresa com um pouco mais de recursos, monta para suas atividades uma coisa chamada de Render Farm, que em tradução direta seria algo como uma “fazenda de renderização”, o termo usado é fazenda, pois é a melhor analogia com uma verdadeira série de computadores em paralelo, lembrando em muito uma plantação.

Se você ainda não conseguiu imaginar uma Render Farm, a imagem abaixo vai deixar as coisas mais claras. Isso é uma Render Farm:

Render farm

Quer ver uma Render Farm poderosa? Segundo a descrição dessa próxima fotografia, temos uma visão de um dos complexos de renderização da Pixar:

Pixar's Render Farm 2

Como deve ter ficado claro para você, o uso de uma estrutura dessas pode estourar o orçamento de qualquer projeto de animação. Qualquer projeto que envolva renderização 3d para animação, precisa de uma estrutura como essas, caso contrário o render pode durar semanas e por mais longo que o prazo final de entrega do projeto seja, ele provavelmente não será respeitado.

Bem, estou falando sobre esse tipo de estrutura para animação, pois nessa última semana o centro de computação paralela da Universidade de Westminster no Reino Unido, liberou o acesso gratuito a sua Render Farm, com aproximadamente 250 CPUs. Sim, você pode visitar o endereço deles para se inscrever e ter acesso a vários computadores para renderizar suas animações. A facilidade é exclusiva para usuários do Blender 3D, pois o portal só aceita arquivos de animação, salvos no formato .blend.

Esse benefício não é vitalício e está sendo oferecido para fins de teste pela universidade, portanto é extremamente importante que você não o use como solução definitiva para seus projetos, ou até mesmo inicie um projeto de animação, esperando usar os computadores deles para a renderização, pois a qualquer momento, tudo pode sair do ar.

Para os que quiserem realmente testar o poder do render, sugiro montar uma pequena animação com os mais diversos efeitos, para tirar o máximo dos computadores, como o uso de Ambient Occlusion, SubSurface Scattering, Ray Tracing, Partículas, Fluidos e tudo mais que o Blender 3D possa fazer para deixar a cena complexa. Como não é o seu computador que ficará em apuros, não há porque hesitar em usar a maior quantidade de recursos possíveis.