Aprenda edição e tratamento de imagens com Photoshop

Um artista digital precisa realizar diversas tarefas relacionadas com edição, seja para a produção de material relacionado com vídeo, imagens ou jogos. Se existe um tipo de tarefa que é demandada por praticamente todos os campos de trabalho, é a edição e manipulação de imagens.

Pode ser para tratar texturas ou ajustar defeitos em imagens, você em algum momento vai precisar tratar imagens digitais. Nesse quesito o Photoshop é uma das principais opções relacionadas com o tratamento de imagens.

No EAD – Allan Brito já tínhamos um curso voltado para esse tipo de tarefa, mas usando o GIMP. Os artistas que tinham como objetivo o uso do Photoshop sempre nos perguntaram sobre material relacionado com Photoshop, para fins de edição.

É com muito orgulho que anunciamos o lançamento de um curso dedicado apenas ao uso do Photoshop para tratamento e edição de imagens! No curso sobre edição e tratamento de imagens com Photoshop você aprende a usar a ferramenta para melhorar suas imagens digitais.

O curso é voltado especificamente para tarefas relacionadas com edição e ajustes de imagens. Seja para remover pequenos defeitos ou melhorar aspectos como a cor das imagens.

Aqui estão alguns dos tópicos abordados no curso:

  • Alterar propriedades das imagens
  • Isolar partes das imagens para edição
  • Transformar e cortar imagens
  • Aplicar ajustes de cor e luminosidade
  • Retocar e restaurar fotografias
  • Trabalhar com camadas de ajustes não-destrutivas
  • Remover pessoas e objetos de fotos
  • Exportar fotos para compartilhamento

Entre os destaques fica a edição e manipulação de informaçoes em fotografias, como a restauração e remoção de defeitos em imagens. Por exemplo, em alguns dos exercícios apresentados no curso você aprende a “limpar” a pele de algumas modelos e até mesmo alterar expressões faciais.

O Photoshop possui uma ferramenta especializada que reconhece as faces das pessoas, e por meio de manipulação digital dos pixels consegue até mesmo fazer as mesmas sorrirem, caso não tenham feito isso no momento em que a imagem foi capturada.

Esse curso é uma adição importante para a lista de material do EAD – Allan Brito e vai ajudar você no domínio do Photoshop para tratar e editar imagens digitais.

Aprenda a usar fazer edição de imagens

Quer aprender ainda mais sobre edição de imagens digitais? No EAD – Allan Brito você encontra uma série de cursos relacionados com o tratamento e edição de imagens:

RotoBezier: Rotoscopia integrada ao Blender 2.5

O Blender apresenta uma gama de ferramentas e opções de dar inveja a muitos softwares 3d, em que podemos incluir na lista de recursos um editor não-linear de vídeo, animações interativas, composição com nós só para citar os principais. Mas, ainda existe espaço para mais recursos dentro da ferramenta, que em breve deve agregar um Addon que trabalhará com rotoscopia direto na 3D View. Mas, o que é rotoscopia?

Esse é um dos processos mais trabalhosos e penosos de realizar na área de composição e edição de vídeo. Imagine a seguinte situação, você recebeu um vídeo que é composto por um ator que faz saltos aboiado por cordas. O seu trabalho será remover a corda do vídeo para que pareça que o ator está pulando sem o auxílio de nada. Em poucas palavras, a rotoscopia consiste no recorte de um determinado objeto em vídeo, que deve ser executado em todos os frames de um vídeo.

Com o Addon do Blender chamado RotoBezier vai permitir trabalhar com esse tipo de edição no Blender 2.5. O vídeo abaixo mostra muito bem o funcionamento da ferramenta na seleção de um personagem em vídeos:

O processo ganha vida devido a facilidade de animar tudo no Blender 2.5, em que podemos adicionar keyframes em praticamente tudo.

No vídeo o autor do Addon mostra como adicionar uma curva bezier que marca a forma da cabeça do personagem desejado, e com a manipulação da timeline e a adição de keyframes. O processo em si é muito simples, e consiste na deformação da curva bezier que marca a forma do personagem. Por enquanto, o Addon dispõe apenas de dois botões para adicionar e remover keyframes da curva, que é exatamente o que precisaríamos para fazer esse tipo de deformação.

Isso abre muitas possibilidades para edição e máscaras para remover elementos indesejados em vídeos, e expandir ainda mais o uso do Blender como ferramenta de composição. Caso você queira usar esse Addon de imediato, visite o graphicall.org e faça o download de alguns dos últimos builds do Blender 2.5. No futuro o Addon deve estar integrado as versões oficiais do Blender, até lé será necessário usar a opção do graphicall.

GIMP 2.8: Lista com algumas das novidades

Entre as diversas opções que temos para trabalhar com editoração de imagens em um mundo dominado pelo Photoshop, temos o GIMP que oferece ferramentas e opções mais que suficientes para a grande maioria das pessoas. Até mesmo em casos como a pintura de texturas e criação de mapas UV para modelagem 3d, o GIMP substitui perfeitamente o Photoshop. Se você acompanha o blog já deve conhecer também as diversas ferramentas equivalentes a recursos aclamados do Photoshop CS5, casos do Content-aware Fill e outros. Sim, esses recursos estão presentes no GIMP já faz um bom tempo.

Uma nova versão do GIMP está sendo preparada para lançamento em 2011 e já podemos conferir várias das novidades nessa pequena lista, com 24 itens novos para a versão 2.8. Está previsto para dezembro a disponibilização de uma versão Release Candidate, indicando que pouco tempo depois poderemos aproveitar a versão estável.

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Quais são essas novidades? Bem, não vou comentar todas, mas as que considero importantes para o fluxo de trabalho de usuários antigos do GIMP e também dos mais recentes.

Entre as tarefas que mais realizo no GIMP está a criação de diagramas e anotações em imagens, seja em fotografias ou mesmo em imagens renderizadas. Se você já usou o GIMP, deve saber que a edição de texto é feita em janelas separadas. Agora será possível adicionar, editar e formatar o texto diretamente na moldura da imagem. Isso será extremamente útil e deve acelerar bastante o processo de criação.

Quando trabalhamos em projetos envolvendo diversas camadas com imagens e textos, o processo de edição acaba sendo dificultado pela quantidade de informações. Agora poderemos organizar as camadas em grupos!

Pequenas mudanças podem fazer a diferença também, como é o caso da adição de contornos nos pinceis usados para trabalhar com pintura. Nos casos em que é necessário editar mapas de texturas no GIMP, isso ajudará a visualizar a área de efeito do pincel.

Essas mudanças facilitam bastante a vida de quem já usa a ferramenta e terá impacto positivo no uso da ferramenta por usuários mais novos, pois a edição e manipulação de imagens no GIMP fica cada vez mais simplificada.

Análise forense de fotografias

A facilidade com que podemos editar e alterar imagens e fotografias acaba produzindo uma infinidade de montagens e material retocado, que acaba gerando dúvidas em muita gente. Sempre que tenho oportunidade de ministrar aulas sobre Photoshop, Gimp ou edição digital acabo mostrando vários exemplos de imagens alteradas digitalmente. Para quem conhece e trabalha com isso, acaba ficando mais fácil de identificar pequenos sinais nas imagens, que mostram que ela foi editada digitalmente. Mas, esse é um tipo de análise baseado em intuição. Existe uma maneira de fazer esse tipo de análise com base em dados técnicos? A resposta é sim!

Um web site permite usar uma técnica simples, mas eficiente para identificar se uma determinada fotografia foi editada digitalmente. A única limitação nesse tipo de ferramenta é que o sistema só consegue analisar arquivos jpg. Essas imagens também devem estar hospedadas em algum servidor na web, pois o sistema não permite enviar os arquivos.

O web site é baseado em um algoritmo chamado de Image Error Level, que analisa o nível de erro com que uma imagem foi salva.

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Como funciona?

O processo usado nesse web site é relativamente simples de compreender. Todas as vezes que uma imagem é salva no formato JPG, os dados sofrem uma compressão do tipo Lossy. Isso significa dizer que todas as vezes em que salvamos uma imagem, dados são perdidos. Esses dados são representados pelas cores geradas no processo de analise. Quando indicamos uma imagem já hospedada na web, o sistema salva novamente o arquivo usando um índice de qualidade conhecido. Por exemplo, o sistema salva uma imagem com 70% da qualidade original e compara os pixels resultantes com o que deveria ser uma compactação em 70%. Caso exista alguma diferença, ela geralmente aparece na forma de pixels com brilho maior que o normal.

Com essas informações podemos afirmar com mais propriedade que imagem determinada fotografia foi digitalmente alterada ou manipulada. Uma característica interessante dessas imagens editadas, é que partes das imagens geralmente foram salvas várias vezes, ocasionando níveis de erro muito maiores que o normal.

Assim o processo de identificação das montagens e retoques acaba tendo base técnica e não na experiência do artista, o que se encaixa perfeitamente em processos de análise forense de imagens.

Tutorial Photoshop: Como trabalhar com Levels?

Nos softwares de ilustração vetorial até os mais inexperientes artistas e pessoas que não tem vivência com desenho podem fazer pequenas ilustrações. Basta ter um pouco de paciência para aprender a trabalhar com curvas Bézier e ajustar a posição dos pontos para criar uma ilustração vetorial simples em ferramentas como o Adobe Illustrator ou Corel Draw. Mas, quando o software usado é especializado na edição de bitmaps ou fotos como é o caso do Photoshop, GIMP ou Pixelmator a coisa muda muito de figura. Claro que é possível fazer pequenos ajustes nas fotos, mas a pós-produção mesmo com ajustes de cores é trabalho para artistas com olho clínico.

Entre as diversas ferramentas que esses softwares oferecem para fazer ajustes nas fotografias está o Histograma que é editado pela ferramenta Levels. O que é um histograma? Essa é uma representação gráfica das partes mais escuras da imagem no lado esquerdo e das áreas claras, chamadas de highlights na direita. Como na maioria das vezes trabalhamos com a escala de cor RGB, os valores da escala correspondem ao 0 para preto e 255 para o branco. A escala está representada exatamente dessa maneira no histograma.

Com a ferramenta Levels é possível intensificar ou suavizar esses tons nas imagens.

O tutorial abaixo mostra como a ferramenta Levels do Photoshop funciona, permitindo que ajustes nas cores de uma fotografia sejam feitas de maneira individual na imagem.

Apesar de o vídeo estar em inglês, recomendo o tutorial para as pessoas que não conhecem esse tipo de ferramenta que pode salvar uma iluminação deficiente em fotos, e até mesmo melhorar renderizações em 3d sem a necessidade de renderizar novamente.

Entre as tarefas que mais exigem conhecimento sobre fotografia e composição no Photoshop, ou softwares semelhantes, é a manipulação de cores usando opções como o Levels ou as curvas. Ainda existem opções para fazer ajustes automáticos, que inclusive são mencionados no final do vídeo, mas ainda acredito que a melhor opção é trabalhar em cada canal de cor de maneira individual.

Qual a melhor maneira de aprender esse tipo de recurso? Minha sugestão é fazer diversos experimentos e observar bastante o resultado da sua composição, até encontrar o ponto certo.