Como configurar a iluminação global no 3ds Max com o Mental Ray?

Na época em que ministrava aulas sobre o 3ds Max, sempre comentava com meus alunos um fato curioso em relação ao uso de renderizadores externos para o Max. Depois que o Mental Ray passou a ser integrado com o software, como forma da Autodesk incentivar o seu uso, ficou um pouco sem sentido a adição de outros renderizadores como o V-Ray ou Final Render, pois em praticamente todos os aspectos o Mental Ray supre as necessidades dos artistas, com opções avançadas de Ray Tracing e iluminação global.

Mas, dessa vez a Autodesk não conseguiu convencer muita gente, sobre a adoção em massa do renderizador. Qual o motivo? Simples, para saber é só pergunta a qualquer artista o que ele acha do Mental Ray e a maioria vai dizer que a curva de aprendizado dele é muito longa. Isso significa dizer que você precisa de muita prática e estudo para poder efetivamente dominar o software, por isso ele ainda encontra resistência em artistas que precisa de velocidade e rapidez nas soluções de renderização.

Para as pessoas que ainda estão aprendendo o funcionamento do Mental Ray, e quiserem começar a fazer alguns testes com o software, encontrei um tutorial bem interessante e simples, que inclusive usa uma das cenas que acompanham o 3ds Max. O tutorial mostra a configuração da iluminação global, usando um ponto de luz único, nesse caso uma luz do tipo omni.

O autor do vídeo explica os principais aspectos da configuração de uma cena com o Mental Ray, nesse caso o uso de Photons e do temido Final Gather.

O primeiro determina a quantidade de fótons usados na simulação da iluminação global na cena, que pode estar bem definida ou com pontos apresentado problemas. Por exemplo, um número pequeno de fótons gera aberrações, como pequenos pontos borrados nas superfícies. Com o Final Gather é possível refinar a simulação da luz, aumentando ou diminuindo o número do parâmetro Samples. Quando maior for o valor dos Samples, melhor ser a qualidade da iluminação final.

Agora tome cuidado com o valor usado, pois grandes quantidades configuradas no Samples podem literalmente prolongar em muito o tempo de render.

Com essa introdução, você já pode começar a criar as suas cenas com o Mental Ray no 3ds Max.

Versão estável do YafaRay é lançada! (YafRay 0.1.0)

Um dos melhores renderizadores externos de código aberto, finalmente ganhou uma versão estável da sua mais completa atualização, o YafaRay foi lançado com uma versão estável que promete uma plataforma de raytracing e iluminação global extremamente poderosa para o Blender 3D. O YafRay sempre foi ima das melhores opções de renderização externa para o Blender 3D, desde as primeiras vezes que usei o Blender, sempre usei o YafRay para criar imagens com iluminação global, dos meus projetos de visualização arquitetônica. Depois de passar por algumas mudanças e ficar um bom tempo, sem receber atualizações, em 2006 o YafRay sofreu uma reviravolta, em que os desenvolvedores abandonaram o antigo renderizador, e se dedicaram a um novo código.

Esse código prometia ser melhor de gerenciar e oferecer mais opções para os usuários. Ele foi batizado de Yaf(a)Ray, e ficou em fase de testes por dois anos, até que finalmente na semana passada uma versão estável, que pode ser usada com muito mais segurança em ambientes de produção, foi disponibilizada para download.

O fator que estava fazendo com que essa versão ficasse tanto tempo em testes, era a necessidade de uma versão especial do Blender, para que o YafaRay fosse usado. Isso seria corrigido com o Blender 2.50, com a sua prometida Render API, mas a comunidade de usuários acabou encontrando uma maneira de integrar o Blender com o YafaRay usando Python mesmo.

Como funciona esse novo YafRay? Como instalar? Antes de continuar, faça do download do YafaRay 0.1.0 nesse endereço. O processo de instalação é um pouco diferente para quem usa Windows, Linux ou Mac. No Windows são necessários dois instaladores, um para o próprio renderizador e outro para a integração com o Blender 3D.

Nessa nova versão, a imagem é renderizada em uma janela externa e não mais no próprio Blender 3D. Com isso, você pode visualizar o progresso da renderização, mas precisa tomar alguns cuidados. O maior de todos é que a imagem precisa ser salva, antes que a janela do render seja fechada. Caso você feche a janela, sem salva a imagem, será necessário renderizar novamente a imagem! Esse bug já está sendo corrigido, mas enquanto não surge nenhuma nova versão, tenha o cuidado de salvar a imagem antes de fechar a janela.

Essas são algumas das mudanças da nova versão:

  • Agora é necessário usar um botão chamado Render, na interface do script
  • A interface do menu de exportação, agora pode ser manipulada com o Scroll do mouse ou botão do meio

Quer aprender a configurar uma cena com o YafaRay? Sugiro a leitura desse tutorial sobre renderização para interiores, com o YafaRay. Ele é um pouco antigo, mas mostra os comandos básicos.

Guia completo sobre o funcionamento da renderização por Radiosidade

Qual a melhor técnica para renderizar uma cena? A quantidade de opções e soluções disponíveis é tão grande que fica difícil escolher. Nos renderizadores modernos como o Mental Ray, V-Ray e Maxwell Render quase não encontramos mais o termo Radiosidade sendo colocado em destaque, mas ele ainda é um dos métodos mais eficientes para calcular e iluminação real de uma cena. Duas das ferramentas que oferecem soluções baseadas em radiosidade fantásticas são o finado LightScape da Autodesk, que já foi descontinuado e o LightWave.

Esse último ainda apresenta um módulo de Radiosidade muito poderoso, e devo dizer um dos melhores renders que conheço, há pelo menos 10 anos que trabalho com 3d.

Um web site da Holanda, publicou um guia completo sobre as configurações e o funcionamento do sistema de radiosidade do LightWave 9.5, que aborda tanto a parte teórica da Radiosidade, como o processo de configuração do LightWave.

Recomendo uma visita ao guia, para compreender melhor o processo de funcionamento da radisosidade, assim como o comportamento dos raios de luz ao interagir com esse tipo de sistema.

Como é possível perceber pela imagem que ilustra esse artigo, o tutorial é ilustrado de maneira muito rica, com representações das trajetórias dos fótons e seu comportamento.

Esses são os assuntos abordados no tutorial:

  • Introdução
  • Painel de controle do LightWave
  • O processo de Radiosidade (explica como funciona o processo)
  • Radiosidade pelo algoritmo Monte Carlo
  • Radiosidade e Final Gather
  • Radiosidade apenas para o plano de fundo do cenário
  • Opção de interpolação
  • Controlando raios secundários
  • Resolvendo possíveis problemas

Ficou interessado? Para acessar o guia sobre Radiosidade, visite esse endereço.

O tutorial está bem escrito e mostra algumas imagens fantásticas, produzidas pela equipe do web site. As imagens são relacionadas com visualização de projetos arquitetônicos e design, todas renderizadas com o LightWave.

Se você não conhece o LightWave, devo dizer que é hoje ainda uma das ferramentas com melhor custo x benefício entre as suítes 3d proprietárias. Da última vez em que precisei recomendar uma ferramenta como essa, para uma instituição de ensino interessada em plataformas de animação, mas que não se interessaram pelo Blender, o LightWave foi a ferramenta mais em conta. O preço da licença era de aproximadamente 950 dólares, e não haviam diferenças entre versões, como acontece com a maioria das ferramentas hoje. Segundo o exemplo da Microsoft que vende o Windows em inúmeras versões, a Autodesk, por exemplo, comercializa o 3ds Max e o Maya em várias versões diferentes.

Bem, deixando a questão das licenças de software de lado, o tutorial é recomendado a todos que queiram aprender mais sobre o funcionamento, dos diferentes tipos de renderização. Mesmo que você não use o LightWave, pode aproveitar alguns dos conhecimentos para configurar melhor o seu próprio renderizador.

Iluminação indireta no Blender 3D com o projeto Lightcuts

Ao que parece, os projetos do Google Summer of Code, devem adicionar funcionalidades extras ao Blender, além das que já estavam previstas em cada um dos respectivos projetos. O autor do modificador Shrink Wrap está trabalhando em um modificador Simple Deform para o Blender, e agora o responsável pelo projeto que adiciona o algoritmo do Lightcuts no Blender, trabalha com a simulação de iluminação indireta no Blender! Esse é um recurso aguardado por artistas há muito tempo no Blender 3D, que parece se concretizar agora. O mais interessante desse processo é acompanhar como o UncleZeiv, está trabalhando no desenvolvimento do recurso, que nada mais é que o uso de múltiplas luzes próximas as superfícies do modelo 3d, para distribuir melhor a iluminação.

Caso você não lembre, o algoritmo do Lightcuts permite ao software manipular e renderizar cenas com algumas centenas ou milhares de pontos de luz, com rapidez e eficiência.

Com isso, o processo de desenvolvimento de algum artifício para fica muito mais fácil. O autor do projeto está usando como base para o desenvolvimento da iluminação indireta uma técnica chamada de Instant Radiosity, que usa exatamente vários pontos de luz, posicionados próximos as superfícies que recebem iluminação direta. Isso dá aquele efeito de sombras de contato, muito famoso no uso de Iluminação Global.

Claro que tudo ainda está em fase de testes, mas no blog do projeto, o UncleZiev mostra algumas renderizações de teste, usando uma versão preliminar do Instant Radiosity no Blender! Nas imagens é possível perceber que existem alguns artefatos nas sombras, mas esse já é possível ter uma boa idéia de como ficará o uso dessa técnica no Blender 3D.

O prazo para o projeto SoC 2008 está chegando ao fim, pena que o Blender 2.47 não conseguirá agregar essas ferramentas recém criadas. Com tanta coisa boa pronta e devidamente testada, pode ter certeza que teremos uma versão 2.48 do Blender até o final do ano, antes do já lendário 2.50. Quer um exemplo? Além do SoC, temos as ferramentas desenvolvidas para o Apricot, Grease Pencil e outros.

Outro projeto muito aguardado está chegando na sua fase final! Parece que a integração do Blender 3d com o Freestyle está chegando nas fases finais também! O desenvolvedor envolvido no projeto, comenta as fases finais nesse artigo do seu Blog. Assim que uma versão de testes estiver disponível, faço os devidos testes e monto um pequeno tutorial mostrando o necessário para usar a ferramenta.