Lançado o Indigo Renderer 3.0 com suporte ao Blender 2.5

Um dos primeiros renderizadores que utilizei no Blender depois do antigo YafRay foi o Indigo, que tinha uma qualidade de renderização que deixava muita gente experiente impressionada, mesmo com os elevados tempos de render devido a sua natureza Unbiased. Esse tipo de renderizador é baseado em física real, e simula com muita competência o comportamento real da luz, gerando imagens extremamente realistas. Mas, por outro lado o seu método de render baseado em refinamento progressivo, faz com que a imagem apareça para o artista com muita granulação, e aos poucos vá refinando essa “sujeira” até o ponto em que temos um render limpo. O processo é o mesmo para outros renderizadores que utilizam técnicas semelhantes como o LuxRender, Maxwell Render e FryRender.

Já faz um bom tempo que o Indigo deixou de ser um freeware quando chegou na sua versão 2.0 e depois de uma longa espera, semana passada foi anunciado o Indigo Renderer 3.0 com novidades muito interessantes. O Blender foi citado no início do artigo por ser um software que funcionava muito bem com o Indigo, mas o renderizador tem suporte para outras ferramentas 3d como o SketchUp, 3ds Max e Cinema 4D.

O vídeo abaixo é uma amostra do que o Indigo pode fazer, e foi lançado poucas semanas atrás como uma pré-visualização do que veríamos no software.

Entre as novidades dessa versão 3.0 do Indigo está uma excelente notícia para os usuários do Blender 2.5, que é a existência de um Add-on que exporta projetos criados no Blender 2.5 para o Indigo! Desde que a versão 2.5 foi lançada, ainda não existia uma boa opção para usuários exportarem projetos do Blender para o Indigo, e agora essa possibilidade retornou!

Mas, e os recursos?

Fora a lista de melhorias que todo o renderizador apresenta como parte das suas novidades, que compõe mais velocidade e render com mais realismo em menos tempo, o Indigo adiciona opções interessantes e diferentes do que encontramos em outros softwares. A aceleração do render por GPU é um dos destaques, e promete acelerar o tempo de render em até três vezes. A tecnologia usada na aceleração pode ser tanto CUDA como OpenCL. Além da aceleração em si, existe outro software que é derivado do Indigo chamado de Indigo RT, e como o próprio nome mesmo denuncia, o software é uma versão de render em tempo real para o Indigo.

A lista completa com as novidades do Indigo 3.0 pode ser conferida nesse endereço.

Contest Blender Brasil: Arquitetura – futurismo dos anos 60

O final do ano está chegando, e para não deixar você desanimado com o período em que a maioria tira umas férias, o pessoal do Blender Brasil resolveu começar um concurso de idéias. O tema dessa vez é a Arquitetura Futurista dos anos 60. Dessa vez a minha participação no concurso será relacionada com a premiação, que vai contar com um exemplar do meu livro sobre visualização de arquitetura com o Blender. Além do livro, o concurso tem um prêmio muito legal que é uma licença completa do Indigo Renderer. Eu tenho essa licença e posso recomendar muito o software, que se usado junto com o Blender ou SketchUp pode proporcionar excelentes resultados no que diz respeito ao realismo.

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O texto abaixo é o que deve ser publicado no próprio Blender Brasil para anunciar o contest:

O portal Blender Brasil acaba de lançar seu quarto concurso de fim de ano com intuito de desenvolver a comunidade Blender no Brasil e promover o uso do Blender 3D, assim como mostrar bons trabalhos dentro de nosso ecossistema. Dessa vez, o tema é Arquitetura – futurismo dos anos 60. Hoje imagina-se que, no futuro, carros irão voar, prédios serão flutuantes entre outras coisas. E como era antigamente? Foi essa a pergunta que gerou o tema norteador dessa competição. Para mais detalhes, entre nessa parte do fórum do Blender Brasil e leia atentamente todas as regras para que não haja nenhum imprevisto ou problema com a sua inscrição na competição. Qualquer outra pergunta pode ser feita no tópico ou aos administradores do site, que quase sempre estão no IRC oficial do site, #blenderbrasil.

Dessa vez, os prêmios do concurso serão bem mais atrativos e serão para os três melhores escolhidos entre os jurados, que contará com a presença do artista Francês Gabich. Os prêmios serão:

  1. Primeiro Lugar: Uma licença do Indigo Renderer + Um exemplar do livro “Blender 3D Architecture, Buildings, And Scenery” (Allan Brito) + um kit da lojaBB
  2. Segundo Lugar: 5.000 créditos da corefarm.com + Um exemplar do livro “Blender 3D – Guia do usuário,4ª edição” (Allan Brito) + um kit da lojaBB
  3. Terceiro Lugar: Um kit da lojaBB + Um exemplar do livro “The Essential Blender” (Roland Hess)

O kit da lojaBB será uma blusa e uma caneca do site. O livro Blender 3D Architecture, Buildings, and Scenery eu cedi para o concurso. Quer participar? Pense em uma boa ideia ou como você acha que a arquitetura era vista naquela época, crie um tópico com o padrão descrito nas regras da competição (link sobre as regras também a ser divulgado) e pronto, você já está participando. Agora é com você, desenvolva a sua ideia e tenha boas imagens como referência para sua modelagem ou procure boas imagens que representem o tema. O Flickr e o Google Images são uma boa opção. A competição se encerra em 04 de Fevereiro de 2011 e os vencedores serão anunciados provavelmente em 14 de Fevereiro.

Essa competição é patrocinada por mim, Allan Brito; pela Glare Technologies, empresa que desenvolve o renderizador Indigo; pela Corefarm, render farm para o Yaf(a)Ray e LuxRender e pela Editora Novatec, editora especializada em livros sobre tecnologia.

Boa sorte!

Mais renderização com Path Tracing e GPUs para Maya, LuxRender e Mental Ray

A onda de lançamentos s softwares usando técnicas como o Path Tracing e as GPUs para criar renderização em tempo real parece que não deve parar! Essa semana tomei conhecimento de mais um software especializado nessa tarefa para o Maya, chamado de FurryBall que funciona usando o mesmo princípio do VRay RT dentro do 3ds Max, permitindo manipular e trabalhar com iluminação em tempo real com GI na viewport do Maya. Como o algoritmo usado para gerar esse tipo de efeito é o Path Tracing, a qualidade do render é muito próxima do que conseguimos com o LuxRender, Indigo, Maxwell e FryRender.

O vídeo abaixo mostra o FurryBall sendo executado no Maya para renderizar um carro com boa resolução. O desempenho é muito bom:

E o LuxRender? Caso você já tenha usado o LuxRender para produzir animações que envolvem objetos em movimento, deve lembrar que para gerar cada frame é necessário um bom tempo de render, para conseguir imagens limpas. Com o advento e ajuda dos renderizadores usando a GPU o processo de animação fica mais simples e rápido. Para demonstrar como fica mais rápido, um usuário publicou um vídeo renderizado com o LuxRender e aproveitando a engine Bullet do Blender. O vídeo mostra a interação entre objetos usando Rigid Body e com materiais complexos como vidro.

O que impressiona no vídeo é a velocidade com que as interações acontecem na animação, pois o LuxRender demoraria bastante para gerar os frames. Uma GPU poderosa faz toda a diferença nesse caso.

Já para quem quiser aposta no uso do iRay que é conhecido também como Mental Ray RT, o vídeo abaixo é uma excelente demonstração do nível de qualidade que esses renderizadores podem conseguir. O vídeo foi gravado durante uma demonstração da Mental Images e usa 15 GPUs Tesla da NVidia. O vídeo tem aproximadamente 2 minutos, sendo que o primeiro minuto é apresentado com render em tempo real, e os últimos segundos foram acelerados para mostrar o refinamento do iRay. No total a imagem ficou 15 minutos renderizando.

Como você pode perceber pelo verdadeiro ecossistema de renderizadores que está aparecendo nesses últimos dias, a variedade e poder desses softwares associados ao hardware, deve mudar em breve a maneira com que trabalhamos. Já pensou modelar objetos já renderizados? Nada de visualização em shade!

Octane Render: Renderizador realista baseado em GPU

A renderização por softwares que usam algoritmos ou métodos do tipo Unbiased para gerar imagens são notoriamente mais realistas, pela sua fidelidade em relação ao comportamento da luz com a física real. Apesar da sua fidelidade com o realismo dos ambientes, esse tipo de software demanda longos tempos de render para gerar imagens sem a granulação característica por esse tipo de imagem. Por exemplo, as imagens geradas por softwares como o LuxRender, Indigo Render ou Maxwell Render podem necessitar de várias horas de render para conseguir gerar imagens de qualidade. Uma das maneiras de acelerar esse processo é usando computadores com diversos núcleos ou então render em rede.

Um renderizador chamado Octane Render foi anunciado no início dessa semana prometendo revolucionar a velocidade e maneira com que os renders do tipo Unbiased funcionam. O seu segredo é fundamentar o seu processo de geração de imagens na GPU e não na CPU, aproveitando o poder das modernas placas de vídeo que já apresentam diversos núcleos em paralelo.

Já conheço esse software desde metade do mês passado, pois faço parte dos beta testers convidados a participar dos estudos e testes do renderizador, e posso dizer que é realmente impressionante o resultado e velocidade do software. O vídeo abaixo mostra uma rápida demonstração do software usando uma cena crida no Blender 3D. Com o Octane é possível importar modelos 3d no formato OBJ que pode ser gerado por praticamente qualquer ferramenta 3d.

Como o render é gerado pela GPU, a manipulação e ajustes da cena são feitos em tempo real pelo artista. O software como um todo é baseado em nós, o que pode confundir um pouco as pessoas com pouca experiência nesse tipo de sistema, mas é apenas questão de costume.

Depois de todos esses pontos positivos chegou a hora de falar sobre o que não é muito agradável! O software será pago? Sim, o Octane será um software comercial seguindo os mesmos moldes do Indigo Renderer mas muito mais barato. O seu custo está estimado em 99 Euros no lançamento previsto para Fevereiro desse ano. Mais informações sobre a ferramenta podem ser encontradas no web site da Refractive Software, empresa responsável pelo desenvolvimento do software.

Assim que tiver mais material disponível, publico uma análise mais detalhada sobre a ferramenta inclusive com vídeos.

Indigo Renderer para renderizações realistas no SketchUp e Blender 3D

Já faz quase uma semana que estou avaliando a versão completa do renderizador Indigo, que até pouco tempo atrás era um software distribuído de maneira totalmente gratuita e passou a ser comercializado. A versão completa do Indigo apresenta a vantagem de permitir usar resoluções maiores que 0.7 megapixels e os renders não apresentam nenhum tipo de marca d`água. Como o Indigo é um dos únicos renderizadores comerciais a oferecer suporte oficial ao Blender 3D, essa licença será extremamente útil para desenvolver artigos e materiais que comparem de maneira mais eficiente o rendimento e opções do Indigo com o YafaRay e LuxRender.

Até agora a minha avaliação foi feita com base na quantidade de recursos disponíveis no renderizador, e também a velocidade com que as imagens são geradas. Esse é um ponto crítico em todos os softwares que trabalham com refinamento progressivo como o Indigo. Muitos usuários reclamam e ficam surpresos com a demora em algumas imagens, para que o resultado final seja exibido sem nenhum tipo de defeito. No caso do Indigo, a velocidade na renderização é um dos pontos que mais me chamam a atenção ao comparar com o LuxRender.

Para mostrar o potencial do renderizador resolvi “desenterrar” um antigo projeto que nunca foi concluído e começar a trabalhar na renderização dele. É uma cozinha industrial que comecei a modelar logo depois que aprendi a usar o Blender 3D. Na verdade, era mais um exercício de modelagem 3d que nunca foi concluído, como você pode perceber pela imagem abaixo.

render-indigo-blender3d-maquete-eletronica-01.jpg

Ainda falta adicionar objetos e algumas prateleiras para finalizar o modelo 3d. Como a iluminação desse ambiente é muito difícil de realizar, pois a luz do sol entra pelas aberturas na parte posterior e não há nenhuma luz artificial. Na maior parte do render a iluminação basicamente é indireta. Isso requer muito trabalho do software para gerar a dispersão da luz.

render-indigo-blender3d-maquete-eletronica-02.jpg

Depois de adicionar apenas o ponto de luz representando a luz do sol e configurar as opções do ambiente, adicionando uma Skylight, esse foi o resultado após uma hora de renderização na resolução 1600 x 1600.

render-indigo-blender3d-maquete-eletronica-03.jpg

A imagem ficou razoavelmente boa para um teste de render, e pode ficar muito melhor usando texturas e adicionando outros elementos, como objetos no cenário.

Render test with Blender 3D and Indigo Renderer

O que realmente impressiona nesse exemplo é a velocidade com que a imagem foi ficando limpa e sem o granulado característico dos renderizadores que usam métodos do tipo Unbiased.

O script que exporta as cenas do Blender 3D para o Indigo Renderer está sendo reformulado e deve ser melhorado em breve, como já foi anunciado no blog do Indigo. Esse é o ponto fraco do renderizador, em minha opinião. Os recursos e flexibilidade do LuxBlend são bem melhores que o Blendigo e nisso não há o que comparar. Por exemplo, no Blendigo não podemos sequer visualizar um preview de materiais.

Outro software que pode se beneficiar em muito com o Indigo é o SketchUp, que carece de opções de menor custo e qualidade para renderização. Muitos acabam recorrendo ao V-Ray para esse tipo de trabalho, mas a licença do software acaba sendo um impeditivo.

Aguardem por mais artigos sobre o Indigo Renderer para as próximas semanas. Claro que não deixarei de lado o material sobre YafaRay e LuxRender. Se você está costumado com os artigos aqui no blog, deve saber que me interesso por todos os softwares e renderizadores, independente da plataforma ou sistema.

Se você quiser testar o Indigo Renderer, pode fazer o download de uma versão de testes que funciona por tempo ilimitado, apenas com a restrição no tamanho máximo da imagem e a presença de uma marca d`água na imagem.