Tutorial 139 – Blender 2.70: Novidades na interface

As novas versões do Blender sempre trazem novidades e pequenos ajustes em ferramentas e novos recursos para seus usuários e artistas 3d. Mas, o Blender 2.70 trouxe muito mais do que atualizações em ferramentas, e começou um processo longo e meticuloso de refinamento da sua interface. Sim, algumas mudanças estão sendo realizadas na interface, mas nada que chegue perto das propostas apresentadas no decorrer do ano passado, em que o Andrew Price sugeriu que poderíamos ter algo como uma interface ribbon no Blender. As alterações realizadas na versão 2.70 foram na sua maioria estéticas, e ajudam no uso cotidiano do software, e principalmente devem auxiliar os novos usuários do Blender.

Mas, o que exatamente mudou? Para ajudar você a entender algumas dessas alterações, gravei um tutorial em vídeo explicando o funcionamento dos novos recursos da interface, e também apontando os lugares em que foram feitos os ajustes.

O local com a alteração mais evidente foi a barra de ferramentas, que ganhou uma segmentação por abas e agora possui grupos de opções. Por exemplo, existe uma aba apenas para criação de objetos que será de grande ajuda para novos usuários que não queiram usar o velho e bom SHIFT+A ou o menu Add na parte superior da interface. As ferramentas de física, grease pencil, animação e outros ganharam todos uma aba própria.

Além das abas na barra de ferramentas as caixas de texto que permitem editar parâmetros de propriedades tem agora alinhamentos bem distintos, em que o valor é posicionado na direita e o nome da propriedade na esquerda. Se quisermos ajustar múltiplos valores, é possível fazer uma seleção múltipla de valores e editar todos ao mesmo tempo.

Entre as alterações e novidades relacionadas com transformação de objetos, a mais interessante foi a possibilidade de usar expressões. Agora é possível usar uma expressão matemática para fazer ajustes de translação, rotação e escala.

Esse foi apenas o primeiro vídeo com as novidades do Blender 2.70, e nos próximos dias devo lançar muitos outros sobre o Blender e outros softwares no meu canal no Youtube. Quer ser avisado sempre que um novo tutorial ou vídeo estiver disponível? O que acha de assinar o canal?

Aprendendo a usar o Blender

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Nova interface para o Blender?

O Blender sempre foi reconhecido por muitos usuários como uma opção interessante para substituir softwares como 3dsmax, Maya e outros para a produção de animações e modelos 3d. Mas, apesar de sempre gerar desconfiança por parte de empresas e artistas devido ao seu modelo aberto e de não ter um suporte formalizado como acontece nos casos de empresas como Autodesk, Maxxon e outras o software nunca foi bem visto devido a sua interface “espartana”. Quem usa o Blender hoje já está aproveitando o software depois da grande reformulação que aconteceu na virada do Blender 2.4 para o 2.5. Nessa época o software foi totalmente reescrito do zero pelos desenvolvedores, o que levou um bom tempo para ser finalizado.

As mudanças na interface do Blender são bem interessantes de acompanhar, e só para passar um pouco mais de contexto histórico, vejamos uma comparação rápida da interface do Blender nas versões 2.2, 2.4 e 2.5/2.6 respectivamente.

Blender 2.2 Interface

Blender Interface 2.4

Blender 2.5 interface

Apesar de ter melhorado muito no que diz respeito a organização e uso, ainda é possível melhorar a interface? Claro que sim! Quem está acompanhando as notícias sobre o software nas últimas semanas, deve ter encontrado referências a uma nova proposta de interface apresentada pelo Andrew Price que está gerando muita polêmica entre usuários do software.

A proposta foi mostrada em dois vídeos publicados no canal do Youtube do Andrew, e explicam em detalhes o objetivo da sua proposta, inclusive apresentando o que seria a sua idéia para a nova interface. Para os interessados em se inteirar do assunto, recomendo assistir aos dois vídeos ou então conferir a apresentação do próprio Andrew Price na conferência Blender 2013, em que ele próprio faz um resumo da sua idéia em 30 minutos.

A interface que ele propõe para o Blender seria algo como essa, para os que não tem paciência para assistir ao vídeo:

Blender nova interface

O resultado seria algo muito parecido com a interface Ribbon que está presente em softwares como o MS-Office e também em vários softwares da Autodesk.

Qual a minha opinião em relação a essa interface? Particularmente, não gostei da proposta. É claro que ela tem os seus méritos em trazer algo mais familiar para muitos usuários com menos experiência com o software, mas o sacrifício necessário na parte de funcionalidade e flexibilidade da interface seriam grandes demais, e iriam acabar indo contra os benefícios dessa alteração.

A proposta também mereceu comentários do Ton Roosendaal, que é o presidente da Fundação Blender, e pelo que ele próprio explica no texto, a interface deve receber melhorias sim, mas com calma e usando contribuições de pessoas envolvidas com a criação de interfaces. Mas, essa não é a prioridade no desenvolvimento do Blender no momento.

Como recebi muitos e-mails e mensagens pedindo minha opinião sobre essa proposta, já adianto que apesar de ver mérito na idéia de transformar a interface em algo mais atrativo para novos usuários, o uso do ribbon quebraria a incrível flexibilidade que temos na interface do Blender hoje. Acho válida a discussão e espero que no futuro sejam sim feitos ajustes na interface, com a adição de novos recursos, mas não será essa interface proposta pelo Andrew Price. Mas, como disse achei válida a discussão e a proposta como ponto de partida para avaliar a interface que temos hoje e como ela poderia ser melhorada.

Já adianto para todos que estão preocupados com uma possível mudança, isso é apenas uma proposta. Absolutamente nada deve mudar drasticamente nas próximas versões. Portanto, pode ficar tranquilo ou tranquila que a interface não mudará para algo parecido com o que foi apresentado na imagem.

E você, o que achou da proposta?

Blender 2.50 agora com suporte a clicar e arrastar

O uso de interações simples em softwares de computação gráfica com base nos movimentos do mouse como o clássico clicar e arrastar. Esse é um tipo de comportamento que vejo com muita frequencia em artistas que migram do 3ds Max para o Blender 3D, pois no 3ds Max é possível usar essa ação de clicar e arrastar em diversas ocasiões. Por exemplo, para aplicar um material em determinado objeto é possível selecionar a arrastar o material para o objeto desejado. Apesar de parecer simples, o procedimento não podia ser realizado no Blender até pouco tempo. Mas, depois de uma pausa no desenvolvimento para o Blender o próprio Ton Roseendal, criador e diretor da Fundação Blender adicionou a possibilidade de trabalhar com esse tipo de edição no 2.50.

Caso você seja usuário do Blender 2.50 Alpha 0, esse recurso ainda não está disponível nessa versão. Apenas versões experimentais do Blender com numeração superior a 26310 permitem fazer esse tipo de operação.

Como funciona?

Para demonstrar o funcionamento do recurso no Blender 2.50, resolvi fazer um pequeno vídeo mostrando a interação do mesmo com objetos na 3D View e a utilização de informações do Outliner.

Repare que no vídeo é demonstrado o procedimento para adicionar novos modelos 3d ao projeto, apenas selecionando o nome do objeto e arrastando o mesmo para a 3D View. Isso evita o trabalho de duplicar os objetos e torna a adição de novos modelos 3d muito mais dinâmica. Mas, é no gerenciamento de materiais e outros elementos que a técnica deve fazer a diferença.

Agora, para aplicar um material em qualquer objeto na 3D View é possível selecionar esse mesmo material no Outliner e com uma simples ação de clicar e arrastar, associar o mesmo ao objeto. Ainda tentei fazer o mesmo com o ícone de preview do material, mas a princípio isso não é possível. Quem sabe no futuro mais elementos e partes da interface fiquem sensíveis a esse tipo de operação. Assim o Blender 2.50 deve ficar ainda mais amigável para artistas 3d que desejem migrar de ferramentas como o 3ds Max.

Se você quiser usar a mesma versão do Blender usada no tutorial, pode fazer o download nesse link.

Evolução da interface do Blender 3D

A evolução das interface e das ferramentas do Blender 3D nos últimos anos é impressionante e mostra os avanços conseguidos pela equipe e desenvolvedores, que com muito esforço trabalharam para chegar até a última reformulação dessa interface. Depois de uma conversa com alguns colegas e alunos dos meus cursos sobre computação gráfica, percebi que muitos deles nunca tiveram a oportunidade de usar ou conhecer as interfaces passadas do Blender 3D, para perceber como tudo mudou. A primeira vez que tentei usar o Blender 3D foi na versão 2.04, em que literalmente abri o software e depois de alguns minutos desisti de entender o funcionamento do mesmo. Apenas algumas semanas depois foi que realmente pesquisei e comecei a trabalhar e estudar com mais empenho a maneira com que o Blender funciona.

Desde esse dia fui deixando gradativamente de usar o 3ds Max como minha principal ferramenta 3d, para adotar apenas o Blender 3D nos projetos. Como ainda tenho algumas dessas versões mais antigas e a própria fundação disponibiliza nesse endereço, praticamente todas as versões anteriores do Blender para consulta e download, resolvi fazer um pequeno vídeo demonstrando a evolução das interfaces.

Como fica claro pelo vídeo em questão a evolução da interface “espartana” do Blender 3D 1.60 até o que vemos no final do vídeo, com a versão 2.50 Alpha 0 é impressionante e perfaz diversas pequenas melhorias que são complementadas pelos lançamentos intermediários.

Naquela época era complicado e trabalhos realizar operações simples de modelagem 3d, como a restrição de movimentos dos objetos ao receber algum tipo de transformação como escala ou rotação. Essa era uma das funções destinadas ao botão do meio do mouse, que junto do grid funcionava para modelar com mais precisão.

Repare que os famosos modos Object, Edit e muitos outros não estavam agrupados em seletores de fácil localização na interface, mas em botões espalhados sobre uma Header montada sobre ou abaixo da 3D View ou painel de botões. Com o tempo, a interface foi ganhando mais retoques e ferramentas mais sofisticadas como os modificadores. Basta fazer uma rápida comparação com o número de modificadores disponíveis na versão 2.

O vídeo em si não tem como objetivo mostrar o funcionamento da ferramenta, apenas demonstrar o quanto já foi melhorado e aprimorado nos últimos anos, e que deve culminar com o lançamento do Blender 2.60 no final desse ano. Agora é só esperar!

Análise da interface do Blender 3D 2.50: Parte 1

Uma das principais perguntas sobre o uso do Blender 3D que estou recebendo por e-mail, desde que as primeiras versões de teste da versão 2.50 apareceram é sobre a abrangência da atualização, e se os usuários já acostumados com o 2.49 teriam dificuldade em se adaptar. A primeira coisa que posso dizer com certeza é que essa versão do Blender não deve estar pronta até o final do primeiro semestre de 2010. Apenas com o início do projeto Durian é que poderemos acompanhar uma evolução significativa dessa versão. Outro ponto importante é que muito do que você já sabe ou ainda vai aprender com o Blender até lá, poderá ser aproveitado no 2.50.

Para mostrar um pouco mais do desenvolvimento do Blender 2.50, hoje estou começando uma série de artigos que deve abordar as mudanças e alterações na interface e usabilidade do Blender 2.50. Mesmo correndo o risco de sofrer alterações ao longo do caminho, pelo software ainda estar em desenvolvimento, resolvi fazer essa pequena série que de tempos em tempos mostrará o que mudou em relação ao Blender.

O primeiro vídeo com a parte 1 das análises, faz uma abordagem geral da interface com a adição dos recursos de modelagem 3d ao Blender 2.50. Sim! Até pouco tempo atrás, as versões de teste não apresentavam opções de modelagem, agora já podemos acompanhar modelar em 3d!

Esse é o primeiro vídeo:

Como você pode acompanhar pelo vídeo, as versões de teste do Blender 2.50 agora apresentam opções para modelagem 3d. As opções são exatamente as mesmas que temos disponíveis na versão 2.49, com apenas algumas pequenas diferenças nos atalhos e comandos. O primeiro ponto a notar é que ao famoso atalho de teclado do Blender acionado pela barra de espaço, agora não estava funcionando, pelo menos nessa versão que usei. Mas, com o conjunto SHIFT+A ainda é possível acionado o Toolbox.

Outro ponto importante a ser notado é a reorganização dos painéis, assim como a distribuição das diversas ferramentas no Blender 3d. No vídeo é apresentada a localização de uma ferramenta muito usada no Blender, que são os botões Set Smooth e Set Solid. Esses botões podem suavizar ou deixar facetadas uma superfície e estão localizadas no painel Editing do Blender. Mas, no 2.50 essas ferramentas não estão mais no Object Data, que seria o painel equivalente.

Agora temos um menu separado, em que esse tipo de opção pode ser encontrada com outro nome. Mas, como descobrir a localização desse tipo de ferramenta? Para ajudar na localização dessas novas ferramentas, podemos usar uma caixa de busca localizada na parte superior da interface, ou então pela tecla de atalho CTRL+ESPAÇO.

Essas são algumas das opções apresentadas no vídeo. Nas próximas partes, ainda devo abordar outros aspectos da interface que ganhou melhorias e alterações em relação ao que já conhecíamos na série 2.49. A versão usada pare esse tutorial do Blender 2.50 pode ser copiada aqui (apenas windows).