LuxRender 1.0 disponível para download

Um dos renderizadores externos com melhor compatibilidade com o Blender, e que compartilha a sua filosofia aberta está com uma nova versão estável. Entre as opções existentes para renderização externa com o Blender que também são de código aberto podemos destacar o LuxRender e o YafaRay. Mas, desde que o Blender teve a sua mudança drástica de interface e funcionamento interno com a série 2.5x, o LuxRender é a opção que melhor se integra ao Blender. Nos últimos dias o LuxRender atingiu um marco no seu desenvolvimento, e depois de ficar várias semanas em Release Candidate chegou na sua versão 1.0 final.

Caso você queira fazer o download dessa versão estável para o seu Blender, basta visitar esse endereço e começar a usar o LuxRender junto com o Blender. Mas, e o Cycles? Essa é uma pergunta que sempre recebo de usuários do Blender que não sabem ainda qual versão usar para seus projetos.

LuxRender 1.0 Splash

O Cycles hoje é uma ferramenta que oferece grande diferencial para criação de projetos dentro do Blender, pois com ele é possível gerar imagens realistas sem a necessidade de plugins ou scripts externos. Mas, o Cycles em termos de desenvolvimento ainda está longe de atingir a quantidade de recursos que o LuxRender já disponibiliza. Por exemplo, o uso de light groups e até mesmo suporte a recursos avançados de iluminação como luzes fotométricas, tudo isso já funciona perfeitamente no LuxRender.

Até pouco tempo atrás era complicado simular luzes pontuais com o Cycles, pois o algoritmo do Path Tracing usando pelo Cycles “não gosta” de fontes de luz pequenas. É por esse motivo que sempre acabamos usando luzes em forma de plano ou área. Somente na versão 2.64 do Blender é que o Cycles começará a suportar as luzes do tipo Spot do Blender.

Com a versão 1.0 do LuxRender o software atinge um nível de maturidade que é procurado por artistas e pessoas interessadas em criar imagens para ambientes de produção. Isso significa menos problemas na produção de imagens.

O meu conselho para quem quiser trabalhar com criação de imagens com o Blender é saber tanto o Cycles como o LuxRender, pois ambos são excelentes para gerar imagens realistas. Para os que estão interessados em aprender o LuxRender, estou preparando outro curso sobre renderização com Blender, mas agora usando o LuxRender para complementar o já existente curso sobre renderização com Cycles.

Removendo pontos de renders com Blender Cycles

A renderização de cenas usando softwares que aproveitam das características físicas da luz pode fazer a diferença em projetos que exigem grande nível de realismo, mas junto com as novidades e técnicas de iluminação acabam vindo também problemas inéditos! Por exemplo, o uso do Blender Cycles para renderizar cenas é uma das grandes novidades em termos de recursos para usuários do Blender, mas ele incorporou também problemas que apenas usuários do LuxRender estavam habituados a lidar. Por exemplo, a existência de pequenos artefatos visuais nas cenas renderizadas chamadas pelos artistas como fireflies.

Esses artefatos aparecem como pequenos pontos brancos nas imagens, que independente do tempo que deixamos o projeto renderizando, persistem em não desaparecer. Uma das maneiras de remover esse tipo de elemento das nossas imagens é na pós-produção usando ferramentas como o Photoshop ou GIMP. Mas, seria muito interessante se existisse um meio de filtrar esses artefatos ainda no processo de renderização.

Nas últimas semanas apareceu um método simples complexo usando o node editor do Blender, para remover a granulação com base em uma intrincada combinação de nodes. No painel de renderização do Blender 2.63 existe uma opção que pode ajudar a remover esses fireflies sem a necessidade dessa combinação de nodes. A opção é chamada de Clamp, e com essa opção podemos filtrar de maneira satisfatória esses elementos das imagens.

O vídeo abaixo é exatamente a demonstração de como funciona o Clamp e o seu efeito em uma imagem que utiliza texturas aplicadas ao ambiente no Blender, o que pode gerar diversos artefatos na renderização.

O método é simples e bastante eficiente na remoção dos artefatos, e pode ajudar de maneira significativa artistas nos mais diversos projetos envolvendo renderização com o Blender Cycles. Só quem já ficou com um firefly persistindo durante horas na renderização sabe o quanto é frustrante ter que parar o render para editar a imagem no Photoshop e finalizar o projeto.

Curso sobre renderização avançada com Blender Cycles

Para os que gostariam de aprender a usar o Blender Cycles para renderizar seus projetos, recomendo uma visita ao site do curso sobre renderização avançada com Cycles. O curso ensina a trabalhar com os recursos próprios do Cycles como:

  • Materiais
  • Parâmetros de render
  • Texturas
  • Luzes

Esse curso é realizado de maneira totalmente online e com diversos vídeos explicando os procedimentos necessários para usar o Cycles nos seus projetos.

 

Render e animação com o Blender Cycles

Com o lançamento eminente do Blender 2.61 os artistas e usuários começam a direcionar as suas atenções para as novidades que devem aparacer nessa atualização para o Blender, e um dos maiores destaques dessa versão é o Cycles. O novo renderizador avançado do Blender, que permite trabalhar com algoritmos sofisticados de renderização como o Path Tracing, que só estavam disponíveis para usuários do Blender por meio de softwares externos. Isso pode até representar um abandono em massa de softwares como o YafaRay e LuxRender, assunto que já foi inclusive tema de enquete aqui no blog. Se você ainda não responder, seria muito interessante participar.

Limite de samples para render com Blender Cycles

O Cycles ainda deve receber várias atualizações ao longo do processo de desenvolvimento do Blender na série 2.6. Mas, depois de algumas versões ele já está com algumas ferramentas bem interessantes e novas. Uma dessas modificações está confundindo um pouco os usuários mais antigos, que é a limitação na quantidade de samples do preview de renderização. Agora é possível limitar o número de samples da imagem de preview do render, e por padrão o valor é limitado em 10 samples. O número é pequeno, mas pode ser ampliado facilmente no painel de render como mostra a imagem abaixo retirada do Blender 2.61 Beta.

blender-cycles-samples.png

Como criar animação com o Blender Cycles?

Outra dúvida bastante comum em relação ao Cycles é sobre a sua capacidade de trabalhar com animação. O Cycles é perfeitamente capaz de produzir animações, mesmo que em alguns casos o processo seja um pouco lento. Esse é inclusive o tema da Aula 06 do curso de Renderização avançada com Cycles que estou promovendo no EAD – Allan Brito. O vídeo abaixo é um dos exemplos trabalhados no curso:

Essa animação foi renderizada com o Cycles e montada depois com o sequenciador de vídeo do Blender. O que você precisa ter em mente sobre o Cycles é que ele ainda é um renderizador jovem, e que deve receber ao longo dos próximos meses várias melhorias.

Participantes do curso de Renderização avançada com Blender Cycles

Aos participantes do curso de renderização avançada com o Blender Cycles, deixo o aviso de que as aulas que tenham sido gravadas com versões da interface diferentes da 2.61 serão atualizadas. Como o tempo de acesso aos cursos por 30 dias não está sendo contabilizado para nenhum dos cursos, os participantes podem ficar tranqüilos que o material será atualizado para que fique equiparado em termos de interface ao 2.61.

O tempo de acesso por 30 dias aos cursos no EAD – Allan Brito ainda não está sendo contabilizado, e as pessoas que se inscreveram em Agosto desse ano continuam acessando os vídeos sem problemas.

Configurando iluminação com Ambient Occlusion no Blender

A configuração da iluminação de cenários em 3d pode representar um dos estágios mais difíceis para qualquer artista 3d que procura realismo, ou no mínimo criar uma cena com qualidade para apresentar um projeto. As competências e conhecimentos técnicos necessários para adicionar iluminação em cenários é bem diferente das que são relacionadas com modelagem, em que precisamos ter mais visão espacial. No caso da renderização e iluminação já se faz mais necessário o uso de conhecimentos de fotografia.

E o uso de renderizadores avançados com algoritmos sofisticados como Path Tracing ou Metropolis, pode parecer bom em um primeiro momento, mas quando a cena fica complexa e cheia de detalhes como vidro, materiais com glossy e outros elementos, você vai querer alguma solução mais rápida, seja de software ou hardware.

Como iluminar com Ambient Occlusion ambientes no Blender?

No Blender existe um efeito que podemos usar na renderização chamado de Ambient Occlusion, que cria um efeito interessante de realismo, adicionando sombras em áreas que estão para ficar ocultas na imagem. O resultado são as chamadas sombras de contato que atribuem realismo a cena.

Caso você queira aprender a usar esse tipo de ferramenta para iluminar cenas internas, o tutorial abaixo é bem simples em termos de aplicação, mas pode ser uma fonte de aprendizado para outros tipos de configurações de iluminação. O autor do tutorial faz a parte de modelagem do ambiente primeiro, para depois passar para a iluminação.

Os ambientes internos são mais difíceis de configurar com o Ambient Occlusion, já que o efeito é no sombreamento. Ainda é preciso trabalhar com pontos de luz no ambiente interno.

A parte final do tutorial mostra o autor adicionando ajustes extras a iluminação com base no node editor para composição, ajudando a criar um efeito mais limpo para a cena. Esse tipo de configuração é excelente para animações, pois o render fica muito mais rápido do que soluções baseadas em iluminação e render contabilizando iluminação global.

Como passar para renderização avançada com Blender?

Se você quiser aprender renderização avançada com Blender, é possível aproveitar o futuro renderizador do Blender chamado de Blender Cycles. As versões de teste do Cycles podem ser copiadas no graphicall.org e para os que gostariam de um tutorial completo, recomendo participar do curso sobre Blender Cycles. O curso faz parte do EAD – Allan Brito.

Demonstração das opções no Blender Cycles

Uma das novidades mais comentadas para o Blender nos últimos dias é o novo sistema de renderização do software chamado de Cycles. O que difere o Cycles do modelo de render atual do Blender, é que o mesmo faz uso de GPU para acelerar o render, e o fato do software aproveitar diversos algoritmos avançados de render como é o caso do Path tracing. Isso deixa as imagens com uma qualidade semelhante a que conseguimos com softwares como o LuxRender e YafaRay. Nos últimos dias publiquei um tutorial rápido sobre como usar o Cycles dentro do Blender, usando como referência as versões experimentais disponíveis no graphicall.org, e que você pode usar também caso tenha interesse no Cycles.

Já existem outros vídeos que exploram ainda mais os recursos do Cycles, como o uso de opções ainda mais avançadas em termos de materiais e iluminação. Por exemplo, os renderizadores mais sofisticados fazem uso intenso de planos que emitem luz para gerar a iluminação, e no tutorial que recomendo nesse artigo, podemos visualizar exatamente a mesma situação aplicada no Cycles.

O tutorial pode ser conferido abaixo:

Fun with Cycles from Jikz on Vimeo.

Além da parte relacionada com iluminação, o autor do vídeo também mostra diversas opções de materiais já usando o módulo de shader existente no Cycles. Podemos conferir diversos exemplos com transparência, reflexões e outras características interessantes para materiais no Blender.

Para as pessoas que quiserem se aventurar usando o Cycles, esse tutorial em vídeo é uma excelente referência pela riqueza de informações sobre o sistema, e também pelos procedimentos que o artista mostra na configuração do ambiente com o cenário simulando um estúdio fotográfico e de materiais.

Só para lembrar, as pessoas que quiserem usar o Cycles devem ter em mente que as versões disponíveis são experimentais e principalmente, o uso do Cycles requer uma placa de vídeo pelo menos mediana, que tenha vários núcleos para ajudar na renderização. Fora isso, é só adicionar uma cena e começar a testar as modificações adicionadas na 3D View serem atualizadas praticamente em tempo-real na janela de render do Cycles. Depois de alguns dias usando o software, você vai querer comprar uma placa de vídeo melhor, para acelerar ainda mais o render.