Renderizações realistas: 35 exemplos

Os projetos envolvendo computação gráfica 3d podem ter os mais variados escopos dependendo do objetivo desejado, e entre esses objetos podemos destacar a simulação realista de uma cena ou imagem. Sim, quando você procura por realismo máximo, pode ficar preparado para ter algumas boas horas de diversão trabalho diante do seu software 3d. O que faz um projeto gerar renderizações realistas? Os fatores que levam uma imagem gerada por computador a enganar o observador ao ponto do mesmo ficar em dúvida são as mais diversas como a iluminação, posicionamento da câmera e materiais.

Para mostrar alguns dos melhores exemplos de renderizações que chegam ao nível de colocar dúvidas no observador, ao ponto dos mesmos se questionarem se aquilo é realmente real, o CG Trader montou uma lista com 35 projetos que merecem destaque por conseguirem esse efeito. O artigo com 35 projetos com renderizações que se confundem com fotos, pode ser conferido nesse endereço.

Renderizações realistas

A lista de projetos apresentados no artigo é bem interessante e impressionante, sendo que alguns se destacam pela composição e outros pela qualidade das texturas.

Renderizações realistas

O mais interessante dessa lista como um todo é a variedade de softwares, renderizadores e tecnologias usadas para gerar as imagens. Em diversos projetos existem links que levam diretamente as páginas dos autores, e alguns deles divulgaram até mesmo pequenos tutoriais sobre como conseguiram atingir os resultados apresentados nos projetos. Para quem gosta de aprender com bons exemplos, o material pode ser uma fonte significativa de informações para gerar renderizações realistas.

O Blender está muito bem representado nessa lista com o projeto chamado Magic Bullet que foi modelado com o Blender na época da versão 2.3x! O render usado para gerar a imagem foi o já conhecido YafaRay que é familiar para os usuários mais antigos do Blender, pois naquela época nem se cogitava a existência do Cycles. A imagem é datada de 2007!

As renderizações realistas apresentadas no artigo são exemplos do que podemos conseguir usando as ferramentas e tecnologias certas, e principalmente com paciência e calma, pois nenhuma dessas imagens foi gerada do dia para a noite ou sem um mínimo de esforço ou conhecimento por parte dos autores.

Detalhes sobre render com GPU no SmallLuxGPU e Blender

A renderização de cenas 3d e vídeo são alguns dos processos que mais consomem recursos do computador na área de computação gráfica. Existem várias maneiras de otimizar esse tipo de tarefa, mas sempre é importante contar com hardware de boa qualidade para conseguir bons resultados e principalmente tempos mais curtos de render. Uma das soluções mais usadas hoje é o uso de GPU`s para acelerar esse processo, devido a enorme quantidade de núcleos disponíveis, fica muito mais rápido renderizar quando tempos 100 ou 200 núcleos gerando uma imagem. No Blender é possível já usar o SmallLuxGPU que ainda está em estágio beta, mas já operacional, para conseguir renderizar aproveitando a GPU do seu computador.

Assim que fazemos o download do script que integra o SmallLuxGPU ao Blender 2.53 teremos que configurar os parâmetros do script para integrar da melhor maneira o nosso projeto ao renderizador. Para aqueles que quiserem uma ajuda nessa configuração, existe uma página com a descrição dos campos de configuração do SmallLuxGPU. Nessa página será possível acompanhar o que faz exatamente cada um dos campos do script.

Ainda não conhece o SmallLuxGPU? Ele é uma adaptação do poderoso render LuxRender, baseado em física real, para o modelo que usa GPU. Isso acaba gerando renderizações em tempo real, como a mostrada no vídeo abaixo:

SmallLuxGPU 1.6 Blender 2.5 Exporter from David Bucciarelli on Vimeo.

Esse tipo de material pode ajudar ainda mais a divulgar o SmallLuxGPU como opção viável para gerar renders de qualidade em pouco tempo. Até agora essa é a única solução de código aberto e gratuita que não oferece nenhum tipo de restrição ao usuário final.

O ponto negativo de usar a GPU é que você necessariamente precisa de uma placa de vídeo com boa capacidade e núcleos. Isso pode acabar encarecendo um pouco a estação de trabalho, mas em relação ao benefício gerado e ganho de tempo com renderizações complexas é um investimento que vale encarar. A tendência é que em pouco tempo a maioria dos renderizadores acabe usando apenas GPU ou mesmo compartilhe núcleos da placa, usando alguma tecnologia que permita migrar os processos da CPU. Se você ainda não tem uma boa placa, recomendo começar a procurar por uma.

Renderizando imagens no Linux com LuxRender e Indigo

Sempre que converso com algum artista interessado em usar o Blender 3D para modelagem e animação, o mesmo fica curioso sobre o uso do Blender em ambientes Linux. Será que funciona mesmo? Essa é uma dúvida comum, e a grande maioria dos artistas 3d iniciantes são oriundos de uma cultura que usa apenas Windows e não conseguem se imaginar usando outra ferramenta. Como não existem versões para Linux de renderizadores famosos como o V-Ray e Mental Ray, a maioria acha que é necessário usar Windows para trabalhar. Isso não é verdade e para provar que é possível trabalhar muito bem produzir imagens foto realísticas com Linux, resolvi escrever esse artigo.

Na verdade é uma visão geral de como instalar e usar o LuxRender e o Indigo no Linux. Hoje ambas as ferramentas tem versões nativas para Linux. Com o LuxRender é mais simples, ele é de código aberto, então precisamos apenas fazer o download do código fonte do software e compilar a versão mais recente.

Sei que para muita gente isso é grego, mas é apenas um exemplo do que se pode fazer. Se você já usou alguma vez o prompt de comando do Windows, consegue fazer o mesmo no Linux. Tudo que é necessário para isso é uma seqüência de comandos que podem ser encontrados aqui. Você nem precisa entender o que cada um faz, é só copiar e colar.

Depois da compilação concluída, você terá uma versão otimizada do LuxRender para o seu sistema. Agora é só instalar o LuxBlender na pasta de plugins do Blender e renderizar.

Para esse teste, criei uma cena bem simples, para testar a iluminação com o Physical Sky do LuxRender e Indigo. O Linux usado é o Ubuntu 8.04.

Depois que o modelo está pronto, agora é só acionar o LuxRender e esperar pelo resultado final.

E o Indigo? Para usar o Indigo no Linux, temos duas opções. Esperamos que o Nicholas Chapman, o desenvolvedor do Indigo publique versões nativas para o Linux, ou precisaremos usar o Wine, que é um software que emula o ambiente Windows no Linux. Emula como? Com ele podemos “simular” o ambiente do Windows dentro do Linux, para usar softwares que não estariam disponíveis de maneira nativa no Linux.

Por exemplo, podemos instalar o SketchUp no Ubuntu com o Wine.

O Indigo tem uma versão nativa para Linux, a 1.0.9 que não é a versão mais recente. Como o Indigo não é de código aberto, não podemos fazer o download do código fonte como no LuxRender.

Mas, podemos fazer uma instalação no Wine. Veja como funciona.

Quando você instala o Wine, ele cria um ambiente semelhante ao Windows em uma pasta especial dele. Veja na imagem que temos um diretório chamado “Arquivos de programas” e “Windows”. Você deve extrair o Indigo para uma pasta dentro do Wine para que ele possa funcionar.

Pronto? Agora é só usar o Blendigo, certo? Ainda precisamos fazer uma pequena alteração para que o Blendigo possa funcionar. O truque é bem simples, você precisa copiar ou criar um arquivo de texto chamado “IndigoWrapper.conf”, que deve apresentar o caminho para o executável do Indigo. Nesse caso eu configurei o meu arquivo para a pasta do Wine que contém o Indigo. Esse arquivo deve ser posicionado na pasta “bpydata” no diretório de Scripts do Blender 3D.

Pronto! Agora é só abrir o Blender 3D e usar o Blendigo normalmente. Veja a imagem abaixo em que o Indigo foi acionado de maneira automática com o uso do Blendigo.

Qual o meu objetivo com esse artigo? Mostrar que é possível sim trabalhar com Linux e produzir imagens realistas. Não vou dizer para você sair correndo e formatar o seu computador, mas deixar você curioso para tentar usar em um futuro próximo o Blender 3D em ambiente Linux. Quer ler o depoimento de um artista que antes só usava o Blender 3D no Windows e está impressionado com o ganho de performance no Linux? Leia esse artigo, em que Roland Hess comenta as agradáveis surpresas em migrar para Linux.

Ainda não tive tempo, mas em breve pretendo testar o Maxwell Render no Linux também, eles tem uma versão nativa para Linux.