Blender 2.60 RC1 disponível para download

Esse semana os usuários do Blender receberam uma excelente notícia, pois foi anunciado que a versão Release Candidate do Blender 2.6 estaria disponível para download, e hoje essa versão preliminar do Blender já pode ser copiada para fins de teste! O Blender já está deixando a série 2.5 para trás e começando um novo estágio de desenvolvimento com a série 2.6! Como a versão 2.5 trouxe uma grande revolução na interface do software, o pessoal acabou se concentrando mais nos recursos nessa nova leva de ferramentas e deixou de lado as mudanças estéticas para a interface.

Isso significa dizer que o Blender 2.6 será igual ao 2.5 em termos de interface, e isso é excelente para todos que estão estudando o software, pois o material de treinamento e tutoriais relacionados ao Blender 2.5 podem ser aproveitados na íntegra para a versão 2.6.

Como fazer o download do Blender 2.6 RC1?

Para fazer o download do Blender 2.6 RC1 é necessário visitar esse endereço, e escolher entre as diversas opções de download, adequadas a sistemas operacionais diferentes. Só para lembrar que as versões do tipo Release Candidates devem ser usadas com cautela, pois elas são destinadas a avaliação do software para encontrar possíveis bugs ou problemas nas novas ferramentas.

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Project Mango – Um dos próximos projetos do Instituto Blender.

E quais novas ferramentas fazem parte do Blender 2.6? A lista abaixo mostra algumas das novas ferramentas, sendo uma boa parte oriunda do projeto Google Summer of Code 2011.

  • Suporte a 3D audio
  • Melhorias na tradução da interface do Blender
  • Node Editor com melhorias na edição e gerenciamento dos nós
  • Melhorias no sistema de animação
  • Propriedades do Texture face movidas para os materiais
  • Weight Painting com novas opções e ferramentas
  • Suporte aprimorado ao formato COLLADA
  • Modificador VertexGroup
  • Novo FFMpeg 0.8.2 para render de vídeo

Algumas das ferramentas de maior destaque nos últimos tempos ainda ficam de fora do Blender 2.60, sendo postergados para a versão 2.61 que está prevista para o mês de dezembro. Quais ferramentas são essas? O novo renderizador chamado de Cycles e o sistema de câmera tracking do Blender.

A previsão de lançamento do Blender 2.60 é o próximo dia 15 de Outubro, e assim que souber de alguma coisa relacionada com o seu lançamento, aviso aqui no Blog.

Já aproveitando a notícia, caso você já queira ir aprendendo como o novo renderizador Blender Cycles funciona, é possível participar do curso de renderização avançada com Cycles, nesse endereço.

Coleção com ciclos de caminhada para animação

O trabalho de um animador envolve o uso de muitas referências para conseguir resolver problemas quanto a dinâmica dos movimentos e características dos personagens. Esse é um aspecto que observo bastante nas minhas aulas sobre animação, pois a maioria dos alunos acaba deixando de lado o uso de referências para conseguir elaborar as animações de maneira mais rápida. O resultado? Na maioria das vezes o resultado é a criação de movimentos e animações sem vida, e que nem de longe conseguem passar o que o roteiro solicita em termos de emoção e tempo.

Antes de sentar na frente do computador e animar um personagem é necessário assistir vários vídeos de referência e observar a dinâmica dos acontecimentos para o personagem. A parte complicada desse processo é reunir esse material, principalmente dentro do contexto da animação. Se você quiser um excelente web site com referências para caminhada, que pode ser útil em projetos de animação, recomendo uma visita ao Walk Cycle Depot. O objetivo do web site é bem simples, reunir e apresentar vídeos curtos com personagens em ciclos de caminhada.

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Esse tipo de recurso é de fundamental para animadores que ainda não tem o hábito de trabalhar com sequências de movimento. Além da dinâmica do movimento realizado pelos personagens, podemos observar também os efeitos que a caminhada exerce sobre o corpo do personagem como um todo. Repare no personagem que ilustra esse artigo, e como a sua massa corporal responde de maneira única com o deslocamento das suas pernas ao caminhar. Esse é o tipo de observação que é difícil de conseguir, principalmente em vídeo, pra projetos focados em desenhos estilizados.

A outra opção nesses casos é tentar usar o próprio corpo como referência, ou então chamar colegas de trabalho para filmar a sua performance. Em projetos que envolvem muitos animadores é bem comum encontrar várias pessoas reunidas, filmando a sua interação ou então um animador solitário acaba posicionando um espelho no seu escritório e observa a sua própria performance.

Com esse tipo de observação fica mais fácil abrir o software 3d e ajustar as poses principais do seu personagem. Esse recurso é recomendado para para todos que estejam aprendendo a animação!

Download gratuito de mapas HDRI para render de estúdio

O melhor ambiente para exibir objetos ou modelos 3d apenas é o que simula em todos os aspectos um estúdio fotográfico, em que os elementos são dispostos de maneira a criar um fundo infinito e também controlar de maneira minuciosa a iluminação e reflexões dos elementos. Para criar esse tipo de ambiente existem diversos tutoriais que orientam o artista a criar um objeto poligonal no plano de fundo, dobrado de maneira a simular um tecido posto sobre uma parede ou anteparo, e simular o fundo infinito. Na criação desse tipo de ambiente para exibir apenas objetos ou modelo 3d, é extremamente importante posicionar alguns pontos de luz em locais estratégicos para gerar reflexões na direção da câmera. É isso que vai fazer com que os materiais cromados fiquem com o aspecto de espelho.

Outra maneira de conseguir reflexões bem produzidas com um pouco menos de esforço na configuração de iluminação em qualquer cena, é usando o que chamamos de mapa HDRI para gerar a iluminação de uma cena. Essa é uma imagem especial em formato esférico que pode armazenar informações de iluminação do ambiente no momento em que o mapa foi gerado. Com isso, podemos selecionar esse tipo de imagem para usar como fonte de iluminação em projetos que façam uso de renderizadores avançados como o YafaRay, LuxRender, mental ray, VRay e outros.

O que você acharia em unir o ambiente de estúdio com mapas HDRI? Assim teríamos um mapa perfeito para usar em projetos que precisem gerar reflexões realistas, e uma iluminação já pré-configurada no próprio mapa. Caso você tenha interesse, descobri um conjunto de quinze mapas HDRI gratuitos para download nesse endereço. Todos eles foram criados para simular um ambiente de estúdio.

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O material pode ser copiado e usado sem nenhum tipo de restrição, basta respeitar a licença de uso do mesmo que é a Creative Commons 3.0. A única coisa que você deve fazer nesse caso é atribuir a autoria do material ao autor dos mapas HDRI, um usuário do Deviantart chamado zbyg. É só colocar a referência do link para o material original que você estará usando o material de maneira legalizada.

Mesmo com esse tipo de mapa, é importante modelar pelo menos uma estrutura básica no seu cenário 3d e usar a textura apenas para produzir as reflexões e iluminação na cena. Só para lembrar, é possível renderizar cenas com HDRI usando praticamente qualquer software 3d e render. É só aplicar o mapa como textura do seu cenário 3d.

Tutorial de modelagem e animação com 3ds Max: Celulares

O mercado publicitário é um dos maiores consumidores de animações em 3d para divulgar os mais variados produtos, sendo que entre os destaques da mídia publicitária hoje temos a divulgação de celulares. Na grande maioria das vezes os vídeos que mostram os celulares e seus recursos são todos virtuais, com os modelos sendo representados em esquema de animação. Isso economiza com estúdio, e teoricamente o pessoal que produz o vídeo sequer precisa de um modelo físico do aparelho para começar a trabalhar na animação.

Esse é um excelente exemplo de animação para adicionar ao seu portfólio, caso seu objetivo seja trabalhar com animação 3d. O primeiro passo é escolher um modelo de celular para trabalhar a modelagem e depois animação. Se você quiser seguir um excelente tutorial que encontrei sobre modelagem e animação de celulares no 3ds Max, recomendo visitar os links indicados nesse artigo. Os vídeos foram produzidos por um artista brasileiro chamado Henrique Melo.

O tutorial é dividido em nove partes e abrange desde a preparação do projeto com o uso de desenhos e fotos, até a parte de animação do celular propriamente dito, que nesse caso é um Sony Ericsson W205. Esse modelo de celular já não é muito novo, mas apresenta uma série de desafios para o artista devido aos botões circulares na sua base que complicam um pouco a organização da topologia.

O último vídeo que mostra a configuração da animação usando o 3ds Max:

Sony Ericsson W205 – 09_Setup&Animation from Henrique Melo on Vimeo.

O resto dos tutoriais e links para os respectivos vídeos sobre a modelagem com 3ds Max, podem ser encontrados nesse endereço.

No conjunto de vídeos é possível encontrar várias informações e técnicas úteis, e o mais importante, o artista aplica conceitos universais de ajuste tanto no modelo 3d como na animação. Portanto, as técnicas de edição e configuração dos movimentos dos objetos no editor de curvas do 3ds Max, podem ser aplicados em outras ferramentas 3d sem maiores problemas.

O tutorial não é realizado no 3ds Max 2011, mas é perfeitamente possível assistir aos vídeos e adaptar o conteúdo para as versões mais recentes também.

Além do 3ds Max que é usado para a modelagem e animação, o artista também usa o Photoshop e After Effects para fazer a composição final do tutorial. A dica é seguir os procedimentos mostrados no tutorial para criar o seu próprio vídeo, adicionando o mesmo ao portfólio de animação. No momento em que esse portfólio for exibido em agências ou produtoras de comerciais, garanto que o mesmo terá impacto positivo na avaliação do seu trabalho.

Análise da interface do Blender 3D 2.50: Parte 1

Uma das principais perguntas sobre o uso do Blender 3D que estou recebendo por e-mail, desde que as primeiras versões de teste da versão 2.50 apareceram é sobre a abrangência da atualização, e se os usuários já acostumados com o 2.49 teriam dificuldade em se adaptar. A primeira coisa que posso dizer com certeza é que essa versão do Blender não deve estar pronta até o final do primeiro semestre de 2010. Apenas com o início do projeto Durian é que poderemos acompanhar uma evolução significativa dessa versão. Outro ponto importante é que muito do que você já sabe ou ainda vai aprender com o Blender até lá, poderá ser aproveitado no 2.50.

Para mostrar um pouco mais do desenvolvimento do Blender 2.50, hoje estou começando uma série de artigos que deve abordar as mudanças e alterações na interface e usabilidade do Blender 2.50. Mesmo correndo o risco de sofrer alterações ao longo do caminho, pelo software ainda estar em desenvolvimento, resolvi fazer essa pequena série que de tempos em tempos mostrará o que mudou em relação ao Blender.

O primeiro vídeo com a parte 1 das análises, faz uma abordagem geral da interface com a adição dos recursos de modelagem 3d ao Blender 2.50. Sim! Até pouco tempo atrás, as versões de teste não apresentavam opções de modelagem, agora já podemos acompanhar modelar em 3d!

Esse é o primeiro vídeo:

Como você pode acompanhar pelo vídeo, as versões de teste do Blender 2.50 agora apresentam opções para modelagem 3d. As opções são exatamente as mesmas que temos disponíveis na versão 2.49, com apenas algumas pequenas diferenças nos atalhos e comandos. O primeiro ponto a notar é que ao famoso atalho de teclado do Blender acionado pela barra de espaço, agora não estava funcionando, pelo menos nessa versão que usei. Mas, com o conjunto SHIFT+A ainda é possível acionado o Toolbox.

Outro ponto importante a ser notado é a reorganização dos painéis, assim como a distribuição das diversas ferramentas no Blender 3d. No vídeo é apresentada a localização de uma ferramenta muito usada no Blender, que são os botões Set Smooth e Set Solid. Esses botões podem suavizar ou deixar facetadas uma superfície e estão localizadas no painel Editing do Blender. Mas, no 2.50 essas ferramentas não estão mais no Object Data, que seria o painel equivalente.

Agora temos um menu separado, em que esse tipo de opção pode ser encontrada com outro nome. Mas, como descobrir a localização desse tipo de ferramenta? Para ajudar na localização dessas novas ferramentas, podemos usar uma caixa de busca localizada na parte superior da interface, ou então pela tecla de atalho CTRL+ESPAÇO.

Essas são algumas das opções apresentadas no vídeo. Nas próximas partes, ainda devo abordar outros aspectos da interface que ganhou melhorias e alterações em relação ao que já conhecíamos na série 2.49. A versão usada pare esse tutorial do Blender 2.50 pode ser copiada aqui (apenas windows).