Tutorial sobre level of detail no 3ds Max para animação

O conceito de LOD que é um acrônimo de Level of Detail é muito utilizado em ambientes de jogos eletrônicos, para reduzir o consumo de recursos no computador, mas podemos aplicar a mesma coisa para animações. O princípio é bem simples, e consiste na criação de múltiplas versões do mesmo objeto, sendo que teremos um deles com baixíssima quantidade de polígonos e outros com mais suavização. A lógica do LOD diz que quando mais próximo um objeto estiver da câmera, mais suavização ele terá, e quando mais distante a câmera estiver, podemos usar menos detalhes.

Isso ajuda a otimizar os recursos do computador, pois só são exibidos objetos com grande quantidade de subdivisões próximos da câmera.

No 3ds Max existe um utilitário que permite realizar essa mesma operação com base na criação de diversos objetos, que são trocados dependendo dos parâmetros que são determinados na sua configuração. Como funciona? No tutorial abaixo podemos acompanhar um exemplo da aplicação do Level of Detail que está disponível no painel Utilities do 3ds Max. No vídeo, o autor cria um modelo 3d simples usando Editable Polys e depois aplica um modificador TurboSmooth ao objeto, fazendo com que o mesmo adquira uma forma mais suavizada.

Com o TurboSmooth aplicado, o procedimento para gerar as outras versões do objeto consiste em uma simples cópia, que pode ser realizada no 3ds Max mantendo a tecla SHIFT pressionada e depois movendo os objetos. No vídeo teremos três cópias que ficam com níveis diferentes de subdivisão no TurboSmooth.

O segredo para conseguir criar um Set dentro do Level of Detail é transformar todos os objetos que devem fazer parte do processo em um grupo. Quando eles forem um grupo, o botão “Create New Set” ficará disponível no Level of Detail. Depois disso é necessário configurar quando cada objeto deve aparecer, usando a porcentagem do tamanho do objeto em relação a imagem final, ou então uma dimensão em pixels. No vídeo o autor utiliza uma porcentagem para determinar quando cada cópia deve ser exibida.

Essa técnica é extremamente útil para remover polígonos desnecessários em projetos que tem grande quantidade de detalhes sendo exibidos no render. Se você tiver uma edificação dentro de um cenário, pode remover milhares de faces apenas com esse procedimento, se o objeto não estiver próximo da câmera.

Se você for usuário do 3ds Max, recomendo aprender o funcionamento desse utilitário!

Tutorial 3ds Max: Usando o modificador Lathe

As técnicas de modelagem poligonal são assunto constante aqui no blog, devido a facilidade com que podemos criar objetos complexos usando essas ferramentas. Mas, o mundo da computação gráfica não se resume apenas a polígonos, e algumas vezes é melhor mesmo evitar esse tipo de objeto, principalmente quando o objetivo da modelagem for criar objetos que tenham natureza orgânica, ou mesmo arredondada. Para esse tipo de situação existem as chamadas curvas. Com o uso das curvas em conjunto com modificadores e ferramentas de revolução, é possível criar uma série de objetos cilíndricos de maneira bem rápida.

Entre essas ferramentas de revolução está o Lathe que é bem conhecido de usuários do 3ds Max, por ser um modificador bem antigo da ferramenta. Com o Lathe é possível rotacionar qualquer curva sobre um dos seus eixos, e com isso gerar superfícies.

Como forma de modelagem a técnica está entre as mais simples, e consiste em exercício praticamente obrigatório de modelagem em cursos de introdução ao 3ds Max.

Para quem ainda está começando no 3ds Max, encontrei um tutorial básico que deve passar muito bem os conceitos do Lathe, e ajudar você a entender o funcionamento da técnica.

No vídeo o autor utiliza o 3ds Max para criar o modelo 3d de uma taça, que tem como base a criação de um perfil usando curvas.

Assim que o perfil da taça está criado, o artista aplica em seguida o modificador Lathe no 3ds Max, fazendo com que a curva gerada na viewport seja rotacionada sobre seu eixo, e deixando uma superfície. Ainda é possível fazer ajustes posteriores no perfil da taça criada usando apenas as curvas do 3ds Max. O conceito do modificador é universal, e pode ser utilizado em outros softwares como o Blender, mas com o outro nome. No caso do Blender temos o Spin. Já o Maya tem o Revolve que funciona de maneira muito parecida com o Lathe.

O entendimento da técnica deve ajudar as pessoas que precisam ter um conhecimento geral sobre modelagem 3d, pois permite que o mesmo objeto seja modelado usando várias opções em termos de ferramenta 3d. E um artista que tem conhecimento de várias ferramentas, acaba tendo mais flexibilidade para participar de grandes projetos, por não estar limitado a apenas um software.

Tutorial de animação com CAT no 3ds Max 2011: Usando presets

A animação de personagens em 3d é uma das atividades mais complexas na área de computação gráfica, e quando os prazos são curtos a coisa fica ainda mais complicada. É nessas horas que uma ferramenta com diversos modelos prontos para animação podem ajudar significativamente qualquer artista 3d. Esse foi um dos objetivos do antigo módulo chamado de Biped no 3ds Max, que já oferecia um modelo 3d bípede pronto para animação que permitia gerar movimentos de maneira extremamente rápida. Claro que existiam limitações para o sistema, sendo que a primeira era a forma do esqueleto que só podia ser bípede.

Com o tempo, e depois da compra da Softimage, a Autodesk adicionou o CAT no 3ds Max que é muito mais flexível e amigável para receber outros tipos de esqueletos, e também permite trabalhar melhor com animação de personagens. Quais são os tipos de esqueletos que o CAT já tem prontos? O vídeo abaixo mostra alguns desses esqueletos que já estão prontos no CAT.

Interessante não é? Repare como existe grande variedade de formas e estilos de personagens que já estão prontos para uso e animação no 3ds Max.

Caso você tenha o 3ds Max 2011 e nunca tenha usado um dos esqueletos prontos do CAT, o vídeo abaixo que não tem áudio, descreve o processo necessário para gerar uma animação com o esqueleto do caranguejo que já está pronto no CAT. O processo é bem simples, e consiste no acesso aos chamados CAT Objetcs que estão no painel Helpers. Lá encontramos todos os esqueletos prontos do CAT.

Depois de adicionar o esqueleto, ele ainda não terá nenhum tipo de movimento. Os movimentos podem ser controladors usando curvas associadas a controladores do tipo Follow Path. O autor do vídeo faz exatamente esse procedimento, em que uma curva é adicionada ao cenário e depois um Dummy que recebendo o controlador acaba seguindo a curva. Assim que o Dummy está seguindo a curva, podemos associar o esqueleto do CAT ao Dummy que automaticamente começa a andar usando o caminho determinado pelo objeto. O caminho fica repleto de pequenos pontos vermelhos, que determinam os passos que o esqueleto de múltiplas patas irá percorrer. Mas, ainda é necessário fazer o ajuste da orientação do esqueleto, pois o mesmo está inclinado em relação ao caminho percorrido pelo Dummy. O objeto precisa ser apenas girado para que a orientação do modelo fique de acordo com o caminho.

Pronto, agora você já sabe adicionar um esqueleto pronto do CAT na Viewport do 3ds Max 2011.

Tutoriais gratuitos sobre Motion Graphics com 3dsmax

Os softwares 3d podem ter os mais variados propósitos na sua utilização, que podem ir da simples visualização de uma peça mecânica antes de entrar em produção, até mesmo ajudar na montagem e visualização de projetos complexos como aeronaves. Entre esses diversos usos das ferramentas 3d, a que vemos com mais freqüência é a produção dos chamados Motion Graphics. Sim, sempre que ligamos os nossos televisores podemos acompanhar diversos exemplos bons e ruins de Motion Graphics gerados com softwares 3d. O que é necessário para criar esse tipo de mídia?

Para quem tiver interesse em trabalhar nessa área, a Autodesk publicou de maneira gratuita um treinamento voltado para Motion Graphics desenvolvido pelo pessoal do Digital Tutors no seu site, voltado para a criação de Motion Graphics com o 3dsmax.

Os vídeos são de excelente qualidade e abordam o processo usando vários exemplos práticos de Motion Graphics que poderiam ter saído de qualquer agência de comunicação.

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Além do fato do treinamento ser gratuito, podemos aproveitar para rever vários conceitos aplicados ao 3ds max 2011, que é a versão usada para esse treinamento. Por exemplo, existem vídeos que abordam a modelagem 3d usando curvas, processo comum para gerar versões 3d de logomarcas, sempre com o foco na criação de um objeto que será apresentado em composições de vídeo.

O tutorial como um todo é a representação de um único projeto que aborda a apresentação de um evento ligado a futebol. Esse pode ser outro chamariz interessante para os artistas brasileiros, pois é muito comum ter demanda por esse tipo de contexto no nosso mercado publicitário.

Mas, se eu já tiver conhecimentos no 3ds max, ainda vale a pena assistir aos tutoriais? Claro que sim! A parte final dos vídeos aborda a utilização de ferramentas pouco comuns de encontrar em livros e tutoriais, que são os filtros e efeitos de render e a parte de composição. Por exemplo, existem vídeos específicos para gerar efeitos de neon e raios interagindo com objetos na cena, perfazendo um cenário de alta tecnologia para o ambiente do vídeo.

Esse é um dos recursos mais interessantes que encontrei na área do 3dsmax para Motion Graphics nos últimos meses, e se fosse você não deixaria de assistir ao material, mesmo que a sua ferramenta de trabalho não seja da Autodesk. Qualquer conhecimento nessa área é válido.