Tutorial ArchiCAD: Usando o comando Offset como no AutoCAD

Assim que começamos a aprender desenho técnico no computador, também conhecido pela sigla CAD, um dos primeiros comandos que aprendemos depois da criação das linhas é o famoso Offset. Sempre que ministro aulas sobre desenho com AutoCAD ou qualquer outra ferramenta de desenho CAD, menciono a importância desse comando para a criação de elementos no desenho e também na elaboração de linhas auxiliares. Basicamente, o Offset pode ser usado em todas as fases de um projeto desenvolvido em CAD. Mas, o uso dessa ferramenta não é exclusividade do AutoCAD, podendo ser usada em ferramentas como o ArchiCAD e DoubleCAD.

Mas, o que faz esse Offset?

O princípio dessa ferramenta bem simples, sendo o objetivo dela criar cópias paralelas de entidades de desenho, sejam linhas ou objetos compostos por múltiplas linhas como retângulos ou polylines. Para cionar a ferramenta é necessário selecionar uma entidade de desenho e especificar a distância usada na cópia, para depois executar a cópia do elemento no lado desejado.

Para as pessoas que nunca tiveram a oportunidade de usar softwares como o ArchiCAD, ou mesmo os que estão começando a usar essa ferramenta, encontrei um excelente tutorial em vídeo que mostra diversos exemplos e aplicações do comando Offset em desenhos técnicos para arquitetura. Os exemplos são direcionados para a explicação desse tipo de ferramenta.

No vídeo é possível acompanhar os procedimentos para criar cópias paralelas simples de linhas usando o Offset, assim como trabalhar com opções mais avançadas de cópias em que os vértices da linha são convertidos automaticamente em arcos. No AutoCAD isso precisa ser trabalhado em conjunto com o comando Fillet.

Depois que a parte introdutória é exibida, o autor do tutorial demonstra a utilidade do Offset na composição de desenhos técnicos um pouco mais complexos, como na criação da projeção de um telhado ou mesmo no desenho e delimitação do piso de uma sala. Isso já pode ser feito aplicando de maneira automática uma hachuria para representar o material.

Essas são apenas algumas das aplicações desse tipo de ferramenta, sendo que no caso de ferramentas de desenho genéricas como o AutoCAD, a maior utilidade do Offset é na criação das chamadas linhas de construção, que são a base para o desenho de elementos mais complexos.

Tutorial ArchiCAD: Criando telhados para maquetes eletrônicas

Os softwares e tecnologias próprias para ajudar a desenvolver projetos para arquitetura e engenharia, como as famosas ferramentas de CAD, acabam deixando muita gente confusa e sem ter noção sobre qual é a melhor opção para a sua área. Aqui no Brasil é inegável que a grande maioria dos cursos de graduação aposta e incentiva o uso do AutoCAD, seja para trabalhar com projetos elétricos ou topografia a maioria tem um curso de AutoCAD na própria faculdade. Muito disso é resultado das indicações dos próprios professores e de uma base tecnológica já adquirida e que não pode ser desperdiçada. Imagine se uma instituição que gastou um bom dinheiro para montar um laboratório de informática com o AutoCAD, vai incentivar os alunos a trabalhar com outro software?

Bem, ainda acredito que o certo mesmo é aprender o funcionamento do software e tentar se adaptar ao máximo de ferramentas possíveis. Assim você domina os meios de produção e não o contrário.

Uma das principais vantagens em usar ferramentas que são especializadas em apenas certos segmentos, como o ArchiCAD para arquitetura, é que temos opções próprias para criar elementos da própria área. Ao aprender o AutoCAD apenas, você tem domínio sobre o ambiente de desenho, mas sem controle sobre opções como o desenho de telhados. Por exemplo, para conseguir criar um telhado em 3d é necessário trabalhar com sólidos, usando uma mescla de extrude e operações booleanas. No final do processo, teremos um sólidos com aparência de telhado, mas que o AutoCAD reconhece apenas como um modelo 3d genérico.

Quando o mesmo processo é executado pelo ArchiCAD, a modelagem é direcionada para os elementos que estão sendo elaborados. No vídeo abaixo, podemos acompanhar os métodos para criar um telhado em 3d no ArchiCAD, em que fica fácil de perceber como o próprio software já faz boa parte do trabalho.

O vídeo mostra a criação de um telhado com múltiplas águas, em que o usuário precisa apenas identificar as bordas das paredes, para que o próprio ArchiCAD posicione e organize as águas do telhado, depois que o usuário adiciona algumas informações sobre o objeto. No segundo exemplo o telhado é criado apenas com uma água, mas o diferencial é que as paredes em 3d foram adaptadas automaticamente a inclinação do telhado.

Se você não tinha idéia das diferenças, agora já sabe um pouco mais sobre as vantagens de uma ferramenta especializada. O mundo do CAD não se resume apenas ao AutoCAD.

ArchiCAD 13 promete revolucionar o desenvolvimento de projetos

No final de agosto a Graphisoft lançou uma atualização para o seu software de desenho técnico que compete diretamente com as ferramentas da Autodesk, como o AutoCAD e o Revit. O ArchiCAD chegou na sua versão 13, que promete revolucionar o conceito de desenvolvimento de projetos usando a tecnologia BIM. Essa é uma tecnologia que facilita o trabalho de desenvolvimento de projetos para arquitetura e engenharia, associando dados reais nos elementos de desenho. A sigla significa Building Information Modeling, que tem muito uso na modelagem 3d de projetos e o desenvolvimento em paralelo dos desenhos técnicos que são criados com ferramentas automatizadas.

No ArchiCAD 13 a Graphisoft adicionou um conceito interessante de desenvolvimento dos projetos chamado de BIM Server, que ajuda no trabalho em equipe. O conceito do BIM é muito parecido com o que se conhecia antigamente como modelagem paramétrica, em que ao invés de criar um cubo e deformar o objeto para modelar uma escada que a ferramenta ainda interpreta como sendo uma série de cubos, criamos um objeto do tipo escada que pode ter atributos como espelho, degraus e corrimão alterados e editados.

O conceito do servidor BIM é bem interessante mesmo, principalmente para escritórios que costumam trabalhar em equipe no desenvolvimento de projetos. O vídeo abaixo demonstra o conceito e funcionamento da ferramenta:

Além do compartilhamento de informações sobre o projeto, o servidor também permite usar mensagens instantâneas para comunicação entre os membros da equipe. Outro ponto interessante mostrado no vídeo é a possibilidade de proteger as partes do projeto em que você está trabalhando, para evitar que o mesmo elemento do projeto seja editado por duas pessoas diferentes.

Esse tipo de informação é particularmente útil para profissionais envolvidos com visualização de projetos, pois ao visitar empresas e escritórios de arquitetura você pode se deparar com esse tipo de tecnologia, e o conhecimento prévio desse tipo de ferramenta ajuda no aprendizado. Até mesmo nas situações em que você precisa exportar ou manipular projetos criados com esses softwares, para trabalhar a renderização e modelagem em suítes 3d como o 3ds Max, Blender 3D ou outros.

Mesmo com o quase monopólio do AutoCAD no nosso mercado, está ficando cada vez mais comum encontrar escritórios usando soluções baseadas em ArchiCAD ou VectorWorks. Para conhecer ainda mais sobre os recursos do ArchiCAD 13, visite esse endereço.

Tutorial ArchiCAD: Controle energético com o IES

O SketchUp é muito famoso pelas suas facilidades e simplicidade com que aborda a criação de modelos 3d, deixando o trabalho de elaboração de maquetes eletrônicas muito simples. Mas, é pelos seus plugins e ferramentas gratuitas que permitem trabalhar com controle ambiental e energético que ele está sendo adotado, inclusive por artistas especializados no uso apenas de ferramentas como o 3ds Max e Blender 3D. Um desses plugins é o IES, sendo um dos mais simples e práticos de usar para esse propósito.

O IES não funciona apenas com o SketchUp, sendo possível aproveitar as suas ferramentas em softwares como o ArchiCAD também. Nesse tutorial que encontrei essa semana no Youtube, podemos acompanhar o processo completo de configuração de um projeto no ArchiCAD, para aproveitar as ferramentas do IES.

No ArchiCAD precisamos delimitar as áreas do projeto para que o IES possa realizar os cálculos e gerar o relatório de consumo energético e ambiental da edificação. O procedimento é bem parecido com o que acontece no SketchUp, caso você já tenha usado essa mesma ferramenta com o software do Google. A ferramenta responsável por fazer isso no ArchiCAD se chama Zone. Com essas zonas no ArchiCAD, iremos delimitar as áreas internas e externas do projeto, assim como separar os ambientes em salas, quartos, cozinha e outros.

Com a configuração das zonas concluída, ainda é necessário fazer alguns pequenos ajustes nos objetos, como a determinação das alturas de cada uma dessas zonas. Para que o IES possa fazer de maneira correta os relatórios de consumo energético, o mesmo precisa de informações precisas sobre a abrangência dos espaços. Quando tudo estiver pronto, podemos exportar o modelo 3d para o formato de arquivo que o IES entende, um arquivo de texto no formato XML.

Já no IES temos a liberdade de fazer os ajustes e controles para o projeto, como a seleção de cada um dos cômodos configurados, determinando o nível e intensidade da iluminação recebida. As opções e flexibilidade de ajustar diversos parâmetros para melhorar o nível de informação dos relatórios. O IES não mostra as soluções para cada tipo de projeto, mas apresenta relatórios de consumo capazes de fornecer as informações e dados necessários para que o arquiteto ou engenheiro possam tomar as decisões necessárias para melhorar o consumo energético de uma edificação.