Tutorial 154: Importando recursos em projetos de jogos no Unity

O Unity é uma plataforma de desenvolvimento de jogos muito versátil e amigável até mesmo para pessoas que não tem muita experiência com desenvolvimento de jogos. Sempre que estou ministrando alguma aula ou treinamento sobre o Unity, surge a dúvida relacionada com o aproveitamento de cenas de um jogo em outros projetos. Por exemplo, você pode criar o sistema de menus do seu estúdio ou produtora de jogos com o scripts e arte prontos, e gostaria de aproveitar esse material em todos os novos jogos. Isso é possível? Claro que sim!

Para demonstrar o procedimento necessário para exportar e importar material de um projeto do Unity para outros, gravei um pequeno tutorial em vídeo demonstrando o procedimento:

Como você pode perceber a solução é muito simples, e consiste apenas na criação de um package personalizado, semelhante aos que já importamos algumas vezes quando um novo projeto é configurado no Unity.

Assim que acionamos a opção para criar um package, podemos escolher quais elementos devem ser adicionados nesse pacote personalizado e o local em que gostaríamos de salvar o material. Depois é necessário apenas adicionar esse package em outros projetos do Unity para conseguir usar o material na íntegra!

Com essa solução é possível criar diversos elementos padronizados para a sua produção de jogos digitais como telas, gráficos, sons e outros elementos que podem compor o seu conjunto de recursos para desenvolvimento. Uma dica interessante é manter diversos packages salvos em algum serviço na nuvem como o Dropbox e os scripts no Evernote para que você possa pesquisar e ter sempre à disposição os arquivos.

Desenvolvendo jogos com o Unity

Quer aprender a criar jogos no Unity? No EAD – Allan Brito você encontra diversos cursos voltados ao desenvolvimento e criação de jogos com o Unity, sendo um deles inclusive gratuito! Essa é a lista de cursos online disponíveis:

Aqui é importante ressaltar que apesar de não ser direcionado especificamente para o Unity, o curso e oficina de game design ajuda você na parte inicial do desenvolvimento de um jogo, que é exatamente na criação do documento de design que guia todo o processo de desenvolvimento.

Tutorial 150 – Blender: Usando o Freestyle para renderização

A oferta de renderizadores que funcionam em conjunto com o Blender já foi bem limitada, se resumindo praticamente ao YafRay quando comecei a usar o software já faz quase 10 anos! Hoje a quantidade de renderizadores compatíveis é impressionante, e temos até mesmo um renderizador de alta qualidade já embutido no próprio Blender. Mas, você sabia que além do Blender Cycles é possível usar outra opção para estilizar as imagens geradas dentro do Blender? Já falei algumas vezes sobre o Freestyle, mas nunca demonstrei os passos para habilitar e usar esse renderizador.

O melhor de tudo é que não é necessário fazer o download de absolutamente nada! O Freestyle já está instalado com o seu Blender. Para demonstrar exatamente o funcionamento do renderizador, gravei um pequeno tutorial com o procedimento necessário para usar o Freestyle:

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Uma das vantagens do Freestyle é permitir que as imagens renderizadas no Blender tenham um aspecto estilizado, sem a necessidade de praticamente nenhum tipo de pós-produção em softwares com o Photoshop ou GIMP. É possível adicionar estilos em linhas e contornos para gerar efeitos e realçar as formas das imagens.

No vídeo de exemplo, mostro como é possível adicionar e modificar as opções do Freestyle para gerar contornos em objetos que são renderizados no Blender. Com isso podemos criar o efeito de célula de animação, muito comum em produções de animação 2d que utilizam softwares 3d como base. Mas, é preciso tomar cuidado com a quantidade de efeitos adicionados aos projeto, pois dependendo da complexidade da linha, é necessário fazer o processamento do efeito para cada quadro da animação!

Aprendendo sobre renderização com o Blender

O uso de ferramentas e técnicas de renderização pode ser desafiante para quem não tem experiência com softwares 3d ou fotografia. Por isso, recomendo consultar algum dos cursos do EAD – Allan Brito que abordam exatamente esse tema! Vários desses cursos usam o Blender Cycles para conseguir qualidade máxima no render:

Tutorial 136: Adicionando créditos em animações com o Blender

O Blender é um software muito versátil em relação as ferramentas que o software apresenta para seus usuários, pois além do tradicional módulo em que podemos criar modelos 3d usando técnicas variadas envolvendo polígonos, NURBS, curvas e até mesmo escultura digital existem vários outros módulos extras. Entre os destaques em termos de ferramentas estão a game egine, editor de vídeo e o módulo de tracking para vídeo. Um dos alunos do EAD – Allan Brito me encaminhou uma dúvida sobre a criação de animações no Blender, e resolvi usar essa mesma dúvida como base para gravação de um tutorial. A dúvida era relacionada a adição de créditos em animações! Como podemos adicionar os créditos?

Créditos em animações

Adicionando créditos em animações

Em softwares como o o Adobe Premiere é possível adicionar créditos em animações usando aquele texto que rola na tela de baixo para cima usando ajustes simples no editor de texto. O processo é automático, bastando para o editor selecionar o texto do tipo Roll.

Com o Blender a coisa não é assim direta, mas lembre que temos um software de animação 3d a disposição, então precisamos apenas configurar a cena da maneira correta. Vamos aprender como fazer?

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O processo de configuração é bem simples e envolve basicamente o posicionamento da câmera em uma vista ortogonal na cena, e depois a alteração da projeção das linhas de perspectiva para ortogonal. Isso é necessário para que o texto fique também ortogonal na tela.

Com a câmera posicionada é necessário agora adicionar o texto na tela, que é um objeto texto simples do Blender mesmo com as devidas configurações de fonte e tamanho. Uma dica interessante é aplicar um material nesse texto, marcando a opção shadeless no material para que ele fique insensível a luz. Isso ajuda a acelerar o render do texto, a não ser que você faça absoluta questão de usar o Cycles com aceleração por GPU para renderizar texto! Assim você aproveita aquela placa de vídeo cara que você comprou.

Bem, depois disso basta animar o texto e renderizar tudo. A montagem dos créditos depois da sua animação pode ser feita no sequenciador de vídeo ou então em qualquer editor externo.

Agora você também sabe como adicionar créditos na sua animação 3d criada no Blender.

Criando suas animações com o Blender

Quer criar suas próprias animações usando o Blender? No EAD – Allan Brito você encontra três cursos próprios para criação de animações no Blender:

Tutorial 135: Usando o Fake user do Blender

Entre as diversas dúvidas e perguntas que sempre recebo aqui no blog e também no EAD – Allan Brito, posso destacar uma pergunta que sempre “atormenta” usuários iniciantes no Blender, que está relacionada a exclusão de informações das cenas. Por exemplo, imagine a situação em que você possui diversos tipos de materiais dentro de uma cena, e gostaria de remover esses mesmos materiais do seu arquivo, pois eles não devem serem associados em nenhum objeto. Como fazer isso? A simples desassociação do material desse objeto não fará com que ele desapareça, pelo menos não de imediato.

Como funciona isso exatamente? Nesse contexto ainda temos uma função muito importante dentro do Blender que é o chamado Fake User. Como funciona esse Fake User?

Blender Fake User

Para explicar exatamente o funcionamento do Fake User e também da exclusão de informações de cenas do Blender, resolvi gravar o tutorial de número 135 do meu canal no Youtube. Sim, já são 135 tutoriais! O tutorial explicando o funcionamento do Fake User pode ser conferido a seguir:

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Entendeu?

Um dos princípios básicos que você deve sempre seguir ao usar o Blender, é que as informações adicionadas na cena como materiais, data blocks e outros precisam necessariamente estar associados a um objeto. Caso essa informação não esteja associada a nenhum objeto, assim que o Blender for fechado as informações são excluídas! Sim, o processo conhecido em outros softwares como purge é realizado de maneira automática.

Mas, e se não quisermos que essas informações sejam excluídas? É nesse ponto que aparece o chamado Fake User! Você já deve ter percebido que logo ao lado dos nomes de alguns objetos aparece um pequeno botão com a letra F. Esse botão habilita um usuário “virtual” que foi ilustrado de maneira brilhante no vídeo! Se um objeto possuir o Fake User, então o mesmo não é excluído pelo Blender mesmo que não exista nenhum objeto na cena fazendo uso real das informações.

Essa é a melhor maneira de garantir que grandes listas de materiais, texturas, data blocks e outras informações não sejam excluídas quando você fechar um projeto.

Agora você já conhece a função do Fake User!

Quer aprender mais sobre o Blender? Visite o EAD – Allan Brito e confira os diversos cursos online sobre Blender, sendo um deles totalmente gratuito.

Van Gogh em 3d usando Blender

As partículas em um software 3d podem assumir as mais diversas funções que variam da criação de animações usando pequenos objetos, e também a representação de pelos e cabelos. Isso funciona dessa forma em diversos softwares 3d e no Blender não é diferente. Um artista 3d com criatividade pode criar composições e material muito interessante usando partículas, sejam imagens abstratas ou então substituindo as partículas por pequenos objetos baseados em polígonos. Esse foi o caso do artista giusepped que reproduziu um retrato do famoso pintor pós-impressionista Van Gogh usando partículas no Blender. O resultado foi a imagem que ilustra esse artigo em que temos Van Gogh em 3d.

Van Gogh em 3d usando Blender

Van Gogh em 3d usando Blender

Além de apresentar o resultado final do seu projeto, o artista compartilhou todo o processo e técnica usada para gerar a imagem do Van Gogh em 3d no seu web site, em que encontramos diversas imagens ilustrando o processo de configuração do projeto. O texto está todo em Italiano, mas nada que uma pequena ajuda do Google Translator não resolva, e mesmo com o texto em outra língua é possível acompanhar muito bem o processo. Eu particularmente não falo ou leio em italiano, mas percebi o processo de construção do modelo e da cena Van Gogh em 3d apenas observando as imagens.

Isso não é tudo, pois o artista ainda preparou no final do seu artigo um upgrade para a cena, em que podemos contemplar o Van Gogh em 3D anáglifo estereoscópico.

Qual 3d é esse? Para quem não está muito familiarizado com a tecnologia de imagens com efeitos 3d, as imagens com esse tipo de tecnologia são as que funcionam com os óculos que possuem lentes com duas cores, geralmente vermelho e azul.

Essa tecnologia não é nova, mas funciona bem para a imagem. Com os óculos que possuo aqui no escritório, consegui ver a imagem com o efeito de profundidade.

Usando partículas no Blender

Quer aprender a usar partículas no Blender? Recomendo uma visita ao curso sobre animação baseada em física com Blender, para conferir as aulas específicas sobre partículas e animação. O curso aborda exatamente os conteúdos necessários para criar sistemas de partículas como os apresentados nesse projeto.