Download gratuito de 241 mapas urbanos em DXF

O desenvolvimento de cenários urbanos para jogos e outras aplicações é o que aproxima mais o trabalho de um arquiteto e urbanista de um designer ou artista voltado especificamente para a produção de jogos. Quando o projeto em particular exige que sejam elaborados ambientes urbanos fictícios a liberdade para criação é total, mas nos casos em que é necessário reproduzir cidades reais a coisa muda de figura. Por exemplo, se o seu jogo se passa em Nova Iorque ou então São Paulo, você obrigatoriamente precisará conhecer a estrutura urbana dessas cidades.

Com um pouco mais de orçamento, você pode realizar o mesmo procedimento que as equipes da Ubisoft ou Rockstar fizeram para mapear cidades italianas ou americanas em Assassins Creed ou GTA, que foi visitar as cidades e tirar fotos para conseguir reproduzir os ambientes urbanos.

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Se o seu orçamento estiver muito um pouco apertado, o ideal pode ser conseguir os mapas urbanos já vetorizados dessas áreas. Essa é a proposta do bdon.org que extraiu o conteúdo do Open Street Map e organizou tudo como arquivos DXF. Esses arquivos são compatíveis com a grande maioria das aplicações de CAD como AutoCAD e também softwares de modelagem 3d como o 3dsmax, Blender e SketchUp.

A grande maioria dos mapas urbanos é oriunda de cidades nos EUA, mas é possível encontrar várias cidades brasileiras como São Paulo, Brasília, Curitiba, Rio de Janeiro e Porto Alegre. O recurso é muito valioso para qualquer pessoa interessada em reproduzir o cenário urbano dessas cidades em aplicações 3D, seja para jogos ou mesmo simples visualização arquitetônica.

No caso de jogos você pode aproveitar os mapas vitoriados para recriar os modelos 3d das edificações, ou então adicionar elementos novos para recriar épocas diferentes seja no passado ou futuro de cada cidade.

Já mencionei que a biblioteca é totalmente gratuita? Existem no total 241 mapas disponíveis para download.

Modelagem urbana e desenvolvimento de jogos

Quer aplicar esses mapas na construção de cenários para jogos virtuais? No EAD – Allan Brito você encontra cursos que podem ajudar você nessa tarefa. Os dois primeiros cursos ajudam na modelagem para arquitetura:

Por último temos o curso que ensina a criar jogos virtuais tridimensionais usando o Blender como Engine gráfica!

Usando o grease pencil do Blender para arquitetura 3d

A adição de novas ferramentas em softwares como o Blender sempre apresentam algum propósito, sendo que a animação de personagens é um dos objetivos mais comuns entre as descrições das ferramentas. Por exemplo, quando foi lançado o recurso chamado de Grease Pencil para o Blender, ainda nas versões 2.4x, o objetivo era proporcionar uma maneira de desenhar e adicionar anotações em animações, permitindo que equipes trocassem informações diretamente no arquivo do Blender. O objetivo e descrição podiam até ser direcionados para animação de personagens, mas basta um pouco de criatividade para que artistas encontrem outros propósitos para a ferramenta.

Já pensou em usar o grease pencil do Blender para ajudar no planejamento urbano ou desenvolvimento de projetos arquitetônicos? Um artista francês pensou nisso, e produziu dois tutoriais em vídeo que mostra a aplicação direta do grease pencil no desenvolvimento de paisagens urbanas e até mesmo arquitetura.

Os vídeos somam quase 40 minutos de tutorial, e mostram muito bem o processo com exemplos de anotações sobre os modelos 3d.

Blender 2.5 Grease Pencil Tutorial from Viralata on Vimeo.

Blender 2.5 grease pencil tutorial part 2 from Viralata on Vimeo.

O modelo 3d usado para os tutoriais é uma paisagem urbana formada por ruas e edificações que poderiam ser qualquer ambiente encontrado em grandes cidades. No vídeo podemos acompanhar como é fácil realizar diversas tarefas no projeto:

  • Destacar áreas específicas das ruas ou edificações;
  • Esboçar novos elementos como árvores ou mesmo novas edificações;

Um dos principais benefícios desse tipo de ferramenta é a possibilidade de trabalhar no desenvolivmento de projetos em equipe, e principalmente na educação. Em projetos que de urbanismo dentro de instituições de ensino, o professor pode analisar e adicionar as críticas e sugestões ao trabalho dos alunos no próprio arquivo. Isso poderia até eliminar a necessidade de trabalhar com modelos físicos para análise. Somente no final do processo é que um modelo assim seria criado, aproveitando as críticas que já haviam sido adicionadas no próprio projeto do Blender.

No final ainda é possível aproveitar os elementos usados no grease pencil para gerar efeitos únicos no render, como desenhar manualmente as árvores e vegetação da cena. O resultado é um render que parece ter usado diversos softwares para compor 3d com 3d, quando na verdade apenas o Blender foi usado em todo o processo.

Esse tipo de aplicação do grease pencil mostra como o Blender, usando ferramentas nativas pode ser versátil, se adaptando aos mais diferentes contextos.

Projeto Galileo: Ferramenta permite criar paisagens urbanas

A Autodesk está com a excelente prática de lançar alguns dos seus produtos mais inovadores como testes de conceito no Autodesk Labs, usando um sistema de distribuição gratuito que permite a qualquer pessoa testar as ferramentas antes de disponibilizar o software para o público. O único ponto negativo da iniciativa é que as versões finais são distribuídas em formato comercial, deixando que gostou da amostra do Labs com a necessidade de comprar o software para continuar a fazer uso da ferramenta. Essa semana conheci mais uma dessas ferramentas que é chamada pelo nome código de Project Galileo, e o mesmo pode ser copiado de maneira gratuita.

A função dessa ferramenta é servir como base para planejamento urbano e de terrenos, permitindo fazer vários ajustes e controles diretamente sobre as informações reais do projeto. Para ter uma idéia melhor sobre o seu funcionamento, o vídeo abaixo demonstra o uso da ferramenta na criação dos conceitos para uma pequena quadra.

No vídeo podemos acompanhar como o usuário pode selecionar partes do terreno e carregar informações sobre o local, atualizando a topografia. Mas, a parte mais interessante é a edição dos parâmetros e informações da área editada. O processo lembra muito o do jogo Sim City, em que podemos trabalhar diretamente sobre uma área adicionando pavimentação e detalhes. A diferença é que nesse caso o objetivo é visualizar a planejar uma construção que efetivamente será construída.

O web site do projeto ainda dispõe de vários vídeos de demonstração extras que apresentam:

  • Básico sobre a criação de projetos com o Galileo
  • Importando água para o projeto
  • Inserindo terrenos reais
  • Trabalhando com camadas no software
  • Navegação em modelos 3d
  • Design conceitual de edificações
  • Proposta de design conceitual
  • Modos de apresentação
  • Ferramentas de seleção (em três partes)

Para quem não se importa em trabalhar com uma ferramenta que provavelmente irá receber uma versão paga daqui alguns meses, a proposta do Galileo é bem interessante e pode ser aproveitada por arquitetura, urbanistas e principalmente estudantes. Nesse caso a ferramenta pode prover informações para estudantes e urbanistas que seriam difíceis de conseguir sem o auxílio de ferramentas de GIS caras, e praticamente inacessíveis dentro do contexto acadêmico.

Eu mesmo já estou começando a fazer os meus testes com o software, e gostando muito do resultado.

Tutorial 3ds Max: Criando paisagens urbanas com o plugin Greeble

Desde o início de Agosto voltei a ministrar aulas de 3ds Max, em um curso destinado a visualização de projetos arquitetônicos aqui em Recife. O curso serviu para que pudesse revisar o meu material de aula e alguns dos exercícios que uso em sala. Como tenho acesso a um 3ds Max mais recente no local em que o curso está sendo ministrado, posso escrever sobre alguns tópicos próprios do 3ds Max. Um dos plugins que sempre gosto de mostrar para pessoas interessadas em trabalhar com arquitetura é o Greeble do 3ds Max, que funciona de maneira muito semelhante ao Discombobulator do Blender 3D.

O objetivo principal dessa ferramenta é simular as placas e painéis existentes em superfícies mecânicas, como naves e outros elementos. Mas, assim como acontece com o Discombobulator é possível adaptar os parâmetros para criar paisagens urbanas. Se você quiser usar o plugin é necessário visitar a página do Greeble para o 3ds Max e fazer o download da versão apropriada para o seu Max.

O arquivo copiado do web site é um zip que deve ser extraído para uma pasta no seu computador. Dentro do 3ds Max, abra o menu Customize e escolha a opção Plug-in Manager… para instalar a ferramenta.

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Clique com o botão direito do mouse sobre a janela que vai aparecer e escolha a opção “Load New Plug-in…”.

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Para aplicar a ferramenta em um objeto, podemos criar um plano com boa quantidade de subdivisões e aplicar o Greeble no objeto.

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Agora o Greeble estará disponível como um modificador.

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Esses são os parâmetros de configuração do Greeble, em que podemos ajusta os valores da altura máxima e mínima dos elementos criados, assim como o tipo de geometria que será gerada com os ícones disponíveis na parte superior da ferramenta.

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Repare como o cenário criado sobre o plano lembra uma paisagem urbana com vários prédios e elementos que podem muito bem participar de animações e composições. Se você quiser criar ruas ou outros elementos urbanos, basta remover algumas faces do plano e aplicar o Greeble apenas nas áreas que devem ser modificadas.

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Para deixar a visualização ainda mais real, basta renderizar a cena com o uso do sistema de Daylight do Mental Ray e um mr Physical Sky, e o resultado é esse:

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Em outro artigo explico como configurar o Daylight do Mental Ray, pois isso também é assunto do curso.