Allan Brito

Migrando dos tijolos para os pixels!

Archive for August, 2007


Hoje foi publicado no graphicall.org, uma compilação experimental do Blender com um novo sistema de partículas. Acompanhando esse novo sistema, estão alguns novos modificadores que aproveitam o novo sistema, para adicionar funcionalidades muito interessantes ao Blender. Esse tutorial aborda um desses modificadores, chamado de Explode. Como o próprio nome mesmo diz, esse modificador tem como objetivo explodir os objetos no Blender. Ainda não consegui compilar informações suficientes sobre esse novo sistema de partículas, mas num futuro próximo, pretendo elaborar um tutorial sobre isso também.

Antes que alguém pergunte, esse novo sistema de partículas estará presente no futuro Blender 2.45? Acredito que não, a versão RC1 do próximo Blender não apresenta essas funcionalidades. Acho que se tudo ocorrer bem, essas ferramentas aparecem apenas no final do ano, quem sabe no Blender 2.50.

Como já fazia um tempo que não publicava nenhum tutorial em vídeo, resolvi gravar dois vídeos para mostrar as possibilidades dessa nova ferramenta.

O primeiro vídeo mostra uma visão geral sobre a ferramenta:

Blender 3D – Modificador Explode: Parte 1

Interessante não é? Para resumir os pontos abordados, essa é a seqüência necessária para explodir objetos no Blender, usando esse novo modificador:

  1. Selecione um objeto com um número considerável de faces
  2. Aplique um sistema de partículas nesse objeto
  3. Depois que as partículas estiverem aplicadas, adicione um modificador explode
  4. Ajuste os parâmetros das partículas para controlar a explosão

Mas é só isso que podemos fazer com esse modificador? Não! Ainda podemos adicionar alguns controles extras. Por exemplo, com o uso de grupos de vértices, podemos controlar quais as partes do modelo são destruídas. Assim é possível deixar uma parte do modelo isolada do modificador. Esse é o assunto do segundo vídeo:

Blender 3D – Modificador Explode: Parte 2

Pronto! Agora você já pode ser mais seletivo no seu espírito de destruição. Essa ferramenta facilita muito o trabalho de animação que antes era realizado com Scripts. Esse sistema de partículas também promete novas opções para a parte de efeitos no Blender.

Não se esqueça de verificar a ordem em que o modificador está posicionado, como foi mostrado no final do vídeo. Isso é muito importante, caso contrário ele não vai funcionar.

Caso você queria testar esse modificador, visite o graphicall.org e faça o download dessa compilação de testes. Mas lembre, essa é uma versão experimental, instale por sua conta a risco. Por enquanto, só existe versão para Windows.

Já estou até vendo, nas aulas de Blender esse será um dos temas que mais vai empolgar os alunos. Porque será que as pessoas gostam tanto desses temas voltados à destruição? Mas uma coisa eu não posso negar, que é divertido ficar explodindo as coisas isso é!

Aug
31

Um dos recursos que mais geram dúvidas no Blender é o simulador de fluidos, posso dizer isso por experiência própria nas minhas aulas. Lidar com domínios e emissores de fluidos não é uma coisa simples, para quem não está familiarizado com a ferramenta. Em termos de dificuldade a única ferramenta que gera mais dificuldade no aprendizado são as partículas. Mas por quê? Essa dificuldade está relacionada ao fato da maioria das pessoas acharem que apenas apertando alguns poucos botões, podem conseguir resultados fantásticos! O famoso “CTRL+ALT+Aleluia”!

Bem, deixando um pouco de lado as críticas, caso você ainda tenha dificuldades com a ferramenta de fluidos do Blender ou simplesmente queria aprender um pouco mais. Um tutorial em vídeo com aproximadamente 30 minutos foi lançado no 3dtutotials.sk.

Fluidos em computação gráfica - Blender

O vídeo mostra passo a passo, todo o processo de configuração e setup dos parâmetros necessários para gerar uma boa simulação de fluidos. Por exemplo, no vídeo o autor mostra como organizar melhor os arquivos das simulações. Isso mesmo, caso você não saiba, sempre que o Blender gera uma simulação de fluidos, uma serie de arquivos são gerados, para armazenar as informações da simulação. Uma ótima maneira de organizar esses arquivos é separar uma nova pasta para cada simulação.

Outro ponto fundamental para a simulação é a configuração correta do Domain para o fluido. Além da criação do Domain, o autor mostra como os parâmetros do Domain podem influenciar na velocidade e qualidade da simulação dos fluidos. Essa é uma ótima dica, já que além da qualidade do líquido gerado o maior problema enfrentado pelas pessoas que pretendem gerar [BP:215]animações[/BP], é o controle do tempo.

Caso você tenha interesse em fazer o download do vídeo, visite o 3dtutorials.sk. Mas já devo avisar que o arquivo é bem grande, são aproximadamente 40 megas com resolução de 800×600. Apesar de ser narrado em inglês, prestando atenção nos movimentos é possível aprender muito, mesmo sem entender a narração. Se eu tiver um tempo nesse final de semana, tento produzir as legendas para ajudar na compreensão e mando o vídeo para o dotSub.com.

Aug
31

Além da modelagem 3D, existe outra atividade na computação gráfica que demanda uma boa biblioteca de modelos ou ilustrações, para otimizar o processo de produção. Essa atividade é o desenho técnico em ferramentas de CAD, como o famoso AutoCAD. Tentar desenhar qualquer projeto no AutoCAD, sem uma boa biblioteca dos chamados blocos, pode ser uma atividade frustrante! Somente com os blocos, conseguimos humanizar os desenhos técnicos, com detalhes como mobiliário e escalas humanas. Ainda são raros os web sites que oferecem uma grande quantidade de blocos 2D, para essa finalidade.

Blocos 2D para AutoCAD

Um dos melhores recursos que conheço é o CAD Blocos, que oferece vários blocos gratuitos para usar no AutoCAD, ou qualquer ferramenta que aceite arquivos vetoriais, nos formatos DWG e DXF. Além de oferecer arquivos para download gratuito, também é possível comprar um CD com blocos 2D e 3D para AutoCAD.

Existe até um CD com blocos difíceis de encontrar até mesmo na internet, que são os blocos para Corel Draw. Isso mesmo, de acordo com a descrição da página os blocos são voltados para uso em visualização arquitetônica. Para as pessoas que estão interessadas em trabalhas com aquelas famosas plantas decoradas, pode ser uma boa compra. Nunca vi nenhuma planta dessas sendo desenhada no Corel, a maioria dos profissionais que conheço, trabalham apenas com o [BP:215]Photoshop[/BP] para criar esse tipo de material.

Voltando aos blocos de CAD, eles estão classificados em categorias para facilitar a pesquisa. Algumas das categorias presentes:

  • Pessoas
  • Mobiliário
  • Vegetação
  • Equipamentos Urbanos
  • Padrões Hatch
  • Banheiros

Antigamente não era possível fazer pesquisas por um bloco específico, mas agora existe uma caixa de pesquisa do Google, que facilita muito o trabalho de pesquisa. Por exemplo, digitando a palavra “sanitario”, veremos apenas os blocos que contém esse tipo de objeto.

Podemos usar esses blocos no InkScape? Bem, para fazer isso precisaremos converter os arquivos para o formato SVG. Infelizmente os arquivos estão disponíveis apenas no formato DWG, que não é compatível com o InkScape. Existe até uma ferramenta chamada DWG to SVG Converter MX, mas ela é paga. Então para as pessoas interessadas, a solução por enquanto é desenhar os blocos novamente ou comprar o conversor. Alguém conhece uma ferramenta open source que faz essa conversão?

Aug
31

Muito se fala em reportagens e textos sobre computação gráfica, sobre os feitos de ferramentas como o 3ds Max, Maya e Blender. Inclusive citando os projetos que tiveram a participação dessas ferramentas. Mesmo oferecendo grandes vantagens para os seus usuários, algumas empresas como a Pixar, preferem criar as suas próprias ferramentas proprietárias, para não ficar dependendo das inovações oferecidas pela Autodesk ou outra empresa qualquer. Parece que a iniciativa da Pixar está fazendo escola, pois a ILM agora também está com uma ferramenta proprietária chamada Zeno. Mas o seu objetivo é diferente do Marionette da Pixar, que aparentemente oferece uma suíte voltada para animação apenas, deixando o trabalho de render para o RenderMan.

ILM Zeno

Mas a função do Zeno é diferente, segundo uma entrevista concedida por Cliff Plumer (funcionário da ILM) ao vfxworld.com, o objetivo do Zeno é funcionar como um Hub que conecta as várias ferramentas usadas pela ILM. Por exemplo, eles podem usar para a modelagem 3d apenas o Softimage e realizar as animações 3D todas no Maya. O problema de usar esse tipo de processo está na incompatibilidade de formatos. Sempre existem perdas e problemas na conversão entre as ferramentas.

Além de possibilitar essa integração entre as ferramentas, o Zeno também funciona como um gerenciador de projetos, semelhante ao que faz o alienbrain. Como a ILM possui uma equipe de desenvolvimento trabalhando constantemente no Zeno, novas funcionalidades são adicionadas com certa freqüência, para auxiliar nos projetos.

Segundo a própria entrevista hoje já é possível aplicar LOD (Nível de detalhe) para animações diretamente do Zeno. Além de oferecer uma série de truques para materiais e deslocamentos de geometria, diretamente no Zeno. Por exemplo, é possível criar superfícies de tijolos, apenas usando truques com shaders, sem a necessidade de criar geometria ou deslocer vétices.

Praticamente todos os filmes recentes, em que a ILM participou da produção, usaram o Zeno como ferramenta de apoio. Inclusive, vários estúdios que hoje empregam ex-funcionários da ILM fazem ofertas de compra para o sistema, de tão bom que ele é. Mas segundo Cliff Plumer, o sistema não está a venda e não é de interesse da ILM, entregar uma das grandes vantagens produtivas do estúdio.

O próprio George Lucas, gostaria de ter se aproveitado das vantagens oferecidas pelo Zenop, na produção do Episódio 2 do [BP:257]Star Wars[/BP], mas naquela época a ferramenta ainda não estava pronta.

Caso você tenha interesse em conhecer mais sobre o Zeno e o processo de produção da ILM, recomendo a leitura dessa entrevista no vfxworld.com.

Aug
30

Essa semana o 3dm3.com publicou outro tutorial de [BP:215]3ds Max[/BP], dessa vez voltado a maquetes eletrônicas. Mais especificamente sobre a modelagem e renderização do teatro Schwerin, na Alemanha. O artista responsável pelo tutorial se chama Mohammad Saatchi, sendo ele um profissional especializado em visualização arquitetônica. Provavelmente você nunca ouviu falar sobre esse teatro na Alemanha, mas já posso dizer que edificações como essa, é um dos maiores desafios para qualquer pessoa interessada em fazer visualização arquitetônica séria. Isso mesmo, tudo devido à grande quantidade de detalhes e ornamentações presentes no edifício. O processo é totalmente diferente de um prédio comercial da atualidade, que apresenta superfícies lisas, para facilitar e baratear a construção.

Maquete eletrônica com 3ds max

Como de costume, o tutorial está em inglês. Então vou descrever alguns pontos importantes para as pessoas que ainda tem dificuldade em entender o texto lá. O autor começa apontando alguns problemas que ele enfrenta na seleção de referências para a modelagem. Ele só dispõe de fotografias em ângulos não muito favoráveis e a certa distância. Então ele não poderá usar muito essas referências fotográficas.

A modelagem teve inicio na parte frontal do edifício, com as colunas e pórticos presentes na entrada do edifício. Segundo o autor, ele não usou nenhuma medida específica, apenas teve o cuidado de usar sempre as mesmas proporções. O processo todo foi conduzido usando Box Modelling, com a criação de primitivas básicas que eram posteriormente convertidas para Editable Poly. Assim ficava mais fácil deformar os objetos.

Além do Box modelling, outras ferramentas como o Lathe foram usadas para criar objetos com um perfil mais cilíndrico.

Para fazer os tijolos na fachada, ele usou o Bevel no Edit Poly. Com isso não é necessário usar nenhuma textura para gerar a geometria necessária para representar os tijolos. Como a superfície que usar os tijolos é pequena, não vai gerar grandes problemas ao modelo.

Depois que a parte com os tijolos está criada, ele faz a união de todos os elementos para formar mo modelo do teatro. Mesmo não usando nenhuma textura, o tutorial mostra um bom exemplo de como usar Box Modelling para criar maquetes eletrônicas. Já que ele não tinha referências fotográficas da lateral dessa edificação, apenas a fachada foi criada.

Caso você queira conferir esse tutorial de modelagem, visite o 3dm3.com; maquete eletrônica com o 3ds Max.

Aug
30

A timeline do Adobe Premiere, permite realizar vários tipos de operações para ajustar da melhor maneira possível a edição e montagem de vídeos. Hoje vou falar sobre um recurso muito interessante na timeline, que possibilita criar animações para algumas propriedades, usando curvas bezier, diretamente na timeline. Para exemplificar melhor o uso desse recurso, utilizarei um texto criado com o editor interno de títulos do próprio Premiere PRO. Caso você não saiba criar esses textos no editor interno do Premiere, pode usar qualquer objeto, até mesmo clipes de vídeo aceitam esse tipo de edição.

Adobe Premiere PRO 2.0 - Interface

Assim que o objeto estiver na janela de projeto do Premiere, arraste esse objeto até a timeline, para fins de teste posicione o objeto em qualquer canal de vídeo. Assim que ele for adicionado a uma seqüência na timeline, verifique se ele está com a exibição dos keyframes habilitada. Para isso o ícone apontado na imagem abaixo, deve estar sendo exibido, como um pequeno ponto branco.

Isso determina que os keyframes estejam sendo exibidos.

Adobe Premiere PRO 2.0 - Keyframes

Por último, verifique se a propriedade escolhida para a animação é a opacidade. Como podemos animar várias propriedades, precisamos escolher dentre várias como movimentação, escala, opacidade ou outra qualquer. Apesar do padrão para o Premiere Pro, seja exibir a opacidade, é sempre bom verificar.

Se tudo estiver correto, veremos uma linha laranja passando do inicio até o final do clipe de vídeo. Essa linha mostra o valor da propriedade selecionada. No nosso caso, ela mostra que o valor da opacidade está constante, já que a linha não sofre nenhum tipo de deformação. Com a ferramenta de desenho, poderemos deformar essa linha para criar variações nessa propriedade.

Adobe Premiere PRO 2.0 - Sequências

Agora, na barra de ferramentas acione a opção Pen. Depois que ela estiver acionada, com a tecla CTRL pressionada, clique sobre a linha laranja para criar novos nós. Repare que pequenos pontos brancos aparecem sobre a linha laranja.

Read the rest of this entry »

Aug
29

Os sistemas de compartilhamento de fotografias online como o Flickr e Picasa Web, são sem sombra de dúvida uma febre. Melhor ainda, eles são um excelente recurso da Web 2.0. Mas todos eles ainda possuem uma deficiência, ainda não conseguem editar as fotografias armazenadas nos seus respectivos sistemas. O que eles fazem é só catalogar e armazenar as fotos, formando um tipo de rede social. Pois agora podemos usar também uma solução gratuita para editar as fotografias online, com um sistema chamado FotoFlex.

FotoFlex Fotografias Online

Antes que você já se pergunte; será possível abandonar o Gimp ou o [BP:215]Photoshop[/BP]? Ainda não, o sistema é recomendado apenas para edições simples e rápidas. Os profissionais não podem deixar de lado ferramentas como o Photoshop, para esse tipo de atividade. Mas os fotógrafos amadores, que não precisam de sofisticação, podem usar o sistema sem grandes problemas.

O FotoFlex inclusive se integra perfeitamente com o Flickr, Picasa Web e outros serviços de armazenamento de fotografias online. Isso mesmo! Podemos indicar os álbuns criados nessas ferramentas, para que o próprio FotoFlex, transfira os arquivos de imagem para edição.

Para enviar uma fotografia, podemos indicar um arquivo diretamente do nosso disco rígido ou então, apontar para uma URL que o próprio sistema, copia a fotografia também.

Mas quais as ferramentas de edição disponíveis? Quando acionamos o editor, temos algumas opções agrupadas em abas:

  • Basic Tools: Aqui existem ferramentas básicas para desenho e redimensionamento. Assim como opções para girar as fotografias e cortar a moldura.
  • Color Effects: Essa aba disponibiliza opções para alterar as cores da imagem. Podemos deixar a fotografia em escala de cinza, sépia e vários outros efeitos.
  • Distort: Para as pessoas que gostam de distorcer imagens, para que elas fiquem mais engraçadas, as ferramentas para isso estão aqui.
  • Beautify: Caso o objetivo seja melhorar as imagens, aqui temos algumas ferramentas disponíveis. Existe até uma opção para remover olhos vermelhos!
  • Text Tools: Como o próprio nome diz, aqui temos ferramentas para adicionar textos. Existem até balões prontos para adicionar a simulação de diálogos.
  • Advanced: Aqui temos as ferramentas mais surpreendentes para um editor online, existem opções para fazer seleção com varinha, capturar imagens diretamente de uma Webcam e ajustar a opacidade da imagem.

Todo o sistema é feito em Flash, sendo muito leve e rápido. Pelo menos nos testes que realizei com ele, tudo foi executado de maneira rápida. O único problema que encontrei, foi que o sistema apresentava erro no upload de fotografias, caso você não entre com um usuário e senha. Mesmo que ele especifique não ser necessário fazer isso.

Para os fotógrafos amadores, essa é uma ótima opção!

Aug
29

Mais Blender na siggraph 2007

Posted on: 29, Aug

Ainda estão aparecendo mais vídeos provenientes da última Siggraph. Dessa vez foi uma entrevista realizada com Roland Hess, diretamente no stand da fundação Blender. O que aparece no vídeo não é de muita ajuda para os usuários mais experientes do Blender, mas mesmo assim podemos ter uma idéia sobre como o Blender estava sendo apresentado na feira. Assim como as animações e recursos usados no stand. Uma das animações que não poderiam faltar é aquela que mostra o processo de radiosidade, com uma sala cheia de figuras geométricas primitivas.

Entrevista Blender

Na entrevista ele fala sobre os recursos existentes no Blender como a possibilidade de criar animações, modelagem, simulações físicas e outros aspectos interessantes. A pessoa que está conduzindo a entrevista ficou muito interessada, pela possibilidade de integrar o Blender com outras ferramentas. Principalmente com a possibilidade de importar arquivos no formato 3DS.

Algumas pessoas me perguntam qual a função da radiosidade no Blender, pois no vídeo aparece um excelente exemplo de animação que usa a radiosidade, para aplicar iluminação diretamente no modelo 3D. Apesar de o resultado ficar um pouco distante do foto realismo, podemos atingir resultados muito interessantes com a radiosidade. Principalmente se você usar a [BP:215]Game Engine[/BP] para as animações.

No final da entrevista, o Roland Hess comenta um pouco mais sobre o sistema de simulação de fluidos. Inclusive, comentando que já é de conhecimento dele que alguns usuários estão usando o sistema do Blender para gerar animações e depois exportar os dados para outras suítes 3D, como o Lightwave. Parece que o simulador de fluidos está fazendo sucesso mesmo.

Caso você queira assistir a toda a entrevista sobre Blender, visite esse endereço. Infelizmente não existe nenhuma versão do vídeo publicado no YouTube ou similares. Para assistir ao material, será necessário usar o Quicktime.

Caso você esteja se perguntando; quem é Roland Hess? Ele é um dos desenvolvedores do Blender, sendo uma figura ativa na comunidade. Inclusive participou da produção do Elephants Dream, você pode encontrar o nome dele nos créditos do projeto.

Aug
29

Você já tentou fazer uma pintura digital no Photoshop ou Gimp? Ainda por cima sem uma tablet? Isso pode até se transformar em um exercício de paciência, mas é possível. Produzir esse tipo de material pode se transformar em uma verdadeira cruzada sem a ferramenta certa. Entre as ferramentas de pintura mais famosas temos o Painter da Corel, que por sinal é um dos únicos produtos da Corel que é largamente aceito no meio profissional. Isso mesmo, para aqueles que acham que o [BP:215]Corel Draw[/BP] é um ótimo programa, ele deixa muito a desejar, principalmente no gerenciamento de cores para impressão.

Artrage Interface

Para as pessoas que não precisam fazer pinturas mais sofisticadas, com o Painter, existe também uma excelente ferramenta chamada ArtRage, que tem um módulo totalmente gratuito para download. Até mesmo o curso da versão Full que é de apenas 25 dólares é bem atrativa, mas só o fato de oferecer uma versão gratuita para qualquer pessoa usar, já é um grande atrativo.

O ArtRage oferece opções de pintura com pincéis do tipo: óleo, aerógrafo, lápis, giz e outros. Fora as ferramentas de pintura, ainda existem opções para manipulação de fotografias reais. Por exemplo, podemos pegar uma foto e trabalhar sobre ela para transformar em uma pintura. Que fique bem claro, que aqui não será usado nenhum filtro para fazer o trabalho teremos sim que pintar e trabalhar sobre a imagem.

Qual a diferença da versão Full para a versão gratuita? A versão gratuita não oferece os seguintes recursos:

  • Suporte a camadas
  • Suporte a arquivos PSD (Photoshop)
  • Salvar conjuntos de cores personalizadas
  • Redimensionar e cortar pinturas

Esses são os recursos disponíveis apenas na versão Full, que é paga. Se interessou pelo ArtRage? Ele está atualmente na sua versão 2.5. Para fazer o download, visite o web site da Ambient Design. Caso você queira trabalhar com uma tablet ou mesa digitalizadora, essa é a ferramenta certa!

Para que você não vá fazer o download sem antes conferir o que a ferramenta faz, selecionei esse vídeo que mostra o processo de pintura com o ArtRage. Claro que o artista está usando uma tablet para ajudar.

Aug
28

A cebas disponibilizou mais alguns vídeos mostrando a integração do seu renderizador chamado finalRender, com o Autodesk 3ds Max. Caso você já acompanhe o Blog, sabe que a Cebas está sempre lançando novos vídeos para promover o seu renderizador, que por sinal é muito bom. O material apresentado nas galerias do finalRender são de excelente qualidade. Esse novo conjunto de vídeos, lançado no início da semana, fala sobre um recurso muito poderoso no finalRender chamado de Micro Triangle Displacement, representado também pela sigla MTD.

3ds max finalrender

Mas o que esse recurso faz? Como ele, podemos criar detalhamento nos objetos, usando apenas mapas de deslocamento. O que acontece é que os objetos que recebem o MTD acabam somente na hora do render, recebendo uma quantidade absurdamente maior de geometria. Isso só no momento do Render, ficando o modelo 3D extremamente leve para edição.

Quando esse tipo de ferramenta é mais usada? Imagine que você precisa criar um cenário, com uma paisagem montanhosa. Esse tipo de superfície apresenta vários desgastes oriundos da erosão dos ventos e chuvas. Isso faz com que a superfície seja bem irregular, com ranhuras e detalhes bem pequenos. Com o MTD, podemos criar uma superfície mais lisa e apenas na hora do render, adicionar esses pequenos detalhes, usando as ferramentas do finalRender.

Essa é aplicação apenas em paisagens, isso sem falar na integração com personagens e objetos em geral. Com ele podemos adicionar facilmente pequenas ranhuras aos objetos, que seriam mais difíceis de criar com modelagem direta no mesh.

O vídeo tutorial está dividido em três partes:

  • MTD para personagens: Aqui temos vídeos que mostram a aplicação do MTD em personagens importados do ZBrush ou do Mudbox. A ferramenta é usada para aplicar detalhes à pele do personagem.
  • MTD para Paisagens: Como eu já havia citado no texto, esse vídeo mostra a aplicação do MTD em paisagens, para adicionar detalhes à geometria.
  • Modificador MTD: Esse último vídeo mostra como funciona o modificador MTD, que o finalRender adiciona ao [BP:215]3ds Max[/BP].

Se você quiser assistir a mais esse vídeo tutorial da Cebas, visite esse endereço. Para saber mais sobre as possibilidades oferecidas pelo MTD, esse artigo no web site da Cebas explica todas as possibilidades oferecidas por essa ferramenta.

Aug
28

Leitura recomendada

Blender 3D - Guia do Usuário Modelando personagens com o Blender 3D Introdução ao AutoCAD 2008: Guia Autorizado Desenho Técnico sem Prancheta com AutoCAD 2008 Desenvolvendo Personagens em 3D com 3Ds Max  Design para Quem Não é Designer Neufert 3ds max 8 - Guia autorizado

Atualizações por e-mail


Categorias


Arquivos


Pesquisa

    Google

Links


Meta

Tags