Plugin SketchUp: 3Skeng ajuda em projetos arquitetônicos

O objetivo do SketcuUp não é funcionar como um sistema de apoio ao desenvolvimento de partes mais técnicas dos projetos arquitetônicos, ou mesmo entrar no planejamento de partes relacionadas a engenharia, como as instalações dos projetos. Mas, mesmo que esse não seja o foco do software, algumas empresas estão desenvolvendo plugins e ferramentas auxiliares para ajudar na visualização desse tipo de elemento. Essa fase do projeto acaba impactando diretamente no design das edificações, muito disso devido ao fato que as instalações podem demandar áreas ou pequenos volumes, descobertos apenas depois que a concepção visual do projeto já está pronta.

Por isso, muitos projetos arquitetônicos sofrem modificações na fase de detalhamento pela falta de espaço para equipamentos como dutos de ar-condicionado e outros elementos. Com a possibilidade de fazer a visualização prévia desses elementos, o problema pode ser evitado. Existe um plugin chamado 3Skeng, que faz exatamente esse tipo de operação, adicionando opções ao SketchUp para modelar e desenhar elementos como tubos e dutos de ar-condicionado no projeto. Assim, a parte de concepção visual do projeto pode se misturar com o planejamento das instalações.

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Depois que o plugin for instalado, uma nova barra de ferramentas aparece no SketchUp, permitindo que você adicione elementos com propriedades de tubulações, com opções prontas para adicionar juntas, joelhos e outros elementos próprios desse tipo de projeto. Claro que não estamos falando de um nível de detalhamento no patamar de softwares como o Revit ou ArchiCAD, mas é uma grande ajuda para fazer modificações rápidas em projetos. No web site da empresa responsável pelo plugin, podemos encontrar um vídeo de demonstração do plugin, mostrando algumas das suas capacidades de edição e interagindo com o projeto de um prédio de escritórios. Para deslocar o posicionamento das tubulações, basta selecionar a tubulação e arrastar o modelo.

Um ponto positivo para o plugin é que a empresa está disponibilizando o software para download gratuito até Outubro de 2009, depois dessa data o mesmo software será vendido. Se você quiser aproveitar essa facilidade no SketchUp, recomendo que vá imediatamente ao web site do 3Skeng e faça o download. Uma vez no web site, procure pelo 3Skeng Pipe for SketchUp.

Tutorial atualizado sobre partículas e o modificador explode no Blender 3D

Já faz um bom tempo desde que publiquei aqui no Blog um tutorial sobre o uso de partículas e o modificador explode no Blender 3D, foi em meados de 2007, quando o modificador explode ainda era experimental e o sistema de partículas do Blender 3D ainda não havia sido atualizado. Desde lá muita coisa foi modificado, por isso resolvi fazer uma atualização nesse tutorial que já está bem desatualizado. O sistema de partículas do Blender é necessário para que o modificador explode possa realmente explodir objetos. Sempre que preciso fazer algum tipo de palestra ou apresentação sobre o Blender 3D, acabo mostrando esse tipo de ferramenta que faz muito sucesso entre a platéia e até mesmo nas aulas. Parece que as pessoas gostam e se interessam em coisas que explodem.

A atualização desse tutorial foi organizada em dois vídeos. O primeiro vídeo faz uma introdução ao sistema de partículas do Blender 3D e o modificador explode, aplicando e explicando os procedimentos para fazer com que um objeto do tipo Mesh seja explodido. A sequencia de ações é relativamente simples, basta configurar um sistema de partículas, fazer com que esse sistema não tenha nenhuma visualização. Depois, precisamos adicionar um modificador explode ao objeto para fazer com que as partículas controlem a dinâmica das faces.


Blender 3D – Modificador explode com novo sistema de partículas from Allan Brito on Vimeo.

Mas, e se for necessário adicionar um pouco mais de interação a animação? No segundo vídeo o tutorial aborda a criação de um objeto que explode e os seus fragmentos caem, sofrendo a força da gravidade, para depois parar em um obstáculo. A criação dos chamados objetos defletores é um dos recursos que temos para trabalhar com obstáculos no sistema de partículas, e não apenas com o modificador explode.


Tutorial Blender 3D: Partículas, explosões e obstáculos from Allan Brito on Vimeo.

Com as técnicas mostradas nesses vídeos é possível simular animações de janelas quebrando e outros tipos de simulações. Basta colocar a criatividade para funcionar e criar a animação.

Ainda podemos adicionar um pouco mais de interação com:

  • Grupos de vértices: Com essa ferramenta é possível determinar partes isoladas do objeto que devem explodir. Por exemplo, para explodir apenas a parte superior do objeto, basta criar um grupo de vértices e informar o nome desse grupo no painel do modificador.
  • Partículas do tipo Reactor: Para fazer animações em que as partículas reagem as explosões em seqüência, podemos criar vários sistemas de partículas do tipo Reactor que começam suas animações, quando sofrem colisão de outras partículas.

Agora você já sabe o suficiente para começar a fazer as suas próprias explosões! Se você for usuário registrado no Vimeo, os vídeos estão disponíveis para download em 720p e no container MP4.

AutoCAD 2010: Dicas para hachurias, cálculo de área e distâncias

No que se refere aos projetos envolvendo desenho técnico, um dos mais difíceis de trabalhar, mesmo em ambientes de desenho 2D são os projetos com paredes curvas. Desde a época da faculdade já sentia na pele as complicações para manipular áreas e outros elementos de desenho, como o arremate de paredes e esquadrias nas paredes. Quando a planta é elíptica o problema é potencializado, pois comandos como o Array que distribuiriam os objetos em volta de pontos, ajudam em plantas circulares, mas elipses não. No AutoCAD 2010, as ferramentas de gerenciamento de distâncias e áreas foram significativamente melhoradas e ajudam nesse tipo de projeto.

No vídeo abaixo podemos conferir a demonstração dessa ferramenta, aplicado em um projeto com paredes circulares e com diversos elementos distribuídos ao longo das paredes, como pequenas salas e cômodos.

Na primeira parte do vídeo, podemos acompanhar a demonstração de outro recurso que também foi melhorado, o gerenciamento de hachurias. Se você for usuário do AutoCAD há algum tempo, muito provavelmente já deve ter passado apuros com o uso e gerenciamento de áreas que precisavam de hachurias. Nessa nova versão do AutoCAD, agora podemos inclusive redimensionar a área das hachurias sem a necessidade de alterar a aplicação original.

No cálculo da área, agora existe um feedback visual para que você saiba a dimensão e abrangência da área que está sendo calculada. Antes era necessário prestar bem atenção para não perder a seqüência visual dos pontos, caso algum ficasse de fora era necessário fazer tudo novamente. Para cada opção do comando que calcula áreas, agora podemos visualizar marcações com cores diferentes, para acompanhar blocos adicionados ou subtraídos do cálculo.

Outro ponto demonstrado no tutorial é o uso da ferramenta para medir distâncias, uma evolução do comando DIST. Agora ele apresenta também feedback visual mais aprimorado, com a opção de Se você já fez o download do AutoCAD 2010, recomendo assistir ao vídeo para se inteirar das novidades e novas ferramentas dessa versão.

Para os que ainda não passaram pela experiência de trabalhar com projetos apresentado paredes curvas ou circulares, não se preocupe, pois mais cedo ou mais tarde você receberá uma planta ou projeto de cenário com esse tipo de geometria. Até nos softwares 3d mais poderosos e flexíveis em termos de modelagem 3d, esse tipo de representação é bem trabalhosa de reproduzir.

Tutorial de introdução ao Terragen 2: Criando nuvens em 3D

Desde que publiquei na última semana um artigo falando sobre o lançamento do Terragen 2, algumas pessoas me solicitaram um pequeno tutorial em português, com algumas dicas de como começar a trabalhar com o software. Nesse final de semana acabei gravando um vídeo mostrando o básico sobre a interface do Terragen 2, assim como uma introdução a configuração de paisagens e efeitos atmosféricos do software. Para produzir esse tutorial, foi usada a versão gratuita do Terragen, que apresenta algumas limitações em termos de renderização, como limites para o anti-aliasing e detalhamento dos objetos no cenário, mas nada que dificulte a criação de ambientes e paisagens.

Antes de continuar, assista ao vídeo com a introdução ao Terragen:

Na parte superior da interface do Terragen, encontramos vários botões com opções para configurar a cena e adicionar efeitos e propriedades a atmosfera, iluminação, terreno, elevações e outros. Todas as vezes que você quiser editar ou adicionar elementos, use um desses botões. No menu localizado a esquerda da interface, aparecem as opções de ajuste e configuração dos elementos geométricos.

Um dos pontos interessantes para quem está conhecendo o Terragen pela primeira vez, é a quantidade de parâmetros e opções que simulam ambientes e características reais de paisagens. Por exemplo, repare no nome que cada um dos tipos de nuvens recebe. Como forma de estudar a composição climática da nossa atmosférica, os itens de configuração do software ajudam muito. Principalmente pela possibilidade de adicionar e visualizar em tempo real as alterações.

Por isso, o uso do Terragen é muito interessante para estudantes e pessoas na criação de paisagens realistas.

No tutorial é apresentada a técnica necessária para acionar nuvens volumétricas ao cenário virtual, que são uma representação em 3D das nuvens. Existem outros objetos que representam simulações das nuvens em 2D. O consumo de recursos nesse caso é bem menor, mas por outro lado à qualidade visual das nuvens é inferior ao efeito de nuvens volumétricas.

Se você quiser continuar com a criação dessa interface, recomendo que adicione algum tipo de elemento ao terreno, como elevações ou mesmo superfícies com água. O resultado do render com esse tipo de paisagem é excelente. O processo de criação para esse tipo de objeto é bem semelhante ao que fizemos para os itens da atmosfera, quando foram adicionadas as nuvens.

Como simular objetos emitindo luz no Mental Ray

Nos projetos que envolvem a visualização de projetos arquitetônicos, um dos itens que mais precisamos simular em ambientes internos é a emissão de energia luminosa por objetos. Basta que a sua imagem apresente algum tipo de luminária, para que seja necessário fazer um efeito tipo glow em objetos para simular uma lâmpada ou spot. Dependendo do software e também do renderizador escolhido, essa pode ser uma tarefa simples ou complicada de realizar. Se você for usuário do 3ds Max e Mental Ray, o tutorial indicado nesse artigo mostra de maneira bem simples, como usar luzes fotométricas para simular a iluminação de um ambiente simples com spots de luz.

Nesse exemplo, o artista usa uma cena extremamente simples, formada apenas por um cubo com dois Utah Teapot e spots, para gerar o efeito.

O vídeo mostra a criação de uma luz bem pequena, que a princípio não poderia preencher a área da luz spot e criar o efeito. A fonte de luz escolhida é uma do tipo Free Light, representada apenas por um pequeno ponto de luz. Por isso, o autor do tutorial faz alguns procedimentos para ajustar a forma da luz. Duas coisas que são feitas:

  • Alteração da forma da luz para o formato de uma esfera.
  • Ligar a opção Light Shape Visible in Rendering. Essa opção faz com que a forma da luz seja representada no render, como se realmente fosse uma lâmpada.

Assim que a cena é representada, podemos visualizar de maneira clara a fonte de luz sendo renderizada na parte de dentro do modelo 3d que representa a luz. Isso simula de maneira bem eficiente a criação de uma lâmpada. Depois de configurar a luz, basta copiar a fonte de luz junto com o modelo 3d para que a sua cena fique com os objetos.

Esse tipo de técnica pode ajudar muito os artistas e profissionais interessados em trabalhar com renderização de projetos arquitetônicos, pois como já havia comentado no inicio do artigo, algumas vezes é necessário mostrar a forma da fonte de luz. Principalmente se você precisar criar versões noturnas de uma mesma cena, o que hoje está se tornando cada vez mais comum.