Tutoriais sobre materiais no Blender

O ano está quase terminando e depois que passamos ilesos do dia 21/12 que supostamente seria o fim do mundo, podemos voltar as nossas atenções para coisas mais importantes como dicas de renderização! Sim, o que poderia ser mais importante do que conhecer dicas valiosas para renderizar os seus projetos no Blender? Bem, os tutoriais que recomendo hoje são novamente vídeos já publicados no passado aqui no blog, mas que ainda hoje permanecem úteis para artistas 3d usando o Blender. No primeiro vídeo você aprender como é possível renderizar fumaça no Blender!

A criação de fumaça no Blender é até fácil do ponto de vista técnico, mas ao renderizar a sua cena nada aparecerá caso não estejam configurados os aspectos corretos nos materiais. Quer conhecer como podemos renderizar fumaça? O vídeo a seguir mostra o procedimento.

Assim você pode fazer aquele vídeo interessante de demolição e aproveitar para adicionar o efeito de fumaça saindo dos escombros.

Outro tipo de material que gera muitas dúvidas entre usuários do Blender é o material do tipo wireframe que serve para mostrar a estrutura poligonal dos objetos 3d. Para criar esse tipo de material, podemos usar diversos truques e artifícios envolvendo múltiplos objetos 3d e até mesmo materiais com várias camadas. Mas, é possível aproveitar no Blender um Add-on muito interessante que adiciona na própria barra de ferramentas do software a opção de cofigurar um material do tipo wire de maneira automática.

O add-on é muito importante pois permite trabalhar inclusive com materiais do tipo wireframe para o Blender Cycles, mas nesse caso é preciso criar uma cópia do objeto, e dependendo da complexidade do mesmo o processo de cópia pode demorar muito para ser concluído.

Esses dois tutoriais encerram a restrospectiva de vídeos que publiquei nas últimas semanas do ano aqui no blog, mas são apenas uma pequena parte dos tutoriais que tenho no meu canal do Youtube. Para acompanhar a publicação de mais tutoriais, recomendo visitar e assinar o canal, para que sempre você seja avisado quando sair um novo tutorial.

O próximo ano será repleto de novidades aqui no blog e com muitos novos tutoriais!

Tutorial Blender: Animação com texturas e bibliotecas externas

O Blender possui recursos interessantes para trabalhar com bibliotecas externas e animações usando texturas que muitos usuários atualmente não conhecem. Uma das motivações que sempre levo em consideração para gravar um tutorial qualquer no meu canal do Youtube é a utilidade do recurso apresentado, e nesse sentido a animação com texturas e o uso de bibliotecas externas são dois dos recursos mais úteis do software! É por isso que estou recomendando no artigo de hoje, que faz referência a dois tutoriais publicados no meu canal recentemente, o uso de dois recursos muito importantes do Blender.

No primeiro vídeo você aprende a trabalhar com animação de texturas no Blender que é um recurso muito usado em produções profissionais, pois permite economizar muito poder de processamento na renderização pois tira a responsabilidade de criar movimento da deformação de polígonos e permite gerar animações apenas com a transição de imagens. O Blender possui um modo especial de pintura de textura que pode ser acessado na janela UV/Image editor e no tutorial a seguir você aprende a usar essa ferramenta para animação.

A animação de texturas só é possível graças a possibilidade de animar qualquer coisa no Blender, que foi apresentada na versão 2.5.

O próximo tutorial é igualmente importante e ajuda a explicar como funciona dentro do Blender o sistema de reuso de recursos externos, por meio de bibliotecas. Você já usou o Append e Link do Blender? Esses são recursos importantes para qualquer artista 3d que pretende trabalhar com o uso de bibliotecas de objetos, materiais e outros elementos. Por exemplo, você já pensou como seria mais produtivo ter que configurar materiais e texturas apenas uma vez? E depois ir apenas trazendo esses materiais de outros arquivos para outros projetos? Isso é possível com o Blender, e para descobrir como trabalhar nesse tipo de ferramenta você pode assistir o tutorial a seguir.

A técnica é muito útil e importante para qualquer pessoa interessada em otimizar o seu trabalho com o Blender, e utilizar novamente vários recursos de modelagem e animação outras vezes.

Com o uso das duas técnicas apresentadas nesses tutoriais, você terá muito mais recursos para acelerar a produção dos seus projetos. Se você já assistuiu aos tutoriais no passado, não custa nada lembrar novamente como funcionam as técnicas.

Animação com Rigid Body no Autodesk Maya

Os sistemas de animação que utilizam simulações baseadas em física são parte integrante de qualquer software que se destine a trabalhar com animação em 3d, e no Maya esse tipo de sistema não poderia ficar de fora do já robusto sistema de simulação de uma das ferramentas mais conhecidas entre os artistas 3d. Você conhece o sistema de animação por Rigid Body do Maya? No artigo de hoje, vamos relembrar dois vídeos interessantes produzidos usando o Maya 2010 que mostram como trabalhar com o sistema de Rigid Body do software e também como usar o constraint do tipo Hinge.

A animação com Rigid Body do Maya é muito simples de entender, e se você já trabalhou com qualquer outro software de simulação baseada em física o processo de configuração será muito natural. A primeira coisa que devemos fazer nesse tipo de simulação é escolher quais objetos devem sofrer ação da gravidade e quais precisam ficar estáticos. No Maya isso é determinado pela escolha dos objetos ativos e passivos. No caso, os objetos passivos participam da simulação mas funcionam apenas como obstáculos da simulação e não se movem com a ação da gravidade. Já expliquei demais, é hora de assistir ao tutorial:

Apesar do vídeo mostrar o funcionamento do sistema de Rigid Body, ainda é possível deixar a simulação mais realista usando sistemas de constraints. Nesse caso podemos usar um constraint do tipo Hinge para criar um sistema semelhante a uma roldana, em que o objeto fica fixo em um determinado eixo.

Com esse tipo de ajuste, as simulações de Rigid Body podem ser usadas para simular objetos como gangorras, catapultas ou qualquer coisa que possa aproveitar o uso do constraint hinge.

Agora você já conhece mais sobre o funcionamento do sistema de animação baseado em Rigid Bodies do Maya e pode adicionar física nas suas animações e projetos, possibilitando a criação de movimentos mais realistas. Já pensou ter que configurar esse tipo de dinâmica em objetos usando apenas keyframes? É por isso que o conhecimento de ferramentas desse tipo é fundamental para qualquer animador trabalhando com o Maya e que queira facilitar um pouco o seu trabalho!

Tutoriais sobre animação com fluidos no Maya e Blender

As animações baseadas em física são sempre um grande desafio para qualquer animador 3d, pois existem conhecimento sobre ferramentas como partículas para conseguir trabalhar de maneira satisfatória com a alta demanda de processamento e detalhes que uma simulação desse tipo exige. E seguindo a nossa política de final de ano, em que estamos relembrando alguns dos melhores tutoriais e artigos publicados aqui no allanbrito.com ao longo de 2012, e também no final de 2011, é o momento de relembrar como trabalhar com algumas opções relacionadas com fluidos no Maya e no Blender.

O primeiro tutorial aborda o funcionamento de um recurso muito interessante do Maya que é a dupla Pond e Wake, que trabalham em conjunto para simular superfícies de fluidos e assim gerar animações bem interessantes de líquios em grandes áreas. O tutorial é um pouco antigo, mas ainda é últil para os animadores interessados no Maya. Se você já assistiu e não lembra, é o momento de relembrar como trabalhar com o Wake e Pond no Maya.

O Maya é uma ferramenta extremamente poderosa para trabalhar com fluidos, mas isso não significa que o Blender também não possa gerar simulações de fluidos! Sim, podemos trabalhar com fluidos no Blender usando diversos tipos diferentes de ferramentas. Existe uma específica para fluidos, mas também podemos trabalhar com simulações usando partículas. No vídeo a seguir você aprende como gerar uma simulação de fluidos usando partículas no Blender para criar algo semelhante a uma pequena explosão.

O mais interessante das simulações de fluidos é que podemos aplicar materiais semelhantes a fumaça e conseguir efeitos bem parecidos. Isso acontece devido ao fato das fórmulas matemáticas que controlam fluidos e gases serem as mesmas!

Para aprender mais sobre simulações de fluidos com o Blender, recomendo uma visita ao curso sobre animação baseada em física com Blender em que abordo o funcionamento de partículas e fluidos usando diversos outros exemplos, inclusive abordando o funcionamento do Dynamic Paint que tem uma função muito parecida com a do Pond e Wake do Maya. Ainda não tenho cursos para o Maya, mas estou estudando começar a oferecer alguns cursos na área em 2013, mas isso é assunto para o futuro.

Tutorial SketchUp e Kerkythea: Renderização de projetos básica

Um dos pontos fracos do SketchUp é a parte de renderização do software que é muito simples, principalmente se levarmos em consideração que a maioria dos usuários que procuram o software estão interessados em trabalhar com maquetes eletrônicas e visualização para arquitetura. Isso significa que o software será capaz de gerar os modelos 3d necessários para representar os projetos, mas terá dificuldade em gerar imagens realistas dos projetos para apresentações. A melhor maneira de resolver isso é com o uso de renderizadores externos, e entre as opções disponíveis para o SketchUp a mais famosa na categoria render gratuitos é o Kerkythea.

Mas, o fato de ser gratuito não significa que o mesmo é fácil de usar. E para a surpresa da maioria dos usuários que tenta usar o Keykythea pela primeira vez, o software é até simples, mas precisa de uma base de conhecimento para que possa ser aproveitado de maneira plena.

Renderizando projetos com SketchUp e Kerkythea

Para ajudar aos interessados em começar a trabalhar com o Kerkythea, encontrei um tutorial muito interessante e básico sobre como renderizar uma cena do SketchUp no Kerkythea.

O autor do tutorial configura uma cena com todos os materiais e ajustes necessários no SketchUp, e exporta o modelo 3d completo para o Kerkyteha. No renderizador o único ajuste em termos de materiais que é realizado é a configuração do vidro desse modelo 3d, que necesida de mudanças em relação a transparência do objeto. Com o vidro devidamente configurado, basta escolher o método de renderização e pedir para o Kerkythea gerar a imagem.

O processo como um todo leva pouco mais de 5 minutos para configurar e o render acaba sendo mais demorado. Apesar de representar uma ótima opção gratuita para render com o SketchUp, os usuários do SketchUp podem estranhar um pouco o tempo para gerar as imagens que é um pouco longo no Kerkythea.

O software não dispõe de suporte a render por GPU, pelo menos não que eu conheça, e acaba depositando toda a sua carga na CPU, o que faz com que o tempo de render seja bem longo.

Mas, ainda assim é uma opção viável para usar com o SketchUp e muitos artistas utilizam o Kerkythea para gera imagens realistas dos seus projetos.

Nas próximas semanas você encontrará um curso no EAD – Allan Brito que aborda renderização com o SketchUp, usando renderiadores externos para complementar os cursos sobre modelagem para arquitetura e modelagem avançada com SketchUp.