Download gratuito de cenas iluminadas com V-Ray no 3dsmax

Os softwares responsáveis pela modelagem 3d de projetos para arquitetura são os mais variados possíveis, e existem opções extremamente simples do ponto de vista operacional como é o caso do SketchUp, e também as ferramentas de modelagem que extrapolam em muito as necessidades da maioria dos projeto como é o caso do Blender e 3dsmax. Mas, quando o assunto é renderização de projetos a ferramenta mais conhecida entre arquitetos e artistas 3d é sem dúvida o V-Ray. É por esse motivo que muitas pessoas desejam aprender a trabalhar melhor com o V-Ray para agregar valor ao seu currículo.

Caso você esteja enquadrado dentro desse grupo de pessoas, encontrei um recurso de aprendizado muito interessante para o V-Ray. Um artista chamado Alexander compartilhou diversos arquivos do 3dsmax com configurações prontas do V-Ray para cenas externas. Os arquivos já estão organizados e separados por tipologias de iluminação diferentes. Existe um arquivo próprio para luz diurna com o sol no seu máximo, e outro que simula os primeiros raios de luz da manhã. Só um detalhe importante em relação aos arquivos é que todos foram criados e otimizados para saída de arquivos no formato HDRI. Mas, isso não impede você de gerar imagens em PNG ou JPG.

Para os casos de projetos voltados para arquitetura, você pode aproveitar essa mesma cena no seu 3dsmax e importar o seu projeto para o ambiente e renderizar a cena com o mesmo tipo de luz. Pode ser necessário fazer algum ajuste em relação a escala da cena e principalmente nos materiais, mas o volume principal da iluminação já estará pronto.

O recurso é fantástico para interessados em usar o V-Ray como plataforma de renderização em arquitetura, mas também como fonte de aprendizado. A melhor maneira de utilizar esse recurso como base de aprendizado, é abrir as cenas no seu 3dsmax e fazer uma análise criteriosa sobre como está configurada a cena. No momento em quer você entender o conjunto de configurações usadas nas diferentes cenas, será possível adaptar o material para outras situações.

Mas, mesmo que você esteja apenas procurando uma maneira rápida de renderizar seus projetos com qualidade, recomendo fazer o download das cenas. O acesso aos arquivos é totalmente gratuito e sequer é necessário fazer qualquer tipo de cadastro ou registro para realizar o download. Portanto, corra para garantir a sua cópia enquanto os arquivos ainda estão disponíveis.

Blender com suporte oficial para renderizar no V-Ray

O suporte aos chamados renderizadores externos no Blender já foi bem limitado, e os usuários mais antigos devem lembrar da época em que a única opção para renderizar imagens fora do Blender era com o antigo YafRay, que hoje se chama YafaRay. Essa época já passou e tanto o Blender como o mercado de renderizadores externos evoluiu bastante, estando hoje focados no uso de GPUs para acelerar a geração de imagens além de oferecer opções de uso para os mais variados artistas 3D. Um dos renderizadores externos mais famosos do mercado é sem sombra de dúvida o V-Ray. Já conheci artistas que não largam o 3dsmax apenas para que possam gerar imagens voltadas para arquitetura usando o V-Ray.

Com o tempo a Chaosgroup expandiu a compatibilidade do V-Ray para outros softwares como o SketchUp, Maya e até versões independentes chamadas de V-Ray Standalone. Essa versão standalone do V-Ray foi usada como base para a criação de scripts e ferramentas que exportavam cenas de inúmeros softwares para o formato de arquivo próprio do render, permitindo que até mesmo o Blender conseguisse renderizar imagens usando o V-Ray. Isso só foi possível graças ao trabalho do desenvolvedor russo Andrey Izrantsev que agora foi contratado pela Chaosgroup.

Isso significa que o script responsável por exportar cenas do Blender para o formato nativo do V-Ray agora é suportado oficialmente pelo desenvolvedor do V-Ray! Sim, existe até mesmo uma página sobre o script com informações relacionadas à integração.

O antigo domínio em que podíamos encontrar o script de integração já não funciona mais, e agora apenas fazendo o download diretamente pelo web site da Chaosgroup. Agora é possível conseguir uma poderosa combinação de software para modelagem 3d, e renderização com a dupla Blender e V-Ray. Os artistas que ainda estão presos ao 3dsmax podem optar por adquirir apenas a versão standalone do V-Ray e gerar os modelos poligonais no Blender para renderizar no V-Ray.

Esse é mais um sinal do reconhecimento do Blender como plataforma de criação séria e que atrai desenvolvedores e empresas para o seu já crescente ecossistema de softwares de suporte. A lista de renderizadores externos já está bem longa, e provavelmente veremos mais adições no futuro.

Renderizando imagens usando a GPU? Como começar?

O hardware necessário para trabalhar com computação gráfica sempre foi notório por demandar quantidades razoáveis de memória e poder de processamento, fazendo com que artistas 3d e estudantes procurassem em lojas especializadas por equipamentos de última geração e consequentemente muito mais caros. Com o passar dos anos as exigências de hardware aumentaram, mas o ponto de equilíbrio desse equipamento também foi alterado. Uma das partes que não fazia tanta diferença assim no momento da chamada renderização, alguns anos atrás, hoje pode realmente cortar os tempos de render para períodos extremamente curtos! Estou me referindo a placa de vídeo (GPU).

Com o advento dos renderizadores que conseguem aproveitar o poder das modernas GPUs, é possível jogar toda a carga de render de um projeto para a placa de vídeo e distribuir tarefas que antes eram manipuladas apenas por dois, quatro ou quem sabe oito núcleos do processador (CPU) para até mil núcleos! Sim, você não leu o texto errado. Algumas GPUs existentes hoje em dia oferecem até mil núcleos para distribuir processamento e ligar com renderização de imagens e outros processos.

Exemplos de placas gráficas para alta performance

Um exemplo disso é a GeForce GTX Titan Black com seus insanos 2880 núcleos. A placa de vídeo é voltada para o mercado de jogos com alta performance, mas graças a uma tecnologia chamada CUDA da NVIDIA é possível aproveitar esses núcleos para gerar imagens em softwares de renderização.

É evidente que existem outras opções mais humildes em termos de processamento e quantidade de núcleos, mas independente da opção escolhida é praticamente certo que a sua placa terá muitos núcleos a mais do que qualquer processador acessível para computadores pessoais.

Além da quantidade de núcleos existentes na placa de vídeo, é preciso tomar cuidado também com a memória existente nessas placas. Caso a placa possuam pouca memória, você ficará limitado a manipular apenas aquela quantidade de dados no momento da renderização. Por exemplo, uma placa que possua apenas 1GB de memória, só terá capacidade para manipular e carregar texturas e outras informações até essa capacidade. Quando passa dessa capacidade, o software simplesmente não consegue aproveitar o poder oferecido pela placa de vídeo para gerar o render.

Como começar a renderizar na GPU?

Nesse ponto você já deve ter ficado interessado em começar a renderizar seus projetos usando uma GPU. Mas, como começar? O primeiro passo é um pouco deprimente, pois envolve adquirir uma dessas placas. A minha recomendação nesse caso, para fins profissionais, é preferir um modelo da NVIDIA. As placas da ATi/AMD da série Radeon são excelentes para jogos, mas não oferecem muito suporte para render em softwares gráficos. Caso alguém conheça softwares que usem esse equipamento, indique nos comentários pois não conheço nenhum.

Antes de adquirir a placa de vídeo para renderizar, recomendo consultar a documentação do software que você deseja usar para renderizar seus projetos. Será que ele suporta aceleração por GPU? A maioria já oferece algum tipo de suporte como o iray no 3dsmax e o Cycles no Blender. Ainda existe outros renderizadores externos dedicados como o V-Ray RT, Octane Render e Arion.

Para escolher o modelo da placa, e para isso você deve levar em consideração as especificações técnicas somadas ao investimento necessário para adquirir a placa. Algumas vezes fica mais barato comprar duas placas mais simples, e usar recursos como o SLi da NVIDIA para usar as duas placas no mesmo computador e compartilhar os núcleos e a memória.

Benefícios de usar GPU?

O principal benefício de usar renderização por GPU é a redução significativa do tempo necessário para gerar imagens e animações. Quem já teve a felicidade oportunidade de usar esse tipo de recurso, percebeu que a visualização e manipulação da cenas pode ser realizada em tempo real! Esse é o motivo pelo qual algumas versões de renderizadores que usam a GPU para gerar imagens adotam o sufixo RT para Real Time.

Usando render por GPU

Tem uma placa de vídeo da família GeForce GTX? Quer começar a renderizar seus projetos agora mesmo? Basta fazer o download dos drivers apropriados no web site da NVIDIA e usar o Blender Cycles, que é capaz de utilizar os núcleos dessas placas de vídeo para gerar imagens e animações. Se quiser uma ajuda para começar a usar o Blender Cycles, no EAD – Allan Brito você encontra dois cursos específicos sobre renderização com o Blender Cycles:

Ao fazer a inscrição nos dois cursos ao mesmo tempo na página dos combos, você ainda consegue um desconto em ambos os cursos.

Palmipedarium: Curta-metragem produzido com Blender

As animações criadas com as diversas suítes 3d disponíveis no mercado são uma excelente forma de conferir a capacidade de produção das ferramentas disponíveis nesse software em particular. Entre as diversas dúvidas e questionamentos que recebo sobre o Blender, está a sua capacidade de produzir animações sérias ou mesmo de nível médio. Os projetos desenvolvidos pelo Instituto Blender são uma excelente demonstração da capacidade do software, mas é com a produção dos usuários e também pequenos estúdios que o software é realmente testado. É por isso que sempre gosto de divulgar projetos desenvolvidos inteiramente com o Blender para ajudar a sanar essas dúvidas sobre a capacidade de produção do software.

Entre esses projetos desenvolvidos totalmente com o Blender, podemos adicionar agora a animação Palmipedarium que foi produzido pelo artista Jeremy Clapin. A animação é de curta-metragem e utiliza visual estilizado para narrar a sua história. Apesar de parecer simples do ponto de vista visual, a sua estética se encaixa muito bem com a narrativa.

Essa é a animação, que foi produzida pelo artista francês, mas teve diversas outras pessoas em papeis relacionados com modelagem, iluminação e rigging.

Esse tipo de projeto é provavelmente fruto de vários meses de trabalho investido, e não seria possível de ser finalizado sem apoio financeiro e também a dedicação da equipe. A duração da animação é muito parecida com os projetos realizados pelo instituto Blender, e para fins de comparação uma equipe de aproximadamente 10 pessoas trabalhando por 6 meses tem custo estimado de 150 mil Euros, segundo dados do projeto Big Buck Bunny.

Quer fazer uma animação como essa no Blender? Recomendo planejar muito bem o seu projeto e procurar patrocínio para a empreitada, que pode vir por meio de empresas privadas e também editais públicos, que bancam grande parte da produção audiovisual no Brasil. Além da parte financeira, é preciso organizar a parte de pré-produção da animação que envolve o roteiro e storyboards, para inclusive ajudar na captação de fundos! Assim as pessoas conseguem entender melhor o seu projeto, antes da execução.

Outro ponto que deve ser considerado é o aprendizado do Blender! O EAD – Allan Brito pode ajudar você nesse sentido com vários cursos online sobre Blender em diversas categorias, inclusive com cursos próprios sobre animação.

Plugin gratuito no SketchUp ajuda a editar arestas

O uso de imagens de referência para criar modelos 3d é algo muito comum e que com o tempo acaba se tornando um hábito para a maioria dos artistas 3d, pela facilidade e agilidade que a técnica oferece. Além do uso de imagens de referência para gerar modelos, é possível também trabalhar com ilustrações vetoriais como base para criação de modelos, algo muito comum em ambientes voltados para modelagem em arquitetura. Esse é o caso de softwares como o SketchUp, em que podemos importar desenhos técnicos no formato DWG ou DXF para usar como base para modelagem. No caso de importação de desenhos técnicos em DXF e DWG, apenas o SketchUp Pro é capaz de fazer esse tipo de operação.

Após a importação desse tipo de desenho para o SketchUp, é muito comum encontrar pequenos problemas relacionados a representação de alguns tipos de arestas no software. Isso acontece devido ao processo de conversão de curvas e arcos oriundos de softwares de CAD, para o formato de curvas do SketchUp. Para usar efetivamente os desenhos técnicos nesse sentido é preciso fazer algumas pequenas edições e correções nas arestas para aproveitar a estrutura das linhas e gerar modelos 3d precisos.

Caso você faça esse tipo de correção em arestas no SketchUp de maneira manual, recomendo conferir um plugin gratuito para o SketchUp chamado de EdgeInspector que ajuda de maneira significativa a melhorar a organização desses desenhos oriundos de arquivos de CAD, e até mesmo ilustrações geradas no próprio SketchUp.

Entre as funções do plugin é possível encontrar:

  • Reconstrução de junções entre arestas (Algo semelhante a um extend em softwares de CAD)
  • Correção entre deslocamentos de vértices
  • Alinhamento de arestas em curva

Essas são apenas algumas das opções disponíveis no EdgeInspector que pode ser copiado de maneira gratuita no SketchUcation, bastando para isso um rápido cadastro no web site. A ferramenta é de extrema utilidade para artistas que usam como base arquivos do tipo DXF e DWG para gerar os modelos 3d.

Aprendendo sobre modelagem 3d com SketchUp

Quer aprender a usar o SketchUp para modelagem em arquitetura, e principalmente a aproveitar os recursos oferecidos pelos diferentes plugins gratuitos existentes para o software? No EAD – Allan Brito você encontra dois cursos excelentes para esse propósito:

No caso do curso sobre modelagem avançada, apenas plugins totalmente gratuitos são usados no curso.